Em roots:

Max e Iggor Cavalera retornando ao clássico “Roots” em festival da Bélgica. Put your fooking hands up!

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* Ainda sem conseguir acabar de com o show do histórico “Roots”, da banda Sepultura, que rodou de Moscou a São Paulo no ano passado e teve vasta turnê americano ainda neste ano, os irmãos Max e Iggor Cavalera, o núcleo duro da banda que ainda existe sem os brothers fundadores, se apresentaram neste final de semana no festival belga Graspop Metal Meeting 2017.

O concerto sempre intenso que comemora os 20 anos (e contando) do marcante álbum dos caras está inteirinho aqui embaixo, em seus 48 minutos de duração.

Sim, o show começa com “Roots, Bloody Roots”, como no disco.

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Quero ser Iggor Cavalera: músico segue a turnê metal do ano, lança a música dance do ano (em parceria com um Hot Chip), cria selo próprio em Londres e entra para o Soulwax

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* Um dos principais nomes brasileiros no exterior há muitos anos, desde que encantou o mundo metal segurando na violência bruta a bateria do almighty Sepultura dos tempos áureos, o músico brasileiro Iggor Cavalera até que vem mantendo uma vida agitadinha desde que decidiu morar em Londres, em 2013, para cuidar mais de seu projeto Mixhell, de música eletrônica, que mantém com sua mulher, Laima Leyton. Mas agora está demais.

Olha os últimos meses e o que tem desenhado pela frente, no futuro bem próximo, na trajetória do Iggor.

1. Em dezembro passado, perto do Natal, Iggor parou de rodar o mundo com o irmão Max Cavalera, uma espécie de núcleo-duro do Sepultura da principal fase, com o show de 20 anos do histórico álbum “Roots”, o sexto e o mais internacionalmente bem-sucedido álbum do grupo que comandavam. Foram uns 40 shows superlotados em lugares como Moscou e São Paulo, Madrid e Bogotá.

E agora, dia 9 de fevereiro, a duo de irmãos retomam em Las Vegas a tour, para mais 21 shows em um mês, acabando na Califórnia, em Santa Ana, no começo de março.

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2. Iggor e Laima, o lado Mixhell da dupla, montou um label chamada Delayed))), para trabalhar “coisas que curtimos”, segundo Iggor. O primeiro lançamento, já quando o ano estava acabando e o Cavalera estava envolto com o metal, foi o hit dance “Crocodile Boots”, nome de música e do EP que envolve o Mixhell com o ótimo DJ e produtor Joe Goddard, do Hot Chip, e o figuraça Mutado Pintado, considerado um dos mais proeminentes nomes da cena indie/eletrônica britânica hoje (a foto que abre este post junta essa turma). Aposte, “Crocodile Boots”, que já está sendo tocado em altas pistas (o bamba DJ americano Tim Sweeney mostrou a música em seu set agora em janeiro, em seu Beats in Space, considerado um dos maiores programas de rádio do mundo hoje), vai ser o hit de pista do verão.

Já está sendo até neste inverno (do lado norte do planeta), com o lançamento nesta semana no vídeo oficial, que mostra a música em remix do Soulwax, a instituição formada pelos irmãos Dewaele, os 2ManyDJs. A música, uma viagem com vocal em inglês do doido Mutado Pintado em mistura com o “hypnotic portuguese” de Laima, pode ser ouvida e vista em suas duas versões, abaixo.

+ + a música original

+ + o vídeo oficial, em remix do Soulwax

No site do Beatport dá para comprar tanto “Crocodile Boots”, no original e nas versões remix do Soulwax, do Party Nails e de Joe Goddard himself.

O EP “Crocodile Boots” tem ainda as músicas “Hard Work Pays Off” e “Familiar Faces”, muito boas também.

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3. Em janeiro agora, Iggor e Laima está entrando em estúdio junto com o Soulwax, a versão show do 2ManyDJs. Iggor na bateria e Laima no synth. Quando o álbum sair, provavelmente no meio do ano, verão europeu, os Mixhell vão estão estar presente no palco do Soulwax, como integrantes da turnê. Confira a foto abaixo do Soulwax, já com Iggor e Laima na formação.

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Rooooooooooooooooots. Deuses do metal brasileiro, Max e Iggor abalaram São Paulo com show do maior disco do Sepultura

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* Uns amigos da dance music, outros do indie rock, muitos foram sexta passada ao novo espaço de shows paulistano Tropical Butantã para pagar um tributo a dois dos artistas brasileiros mais famosos de todos os tempos, os irmãos Max e Iggor Cavalera. A dupla está terminando um giro pelo mundo de concertos lotados e de alta carga de energia com a turnê “Return to Roots”, tocando na íntegra o extraimportante “Roots”, de sua ex-banda Sepultura, de 1996, álbum que sublimou o thrash metal, e que deu fama ao grupo por misturar heavy, punk, batuques, berimbaus, tribalismos vários e… bem… Carlinhos Brown. O disco marcou também a última vez em que Max foi vocalista da banda, sendo substituído depois por Derrick Green. Iggor abandonaria o Sepultura em 2006.

E, na sexta à noite, foi a vez de São Paulo rever os Cavalera, que estavam bem acompanhados pelos carecas coadjuvantes Marc Rizzo (guitarrista) e Tony Campos (baixista), os dois conhecidos do rolê metal, pois tocam no Soulfly e no Cavalera Conspiracy.

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A apresentação no Butantã foi espetacular, uma verdadeira celebração metal dos 20 anos do disco que vendeu quase 3 milhões de cópias no planeta, marco para o gênero numa época em que vender discos ainda era vital para uma banda. Faz tempo que eu não via uma platéia tão ansiosa para ver a atração principal. Max comandando os pogos, as rodas, os jumps, as paredes (“Isso é um how de metal, porra”) ao mesmo tempo que fazia sua guitarra “sujar” o ambiente e sua garganta urrante aproximar o show de um ritual satânico, enquanto Iggor espancava sem dó sua bateria, que é diferente de todas as baterias, tipo um guitarrista líder com baquetas na mão. O mais engraçado: tudo soando muito pop.

Show que começa e acaba com “Roots, Bloody Roots” tem nosso respeito eterno. E ainda teve uma sensacional farofada metal de covers no final, entre elas Motorhead e Black Sabbath.

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E, de bônus, 1 minuto e meio que define o show dos Cavalera em trecho de apresentação em Santiago, no Chile.

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Bônus 2, uma foto de Iggor Cavalera em traje de gala tocando bateria no show do Return to Roots, em São Paulo.

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Sónar se rende a pop de Lana Del Rey

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Popload voltando para casa, após um fim de semana loucura em Barcelona, com as dezenas de atrações do Sónar, festival de música avançada que a cada ano se consolida como um dos mais importantes do mundo.

Por enquanto a gente destaca aqui o balanço resumido do que foi este Sónar, em texto publicado hoje na Folha de São Paulo. Aos poucos, durante a semana, vamos falar muito ainda sobre o que rolou pelos cantos de Barcelona.

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Sónar se rende a pop de Lana Del Rey

Evento atraiu até sábado 98 mil pessoas para ver os veteranos do New Order e do The Roots

Foi como um show de axé num festival chamado ROCK in Rio. Ou quando as atrações de guitarras tomaram conta do antigo Free JAZZ.
Na noite de sexta, em Barcelona, a cantora furacão americana Lana Del Rey transformou em cabaré pop o Sónar 2012, um dos principais eventos de música eletrônica do mundo.

Foi tudo muito engraçado. Clubbers e, óbvio, os fãs da polêmica artista de 25 anos, que estourou no ano passado na internet, dividiam espaço para vê-la no Sónar Pub, espaço para 20 mil pessoas, o lugar de shows “pequeno” dentro do complexo para convenções que abrigava a parte noturna do festival catalão.

Foi tudo muito bonito. Com suas marcantes e melancólicas canções “vintage”, Lana Del Rey levou ao palco um quarteto de cordas, um pianista, um guitarrista e 45 minutos quase totais de músicas de seu único disco, “Born to Die”, lançado em janeiro.
Não teve nenhuma tentativa dela simpática (à verve do festival) de cantar sobre alguma das muitas versões remixadas de suas músicas, febre das pistas de dança.

No conhecido festival de “música avançada”, Del Rey mostrou um avanço ao passado, com sua sonoridade anos 50/60 enfeitada por imagens no telão de filmes de Billy Wilder, Elvis Presley, desenhos antigos da Disney, Chet Baker.

E, como roqueira, saltou duas vezes à plateia para abraçar e beijar o entusiasmado público grudado na grade à frente do palco.
“Get fucking crazy tonight”, recomendou a cantora à galera eletrônica que tinha ainda toda a madrugada pela frente.

VANGUARDA – Outras atrações que talvez combinem pouco com a vanguarda do Sónar, como os veteranos pós-punks do New Order e o grupo hip-hop soul The Roots, fizeram bons shows, atraindo parte razoável do contabilizado público de 98 mil pessoas de 80 países que percorreram o Sónar de noite e de dia (série de apresentações e DJ sets realizadas na área dos museus, no centro) de quinta até sábado.

Na seara vanguardista eletrônica, a DJ e produtora russa Nina Kraviz, Nicolas Jaar solo ou com o projeto Darkside, a inglesa Maya Jane Coles, os bombados Azari & III e Totally Enormous Extinct Dinosaurs e o brasileiro Psilosamples tiveram performances das mais elogiadas.

Favoritos indies como Hot Chip, Metronomy, Friendly Fires também foram muito bons, cada qual no seu palco e horário. Diferentemente do velho Fatboy Slim, um dia um deus da electrovanguarda, que manteve seu set aprisionado no mofo dos anos 1990.