Em rosalia:

Bad Bunny faz dueto caliente com Rosalía no “Saturday Night Live”

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* A esperada atração musical do programa “Saturday Night Live”, falada por semanas, não decepcionou. O fenômeno latino Bad Bunny, porto-riquenho, apresentou sábado à noite duas músicas de seu mais recente álbum, “El Último Tour del Mundo”, incluindo uma que teve a companhia de outro estrondoso sucesso de língua espanhola, a cantora catalã Rosalía.

A dupla quente, ou caliente, como preferir, desempenhou a música “La Noche de Anoche”, do jeitinho como está no álbum do rapper cantor. Ainda no “SNL”, Bad Bunny fez performance para “Te Deseo lo Mejor”, outra do disco lançado em novembro (e lembrando que ele soltou dois álbuns em 2020; o primeiro, “YHLQMDLG”, lançado em fevereiro).

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A presença da Rosalía e de suas unhas gigantes na performance de Bad Bunny foi muito especulada, mas ninguém confirmou antes de o programa entrar no ar. E agora estão valorizando tanto que o “SNL” e a gravadora-mãe da obra do artista, a Universal, andam derrubando os vídeos todos do ar, diferentemente do que acontece com os de outras atrações musicais do programa nova-iorquino.

Mas temos um “adaptado” que ainda insiste em ficar no ar. Aqui embaixo.

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* Bad Bunny, 26 anos, além da apresentação musical, mostrou ainda sua faceta ator em dois sketches divertidos no “Saturday Night Live”. Sem contar que no dueto com Rosalía rolou aquele climinha romântico de uns abraços calientes que quaaaaase acabam em beijo, mas no fim os dois caem na gargalhada.

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SEMILOAD – Ok, nós precisamos conversar sobre o momento do pop latino!!

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* A Billie Eilish fofa soltando um espanhol na nova música em perceria “latina” com a Rosalía foi um pouco demais para a Dorinha Guerra, dona da brilhante newsletter “Semibreve”. Não que ela não tenha gostado, veja bem. Mas a música e a Billie abriram um portal para toda uma análise profunda, necessária e certeira do papel dos latinos na música americana. Ou seria o contrário? Com muro ou sem?

Entonces tómalo textón!!!!

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Na fração mais pop do nosso mundinho, dois dos grandes lançamentos de hoje – Selena Gomez e Anitta – têm um fator nítido em comum: são em espanhol.

O curioso é que, para além de um tal de feat. entre as duas que vazou na internet outro dia, as artistas não poderiam ser mais diferentes: uma é cantora consolidada mundialmente, voltando de ocasionais pausas que dá na carreira; outra é cantora consolidadíssima no Brasil, que tenta se lançar para o mundo com um marketing frenético. Para ambas, a explicação “sou latina” serviu bem. Por quê?

Uns te dirão que é culpa de “Despacito” e tudo que veio na esteira – Rosalía, J Balvin, Maluma e afins. Outros, muito otimistas, encaram a virada “latina” (que na verdade é um nome pra estadunidense ver, já que tem brasileiro, colombiano, argentino e até espanhol nessa mistura) como uma abertura sorridente do mercado americano para novos horizontes.

A verdade é que não tem nada de espontâneo nisso – um dos fatores para esse sucesso estrondoso da música latina em um nível global é, por exemplo, o fato de que os serviços de streaming chegaram nas populações latinoamericanas com força na última década; em tempos quando os charts são a moeda, esse fator é essencial para tornar as músicas em espanhol um produto bastante vendável.

Além disso, esse reggaeton de agora faz sucesso porque faz sentido musicalmente: se inspira no hip-hop e se aproxima do trap, um dos gêneros mais bombados dos últimos anos; a música latina que explode está longe de ser a tradicional música latina, mas uma versão urban moldada especialmente para o mercado que consome as músicas norteamericanas — tudo com o mesmo ritmo e mesmo arranjo, como Vicente García, do Calle 13, falou para a “Rolling Stone” há uns anos.

Mas existe, sim, algo importante acontecendo: para estadunidense que detesta ter que reconhecer outros continentes, a barreira da língua – uma vez quebrada – abre lugar para outras sonoridades. Foi desse modo que a Rosalía encontrou espaço para experimentar com o flamenco, música tradicional da Espanha, e ainda assim criar um produto sonoro com popularidade mundial. Ainda que ela lance trabalhos muito mais comerciais hoje que no próprio “El Mal Querer”, seu famoso segundo álbum (2018), Rosalía é inegavelmente inventiva. E, principalmente, não abre mão de suas raízes.

Em outra frente, Kali Uchis teve uma trajetória um pouco distinta – teve que entrar na indústria cantando majoritariamente em inglês e com parcerias americanas –, mas pôde lançar “Sin Miedo” no ano passado: um disco lindíssimo, inteiramente em espanhol e que honra a música colombiana, cubana e até o reggaeton de todos. Tudo isso mantendo uma estética própria, inconfundivelmente latina (e inconfundivelmente Kali Uchis).

Talvez seja nesse ponto que a última leva latina não tenha conseguido ser bem-sucedida: Shakira só se vendeu como colombiana mantendo somente parte da sua identidade, enquanto se adequava perfeitamente à loirice estadunidense e mostrava que latino também pode ser branco. J.Lo era mais Jenny from the Block, não Jennifer from Puerto Rico; e Ricky Martin, à la k-pop ao inverso, deixava frases como “La vida loca” soltas em uma música em inglês, perfeita para quem tem casa em Miami. Agora, o processo contrário acontece de forma bastante interessante – são os estadunidenses que vêm aprender com a gente (a gente eu não sei, mas com nossos vizinhos, pelo menos).

É, tem gringo aprendendo a falar espanhol. Não foi só (a nova) Selena que de repente se orgulhou de suas raízes mexicanas e tem vídeo em espanhol no Brasil; nos últimos meses, The Weeknd aprendeu umas frases para cantar com Maluma e até Billie Eilish soltou um autotune em castellano ao lado de Rosalía. É alguma coisa, com certeza – mas ainda não é o bastante.

É importante lembrar que a nova latino/urban music ainda é bastante caricata em sua maioria. Bem digeridinha, para gringo ver. E não nos tira a pulga atrás da orelha: estamos sendo apropriados de novo, sem uma contrapartida humana? Ouvir Selena Gomez impede os americanos de erguer muros com o México? Servimos para consumo, mas servimos para valorização? E, afinal, onde entra o português nessa história, se nossa maior representante habla español?

De repente, ser latinoamericano voltou a ser cool. Será que dura? Enquanto a música abre os olhos para o nosso lado do mundo, a gente pega nosso cafezinho, senta na varanda e espera pra ver no que vai dar.

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Top 10 Gringo: Django Django na cabeça, Billy & Rosa quase lá, um tal de Kiwi Jr. e um tal de Paul McCartney. Confira as dez mais internacionais da semana

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* Estamos apenas no terceiro Top 10 Gringo, mas já deu para sacar qual é a nossa missão por aqui, não? Toda terça-feira chegamos com uma playlist caprichada que repassa o que tivemos de melhor no tocante (foi mal…) à música pelo mundo naquela semana – menos no Brasil, que “nos debruçamos a analisar” mais detalhadamente toda quarta-feira na já tradicional Top 50 da CENA.

Desta vez a semana esteve movimentada. Lançamentos de alguns nomes gigantes do pop, a reaparição de alguns indies queridos de outrora, algumas novidades que sentimos que passaram meio batidas por aí e umas estranhezas que caíram no nosso gosto e provavelmente vão cair no seu também.

Vamos?

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1 – Django Django – “Free from Gravity”
Aumenta a expectativa pelo novo álbum da banda indie dance “escocesa de Londres” Django Django. “Glowing in the Dark” chega aos streamings e vinil no dia 12 de fevereiro, logo mais. “Free from Gravity”, o single, é bacana e ainda tem um vídeo esperto que faz uma crítica à bagunça atual e geral do planeta Terra. Com uma pequena ajuda de gente de fora. Fora do planeta.

2 – Billie Eilish & Rosalía –  “Los Vas a Olvidar”
Na aguardada parceria, Billie Eilish e Rosalía optaram pela ousadia. Ignoraram fãs, mercado e suas expectativas. Chegaram com uma construção delicada, centrada nas vozes, que conduzem praticamente sozinhas a parte melódica da música, enquanto uma melancólica ambientação minimalista costura o restante. Aquelas obras de quem sabe o que está fazendo.

3 – Kiwi jr. – “Tyler”
A Sub Pop, a casa do grunge, não costuma errar muuuito a mão. E é o caso aqui com os canadenses do Kiwi Jr, uma banda indie-inteligente que parece capaz de produzir exatamente o que quer. Enquanto avaliamos melhor “Cooler Returns”, seu segundo álbum, já dá para garantir que “Tyler” é maravilhosa. Parece muito Pavement, mas não se engane. Os caras estão bem longe de só requentar o passado.

4 – Arlo Parks – “Caroline”
A expectativa para sexta-feira, quando teremos acesso ao disco inteiro de estreia da inglesa Arlo Parks, é tanta que resgatou o single de novembro para este ranking. Só para guardar já um bom posto para as novas que nem conhecemos ainda. “Collapsed in Sunbeams”, o álbum, já está estimulando altas resenhas de quem já o escutou. Por singles como este “Caroline”, a gente sempre soube…

5 – Weezer – “All My Favorite Songs”
“Ok Human” é o disco do Weezer que promete pianos e cordas. Pelo primeiro single, essas ideias sonoras mais requintadas não devem afetar o estilo da banda em suas composições. “All My Favorite Songs” rolaria fácil com guitarra, baixo e bateria. Mas vai bem também nessa construção mais, digamos…, sofisticada. Weezer sofisticado, pensa.

6 – Royal Blood – “Typhoons”
O duo Royal Blood reapareceu com novo single, o segundo do próximo disco, de mesmo nome. Depois da música-chiclete que foi o primeiro, “Trouble’s Coming”, lançado em setembro, a dupla reaparece dançante, porém sem abandonar a barulheira habitual. Aprovadíssimo.

7 – Bicep – “Apricots”
A origem do Bicep, formado por Andrew Ferguson e Matthew McBriar, é o blog de música levantado pela dupla chamado “Feel My Bicep”. De pesquisadores do subterrâneo da eletrônica, eles se tornaram autores. Seu segundo álbum, “Isles”, é bem interessante e rico. “Apricots”, que a gente destaca aqui, é viciante.

8 – Ross from Friends – “Burner”
Pela descoberta do Bicep nos levou de volta ao Ross From Friends, o codinome do produtor britânico Felix Clary Weatherall, de música nova. Aquele som eletrônico sofisticado, manja? “Burner” é bem arquitetada a ponto de lembrar um longo DJ set impecável.

9 – Paul McCartney – “Deep Down”
Falsa impressão nossa ou o “McCartney III” passou meio que batido por aí? Pode até não ser dos melhores trabalhos do ex-beatle setentíssimo em carreira solo, mas é mais um bom capítulo da sua linha de aventuras (quase) 100% solitárias – nos outros dois álbuns da linha “McCartney”, Linda deu uma mão, enquanto aqui ele tem uma leve contribuição de seus parceiros de turnê Rusty Anderson e Abe Laboriel Jr. “Deep Down” é deliciosa em seus timbres.

10 – Flohio – “Roundtown”
O hip hop UK vive uma fase e tanto. Dessa cena, Flohio é mais um nome que merecesse destaque. “Roundtown” é tanto um acerto enquanto som quanto uma bela amostra do potencial da rapper em sua versatilidade vocal.  

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* A imagem que ilustra este post é do banda inglesa Django Django.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Billie Eilish, Rosalía e suas unhas soltam música e vídeo de “Los Vas a Olvidar”

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* Finalmente saiu aos streamings a algo misteriosa colaboração entre as bombásticas cantoras Billie Eilish e Rosalía, com a música binacional “Lo Vas a Olvidar”, de nome castelhano tanto quanto a segunda integrante dessa parceria feita para embalar um episódio da interessante série “Euphoria”.

A colab de duas das mais interessantes artistas da música em tempos recentes, cada uma na sua praia, apareceu em pedaços em um trailer do episódio em questão, especial, chamado “Part 2: Jules”, que vai ao ar no próximo domingo, 24. “Euphoria, drama teen até que pesadinho em suas premissas e com bela trilha musical, é da HBO.

“Lo Vas a Olvidar”, canção a priori esquisita mas de um belo dueto vocal mas que combina bem com o espírito do seriado, com Eilish cantando às vezes em espanhol (ou seria às vezes em inglês), tem um climático e lindo vídeo, dirigido pelo diretor bambam meio americano, meio australiano Nabil.

Para sua apreciação. Alguém depois nos explica o lance das unhas? São cristais? Acrílico?

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Subiu a temperatura: Arca divulga novo single com participação de luxo da Rosalía

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Estará nas lojas online sexta agora, dia 26 de junho, o aguardado disco novo da cantora, produtora, compositora e DJ venezuelana Arca, que agora adotou o “she / her” como pronomes de referência, tudo porque agora ela se considera uma pessoa não-binária.

O novo álbum da talentosa artista de vanguarda, que é adorada por nomes como Kanye West e Bjork, vai se chamar “KiCk i” e dele acabou de conhecer o último single antes do lançamento, a esperada dobradinha com a Rosalia para “KLK”.

Além de Rosalía, Sophie e a própria Bjork, já citada, estarão no disco que promete muita eletrônica misturada com hip hop, veia latina e temas importantes como sexualidade.

“KiCk i” é o primeiro disco de inéditas da Arca em três anos.

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