Em rough trade:

Feliz 2021 com… mais lives. Loja Rough Trade prepara streamings de shows de Shame e Arlo Parks para janeiro

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* Quarentena de shows dia… 736489264. É, está difícil ver uma luz quando o assunto é ver um showzinho ao vivo novamente, embora já tenha turnês divulgadas e até sold-outs, festivais anunciando line-up e tem também o Slipknot.

Unknown

Cansamos das lives de Instagram, Youtube, apps exclusivões e afins, tudo bem. Mas, enquanto a vacina está sendo produzida a toda velocidade (ver foto acima) para chegar na geral e vamos assistindo lockdowns sérios em países sérios, o jeito vai ser seguir vendo nossos artistas do coração por alguma telinha mesmo.

Pensando nisso, a supercool loja/selo de discos inglesa Rough Trade preparou uma série de livestreams, direto do palco da loja do East London, lugar que recebe diversos concertos legais (em situações normais, né?).

Em janeiro, já tem três nomes lindos marcados para pisar lá e transmitir suas apresentações ao vivo e em cores em alta definição: Shame, Arlo Parks e Goat Girl.

Três performances de artistas da terra da rainha, fresquinhas, com discos prestes a ser lançados mês que vem, parece a pedida certa quando já cansamos de ver e rever tudo que é possível ao vivo por aí.

As apresentações vão rolar através do app-tendência Dice e estarão disponíveis em diferentes fusos horários, e as infos sobre as datas e horários estão aqui.

Essas lives da Rough Trade no Dice saem, pensando daqui do Brasil, por 7 dólares se o streaming escolhido for o de Nova York, que está a duas horas atrás do horário brasileiro.

Vamos?

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Melhores discos do ano: loja Rough Trade dá o ouro ao misterioso SAULT. Você tem roupa para ouvir esse disco?

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* Nós não, respondendo ao título. Mas mesmo assim temos ouvido bastante haha.

Bom, e já que estamos sobrevivendo a ele, seguimos aqui elencando as listas (queria botar “listando as listas”, mas r(d)esisti) de melhores álbuns do pior ano de todos os tempos para a música. Mas isso é um outro assunto.

Nosso apanhado das listas por aí chega a lugares que a gente admira e/ou leva em consideração mesmo não admirando tanto assim, para (tentar) dar um referencial completo do que aconteceu neste ano zoado, cujos parâmetros foram colocados em xeque (e muito pouco em cheque, para muitos).

Depois de mais cedo falarmos do ranking dos dez melhores discos de 2020 da revista americana “Time”, vamos para algo mais “profissional”, mais “parecido com a gente”. Chegou a hora da principal loja de discos do mundo (algumas em Londres, outra gigante no Brooklyn), a Rough Trade, daquelas lojas lindas com curadoria, praticamente um ponto turístico obrigatório para quem gosta de música para quem viaja (quando se viaja).

O top 10 da Rough Trade conta com algumas estreias de 2020, como os locais Porridge Radio e o australiano Rolling Blackouts Coastal Fever, mas também com alguns conhecidos repaginados, como Jarvis Cocker com seu JARV IS.

No pódio, a surpresa fica com Rina Sawayama no terceiro lugar, artista nipobritânica de R&B, que também debutou este ano com o disco “Sawayama”, que conta com a colaboração da aclamadíssima popstar brasileira Pabllo Vittar.

Seguindo, a prata fica com Phoebe Bridgers e seu incrível “Punisher”, disco que devemos ver bastante nas próximas listas de queridinhos de 2020.

O ouro, merecidíssimo e ainda algo a se entender, fica por conta do misterioso SAULT e “Untitled (Black Is)”, discão mesmo, filhote musical direto da revolução social que estamos assistindo, do movimento Black Live Matters.

1. SAULT – “Untitled (Black Is)”
2. Phoebe Bridgers – “Punisher”
3. Rina Sawayama – “Sawayama”
4. Laura Marling – “Song for Our Daughter”
5. Jarv Is – “Beyond the Pale”
6. Dream Wife – “So When You Gonna”
7. Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs – “Viscerals”
8. Bdrmm – “Bedroom”
9. Porridge Radio – “Every Bad”
10. Rolling Blackouts Coastal Fever – “Sideways to New Italy”

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Porque a gente <3 a Courtney Barnett: o show da tempestade na lojinha e a session acústica

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* A guitarrista australiana Courtney Barnett, prediletíssima da Popload de um tanto que até vai participar de uma bela noite de novembro em São Paulo no Popload Gig, estava pronta para tocar no festival Governor’s Ball domingo, em Nova York, quando a tempestade chegou e tudo foi cancelado. Rapidamente, arrumaram um show cool dela dentro da “lojinha” Rough Trade, no Brooklyn, para compensar. Ou dentro do clubinho da lojona Rough Trade melhor dizendo. Temos iBagens.

O áudio e o vídeo, feito de lado, não está grande coisa. Na lojinha da Rough Trade, se muito, cabem umas 100, 130 pessoas. E não tem jeito de a gravação lá ficar superboa porque você vai estar sempre perto da caixa de som e tudo vai ficar bem estourado. Mas vale o registro. Inclusive, o canal do Youtube do Onefoofighter, de onde begamos os registros abaixo, tem bastante coisa, se você se valer do “jornalismo” que é pegar um show desses de uma artista dessas.

Agora, coisa fina está a gravação de uma apresentação sem banda de Barnett, portanto acústica, para o programa de rádio canadense The Strombo Show, liberado domingo na internet.

A session, veiculada no Canadá pela rádio pública CBC Radio 2, traz as faixas “Dead Fox” (0:00), “Nobody Really Cares If You Don’t Go to the Party” (2:56) e “Paid to Smile (5:55, cover do Lemonheads).

Quanta belezura junta!

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Parquet Courts <3 <3<3 e a incrível session para a Rough Trade

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* Em sempre achei isso, mas com esse espetacular disco novo, “Human Performance”, talvez eu tenha encontrado uma fórmula particular para definir o grupo americano Parquet Courts na minha cabeça: pensa num Nirvana bem tosco misturado com Pavement, ambos no início de carreira, formando a banda numa atmosfera do Brooklyn (de anos atrás) e botando para tocar numa festinha de vodka à tarde num bar-espelunca de Austin, durante o South by Southwest. Isso é Parquet Courts.

Daí que surgiu essa session absurda em preto e branco deles na Rough Trade, quando eles estavam em turnê pela Inglaterra, com três músicas novas: “One Man No City”, “Paraphrased” e “Outside”.

Só linduras.

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Popload no CMJ. Um monte de banda britânica nova tomou a Rough Trade. E a gente conta como foi

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* Ainda sobre a CMJ Marathon… Nosso último olhar sobre o que aconteceu com o recém-terminado importante festival de bandas novas que é realizado espalhando por clubes e casas de show de Manhattan e Brookyn.

Nossa enviada especial Isadora Almeida relata sobre o showcase da BBC, o “Introducing”, que ocupou a incrível loja de discos Rough Trade, no Brooklyn, com apresentação das bandas The Big Moon, The Jacques, Georgia, Clean Cut Kid e Vaults, tudo nome novo da cena inglesa. O mestre de cerimônia foi o figuraça Huw Stephens, galês que é cria da Radio One inglesa e anima as noites da rádio da BBC.

Era a primeira vez de quase todas as bandas ali em Nova York e claramente eles estavam se equilibrando entre a alegria e o nervosismo durante os concertos no palco cool dos fundos da grande loja.

The Jacques, banda de Bristol, abriu a noite para os poucos que estavam ali, no horário. Os moleques (são muito moleques mesmo; devem estar na casa dos 18 anos no máximo) é mais um filhote do britrock que a gente já conhece . A música “This Is England” é grudenta, fiquei com ela na cabeça dias depois do show. Se eles estavam nesse palco é porque são bons, selo BBC de qualidade que raramente erra. Vamos aguardar as novas andanças desse The Jacques.

Logo depois dos moleques foi a vez das molecas The Big Moon subiram ao palco. Ali a casa já contava com um público mais numeroso e bem mais animado. A felicidade em estar tocando pela primeira vez na Big Apple era visível, pois elas agradeciam constantemente a oportunidade. Quando venceram o nervosismo a custa de cervejinhas, pediram para o pessoal chegar mais perto do palco e se divertir com elas.

“The Road” é uma delícia ao vivo. Big Moon já apareceu algumas vezes aqui na Popload e elas são realmente boas. A vocalista Juliette domina bem o palco e sabe comandar a parada. Ponto alto do show foi um cover invocado de “Beautiful Stranger”, que mal dava para associar à original, da senhora Madonna…

Depois veio a Georgia, baixinha treta que lançou um dos melhores álbuns de 2015 (na minha humilde opinião). Foi uma surpresa ver a garota cantando e tocando bateria, só ela e uma parceira no palco… Vendo a Georgia ao vivo fica claro que ela não precisa de mais ninguém. Tinha um pessoal dançando todas as músicas, mesmo a vendo pela primeira vez em ação. Georgia parecia estar bem surpresa que sequer tinha gente assistindo o show dela (Não seja tão modesta, Georgia, seu álbum é incrível!). “Nothing Solutions”, single mais poderoso do disco, foi o escolhido para registro em vídeo.

Clean Cut Kid é daquelas bandas que nenhum integrante tem ligação com o outro na banda, entende? É uma fofura ver essa mistura maravilhosa! Foi o show que o pessoal mais se divertiu, e eu fiquei com um sorriso no rosto o show inteiro. Muito bom. Dá uma olhada nessa “Runaway”, que abriu o show deles.

The Jacques

THE JACQUES

Big Moon

THE BIG MOON

Georgia

GEORGIA

Clean Cut Kid

CLEAN

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