Em royal blood:

Royal Blood solta o single “Hold on”, com vídeo dirigido por Collin Hanks, filho do Tom, e pontas de famosos

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* Considerado um dos grandes destaques do Victorious Festival, que rolou tem duas semanas na Inglaterra, o duo de bambas Royal Blood soltou hoje um novo vídeo, desta vez para o single “Hold on”, faixa de seu poderoso álbum “Typhoons”, o terceiro, que saiu em abril.

A música tá dentro do baixão-estourado-bateria-certeira-vocal-rasgado-falsete-no-meio padrão de qualidade do Royal Blood. A novidade está no vídeo. Ele é dirigido por Colin Hanks, filho do Tom e também ator, que tem papeis legais em “Dexter” e “Fargo”. O trabalho dele por trás de câmeras é bom. Assinou os docs “Eagles of Death Metal: Nos Amis (Our Friends)” e “All Things Must Pass: The Rise and Fall of Tower Records”.

Ou seja, espere do vídeo do Royal Blood um filminho. Hanks, o Collins, é ele mesmo a estrela do vídeo, fazendo um palestrante motivacional tentando dar sentido a algumas almas perdidas numa sala dessas pequenas de reuniões de hotel. Nas palestras “pra cima” ele fala a letra de “Hold on”

E, sim, no final do vídeo aparecem Josh Homme, do Queens of the Stone Age, e o baterista Matt Helders, do Arctic Monkeys.

Tudo em casa:

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A melhor do “Blacklist” do Metallica? Duo inglês Royal Blood refaz o clássico “Sad but True”

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* Por enquanto, pintou nossa eleita. A dupla indie-garagem britânica Royal Blood apresentou sua contribuição para a festa discográfica do Metallica. E é bem boa.

O supergrupo metal americano lança em setembro uma superedição comemorativa de seu superdisco, o chamado “Black Album”, o homônimo de 1991, que completa 30 anos neste mês. Colado a uma luxuosa edição remasterizada do álbum, vem, junto ou separado, um disco de covers chamado “The Metallica Blacklist”, com 53 artistas diferentes, de country, hip hop e eletrônico, de Idles a Kamasi Washington.

A versão do Royal Blood para a clááááássica “Sad but True” tem umas nuances legais. No começo da cover, poderoso, parece até que vai entrar o Metallica mesmo, mas a música vai se transformando quase numa canção do Royal Blood mesmo. O duo vai moldando o hit do Metallica, desacelerando, garageando ela, meio que tomando para si.

De quebra, vem com um vídeo de animacão sinistro legal.

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Popnotas – Wallflowers no James Corden. O AC/DC contra a praga da bruxa. Uma session do indie Real Estate. E outra do Royal Blood

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– Nesta semana apareceu no James Corden para um papo e um som o músico Jacob Dylan, filho do Bob e dono do Wallflowers. Entre um papo sobre manias em karaokê e sobre o disco novo da banda de indie-folk americana, “Exit Wounds”, que sai em 9 de julho, Jacob e seu grande grupo tocaram ao vivo o single novo, “Roots and Wings”. “Exit Wounds”, para se ter uma ideia, é o primeiro álbum do Wallflowers desde 2012. Lá se vão nove anos. E a performance para o Corden foi assim:

– O honorável grupo de hard metal australiano AC/DC lançou nestes dias mais um single de seu mais recente disco, “Power Up”, lançado em novembro do ano passado. A música é “Witch’s Spell”, que vem com um vídeo, digamos, místico. Para se livrar do feitiço da bruxa que grudou na veterana banda, eles fizeram umas cartas diferentes de tarot. Mais ou menos isso, pelo que entendemos.

– Indie num tanto que até dói, a Real Estate, banda que transita entre o Brooklyn e Nova Jersey, foi nesta semana tocar umas musiquinhas na rádio The Current, a emissora underground de Minneapolis que a gente gosta. Foi naquele modo de dizer. Bateram um papo à distância e mandaram uma session de três músicas, cada um tocando de sua casa. A session virtual contou com músicas do último EP do Real Estate, o pandêmico “Half a Human”, lançado em abril, completado pelo pequeno hit “Stained Glass”, de 2017. Vamos ver?
00:00 Half a Human
06:17 Stained Glass
10:47 Ribbon

– O barulhento duo inglês Royal Blood, prediletos da casa, participou de session da Absolute Radio, emissora (ou emissoras) britânica que tem no dial mas é fortíssima e variadíssima online. Para a Absolute Radio live, a dupla Mike Kerr (foto na home) e Ben Thatcher, com agregados, tocou duas de seu mais recente álbum, “Typhoons”, lançado em abril. Fizeram performance azul para a faixa-título e amarela para “Limbo”, dois de seus poderosos singles. Confira.

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Popnotas 2 – Nathy Peluso, a Anitta argentina, na TV americana. Dave Grohl de nooooovo com o Foo Fighters. Royal Blood matador ao vivo. New Order fazendo Joy Division também ao vivo. Os discões do Squid e do Iceage

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– Cantinho Dave Grohl. Olha, estamos pensando aqui em criar uma seção fixa Dave Grohl, porque todo dia o cara aparece fazendo alguma coisa em algum lugar. Quadro fixo diário com Dave. Desta vez o foo foi ao programa do Seth Meyers, um destes muitos do final de noite da TV americana. Ali, Grohl levou o Foo Fighters para tocar outro single de seu mais recente disco, “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro deste ano. A música da vez é a lentosa “Chasing Birds”. Com backing vocals e cenário colorido na parede. Fancy?

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– Anitta dos argentinos, a cantora “vizinha” Nathy Peluso também está firme em internacionalizar sua carreira nos EUA, via latinos. Rapper e dançarina, Nathy, que mora há algum tempo em Barcelona, anda colhendo bastante frutos depois que lançou seu disco de estreia, “Calambre”, no final do ano passado, graças a seu blend de hip hop, trap, R&B, reggaeton, salsa e tango e a tal sensualidade latina. Ontem ela foi mostrar seu último single, “Delito”, no programa do Stephen Colbert, na TV americana. Mostrar, modo de dizer. Ela enviou sua performance gravada com banda. Foi assim:

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– Just because, o duo inglês Royal Blood divulgou hoje um vídeo ao vivo para uma das faixas de seu mais recente álbum, o discaço “Typhoons”, lançado sexta passada e bem festejado por aqui. O vídeo novo é uma performance “verde” para a faixa “Boilermaker”, ótima tanto quanto os singles desse último trabalho de Mike Kerr (foto na home) e Ben Thatcher. Tipo incrível tudo aqui.

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– Sexta-feira de lançamentos relevantes na música que nos toca. O New Order soltou hoje seu disco ao vivo, o “Education Entertainment Recreation”, registro em áudio e imagem de uma apresentação da banda no Alexandra Palace, Londres, em novembro de 2018. A gente não cansa de dizer, show este no Ally Pally que que viria logo depois ao Brasil, inclusive para tocar em Uberlândia, MG, que até a pandemia chegar estava virando um player considerável em turnê de bandas gringas, veja você. No caso desse álbum ao vivo do New Order, a diversão é garantida, porque só tem hits. Está nas plataformas e também no Youtube. No setlist tem Joy Division também. Tipo esta maravilha abaixo:

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– Do lado mais independente, a sexta-feira de lançamentos também foi rica, principalmente puxada pela chegada dos discos das bandas Iceage e Squid, a primeira uma formação punk dinamarquesa daquelas prediletas da casa já em seu quinto trabalho (“Seek Shelter”), a segunda um quinteto pós-punk inglês em seu álbum de estreia (“Bright Green Field”). A gente está absorvendo os dois discos e na segunda-feira deveremos falar mais dos dois. Mas por enquanto fique com a faixa visual para a absurda “Global Groove”, do disco do Squid. E com também o áudio para “Dear Saint Cecilia”, do ótimo Iceage, que a gente dedica aqui, sei lá, para os moradores do bairro Santa Cecília, aqui em São Paulo.

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Top 10 Gringo – Ranking robusto desta semana reúne no topo Billie Eilish, Royal Blood, Girl in Red e grande elenco. Mas… Anitta??

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* Têm semanas que montar o nosso top 10 é dar atenção a artistas que a gente acabou de conhecer e nem sabe ainda muito qual é a deles. Porque tudo que seguimos mais de perto às vezes anda devagar. Nestes dias essa situação não rolou. Uma galera que a gente já acompanha, segue e presta atenção parece ter combinado de soltar novidades excelentes de uma só vez. Uma fato que deixou nossa missão bem complicada aqui, com vários potenciais números 1 na mão. Se o que a gente sempre fala aqui, que o importante é a playlist gostosa que essas músicas reunidas gera, isso não chega a ser complicaaaaaado exatamente, né? Charminho nosso.

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1 – Billie Eilish – “Your Power”
A missão do segundo disco é um trabalho árduo mesmo quando o primeiro não bombou, digamos. Imagina então quando esse seu álbum de estreia é um múltiplo vencedor do Grammy que te levou a conquistar o mundo inteiro até mesmo antes de ser lançado? É daí que Billie Eilish assume essa complicada missão, que tudo indica que será bem-sucedida, incluindo até algumas transformações de personalidade, sinal de crescimento, de querer sair do lugar onde sempre esteve. Até agora os três singles de “Happier than Ever” são excelentes e o mais recente, “Your Power”, além de revelar mais a fundo novo visual e postura, relevam uma Billie ainda mais afiada e sutil em seu recados na letra corajosa que expõe uma questão tão pessoal – um retrato sobre abuso de poder em um relacionamento, talvez inspirado em seu próprio namoro com um cara mais velho. Cada um com suas cobras, ela mostrando a dela.

2 – Royal Blood – “Trouble’s Coming”
Ao se reinventar mais “dançante”, e aqui as aspas são importantes, o duo do Royal Blood conseguiu dar um novo gás para o seu som e garantir a sua volta às principais arenas do rock mundial – quando elas tiverem funcionando a toda, lógico. Proporção é uma questão aqui. Em uma banda com a fama do duo Royal Blood movimentos bruscos são sempre sentidos por fãs e não fãs. Um erro e acabou. Mas não é o caso da vez. Aqui eles entregam vários prováveis hits que podem tocar sem medo em rádios pelo mundo. Talvez ele percam algum fã mais radical no processo, mas é do jogo.

3 – Black Midi – “Slow (Loud)
A versão loud de “Slow”, novo single do Black Midi lançado nas plataformas, é a mesma música que estará no disco novo que vem aí, só que ligeiramente mais alta, como descreveu a banda. Lógico que gostamos da versão mais barulhenta e pegada. Sendo o conteúdo o mesmo, vale notar que o Black Midi deve aperfeiçoar sua lógica complicada de nos fazer perdidos em tentar rotulá-los (jazz? indie? experimental?), proposta em seu primeiro álbum, repetindo a tarefa agora em “Cavalcade”, a segunda aventura de estúdio da banda prevista para o fim do mês. A gente já ouviu por aqui e entrega um spoiler rápido: está menos jam, mais melodioso. Mas do jeito Black Midi, claro.

4 – Girl in Red – “Did You Come?”
A gente sabia que ia amar o disco de estreia da norueguesa Girl in Red, que saiu sexta passada. Além dos singles que já curtíamos todos, um petardo desses em direção a um namorado que traiu a narradora da música. Não é lamento, não. É um chega para lá daqueles. Dolorosamente divertido.

5 – Kings of Convenience – “Rock Trail”
Foram 12 anos sem música nova, mas a dupla norueguesa do altão Erlend “Shhhh” Øye com o parça das antigas Eirik Glambek Bøe não perdeu a forma que consagrou seu trabalho lá atrás. Uma afiada dupla de violões e vozes que se encontram harmoniosamente em belas melodias e climas deliciosos, arriscamos a dizer um parente de uma MPB bem feita, cancioneira. No caso do KoC, sabe aquele som que pede uma tarde de sol, um vinho, um parque, alguns amigos? Tem quem ache caído, pode ser, mas nem tudo é ruído nesta vida barulhenta.

6 – Beach Bunny – “Cloud 9”
Quem acha que no TikTok não tem espaço para hits com guitarras tem que escutar “Cloud 9”, megafenômeno do pequenininho grupo americano Beach Bunny, de Chicago, quarteto indie liderado pela fofa Lili Trifilio. São 78 MILHÕES de streams na plataforma jovem-dancinha. Pensa. Esse sucesso alavancou a música em ambientes mais tradicionais, como o Spotify e até programas de TV nos EUA, que a banda até já frequentava antes de ser tornar fenômeno. É que agora o status dessa molecada é/está outro.

7 – Teenage Fanclub – “Silent Song”
Teenage Fanclub não tem erro. Em seu novo álbum, “Endless Arcade” a sempre linda banda escocesa não só se mostra que está firme em sua “velhice indie” (aqui tem um conceito que talvez seja desnecessário explicar) como segue produzindo, talvezzzzzz, um de seus melhores repertórios, se você praticar o desapego ao passado. “Silent Song” é sobre uma poderosa música que não precisa de palavras: a mensagem está no olhos, na alma. Uma conexão dessa dispensa palavras.

8 – Burna Boy – “Kilometre”
Burna Boy conquistou um Grammy ano passado na categoria meio controversa da polêmica premiação da indústria americana que é a de world music – mas é o Grammy, né? Outro papo. Com boa entrada nessa indústria citada, na imprensa pop dos EUA e bombando Billboard, o artista nigeriano soltou um single que comemora esse sucesso todo e ao mesmo tempo avisa aos novatos, nesta sua música, que sua trajetória de sucesso não começou ontem, com esse tardio reconhecimento do “primeiro mundo”. Ele já tem sua estrada. Estrada quilométrica. Respeita o cara.

9 – Violet Grohl e Dave Grohl
Que voz tem a filha do Dave, Violet, 15 anos. É um barato ver a dupla aqui no primeiro single dela, com protagonismo realçado ainda que numa música de outro, um cover esperto da sensacional banda punk X. E ainda mais a versão ao vivo que rolou em um programa de televisão nos EUA, que contou com o ex-Nirvana Krist Novoselic no baixo e o ex-Slayer Dave Lombardo na bateria. Se o pai liberar o zap para mais convites desse porte, Violet já tem algumas superbandas para imaginar.

10 – Anitta – “Girl from Rio”
Anitta é brasileira, mas achamos que vale a brincadeira de jogar ela aqui entre os gringos. Até porque (1) a música é de exportação, cantada em inglês, e (2) a meta dela nesta canção e ultimamente na vida é começar a rivalizar de vez com os grandes nomes do pop mundial. E talvez role. É um acerto a maneira como ela pega uma das canções mais populares e brilhantes da história, que é “Garota de Ipanema”, e dá seu toque moderno nos novos versos. Quer forma melhor de tocar corações do mundo todo com uma melodia que já está lá, mas para uma nova geração? A gente comenta melhor na CENA. Apropriação cultura? Our asses.

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* A imagem que ilustra este post é da nova Billie Eilish nova.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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