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Royal Blood faz show no metaverso para galera dos games. Entenda.

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Desde outubro do ano passado, a gente vem avisando que o próximo disco do duo britânico Royal Blood promete ser dos bons. Depois de “Trouble’s Coming” e “Typhoons”, música que aliás dá nome ao disco e ganhou um vídeo para lá de sensacional, a banda de Mike Kerr e Ben Thatcher divulgou seu terceiro single, chamado “Limbo”, e tocou a faixa pela primeira vez ao vivo num “show virtual”, mas não como você está pensando.

A dupla de Brighton se apresentou nesta semana de uma forma um pouco peculiar, no “metaverso” digamos assim, na plataforma de videogame Roblox. Durante uma premiação chamada “Bloxy Awards”, que celebra “a paixão, talento e criatividade da comunidade Roblox de criadores e jogadores”. Mike e Ben apresentaram um set de três músicas em forma de avatares.

Sobre “Limbo” os caras definiram como “sem dúvida o mais ambicioso e selvagem que nos permitimos ser”. Lembrando que o lançamento de “Typhoons” rola no dia 30 de abril.

A apresentação completa você pode conferir na Rolling Stone, mas abaixo você confere um trailer para entender melhor do que se trata.

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Popnotas – A linda música nova do Rincon Sapiência. Wolf Alice no palácio. Caetano fase inglesa. Royal f*cking Blood ao vivo. O disco do Joe Strummer. A mistura Pa Salieu e Mahali

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– Fizemos um post aqui hoje da banda Wolf Alice tocando no último programa do Jools Holland, na BBC inglesa, mas tiveram outras atrações de destaque. O galês veteraníssimo, conhecidíssimo e “Sir” Tom Jones foi a atração da noite para entrevista e uma palhinha conjunta com o condutor da bagaça, Jools Holland itself. Além dele e da banda da Ellie Rowsell, teve também a talvez grande aposta da música britânica para este ano, o especialíssimo rapper Pa Salieu (pronuncía-se “Salu”), 23 anos, inglês de Coventry com ascendência ligada à Gâmbia e precursor do chamado “afroswing”. Tudo isso já falamos aqui. No Holland ele aparece acompanhado da ótima cantora Mahalia, atriz e cantora de mistura inglesa e jamaicana. Eles cantam “Energy”, a música que lançaram juntos há três meses e anda tocando muito nas rádios do Reino Unido. Olha que bonita esta dupla.

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– Clássico do blues, daquelas canções sem dono, “Junco Partner” é uma das paixões de Joe Strummer. Registrou ela em seus tempos de The 101ers, gravou ela no fundamental The Clash e tocava a canção ao vivo com os Mescaleros, a banda que acompanhava seu nome. A coletânea “Assembly”, que vai trazer as melhores gravações de seu período solo, conta uma versão inédita e acústica da canção. O disco só saí no fim do mês, mas “Junco Partner” já está por aí com direito até a um vídeo de animação.

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– Está no ar um papo com Caetano Veloso que rolou durante o 24º Cultura Inglesa Festival. A conversa com o poeta, escritor e compositor Felipe Franco Munhoz, aborda o exílio em Londres, a fase inglesa da discografia de Caetano e seu repertório em inglês. A conversa está disponível até o dia 28 de março. Vale acompanhar os 40 minutos dessa ideia. Quem quiser dar uma olhada nas outraS atrações do festival, só ir aqui.

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– A esperta dupla inglesa Royal Blood (foto na chamada da home) fez uma session à distância para a rádio indie WKQX, de Chicago, na quinta passada, para a série deles chamada “Thursday Live”, sempre convidando uma banda para tocar ao vivo lá (quando dava) ou mandar gravada (nos atuais dias). É ao vivo, via canal de Youtube da emissora, mas eles deixam depois para ver quando quiser. O Royal Blood, estupendos ao vivo, tocou por uns 20 minutos. Foram cinco músicas, entre elas os últimos singles “Trouble’s Coming” e “Lights Out”. Confere que vale a pena demais.

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Já ouviu a mais nova música do rapper Rincon Sapiência? Só nós achamos aqui a Música do Ano?

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Duo britânico Royal Blood libera live incrível com músicas novas ao vivo

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* Uma das mais contundentes bandas ao vivo dos últimos anos no cenário independente, o duo inglês Royal Blood está a caminho de seu terceiro disco, que sai em abril e se chama “Typhoons”. A julgar pelos singles novos mostrados, que discaço está por vir, de responsabilidade do duo baixo-bateria Mike Kerr e Ben Thatcher.

Tem uma pequena prova disso, uma live que o Royal Blood liberou de cinco músicas, as duas primeiras os singles novos, “Trouble’s Coming” e “Typhoons”, que dá nome ao disco. Com até dois ajudantes para engrossar o som.

Uma lindeza isso aí.

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* As músicas da live do Royal Blood
Trouble’s Coming
Typhoons
Figure It Out
Lights Out
Little Monster

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POPNOTAS: O documentário dos Racionais e o da Billie Eilish. A caixa do Gang of Four e os tufões do Royal Blood

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– A turma do site Bicho Solto, centro de pesquisa e divulgação de informação sobre cultura e internet no Brasil, soltou seu primeiro documentário no YouTube. O vídeo de pouco mais de meia hora é uma análise pesada sobre a história do veterano grupo paulistano de rap Racionais MC’s (foto na home da Popload). Como o maior grupo musical recente da música brasileira sempre soube interpretar o Brasil, mas o Brasil talvez não tenha os interpretado tão bem assim? É o que tentam desvendar Felipe Adão, João Brizzi e João da Mata, autores do trabalho. A gente assistiu e acredita que eles responderam bem a pergunta. Tome tento. Assiste lá.

– Vem aí uma senhora caixa do histórico grupo inglês Gang of Four. Chamada “77-81”, sai pelo selo Matador em março e reúne em vinil os dois primeiros álbuns da banda (“Entertainment!” e “Solid Gold”), singles e um show ao vivo inédito. Ainda no pacote, um cassete com 26 sons que incluem outtakes, raridades e demos inéditas, entre outros mimos. Praticamente inviável com o dólar atual? Sim, mas vai saber, né? Do material inédito, está disponível no YouTube o som “Elevator”, uma canção que ficou perdida entre os ensaios da banda e a gravação do primeiro disco.

Ricky Powell, fotógrafo nova-iorquino superpróximo dos Beastie Boys, morreu aos 59 anos, com problemas no coração. Do Brooklyn, ele fotografou um turma e tanto em sua carreira, músicos e artistas. Do naipe de Run-DMC, Madonna, Eric B. e Rakim, Flavor Flav., LL Cool J, Andy Warhol, Basquiat, entre outros. Sua relação com os Beastie Boys começou em uma turnê de 1986, quando a banda abria os shows do Run-DMC, e seguiu pelos anos seguintes. Era considerado o “quarto beastie” e seu nome foi parar até em um verso de música do trio. Ricky fez exposições, livros e até tocou em um programa de televisão chamado “Rappin’ with the Rickster”.

– Vale prestar atenção no retorno do duo britânico baixo-bateria Royal Blood. Parte de um repertório mais dançante, “Typhoons”, segundo single dessa retomada da dupla formada por Mike Kerr e Ben Thatcher, acabou de ganhar um vídeo onde o tufão do título da canção é traduzido pela força da pegada da própria música da banda ao vivo da banda, um furacão por si só, para seus fãs. Vale assistir para entender mellhor.

– Saiu mais um trailer do aguardado documentário da cantora Billie Eilish, que chega aos cinemas (americanos) e ao serviço da Apple TV+ no dia 26 de fevereiro. “Billie Eilish: The World Is a Little Blurry” mostra a trajetória da menininha esquisita ao estrelato pop mundial. Como Eilish tem ainda 19 anos e apenas um álbum, “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, não é que o doc vai cobrir um graaaaande período da vida de um artista, mas já deve explicar muito os bastidores que leva uma menina que cria aranhas a representar tanto uma geração nova de meninas. Abaixo, o trailer 2 de “Billie Eilish: The World Is a Little Blurry”.

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Top 10 Gringo: Django Django na cabeça, Billy & Rosa quase lá, um tal de Kiwi Jr. e um tal de Paul McCartney. Confira as dez mais internacionais da semana

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* Estamos apenas no terceiro Top 10 Gringo, mas já deu para sacar qual é a nossa missão por aqui, não? Toda terça-feira chegamos com uma playlist caprichada que repassa o que tivemos de melhor no tocante (foi mal…) à música pelo mundo naquela semana – menos no Brasil, que “nos debruçamos a analisar” mais detalhadamente toda quarta-feira na já tradicional Top 50 da CENA.

Desta vez a semana esteve movimentada. Lançamentos de alguns nomes gigantes do pop, a reaparição de alguns indies queridos de outrora, algumas novidades que sentimos que passaram meio batidas por aí e umas estranhezas que caíram no nosso gosto e provavelmente vão cair no seu também.

Vamos?

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1 – Django Django – “Free from Gravity”
Aumenta a expectativa pelo novo álbum da banda indie dance “escocesa de Londres” Django Django. “Glowing in the Dark” chega aos streamings e vinil no dia 12 de fevereiro, logo mais. “Free from Gravity”, o single, é bacana e ainda tem um vídeo esperto que faz uma crítica à bagunça atual e geral do planeta Terra. Com uma pequena ajuda de gente de fora. Fora do planeta.

2 – Billie Eilish & Rosalía –  “Los Vas a Olvidar”
Na aguardada parceria, Billie Eilish e Rosalía optaram pela ousadia. Ignoraram fãs, mercado e suas expectativas. Chegaram com uma construção delicada, centrada nas vozes, que conduzem praticamente sozinhas a parte melódica da música, enquanto uma melancólica ambientação minimalista costura o restante. Aquelas obras de quem sabe o que está fazendo.

3 – Kiwi jr. – “Tyler”
A Sub Pop, a casa do grunge, não costuma errar muuuito a mão. E é o caso aqui com os canadenses do Kiwi Jr, uma banda indie-inteligente que parece capaz de produzir exatamente o que quer. Enquanto avaliamos melhor “Cooler Returns”, seu segundo álbum, já dá para garantir que “Tyler” é maravilhosa. Parece muito Pavement, mas não se engane. Os caras estão bem longe de só requentar o passado.

4 – Arlo Parks – “Caroline”
A expectativa para sexta-feira, quando teremos acesso ao disco inteiro de estreia da inglesa Arlo Parks, é tanta que resgatou o single de novembro para este ranking. Só para guardar já um bom posto para as novas que nem conhecemos ainda. “Collapsed in Sunbeams”, o álbum, já está estimulando altas resenhas de quem já o escutou. Por singles como este “Caroline”, a gente sempre soube…

5 – Weezer – “All My Favorite Songs”
“Ok Human” é o disco do Weezer que promete pianos e cordas. Pelo primeiro single, essas ideias sonoras mais requintadas não devem afetar o estilo da banda em suas composições. “All My Favorite Songs” rolaria fácil com guitarra, baixo e bateria. Mas vai bem também nessa construção mais, digamos…, sofisticada. Weezer sofisticado, pensa.

6 – Royal Blood – “Typhoons”
O duo Royal Blood reapareceu com novo single, o segundo do próximo disco, de mesmo nome. Depois da música-chiclete que foi o primeiro, “Trouble’s Coming”, lançado em setembro, a dupla reaparece dançante, porém sem abandonar a barulheira habitual. Aprovadíssimo.

7 – Bicep – “Apricots”
A origem do Bicep, formado por Andrew Ferguson e Matthew McBriar, é o blog de música levantado pela dupla chamado “Feel My Bicep”. De pesquisadores do subterrâneo da eletrônica, eles se tornaram autores. Seu segundo álbum, “Isles”, é bem interessante e rico. “Apricots”, que a gente destaca aqui, é viciante.

8 – Ross from Friends – “Burner”
Pela descoberta do Bicep nos levou de volta ao Ross From Friends, o codinome do produtor britânico Felix Clary Weatherall, de música nova. Aquele som eletrônico sofisticado, manja? “Burner” é bem arquitetada a ponto de lembrar um longo DJ set impecável.

9 – Paul McCartney – “Deep Down”
Falsa impressão nossa ou o “McCartney III” passou meio que batido por aí? Pode até não ser dos melhores trabalhos do ex-beatle setentíssimo em carreira solo, mas é mais um bom capítulo da sua linha de aventuras (quase) 100% solitárias – nos outros dois álbuns da linha “McCartney”, Linda deu uma mão, enquanto aqui ele tem uma leve contribuição de seus parceiros de turnê Rusty Anderson e Abe Laboriel Jr. “Deep Down” é deliciosa em seus timbres.

10 – Flohio – “Roundtown”
O hip hop UK vive uma fase e tanto. Dessa cena, Flohio é mais um nome que merecesse destaque. “Roundtown” é tanto um acerto enquanto som quanto uma bela amostra do potencial da rapper em sua versatilidade vocal.  

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* A imagem que ilustra este post é do banda inglesa Django Django.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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