Em royals:

Lorde, em versão reggae, fumacenta, vocal de negão e letra para Jah

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“Jah protect mi and mi friend them, and mi family.”

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Fuçando as coisas do Diplo para o post de hoje do Major Lazer cheguei a essa versão do megahit da neozelandesinha Lorde, “Royals”, mas com letra mudada, jamaicana, quase dialeto, voz masculina, citando Jah e os perversos que abusam dos pobres na rua. A polícia que fica no pé dos caras que fumam um e bebem entre amigos. Coisa do tipo. Ou nada disso, no que tange não entendermos lá muita coisa do inglês de galera das ruas de Kingston, na Jamaica.

A versão, dub, chamada algumas vezes de “Busy Dub Royals” e outras de “Well Prepared”, é do artista e produtor local de dancehall Busy Signal, parceiro de longa data de Diplo e de seu Major Lazer.

O refrão ficou assim, em “jamaicano”

And mi seh blaze up every lighters
Mi seh when wi a lock street
Mi haffi big up the hot head tugs
Am gonna show the girls them love

E a “Royals” dub é esta aqui:

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As melhores músicas do ano da Popload – internacional

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Fiz uma regra interna, para os poploaders, que não se podia votar em mais de uma música de uma mesma banda ou cantor ou dupla, porque senão eu iria encher a lista de canções do Disclosure e do Parquet Courts e do Arctic Monkeys. Não pegaria bem o Disclosure ter umas quatro músicas no Top 10…
A única exceção seria o Daft Punk, porque aí já seria demais não botar “Get Lucky” e “Lose Yourself to Dance”, ambas, perto do topo.
Também transformamos a lista das 10 músicas em 20, por fortes razões de consciência e dramas gerais. O ano foi muito bom. O certo seria eu fazer um Top 40 das melhores canções de 2013. Sem ordem de preferência. Daí o ano estaria mais bem representado.
Mas, já que tem que ser, é assim:

popload2013_musicas

Dá para escrever um livro sobre “Get Lucky”.
Primeiro de tudo: quem iria imaginar que, lá no ano passado, quando foi anunciado que 2013 traria a “volta do Daft Punk”, oito anos depois de seu último trabalho de estúdio, os “robôs” franceses fariam uma música com vocal de um rapper (Pharrell Williams) e desencavaria um toque de guitarra mágico da época da disco music (Nile Rodgers, do Chic)? Soaria maluco, como realmente é maluco.
Depois teve todo o mistério mercadológico. A música pôde ser ouvida num preview de 15 segundos numa propaganda sem aviso dentro do programa humorístico “Saturday Night Live”. O mundo ficou chocado.
Aquele domingo de março ficou marcado como o dia em que se discutiu no universo se o trechinho cortado da canção trazia nas letras algo como “Mexican Monkey”, “Mexican Low Key”, “Mexican Loki” ou o quê.
No mês seguinte, também sem avisar, o duo apareceria nos telões do Coachella, em intervalo de shows, também com “Get Lucky”, também em trecho apenas, mas em vídeo. Era a prova de que os robôs estavam acompanhados de Williams e Rodgers. Outra “ação” que foi um tapa na cara da sociedade musical. Soou, no Coachella, como uma das grandes atrações do festival californiano. Todo mundo parava entre os shows para ficar olhando o telão do palco principal para ver se o Daft Punk apareceria.

Quando se esperava um arrojo musical vindo de uma nova fase do Daft Punk, os caras vieram com uma cançãozinha simples e barata sobre “dancing and fucking”. Sobre se dar bem na noite. Sem pirotecnias sonoras, vocoder comandando a música. Algo bem retrô, mas apontando o futuro. Nada da “rave pop”, como disse o “Guardian” inglês, sobre o tipo de música que assolava as paradas no começo do ano, com DJs famosos fazendo canções para vender ou gritarias e refrões explosivos como Lady Gaga, Jessie J etc.

Lembro que, na expectativa de “Get Lucky” vazar inteira, alguém pegou os 15 minutos disponíveis e, em um “loop trabalhado”, construiu com o que tinha uma “Get Lucky” de três minutos. Toquei essa versão muitas vezes na pista. Ficou demais.

O que mais sobre “Get Lucky”, hein? Que até agora vendeu 8.5 milhões de cópias em download para todas as mais variadas tribos? Que tocou na mais indie das rádios indies americanas e na Metropolitana em São Paulo? Que está no Top 10 da Pitchfork de músicas do ano e ganhou cover de rock que explodiu na internet já no dia seguinte ao seu lançamento, dia 19 de abril? Que foi tocada em streaming 138 milhões e 500 mil vezes no Spotify? E que no fim é uma musiquinha cool malemolente feita pelo Daft Punk, cantada por Pharrell Williams e seguindo a vibe guitarreira de Nile Rodgers?

Como não botar uma música ensolarada dessas em primeiro lugar?

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1. Daft Punk – Get Lucky
2. Arctic Monkeys – Do I Wanna Know?
3. Parquet Courts – Stoned and Starving
4. Disclosure – White Noise
5. Daft Punk – Lose Yourself to Dance
6. Robin Thicke – Blurred Lines
7. King Krule – Easy Easy
8. Lorde – Royals
9. Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz
10. Arcade Fire – Reflektor
11. Drake – Hold On, We’re Going Home
12. David Bowie – Where Are We Now?
13. Sky Ferreira – You’re Not the One
14. Queens of the Stone Age – If I Had a Tail
15. Franz Ferdinand – Evil Eye
16. Vampire Weekend – Diane Young
17. Jagwar Ma – The Throw
18. Haim – The Wire
19. Kanye West – Black Skinhead
20. James Blake – Retrograde

*** FELIZ 2014, GALERA – A Popload não para nunca, você sabe. Pode ser que daqui para o final do ano vamos colocando um postezinho aqui, só para dar um movimento.
Algumas novidades sobre o blog (blog?) vão aparecer logo no começo do ano, stay tuned.
Assim que janeiro chegar, pelo menos dois Popload Gig vão ser anunciados, para dar uma ideia de que o ano começou.
Algumas movimentadas viagens atrás dos bons shows estão programadas logo para janeiro.
Vamos ver como tudo se arranja.
No meio de tudo isso, obrigado pela companhia em 2013. E estamos juntos em 2014! Feliz Ano Novo!

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Lorde já tem 17 anos, canta meia hora no Letterman e acha tudo muito loko

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* Ela começou na música aos 12 anos de idade. Aos 14 assinou seu primeiro contrato sério com gravadora. Aos 16 teve uma música em primeiro lugar nos EUA tanto na parada da “Billboard” quanto na do iTunes. Acabou de fazer 17 anos, semana passada, e foi parar em foto no Facebook do David Bowie em Londres e em session de meia hora no programa do David Letterman, que atinge milhões de espectadores na TV americana. Fora que, foi anunciado recentemente, vem a São Paulo em abril do ano que vem cantar no Lollapalooza Brasil.

Não está fácil a vida da cantora neozelandesa indie minimalista Lorde. Ou, por outro lado, é a vida mais “fácil” do mundo atualmente.

Screen Shot 2013-11-13 at 8.03.05 AM

A garota que segura seu sucesso estrondoso na voz e na dança bem esquisita (Li no Twitter uma fã dizer “Eu amo a Lorde, mas quando ela dança parece que está tendo convulsão”) ainda fez uma cover soturna bizarra para um clássico do clássico Tears for Fears, e seu hit “Everybody Wants to Rule the World”. Tal cover vai ser lançada na trilha do próximo filme da série “Hunger Games” (“Jogos Vorazes”). Essa no caso, a versão, achei “over”.

E ontem foi ser recebida pelo Letterman. No programa, em si, cantou a bonita “Team”, seu novo single em cima do single “Royals”. É a música em que ela mais parece Lana Del Rey.

Para a internet do Letterman, dentro do pacote do programa, Lorde fez uma apresentação de quase meia hora, que foi transmitida ao vivo ontem à noite. Na segunda música, cantou minha favorita dela: “Tennis Court”.

“Tennis Court” foi o primeiro single de Lorde a aparecer em rádios independentes americanas, no começo do ano, muito antes do furacão “Royals”. Lembro de ter achado a música linda e quando procurei saber mais sobre ela já tinha umas 100 versões para karaokê disponível no iTunes. Senti que tinha alguma coisa muuuuuito estranha com essa teenager neozelandesa esquisitinha. Mas não imaginava que…

Quando foi começar a cantar “Tennis Court”, imediatamente antes Lorde tomou um bom gole d’água e soltou um “It’s so crazy…”.

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Lorde espremida entre David Bowie e a atriz Tilda Swinton em foto que foi parar no Facebook do mitológico cantor inglês

Parece que nesta semana ela já saiu com a outra teen dourada, a Taylor Swift, e já revelou que deve colaborar com Rihanna em alguma coisa, além de querer que o Diplo faça algo para ela. Em “Royals”, Lorde canta, fechando a música: “Let me live that fantasy”.

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Lorde, 16, umas crianças e o Messi

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Só se fala nessa menina Lorde. A nova princesinha do indie, 16 anos, vinda da Nova Zelândia e 1º lugar nos Estados Unidos (falamos disso no post anterior), “emprestou” seu super hit “Royals” para a nova campanha publicitária do Samsung Galaxy Note 3.

A peça destaca crianças apreensivas em uma vizinhança pobre que terá um prédio derrubado. Enquanto isso, elas cantam a música da neozelandesa. No final, aparece o Messi, como “The Developer”. E as crianças correm para abraçá-lo. Curti.

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Lorde, 16, no topo da América

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A pequena garota neozelandesa Lorde vem abalando a música pop. Ela, que tem só 16 anos, é basicamente a queridinha indie da Sírius XMU e alcançou o topo da parada de singles da Billboard, do iTunes e quebrou o recorde como cantora que mais tempo está em 1º lugar na categoria “Alternative Radio”, por sete semanas consecutivas. Tudo isso com a faixa bombada “Royals”.

O som é um dos pontos altos de “Pure Heroine”, seu disco de estreia internacional lançado semana passada. “Royals” desbancou nada menos que “Wrecking Ball”, single da Miley Cyrus, no calor de toda a mídia em cima dela fazendo cobertura de suas loucuras nos últimos tempos. Lorde é a primeira artista solo da Nova Zelândia a pegar o trono da parada norte-americana, pensa.

Ela participou do programa da Ellen DeGeneres, que abriu a apresentação da garota destacando o fato dela ter apenas 16 anos de idade e a música que é #1 na América. “Quando eu tinha 16, meu melhor amigo era um cobertor e se chamava Tammy”, disse a apresentadora. Haha.

Canta, Lorde.

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