Em rrocha:

TOP 50 DA CENA – Tem e-m-p-a-t-e na décima posição do nosso Ranking. Procure entender. Mais: Guilherme Held inverte a ordem e chega ao topo. E alguém leva o Tagua Tagua para tocar no rádio, pfv?

1 - cenatopo19

* Se você olhar bem, tem um EMPATE na décima posição do nosso ranking na semana. Empate de duas músicas que ainda não existem, mas existem. É o que pode esta CENA. Os malucos do Mel Azul lançaram seu single só no Whatsapp, por enquanto. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. O Mulungu, de conexões do Nordeste, lançou seu single via Zoom, com direito à meditação, relaxamento, respiração diferente. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. Em outra dimensão, mas chegou. Que lindo tudo isso.
Falando na música campeã da semana, palmas para Guilherme Held, famoso guitarrista “dos outros”, mas que brilha em seu primeiro trabalho solo, invertendo a coisa e fazendo “os outros” colaborarem para ele. Destaque ainda para a charmosíssima psicodelia do Tagua Tagua. Fechamos os olhos e pegamos uma música qualquer de seu delicioso novo álbum. E só não botamos em primeiro porque o Guilherme Held não deixou.
Que linda esta CENA!

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1 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (Estreia)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse sua guitarra pra falar mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor pras composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E ainda mal começamos a ouvir e ouvir esse disco, já discaço para nós.
2 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho pro sucesso, hein? Hit grudento prontinho pra furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
3 – KL Jay – “Território Inimigo” (1)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (2)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Marrakesh – “Tripin'” (Estreia)
Pense global, aja local. O Marrakesh tem feito as coisas certinhas na sua trajetória. Ajudaram a tirar a música independente de Curitiba de uma ressaca pós-Bonde do Rolê e agora, com um pé no Paraná e outro em SP, focam numa conexão mais apropriada para seus shows, suas roupas, sua postura psicodélica que roça no pop. É o Marrakesh ressurgindo em nova fase, pós-pandemia.
6 – Teach Me Tiger – “Wasted” (Estreia)
Essa dupla belga-paulistana da cena mineira andava meio sumida, mas ressurgiu tão afiada quanto antes. Esse single novo antecipa um novo disco, “Copy of Myself”, que chega em novembro. Para prestar atenção. Porque, yes, nós temos post-punk!
7 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (Estreia)
Segue a saga do compositor desconhecido, mais ou menos. Nesse som, uma porrada em líderes charlatões. Apesar do tema pesado, ele não abre do refrão pegajoso. Potente.
8 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (6)
Aqui a talentosa e inquieta Giovanna encontra uma forte conexão entre música e texto. Entre voz e ritmo. Se a ideia da letra é refletir sobre mudanças e transições, o som acompanha bem isso indo para diferentes rumos, inclusive alguns sem saída – quando a música até para. E retoma. Giovanna parece saber fazer o que quer com seu som. Até criar uma perguntinha boa a partir dele. Como criar um futuro que não esteja amarrado ao passado? Já pensou nisso?
9 – RRocha – “Rua” (Estreia)
Rocha tocou guitarra e baixo, além de cantar, na Wannabe Jalva. Agora solo, o cantor se repagina em um som menos “space”, mais MPB distorcida, a caminho do primeiro álbum. Interessante demais esse rolê que ele encontrou.
10 – Mel Azul, “Mimo” – Mulungu – “A Boiar” (Estreias)
Olha… A primeira música, da banda paulistana Mel Azul, foi lançada nesta semana. Pelo Whatsapp somente. Ainda não foi para as plataformas. A segunda, do grupo nordestino (Recife/Natal) Mulungu, foi lançada no Zoom. Ainda não está nas plataformas. Essa décima posição é para guardar um lugar no top 10 do Top 50 para as duas, entende? A gente ouviu e ambas merecem.
11 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (3)
12 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (4)
13 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (5)
14 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (7)
15 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (8)
16 – Carne Doce – “Hater” (9)
17 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (10)
18 – Rohmanelli – “Toneaí” (16)
19 – Matuê – “Máquina do Tempo” (18)
20 – The Baggios – “Hendrixiano” (20)
21 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
22 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (22)
23 – PLUMA – “Leve” (23)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
25 – BK – “Movimento” (25)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (26)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do guitarrista Guilherme Held, em foto de José de Holanda.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Wannabe solo. RRocha trabalha sua MPB distorcida em session

1 - cenatopo19

* No comecinho de outubro, o músico Rafael Rocha, sob a faceta RRocha, lançou “RUA”, o primeiro single do primeiro álbum solo chamado “Conterrâneos Estrangeiros”, com previsão de lançamento para o começo do ano que vem e numa pegada músico-literária, porque junto ao disco vem um livro.

Rocha tocou guitarra e baixo, além de cantar, na Wannabe Jalva, banda que na década passada conseguiu um certo nome na CENA brasileira e algumas conexões internacionais, envolvendo aí Lollapalooza, show do Pearl Jam no Brasil e MECA.

Agora solo, o cantor se repagina em um som menos “space”, mais MPB distorcida, a caminho desse primeiro álbum. “RUA”, que agora conhecemos, ganhou um belo lyric vídeo, disponível aqui.

Mas, para mostrá-la aqui na Popload, RRocha preparou uma session feita por ele em fita cassete em casa, acrescentando ainda mais um tom lo-fi para música:

Confira:

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