Em russia:

Toró faz Gorillaz terminar show com apenas 40 minutos na Rússia. E tem vídeo disso tudo

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Conhecido como um dos sujeitos mais inquietos do Pop, Damon Albarn raramente consegue ser “parado”. Mas, semana passada, na Rússia, ele se viu obrigado a dar fim a um show do Gorillaz antes da metade.

A banda se apresentava no festival Park Live, em Moscou, quando precisou deixar o palco devido ao mau tempo. Além de uma chuva torrencial, uma sequência perigosa de raios fez com que a produção pedisse para o grupo deixar o palco.

Milhares de pessoas, nem aí com a chuva, já estavam devidamente “bem” protegidas com guarda-chuvas, mas especialmente o perigo oferecido pela tempestade, que é comum nessa época do ano em Moscou, fez com que a festa terminasse logo aos 40 minutos de apresentação.

Tudo pode ser conferido abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=9eH53N-XyhY

Setlist
M1 A1 00:25
Tranz 03:50
Last Living Souls 06:32
Rhinestone Eyes 09:55
Tomorrow Comes Today 13:28
Every Planet We Reach Is Dead 16:55
Humility 21:11
Empire Ants (with Yukimi Nagano) 24:45
Superfast Jellyfish (with De La Soul) 30:15
On Melancholy Hill 33:17
El Mañana 33:27

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Popload na Copa. O indie-pop na Rússia, Parte 2: t.A.T.u. quem?

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Prazer, esta é a Monetochka

Prazer, esta é a Monetochka

* Das mãos do escriba Eduardo Palandi, o correspondente Popload no Distrito Federal, sai a Parte 2 do que é relevante no indie e no pop da Rússia, terra que um dia nos ofereceu as t.A.T.u. cantando Smiths. Clima de Copa, amigo. Palandi esteve em Sochi, no ano passado, e por lá conviveu um pouco com essa cultura pop um tanto complexa. A Parte 1 desta série está aqui.

** A música que a Popload mais ouviu enquanto esteve na Rússia, em outubro passado, foi essa aqui, da dupla ucraniana Estradarada (excelente nome para um movimento de caminhoneiros grevistas, não acha?):

É um house normal, mas tinha um efeito inacreditável sobre a molecada em Sochi: todo mundo dançando nas festas, galeras se aglomerando em torno de celulares para ouvi-la na calçada, com a conexão ruim local (e direto do Youtube ou baixado à moda antiga, já que o Spotify não está disponível na Rússia). Apesar de o Estradarada ser ucraniano, a letra é em russo e conta a história de um playboy chamado Vítor, que não pode esperar por nada e quer tudo na mão. O refrão, que diz “parem tudo! parem tudo! o Vitor precisa sair!”, é infecto-contagiante, no nível de “Havana”, da Camila Cabello.

** Voltando um pouco no tempo, na segunda metade da década passada, o pop “clássico” russo começou a dar sinais de cansaço. Dois nomes se destacaram na renovação: um deles, o rapper Basta – de Rostov, onde o Brasil estreou. Depois de um início de carreira totalmente thug life, o cara, que é embaixador da Copa, baixou a bola (sem trocadilho): hoje é totalmente família e faz um som menos agressivo:

** O furacão Svitlana Loboda, uma Shakira ucraniana, foi a outra face da renovação do pop russo. Não é nada alternativo, mas não dá para ignorar (e as músicas ficam na cabeça):

** No outro extremo da coisa, fora do mainstream, a “nova” cena russa voltou a pirar no pós-punk, numa nova coldwave, com trocadilho meteorológico. O Super Besse, de Minsk, Bielorússia, é o lider da bad vibe por aquela região:

** Tem também a dupla Zimne, de Murmansk (procure essa no mapa, para você ter uma ideia da coisa), um lance meio Joanna Newson com trip-hop:

** Vivendo entre o alternativo e o teen pop, a cantora Monetochka (“moedinha”), de Ecaterimburgo, é, provavelmente, o nome mais legal da atual cena russa, cheia de meninas talentosas:

** Seu lance é mais para o eletrônico? Gosta do Stromae e acha que o Miike Snow demora muito entre um disco e outro? Da Ucrânia vem a resposta, sob o nome de Ivan Dorn:

** Ainda na Ucrânia, tem a Luna, uma Lana Del Rey local. Quer dizer, com a diferença de que não fuma, não bebe, é casada e tem filho.

** Finalmente, informação relevante para quem lembra da dupla t.A.t.U: a molecada russa não está nem aí para as duas, que acabaram, voltaram, acabaram de novo e, agora, voltaram de novo. Suas músicas não tocaram nas festas em que a Popload esteve em Sochi e, quando perguntados sobre a dupla, os adolescentes russos respondiam “não gosto” ou “ah, isso é antigo”…

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*** Colaboraram Olga Demyanchuk, Guilherme Schneider, Ruan Nunes e uma galera russa da Rosatom Brasil

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O Melhor do Twitter: “Partiu Rússia!” edition

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Oi Copa, sua sumida! Eu sei que a gente xingou muito nas redes, prometeu que nunca mais ia ver um jogo, ameaçou torcer para a Argentina, disse que nem valia a pena faltar mais no trabalho para ver joguinho na TV (mentira essa), MAAAAS… é só começar o sorteio, amigo, que o Twitter inteiro já está tirando a vuvuzela do armário. Coisa linda. Estamos aguardando ansiosamente a chuva de memes. Que venha 2018! Partiu Rússia, Putin, vodka e frases do Neymar. Além dessa vibração verde e amarela teve a Islândia, né? O Sigur Rós encerrando o ano da Popload! E também teve Radiohead real e oficial, a decoração de Natal do Trump e o míssil da Coreia da Norte que ama o Brasil.
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Popload na guerr… na Euro 2016: junto com o Neil Young e a PJ Harvey

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* Popload em Lyon, França. O negócio é futebol, mas inclui também música e guerra mundial.

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* Sobrevivi a Russos x Ingleses em Marseille. Três dias de brigas, porradaria, chuva de garrafa. Dentro do estádio, no porto, nos bares, no meio da rua. Polícia francesa e árabes locais (tem mais argelino que francês em Marseille) também entraram na treta.

* Aqui em Lyon (foto acima) tem sido tranquilo, porque Belgas e Italianos anteontem se comportaram como europeus, haha. Tinha mais belgas na cidade e no estádio lindo de Lyon do que italianos. Mas em campo…

* Ontem a correria foi de Lyon a Saint-Etienne (meia hora de carro) para ver a torcida mais legal da Euro-2006. Uma das, claro. A da Islândia, que jogou contra Portugal. Tinha muito Islandês. O país (uns 350 mil habitantes no total) deve ter ficado “vazio”.

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* Em Lyon, ontem, teve show da PJ Harvey, saco. Se eu não tivesse visto a artista e saxofonista inglesa em Barcelona, no festival Primavera Sound, eu juro que deixaria a Islândia e o Cristiano Ronaldo para lá. Mas um amigo, o Bruno Sassi, foi e mandou essa foto acima.

O show foi no Nuits de Fourvière, tipo uma arena feita em ruínas romanas, ao ar livre, que fica na parte velha da cidade, cravada numa subidona rumo à absurda basílica Notre-Dame de Fourvière, de 1872, a do topo de Lyon (que dá para ser vista na foto que abre este post). Abaixo, vídeos da apresentação de ontem. Incluindo a inacreditável versão atual de “50ft Queenie”, versão punk loucura. Divina ambas. PJ e a música.


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* Porém…

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* Este aí em cima eu não perco. Não tem jogo na cidade :) Neil Young com a banda Promise of the Real, do filho do Willie Nelson. É sua mais nova turnê épica, do mais recente álbum, “The Monsanto Years”, lançado no ano passado e que vai dar base para o show do Coachella dos clássicos, em outubro. O show, pelo que eu vi do setlist de anteontem em Lille, tem coisas como “Heart of Gold”, “The Needle and the Damage Done” e “Cinnamon Girl”. Que beleza!

** A Popload voa para e pela Europa a convite das companhias aéreas Air France e KLM.

Mais Pussy Riot: a incrível "поют политзекам на крыше тюрьмы"

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* Muito além dos 15 minutos de fama internacional, quanto mais se lê sobre as protestantes russas do Pussy Riot, mais se têm a impressão de quão sério é o movimento anti-Putin, que mais merdas vão resultar das próximas manifestações delas em Moscou e que mais músicas boas devem aparecer por aí.

Elas são legais. Por causa das máscaras, se consideram as Batman (desculpe o gênero e a concordância) da Rússia moderna em combate ao “crime político organizado”. “Nós somos num primeiro momento arruaceiras. Mas logo vão ver que na verdade somos uma espécie de super-heróis do submundo russo que não aguentam mais certas coisas. Um dia vão fazer um filme sobre a gente”.

De alguns vídeos que apareceram pós-condenação de três garotas do coletivo (foto da Nadezhda, acima), na semana passada, tirei esse para o ótimo punk “поют политзекам на крыше тюрьмы”. Não me pergunte. O vídeo, com tudo o que carrega, é lindo. Sobre o nome da música, nem me pergunte. Nem sei se esse é o nome da música, em si. Traduzindo no Google, aparece algo como “Cantar prisioneiro político no telhado da prisão”.

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