Em salma e mac:

Popnotas – Arcade Fire está com saudade de você. Mark Ronson requebrando o Foo Fighters. Salma e Mac botando sua intimidade em EP. E finalmente uma música nova do Unknown Mortal Orchestra

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– Bem quietinho desde que a pandemia se abateu sobre nós, o adorado grupo canadense Arcade Fire anunciou em seu Instagram que, enquanto não rolar shows ao vivo, para matar a saudade do palco e de seus fãs vai lembrar nos próximos meses em seu canal de Youtube algumas de suas apresentações passadas. Tm uma hashtag para isso: #AFPastLives. Há dois dias, postaram esta performance para a marcante “No Cars Go”, ao vivo no festival espanhol Primavera Sound, de 2017. Assim eles matam a saudade do palco e a gente mata a saudade deles.

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– Óbvio, tem novidades do Foo Fighters, como se passassem três dias alguma vez sem a gente as tê-las. Pintou uma nova versão, agora, da música “Making a Fire”, retrabalhada pelo produtor inglês renomadaço, o Mark Ronson. “Making a Fire” é uma das melhores músicas do disco dez, o último que a banda de Dave Grohl lançou há alguns meses, o “Medicine at Midnight”. Baita versão do britânico. “Making a Fire (Mark Ronson Re-Version)” ganhou uma suingada boa, com backing vocal de Violet Grohl, a filha do homem. Para a sonoridade requebrada, Ronson usou uma galera de bandas como Antibala e Budos Band, entre outros. Ó que belezinha. Pode parecer exagero, mas pelo som desta “Making a Fire” retrabalhada parece que a música pertence ao “Screamadelica”, a obra-prima do Primal Scream. Dsclp por isso:

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Salma e Mac, o casal da banda goiana Carne Doce, lançaram um delicadíssimo porque íntimo EP voz e violão com sete músicas, chamado exatamente “Salma e Mac”. O projeto não é propriamente uma novidade, porque era assim que a dupla marido-e-mulher faziam a música antes de fundarem a Carne Doce, há dez anos. Das canções acústicas presentes em “Salma & Mac”, três delas são inéditas, as outras versões de músicas que estão em discos do grupo que deu fama ao duo. Tudo encharcado de MPB com levadas de bossa nova. Isso é que podemos chamar de versão caseira. Abaixo, neste formato casal apaixonado, uma inédita de Salma e Mac e uma versão de clássica da Carne Doce.

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* A banda neozelandesa Unknown Mortal Orchestra, vizinha da Lorde, resolveu aparecer em 2021 para compartilhar seu novo single, “Weekend Run”. A faixa, cinco minutos de uma sonoridade beeeem UMO, representa ainda a primeira música oficial desde o disco “Sex & Food”, de 2018. A brincadeira com a vizinhança da Lorde na Oceania é só isso mesmo, uma brincadeira, pois a banda há tempos está baseada em Portland, mas agora seu líder, Ruban Nielson, está vivendo no deserto da Califórnia. E é incrível como a sonoridade do Unknown Mortal Orchestra está geograficamente representado em toda sua trajetória, como esta “Weekend Run”. Não sente um cheiro de Coachella nesta “Weekend Run”? O vídeo, pelo que entendemos, mostra um dia ordinário pandêmico na vida de Nielson.

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Top 50 da CENA – A hora e a vez de Rashid falar. Isabel Lenza trazendo o verão no outono. Rodrigo Amarante e o leva-e-traz da maré. É esse o top, puxando outras 47 outras belezas

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* Semana de responsa na CENA brasileira (como se alguma outra não fosse, na fase atual…). Ainda que a gente não tenha revirado muito a nossa lista, estamos vindo com cinco novidades que tomam todo o espaço do top 5, em uma luta árdua pelo primeiro lugar. Tem rap pesado, som que parece triste e não é, um novo balanço de um velho hermano, o aceno do Rincon para o “funk de moto” e uma belíssima reflexão de força de um rapaz da bela Belem do Pará. Aproveitamos para deixar um salve muito grande para o grande Cassiano. Obrigado por muito.

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1 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (Estreia)
Em seu sexto diário de bordo, uma série de músicas onde Rashid opta por longos textos sem refrões para dar uma situada na sua vida pessoal e ao seu redor, de seu bairro a todo o seu país. A mira está, principalmente, na escalada de violência recente vista na atuação do governo na pandemia e em outras frentes. “Porque esse governo de morte foi o atalho pra bandeira ficar vermelha/ Do sangue do povo”, versa Rashid, que ainda conta aqui com o apoio do músico Chico César. São 5 minutos só de punchlines certeiras.

2 – Isabel Lenza – “Imenso Verão” (Estreia)
Um música outonal com verão no título, uma música que parece triste mas não é, com uma letra que parece amargurada, mas não é. A cantora paulistana Isabel Lenza a considera “debochada”, para alguém que quer o perdão dela, mas não faz nada para merecê-lo. E é assim que começamos a conhecer “Véspera”, segundo álbum de Lenza, quatro anos após a sua estreia.

3 – Rodrigo Amarante – “Maré” (Estreia)
Em sua segunda aventura solo, o hermano mais atirado na carreira reaparece em “Maré”, com uma sonoridade ensolarada que lembra os verões iluminados de seu projeto Little Joy, um aspecto que ele deixou meio de canto em seu primeiro disco sozinho. No papo da música, reflexões “sobre como o desejo, nossos sonhos e pesadelos moldam nosso destino, a graça e o terror disso”. A maré que leva é a maré que traz, ele canta. Quem sabe se a gente não sonhar melhor, agir melhor, as coisas não mudam?

4 – Rincon Sapiência – “Cotidiano” (Estreia)
Dos nossos rappers mais atentos, Rincon se atualiza em um som que tem toque de funk e fala de moto. Ele está de olho em uma tendência forte no funk atual que é o “consciente”, que não aborda tanto sexo, mas fala de superação, encarar problemas sociais e outros dilemas das quebradas brasileiras, aproximando o gênero do rap, uma união antiga que ficou de lado por uns tempos, mas vem sendo retomada. Rincon está ajudando nessa ponte.

5 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (Estreia)
A nova canção de Saulo Duarte com participação de Luedji nos vocais e metais certeiros da turma do Bixiga 70 é uma inspirada mensagem de que a mudança, um novo dia e toda energia para ele está em nós. Que esperança e força só podem partir de dentro de nós. É desse nascer do sol que ele canta aqui, após identificar em pequenos detalhes mensagens poderosas que lhe trazem saudade, ancestralidade, africanidade e verdade.

6 – Anitta – “Girl from Rio” (1)
A esta altura talvez tudo já tenha sido dito sobre a música da Anitta. Mas tem um lance em a gente destacar alto ela aqui e ter citado ela no top 10 Gringo. Na lista gringa ressaltamos a sacada em conquistar o mundo. Aqui, nosso olhar é sobre a CENA brasileira. Anitta pensa em multidões, sabe que seus passos ressoam mais do que o dos demais. E em “Girl from Rio” dá seu pitaco na discussão que ronda o funk ser ou não uma música tão sofisticada quanto os outros estilos, o que nos traz de volta à discussão do Grammy+Cardy B. Por isso a provocação em se apropriar da nossa bossa nova mais popular da história. A própria bossa nova, que passou por um longo processo de elitização que a deixou muito mais branca do que é de fato, é um exemplo do que o racismo e elitismo no Brasil dão conta de fazer com a nossa cultura. Ela ser uma arma dessa mesma elite contra o funk é a prova disso. Nada mais justo que a Anitta pegar e dizer: “Ei, esse Tom Jobim é meu, na real”. Ainda que a música talvez tem suas questões problemáticas no discurso e no próprio vídeo, que vende uma sociabilidade que está em cheque no Brasil contaminado atual, a provocação está lá e é bem válida. Este som já nasceu clássico.

7 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (2)
Deu muito certa a união de Bertoni com a cantora fora-da-curva Giovanna Moraes. Amigos pelas redes sociais inicialmente, aqui eles parecem parceiros das antigas, tal a conexão nas vozes e na letra – que é dela, mas soa muito verdadeira na voz dele. A música, muuuuito bonita e bem construída, ainda ganha pontos pelos diferentes climas que consegue criar, chegando até a ficar bem abstrata antes de voltar ao “normal” – como um nó que se desfaz para ser refeito.

8 – Lupe de Lupe – “Coromandel” (3)
A banda mineira Lupe de Lupe adotou um jeito curioso de divulgar seu novo álbum. Cada single tem como destaque um membro da banda na voz. Logo, são cinco singles que antecedem a chegada do novo álbum, “Trator”, logo mais. Esse mais recente single, o último também, coloca no vocal o baterista da banda, Cícero Nogueira, em uma letra escrachada e que nos leva até um dos solos mais divertidos do ano. Que barulheira boa. O Pavement ou o Weezer do começo ficariam orgulhosos, desde que eles não ligassem para a letra.

9 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (4)
Astronauta Pinguim, Clegue França, Laura Wrona e Júpiter Apple formaram a The Apple Sound, a banda paulistana de Jupiter. Talvez você nunca tenha ouvido falar, porque esse quarteto durou apenas três shows em 2009. “Cerebral Sex”, único registro deles em estúdio, foi revelada pelo diretor de vídeos André Peniche, amigo do músico gaúcho, que já tinha ajudado na descoberta do disco solo perdido dele.

10 – Salma e Mac – “Amiga” (5)
O casal da famosa banda goiana Carne Doce se apresenta agora de maneira intimista, dupla voz e violão. A ideia dos dois é apresentar as canções que compõem juntos na forma como surgem, com a suavidade íntima que depois viraria barulhinho bom na banda. Se nesse caldo vem novidades ainda não está claro, por agora resgataram a já linda amiga, lançada em 2016 no disco “Princesa”, com a promessa de vir mais por aí. E logo.

11 – Yung Buda – “Digimon” (6)
12 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (7)
13 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (8)
14 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (9)
15 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (10)
16 – FEBEM – “Crime” (11)
17 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (12)
18 – Boogarins – “Supernova” (13)
19 – Moons – “Love Hurts” (14)
20 – BaianaSystem – “Brasiliana” (15)
21 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (16)
22 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (17)
23 – Jair Naves – “Vai” (18)
24 – FEBEM – “México” (19)
25 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (20)
26 – Carmem Red Light – “Faith No More” (21)
27 – Jadsa – “Olho de Vidro” (22)
28 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (23)
29 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (24)
30 – Yannick Hara – “Raça Humana” (25)
31 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (26)
32 – Uana – “Mapa Astral” (27)
33 – Mayí – “Sedenta” (28)
34 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (29)
35 – Jadsa – “Sem Edição” (30)
36 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (31)
37 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (32)
38 – FBC – “Gameleira” (33)
39 – Rico Dalasam – “Última Vez” (34)
40 – Mbé – “Aos Meus” (37)
41 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (37)
42 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (39)
43 – Djonga – “Eu” (40)
44 – LEALL – “Pedro Bala” (41)
45 – Filipe Ret – “F* F* M*” (43)
46 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (44)
47 – Ale Sater – “Peu” (46)
48 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (48)
49 – Rohmanelli – “Viúvo” (49)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do Rashid.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – Anitta em primeiro lugar. E podemos provar. GusxGio seguem firmes nas cabeças. Lupe de Lupe em terceirão porque a banda está demais

1 - cenatopo19

* Well. Anitta liderando ranking indie? Pois é. Achamos que tem uma provocação ali no novo hit dela que merece prêmio, sim. Até porque, com todos os contextos e relações que essa música nova inspira, se bem entendemos o recado dela, cada vez mais é necessário que a CENA seja um todo da música brasileira. E por isso, se nosso ranking quer cada vez mais olhar para o todo produzido no Brasil, Anitta é um dos principais nomes desse rolê, ainda que uns torçam o nariz – a gente até torce para uns aspectos, mas bem justificado ali no texto, acreditamos.

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1 – Anitta – “Girl from Rio” (Estreia)
A esta altura talvez tudo já tenha sido dito sobre a novidade da Anitta. Mas tem um lance em a gente premiar ela aqui e ter citado ela no top 10 Gringo. Na lista gringa ressaltamos a sacada em conquistar o mundo. Aqui nosso olhar é sobre a CENA brasileira. Anitta pensa em multidões, sabe que seus passos ressoam mais do que os demais. E em “Girl from Ipanema” dá seu pitaco na discussão que ronda o funk ser ou não uma música tão sofisticada quanto os outros estilos, o que nos traz de volta à discussão do Grammy+Grammy+Cardy B. Por isso a provocação em se apropriar da nossa bossa nova mais popular da história. A própria bossa nova, que passou por um longo processo de elitização que a deixou muito mais branca do que é de fato, é um exemplo do que o racismo e elitismo no Brasil dão conta de fazer com a nossa cultura. Ela ser uma arma dessa mesma elite contra o funk é a prova disso. Nada mais justo que a Anitta pegar e dizer: “Ei, esse Tom Jobim é meu, na real”. Ainda que a música talvez tem suas questões problemáticas no discurso e no próprio vídeo, que vende uma sociabilidade que está em cheque no Brasil contaminado atual, a provocação está lá e é bem válida.

2 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (1)
Acho que o Gustavo é leitor da Popload, hein? Parceria com a YMA, com o Apeles e agora com a Giovanna. Notamos um padrão com “prediletos da casa”. Mas, brincadeira à parte, deu muito certo a união dele com a fora-da-curva Giovanna Moraes. Amigos pelas redes sociais inicialmente, aqui eles parecem parceiros das antigas, tal a conexão nas vozes e na letra – que é dela, mas soa muito verdadeira na voz do Gustavo. A música, muuuuito bonita e bem construída, ainda ganha pontos pelos diferentes climas que consegue criar, chegando até a ficar bem abstrata antes de voltar ao “normal” – como um nó que se desfaz para ser refeito.

3 – Lupe de Lupe – “Coromandel” (Estreia)
A banda mineira Lupe de Lupe adotou um jeito curioso de divulgar seu novo álbum. Cada single tem como destaque um membro da banda na voz. Logo, são cinco singles que antecedem a chegada do novo álbum, “Trator”, logo mais. Esse mais recente single, o último também, coloca no vocal o baterista da banda, Cícero Nogueira, em uma letra escrachada e que nos leva até um dos solos mais divertidos do ano. Que barulheira boa. O Pavement ou o Weezer do começo ficariam orgulhosos, desde que eles não ligassem para a letra.

4 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (2)
Astronauta Pinguim, Clegue França, Laura Wrona e Júpiter Apple formaram a The Apple Sound, a banda paulistana de Jupiter. Talvez você nunca tenha ouvido falar, porque esse quarteto durou apenas três shows em 2009. “Cerebral Sex”, único registro deles em estúdio, foi revelada pelo diretor de vídeos André Peniche, amigo do músico gaúcho, que já tinha ajudado na descoberta do disco solo perdido dele.

5 – Salma e Mac – “Amiga” (Estreia)
O casal da famosa banda goiana Carne Doce se apresenta agora de maneira intimista, dupla voz e violão. A ideia dos dois é apresentar as canções que compõem juntos na forma como surgem, com a suavidade íntima que depois viraria barulhinho bom na banda. Se nesse caldo vem novidades ainda não está claro, por agora resgataram a já linda amiga, lançada em 2016 no disco “Princesa”, com a promessa de vir mais por aí. E logo.

6 – Yung Buda – “Digimon” (3)

Interessante a experimentação do Yung Buda, rapper de Jundiaí, aqui em um som superclimático, com levada de corda e de letra quase enigmática e repetitiva, um formato ousado e raro. Só que a repetição deixa tudo com cara de um som que não parece ter fim e que a gente fica desejando que não acabe mesmo.

7 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (Estreia)
Dramaticamente psicodélico este segundo single do álbum “Impermanências Lo-Fi Vol.2”, primeiro disco cheio da dupla de Mogi das Cruzes desde 2016. Pense que esse mar de brisas é um registro em fita cassete, sim, um “fora às gravações digitais”. Viva o analógico.

8 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (4)
E, se falarmos para você ao ouvir esta música, que o verso “Eu já amei uma ginasta” dificilmente vai sair de sua cabeça por muito tempo? Parece algo improvável, certo? Mas o músico gaúcho consegue esse feito, ainda que provavelmente você nunca tenha se apaixonado por um ginasta. E o verso inusitado soa lógico neste indie-pop grudento produzido pelo gaúcho Akeem, com todo o peso que esse “gaúcho” traz ainda hoje.

9 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (Estreia)
Pensa em um pop bem feito. Esse é som da banda de Natal, RN, que já tocou em grandes palcos e agora reaparece reformulada, com a nova vocalista Cyz Mendes. Um processo sempre complicado, já que a voz é sempre a alma de qualquer banda, mas que pelo visto os garotos está tirando de letra, até porque Cyz manda bem demais mesmo. Como entrega “Depois das Dez”.

10 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (Estreia)

Em seu segundo álbum, segue intacta a capacidade da Duda Beat de produzir hits dançantes que pedem por pistas e por momentos em que você se pega nos versos como “Passou 3 horas te excluí das redes sociais/Logo depois adicionei porque eu não fui capaz”. Uma sofrência daquelas, bichinho, mas dançante, sempre.

11 – FEBEM – “Crime” (5)
12 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (6)
13 – Boogarins – “Supernova” (7)
14 – Moons – “Love Hurts” (8)
15 – BaianaSystem – “Brasiliana” (9)
16 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (10)
17 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (11)
18 – Jair Naves – “Vai” (12)
19 – FEBEM – “México” (13)
20 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (14)
21 – Carmem Red Light – “Faith No More” (15)
22 – Jadsa – “Olho de Vidro” (16)
23 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (17)
24 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (18)
25 – Yannick Hara – “Raça Humana” (19)
26 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (20)
27 – Uana – “Mapa Astral” (21)
28 – Mayí – “Sedenta” (22)
29 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (23)
30 – Jadsa – “Sem Edição” (25)
31 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (26)
32 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (27)
33 – FBC – “Gameleira” (28)
34 – Rico Dalasam – “Última Vez” (29)
35 – YMA – “White Peacock” (30)
36 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (31)
37 – Mbé – “Aos Meus” (32)
38 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (33)
39 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (35)
40 – Djonga – “Eu” (37)
41 – LEALL – “Pedro Bala” (39)
42 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (40)
43 – Filipe Ret – “F* F* M*” (41)
44 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (43)
45 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (44)
46 – Ale Sater – “Peu” (45)
47 – Jupiter Apple – “AJ1” (46)
48 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (47)
49 – Rohmanelli – “Viúvo” (48)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é da Anitta.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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POPLOAD NOW DA CENA – 5 coisas importantes na música BR que aconteceram na nossa ausência, estrelando Lupe de Lupe, Salma e Mac, Duda Beat, Hierofante Púrpura e Plutão Já Foi Planeta

1 - cenatopo19

* Bem, estamos voltando hoje depois de três dias de fér… parada técnica para resolver problemas informáticos. Um pouco chateado que o mundo musical, principalmente a cena brasileira, não quis parar junto, mas tudo bem. Já que é assim, fazemos agora então um apanhado de assuntos musicais relevantes que aconteceram por aqui no Brasilzão nestes três dias em que ficamos “interditados”, sem postagens. Sem contar a já falada bossa nova da Anitta, temos o seguinte:

– LUPE DE LUPE
Lá vem o figuraça Vitor Brauer de novo, com sua Lupe de Lupe a caminho do quarto disco. Nesta semana a banda mineira lançou o single “Coromandel”, o último antes da chegada in full de seu novo álbum, “Trator”, que sai agora em maio. Depois de disstratar “Goiânia” e aliviar em “Cabo Frio”, esta blablablabla “Coromandel” traz a participação do amigo de cena Fernando Motta. É o de sempre: começa Weezer, termina Pavement, mas tudo do jeitão Lupe de Lupe de ser, dentro dos caminhos tortos propostos pelas ótimas letras de Brauer.

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– SALMA E MAC
O casal da famosa banda goiana Carne Doce sai com novo projeto, como casal mesmo, dupla voz e violão mais íntima impossível. Segundo eles, a ideia é apresentar as canções que compõem juntos na forma como surgem, com a suavidade íntima que depois viraria barulhinho bom na banda, mas parando mesmo na metade do caminho. Tão bom quanto. Conheça a “Amiga”, a primeira música dessa “nova” dupla (foto da Salma ilustra a home). Semana que vem tem mais música de Salma e Mac, parece.

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– HITEROFANTE PÚRPURA
A gente parado e a banda Hierofante Púrpura lançando seu segundo single, com vídeo, desta vez para a música dramaticamente psicodélica “Na Terra das Cartas”. Esse som, tal qual o primeiro, “Tbm Sou Hipster”, fará parte do “Impermanências Lo-Fi Vol.2”, disco a ser lançado pela Balaclava Records em algum momento deste meio de ano. Falamos dele aqui, o álbum vai juntar uma série de registros sonoros da banda de Mogi das Cruzes, gravados em fitinha cassete. O Hierofante Púrpura, de outro grupo-casal tal qual o da nota acima, este formado por Danilo Sevali e Helena Duarte, não solta disco cheio desde 2016, quando lançaram o interessantíssimo “Disco Demência”. Aqui, “Na Terra das Cartas”:

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– PLUTÃO JÁ FOI PLANETA
A famosa banda de indie pop, cada vez mais pop e menos indie, que já tocou no Lollapalooza Brasil, no Rock in Rio e na Globo, lança o segundo single de 2021. A música, “Depois das Dez”, junta de “Acostuma”, o single de janeiro, reafirma as mudanças de sua formação e aponta para um novo disco, ainda sem data de lançamento revelada. Hoje um quarteto com a vocalista Cyz Mendes, o guitarrista Sapulha Campos, outro guitarrista, o Gustavo Arruda (guitarra), e o ótimo baterista Renato Lellis, a Plutão, que nasceu em Natal, RN, vai mostrar as músicas novas em performance virtual no Buzina Festival, dia 8 de maio.

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– DUDA BEAT
O disco mais badalado dos últimos tempos é esse da cantora pernambucana sofrente Duda Beat, o recém-lançado “Te Amo Lá Fora”. O Spotify divulgou hoje que todas as músicas do álbum estão no top 200 da plataforma de streaming. Essa conexão bem amarrada de Duda-Spotify rendeu ainda uma aparição da moça em um dos telões gigantes da famosa Times Square, em Nova York. A artista é uma das peças da campanha global EQUAL, iniciativa para promover a igualdade de gênero na música. Olha a Duda Beat chegando a Manhattan, em foto de Vic Delnur.

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