Em salma jô:

CENA – Popload apresenta a “tal capa” do novo disco da banda Carne Doce

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* Depois de um zunzunzum nos bastidores indie, são enfim reveladas a capa e algumas infos sobre o próximo disco da banda goiana Carne Doce, uma exclusividade Popload. O álbum, ainda sem nome divulgado e que sairá em algum dia de julho a ser definido, é o sucessor do disco “Princesa”, de 2016, que fez a banda ser conhecida nacionalmente e tocar em tudo quanto é festival, inclusive num tal de Popload Festival. O terceiro disco do Carne Doce conta com o patrocínio do selo Natura Musical.

Algumas coisas se sabem sobre o novo disco da banda liderada pelo casal Salma Jô e Macloys Aquino, formada em 2013. Ele será mais introspectivo do que os trabalhos “desbocadamente” femininos , no sentido político, dos dois anteriores, sem deixar de roçar muito nesses temas. Mas vai ser algo mais “virado para dentro”, digamos. Mais sarcástico.

“Eu cato as sobras / Dos teus sinais / Eu sou a sobra / Junto com as sobras / Eu não sou mais”, canta Salma Jô em “Comida Amarga”, uma das novas faixas do terceiro Carne Doce. “Andei na história sentindo o vento / Sangue correu, secou e tal / Engatilhei meus vinte dedos / Me espera sentada uma moral”, diz a letra de ‘Golpista'”. As duas novas músicas já ganharam performance ao vivo nos últimos shows da banda, presentes inclusive nos recentes festivais Bananada e XXXbórnia.

Tanto o novo disco quanto sua capa exploram a feminilidade latente de Salma Jô, a hipnótica vocalista do Carne Doce, que canta à frente de um excelente quarteto de músicos homens.

“O disco tem ainda um forte caráter feminino porque sou eu que escrevo as letras dele. E eu escrevo muita coisa a partir do que eu sinto, mesmo. Foi assim no primeiro disco, foi assim no segundo e será nesse terceiro. Mas acho que a gente não deve ser identificado agora como uma banda ‘feminista’, como acabou acontecendo com o ‘Princesa’. Porque as letras não vão ser mais discursivas nesse sentido. Elas vão mais narrar sentimentos, mesmo”, afirmou à Popload a cantora Salma Jô.

A CAPA: Numa pesquisa de imagens na internet, Salma e Macloys acharam uma imagem que vinha ao encontro de uma inspiração que buscavam e fosse ligada às ideias do novo disco. Algo desse conceito estético que transmitisse a introspecção do vindouro terceiro álbum, dessa virada “para dentro”. E deu numa fotografia da Salma Jô vestindo apenas uma meia arrastão branca e enrolada em carretel de linha branca, tirada e produzida sob blackout e luz negra por seu marido e guitarrista da banda Macloys Aquino. A qual a Popload mostra agora.

Capa Carne Doce (1)

** A foto de Salma na homepage da Popload é de Rodrigo Gianesi.

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CENA – Live from Bananada. Banda Carne Doce dança em cima do progresso, em vídeo novo

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* Popload em Goiânia. Respirando o Bananada 2017, festivalzão indie brazuca que começou ontem e vai até domingo misturando música, comida e arte em vários lugares da cidade do Centro Oestão.

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Fruto da incrível cena goiana de música independente atual, já de boa reputação nacional, o ótimo grupo Carne Doce é atração de sábado no Bananada, tocando no palco principal do principal dia do festival. A banda, ainda surfando a excelente onda do segundo disco, “Princesa”, um dos mais incensados álbuns da CENA brasileira do ano passado, resolveu fazer algo diferente na semana do maior evento indie goiano.

A banda do casal Mac e Salma foi buscar no primeiro álbum, de 2014, uma de suas principais faixas ao vivo para transformá-la em lindo vídeo novo. É “Sertão Urbano”, música que fala muito do sentimento que é viver em Goiânia e arredores. É uma reflexão sobre o intenso e desordenado desenvolvimento urbano de uma cidade que ao mesmo tempo está longe do eixo do país, portanto se sente no sertão. E contrasta forte com os lugares que a circundam.

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O vídeo traz imagens de Goiânia e da Chapada dos Veadeiros, algumas feitas por drone e com efeitos de chroma key.
Sobreposto a isso tudo, essa coleção de imagens, a banda toca e Salma dança.

“Eu tinha receio com o regionalismo e hoje quero tanto olhar para cá, e com isso tentar conversar com mais pessoas daqui e de fora”, diz o goiano Larry Sullivan, o diretor do vídeo. Todos os demais créditos técnicos estão nos comentários do vídeo.

Veja o belo resultado de “Sertão Urbano”, o novo vídeo do Carne Doce, lançado ontem à noite.

* O Carne Doce se apresenta em São Paulo duas vezes no futuro próximo, uma em maio, outra em junho. A primeira na Virada Cultural, no dia 20/5. A banda tem ainda show marcado em 24/6, no Sesc Belenzinho.

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Salma Jô, vocalista do Carne Doce, fala sobre a sua maior referência na música

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Salma Jô é a vocalista e toda a força por trás do Carne Doce, nome imprescindível da rica cena indie brasileira, mais especificamente de Goiânia, nos últimos anos. Para o nosso especial Popload das Minas, ela fala sobre a sua maior inspiração: Elis Regina.

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Salma Jô em foto de Rodrigo Gianesi

A minha diva Elis Regina

Elis Regina é a minha diva-mãe. Minha mãe a apresentou, me ensinou a adorá-la. O timbre das duas é do mesmo tipo. São elas as minhas maiores referências e inspirações femininas.

Quando a escuto, faço com o conhecimento que adquiri ao longo do anos, com menos idolatria, reconheço erros e fraquezas que não percebia, mas admiro ainda mais a excelência, percebo ainda mais por que ela foi e por muitos ainda é considerada a maior. Encontro nela muita riqueza técnica e emocional, encontro várias mulheres e eu mesma, criança e adulta. É um berço.

Ser a maior cantora popular do Brasil era um objetivo confesso de Elis. Aos 20 já era a cantora mais bem paga do país. Era competitiva a ponto de puxar tapete de outras cantoras. Não era somente a intérprete, escolhia canções com o objetivo de fazer as melhores versões delas, melhores que as dos próprios autores. Estava sempre em busca de novos compositores e de letras fortes. Amadrinhou, lançou ou ajudou a consagrar Milton, Gil, Edu Lobo, Belchior, Ivan Lins entre outros. Para quem quiser saber mais, recomendo “Nada Será Como Antes”, biografia de Julio Maria.

Esta gravação para a TV Record foi um dos últimos registros antes de sua morte:

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CENA – Francisco, El Hombre solta as bruxas e o Liniker em novo (e primeiro) disco

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* Banda brasileira com sotaque mexicano (ou seria o contrário?), a banda francisco, el hombre gosta de seu nome escrito assim, em minúsculas (desculpa o título acima, moçada).

O quinteto, dois mexicanos “do mundo” (os irmãos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte) e três brasileiros (Andrei Kozyreff, Juliana Strassacapa e Rafael Gomes), acaba de lançar seu disco de estreia, “SOLTASBRUXA”, desta vez um nome em maiúsculas.

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Banda de som plural como sua composição, que vai de indie à salsa, de MPB e sambinha a uma tentativa latina de chegar num axé (ou um auê sem fuzuê que eles mesmo cunham de pachanga folk), o francisco, el hombre, nesse excelente primeiro álbum cheio, fez uso de uma galera tão plural quanto o seu som. Ou à altura de.

Tem nas suas fileiras, ou faixas, o “artilheiro” Liniker, furacão andrógino de uma certa soul music brasileira (“bolso nada”). Tem a ótima cantora Salma Jô, do Carne Doce, nome bem bom da bem boa cena goiana (“soltasbruxa”). Tem a moçada da banda gaúcha Apanhador Só (“tá com dólar, tá com deus”). Tem mais uma outra galera.

Para além da musicalidade, o francisco el hombre pega pesado em letras políticas. “Numa banda formada por quatro homens e uma mulher, se faz necessário trazer ao nosso cotidiano discussões sobre o machismo e a violência de gênero. É a hora de tirar vendas e mordaças”, comenta Juliana, vocalista e percussionista da banda. “Observamos a sociedade”, diz Piracés-Ugarte.

De sangue latino, o grupo tem ainda bem marcado em sua curta carreira a pequena tour que fizeram por Chile e Argentina para divulgar o EP “La Pachanga!”, de 2015, quando foram assaltados, ficaram só com as roupas que vestiam e usaram instrumentos emprestados para tocar e conseguir uma grana para voltar ao Brasil. Experiências assim estão no disco novo, que você pode ouvir aqui abaixo.

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SOLTASBRUXA
” foi produzido por Zé Nigro e pela própria banda entre dezembro do ano passado e julho deste ano, no estúdio Navegantes. A mixagem é de Gustavo Lenza, a masterização, de Felipe Tichauer (exceto “calor da rua”, produzida por Curumim e mixada por Fernando Narcizo).

*** O show de lançamento do primeiro disco do francisco, el hombre será em 22 de outubro, no Audio Club, na Barra Funda. Na programação da noite, toca também a banda argentina Onda Vaga?. Já tem ingressos a venda.

**** A foto do francisco, el hombre deste post e a da home são de Rodrigo Gianesi.

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Disco novo do Carne Doce já tem nome, capa e “ponto de vista feminino”. A Popload conta…

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Foto: Rodrigo Gianesi

Foto: Rodrigo Gianesi

Nome imprescindível da rica cena indie de Goiânia nos últimos anos, o Carne Doce se prepara para lançar nas próximas semanas – ainda neste mês – seu aguardado segundo disco.

Grupo marcado pela voz e beleza de Salma Jô e criatividade e inquietude do guitarrista Macloys Aquino, o Carne Doce tem arrebatado novos fãs a cada show pelo país, tipo em um recente na Casa do Mancha, em São Paulo, que comentamos aqui.

A Popload teve acesso em primeira mão ao nome e capa do disco novo, que se chamará “Princesa”. O título se origina da faixa 2 do álbum, uma composição conjunta de Salma com o Dinho, do Boogarins, outra joia da cena goiana. “‘Princesa’ porque o disco tem um ponto de vista mais feminino e esse nome pode representar a amante, a privilegiada, a filha ou a mulher que aparecem em outras músicas do disco”, conta o Mac à Popload.

A capa é parte da obra “Behavior Modificator Tele Command”, da artista (também goiana) Beatriz Perini, que ainda desenvolveu a arte do encarte do disco. A técnica utilizada foi tinta acrílica sobre recorte de revista. Coisa fina.

O lançamento digital de “Princesa” está previsto para o final do mês. Diiizem, vai rolar uma faixa nova nesta semana. A capa, exclusiva na Popload, abaixo.

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