Em salma:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, com Salma & Macloys, do Carne Doce

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* A live da Popload recebe hoje, 17h, no Stories do @poploadmusic, direto de Goiânia, o casal Macloys Aquino e Salma Jô, ele-guitarrista-ela cantora da banda Carne Doce, uma das instituições musicais da nossa CENA, que quanto mais músicas eles lançam maiores ficam e mais longe percebe-se que eles ainda podem ir.
Não sei se você me entende, haha.

Essa trajetória cuidadosamente e planejadamente crescente de quase quatro álbuns (três álbuns e três singles de 2020), do começo na ceninha na espetacular Goiânia Rock City até os prêmios de melhor álbum de 2018 com o ótimo “Tônus”, mais o que vem por aí, estão no cardápio de hoje da Popload Live.

Você já comeu pequi?

5 - CARD

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, e Jay Horsth, do Young Lights. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. Ou, melhor, reforça o aviso quando NÃO for às 5 da tarde.

Então, hoje, às 17h (tchanan!!), no Stories do @poploadmusic, Salma e Macloys, da banda goiana Carne Doce, conversam com e tocam para a Popload. Só vem!

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Coquetel Molotov 2015: “Respeita as minas, p*rra” – Ava Rocha, Mahmundi, Salma, Ana Garcia

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* Neste sábado que passou, em Recife, aconteceu a edição 2015 No Ar Coquetel Molotov, um dos festivais independentes mais inspirados do calendário nacional, seja nas bandas que escala, na organização que o bota em pé, na comunicação que o divulga para todo o Brasil. Do copo reutilizável para as bebidas até os ótimos som e luz de seus três palcos. O local, outro ponto alto do festival, é em Recife, mas nem parece. Longe das praias, do mangue, de Olinda, do calor pernambucano, o Coquetel Molotov se firmou na “refrescante” (de novo, estamos em Recife) Coudelaria Souza Leão, um atraente centro de criação de cavalos no alto de um morro, afastado um pouco da muvuca da cidade cerca de 40 minutos da praia de Boa Viagem, por exemplo. Para se chegar à area dos palcos, vans/mini-ônibus do festival levavam os festivalgoers da bilheteria e do estacionamento do pé dessa colina ao alto, por uma estrada marcada por tochas. Para o alto e avante.

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As grandes atrações do Coquetel 2015 foram o rapper paulistano Emicida, a banda cearense Cidadão Instigado e o grupo carioca Tono, que recebeu em parte do show a atuação do cantor Ney Matogrosso. Mas quem brilhou mesmo, de um lado digamos “mais indie” e na opinião da Popload (que esteve em Recife a convite do festival) foi em um aspecto o redivivo grupo Ludovic, em outro dos shows de sua volta depois de sete anos afastados do palco, o primeiro no Nordeste do país. Por outro lado, o Coquetel Molotov foi da mulherada protagonista da música brasileira hoje. Em cima e fora do palco.

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Se o Brasil festeja hoje a cena goiana, um bom representante da música da terra dos Boogarins brilhou no festival de Recife. A banda Carne Doce, liderada pelo casal Salma (vocalista) e Macloys (guitarra) e com o DNA goiano cujas entranhas vai do estúdio que gravaram seu álbum de estreia até sua formação e as participações especiais nas músicas, fez um show intenso no palco dois do Coquetel Molotov, do primeiro acorde de sua afiada banda ao último grito lírico da impressionante frontwoman Salma. Ela é magnética, sendo na sua presença de palco fazendo dancinha cool de menina indie dançando Pavement num clube de São Paulo ao alcance de seu instável (no bom sentido) vozeirão, que vai da doce MPB ao pop e aos berros com uma facilidade impressionante.
(A foto acima, de Salma e Macloys, é de Hannah Carvalho. )

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A revelação deste ano numa certa “nova MPB”, a cantora carioca Ava Rocha, que toca nesta quinta (amanhã) no Centro Cultural de SP, fez também uma excelente apresentação no palco principal do Coquetel Molotov (foto acima). Outra com um grande charme em cena e já uma espécie de diva desta nova onda do, digamos, pop nacional, a filha do cineasta Glauber Rocha tem autencidade ao vivo mesmo quando parece uma Gal Costa despirocada, para citar uma representante-totem da MPB. Mas o grande lance de Ava talvez seja o excelente suporte de uma banda de rock estridente, para tirar essa levada de MPB da bunda-molice reinante em formações desse tipo. Os guitarristas e a bateria “descem a mão” em seu instrumento sem medo da felicidade, e ainda assim não abafam Ava Rocha, nem na voz, nem na presença.

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Outra personagem do Rio que fez bonito no Coquetel Molotov é a electroindie lo-fi com “jeitão carioca” gostoso de Marina Lima (ela não curte muito a comparação…) e potencial para ser remixada por Jamie XX é a Mahmundi (foto acima), nome artístico de Marcela Vale, já conhecidinha na cena independente do Sudeste. Com um terceiro álbum por vir e ainda baseando seus shows no belo “Setembro”, disco de 2013, Marcela se apresenta em trio, com um baixista e um tecladista soltando seus barulhinhos cool, mas sua performance também de guitarrista e baterista faz imaginar às vezes que no palco existe um quinteto, no mínimo. Mesmo carregando no ritmo de um moderno pop carioca anos 80, Marcela Mahmundi é o mais próximo em delicadeza sonora que um novo artista brasileiro chega de um artista moderno como o britânico James Blake, por exemplo. Se o som fosse algo mais “quebrado”, se as batidas fossem mais “inesperadas”, então… Mas isso é coisa para os grandes Miranda e Cassim, produtores de seu terceiro álbum.

O Coquetel Molotov teve no sábado a edição que marcou o segundo ano consecutivo na Coudelaria, sua nova casa, e ainda os 13 anos de luta independente de sua mentora Ana Garcia, outra grande mulher que atuou em Recife no final de semana, esta fora do palco. Com seu fiel escudeiro Jarmeson de Lima, Ana constrói na unha e com identidade forte um festival no Nordeste brasileiro e na terra do Carnaval, frevo e de uma cena ainda marcada e ligada à contra cultura do manguebeat, ou o que restou dele. Coquetel Molotov é uma ilha dentro da “ilha”.

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Ava, Salma, Marcela e Aninha. Respeita as minas, porra!

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** O festival Coquetel Molotov aconteceu enquanto em São Paulo havia a grande passeata contra o projeto de lei absurdo do deputado machista Eduardo Cunha. Não por acaso, “homenageado” em alguns dos discursos de artistas durante o Coquetel.

** A foto de Ava Rocha, que está na home da Popload, é de autoria de Flora Pimentel.

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Carne Doce lança primeiro disco. Ouça uma música aqui

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* Parelha com a cena curitibana, a movimentadíssima Goiânia independente forja outra banda de destaque no esquema “tamo junto”. Será divulgado amanhã na internet as 10 faixas que constituem o primeiro álbum do Carne Doce, grupo liderado pelo casal Macloys e Salma, um casal que segundo divulgam ficaram em 2009 num show no Hocus Pocus, “inferninho de Goiânia”, passaram a morar juntos, compor juntos, montar a banda.

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O disco, que leva o nome da banda, foi gravado no estúdio da banda Hellbenders, carrega música em parceria com o Boogarins, traz na banda elementos do Luziluzia, outro bom nome da cena local. Mais um belo exemplo do lema “Pop will eat itself”.

“Carne Doce”, o álbum visual, deve ganhar lançamento em CD e vinil no começo de 2015. O disco tem três destaques de cara: as músicas “Benzim”, da qual falamos abaixo, mais a “polêmica” “Preto Negro” e “Adoração”.

A Popload solta hoje, com exclusividade, a faixa “Benzin”, feita em parceria com os colegas psicodélicos do Boogarins. Aliás, Boogarins e Carne Doce se apresentam neste sábado, em Goiânia. Boa balada para quem está na Rock City, a “Seattle brasileira”, a terra de Nobre.

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