Em San Francisco:

Mais um festivalzão anuncia seu line-up: Outside Lands terá de Janet Jackson a Jamie xx, em agosto

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Um dos principais festivais ao ar livre do mundo, o Outside Lands divulgou sua programação de shows para a edição deste ano, que acontece entre os dias 10 e 12 de agosto, no lindo Golden Gate Park, em San Francisco.

O festival deste ano terá na linha de frente nomes como The Weeknd, Florence and the Machine e Janet Jackson, que está também no Panorama (Nova York) e Essence (New Orleans).

Também estão na programação ótimas atrações tipo Beck, Father John Misty, Chromeo, Bon Iver, James Blake, Jamie xx, Broken Social Scene, Mac DeMarco, N.E.R.D., e CHVRCHES, para citarmos dez. Tem ainda o Perfume Genius.

Para quem tem intenção de dar um rolêzinho pela Califórnia na época do festival, os ingressos serão colocados à venda a partir desta quinta-feira, 5 de abril.

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Ainda a Grimes em San Francisco. O que está acontecendo, Claire?

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* Desculpe-me usar o mesmo título que eu usei ontem para o show da banda Chvrches, com os endereçamentos modificados, claro, mas fiquei com a mesmíssima sensação ao ver a performance “muito louca e colorida” da canadense querida Grimes no Fox Theater, em Oakland, no mesmíssimo palco. Seria problema do lugar? Tentei pensar um pouco sobre isso, no texto que saiu publicado na Folha de hoje, no caderno Ilustrada, dentro da série de shows californianos. Seu último disco, “Art Angels”, é tão bom, Claire. O que pega?

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A heroína indie eletrônica canadense Grimes tinha algumas opções para levar ao palco as músicas de seu elogiado álbum “Art Angels”, o quarto de sua jovem carreira, o segundo a realmente tirá-la de Vancouver para o mundo e um dos últimos belos discos a serem editados em 2015, quase para fechar o ano de tantos bons lançamentos.

Ou ela montava uma banda “orgânica” para dar vida a suas eletronices cool de estúdio, na linha de LCD Soundsystem e Hot Chip, por exemplo, ou seguia “pequena” e se mantinha atrás de uma mesa de sintetizador “tocando” seu som e botando sua voz de fada a serviço do chamado “dream pop” viajante.

Mas ela foi forçada a escolher um terceiro caminho, como pode ser visto anteontem à noite no teatrão de Oakland, o Fox Theater, em outra visita ao local nesta semana para a nossa série de shows californianos da nova música.

A multitalentosa Claire Elise Boucher, a persona que se confunde com o projeto Grimes, cresceu muito de uns dois anos para cá, vende bem, toca bastante em rádio, foi adotada pela moda e, por tanto, acabou empurrada a palcos grandes, a esta altura da carreira. Seja grande como o do Fox Theater ou os do Coachella, onde é uma das atrações top do festival amanhã.

E, para preencher esse palco grande para o tamanho de seu sucesso além-indie, Grimes optou por chamar um time de dançarinas e caprichar em cenário e nas luzes hipnóticas.
O início do show é sintomático. As luzes se apagam, a platéia grita (2800 pessoas esgotaram ingressos para o show de ontem, há meses) e entra uma garota morena que não é a loirinha Grimes, sob um som etéreo, fazendo uns movimentos que oscilam entre dança do ventre ou algo mais performático nível Cirque du Soleil. Daí logo entra a canadense e suas outras amigas “bem escolhidas”: uma negra e uma oriental. A composição racial está harmônica.

Os sintetizadores estão lá também, em duas mesas lindas ao fundo, mas Grimes na maioria das vezes apenas comparece a elas nos começos das músicas, para dispará-las apertando um botão e em seguida correndo para e correr para frente do palco com o microfone, para dançar e cantar.

De garota esquisita de cabelo descolorido que grita dos dois primeiros discos (os dois bem undergrounds, ambos de 2010) até a apresentação de ontem em Oakland, é inegável que Grimes cresceu e apareceu, por causa de seus dois álbuns mais recentes.
O problema é que, também, pelo menos a respeito de performances ao vivo, a garota anda fazendo escolhas erradas.

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* As fotos, deste post e da home da Popload, novamente, são de Ian Young, desta vez publicadas no “Bay Brigded“, site que cobre música independente na San Francisco Bay Area.

** A Popload viaja pela Califórnia em shows a convite do VisitCalifornia.

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San Francisco: a igreja do John Coltrane vai fechar domingo. Mais: Grimes errada, o passeio beat e os milhares de maconheiros unidos no monte hippie

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* Em primeiro lugar, meu profundo pesar pela morte do gênio Prince. :/

* Muitas coisas acontecem em San Francisco além da batelada de shows desta temporada coachelliana e de as pessoas andarem vestidas no dia a dia como cosplay de mangás e outras coisas em Japantown, a região onde estou hospedado na cidade.

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* Perto do hotel, na rua Fillmore, por exemplo, tem a igreja do John Coltrane, o saxofonista mito do jazz que morreu aos 40 anos, nos anos 60. Tem, não. Praticamente tinha. A igreja não vai mais existir nesse endereço depois da última missa, domingo que vem. E me disseram lá que ainda não sabem para onde vão depois que saírem do endereço de 10 anos de culto ao lendário músico. Mas vão para algum lugar, falaram. A igreja de John Coltrane existe desde que ele foi “canonizado” pela igreja ortodoxa africana, logo depois de sua morte. Coltrane virou Saint John William Coltrane. E todos os domingos desde então rezam missa e tocam música dele. Parece que alguém da família Coltrane estará no domingo na igreja de Fillmore, para a última missa no local.

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* Ontem, entre 12 e 15 mil pessoas foram ao enorme e belo Golden Gate Park, se reunir em torno do Hippie Hill, para fumar maconha às 4:20 da tarde do dia 4/20, o 20 de abril como os americanos pontuam com o mês na frente, bem na hora que representa o famoso “código da cannabis”. A Popload esteve lá, para COBRIR o evento, veja bem!!! É praticamente um feriado nos arredores do Golden Gate Park. A maconha, embora liberada para “uso medicinal” no estado, não necessariamente pode ser consumida em público. Mas a polícia faz a tradicional vista grossa para o evento, que está no calendário hippie da cidade e só tem crescido. Inclusive ajudam controlando o trânsito da região, de chegada e de saída do parque. Vem gente de todas as localidades para a baforada, que tradicionalmente acontece exatamente às 4:20 pm com saudação aos gritos, assobios e tragadas. Mas é uma verdadeira “tarde da fumaça”, porque o trânsito aos arredores sofrem alteração das 15h às 21h. Como não dá para a polícia prender 15 mil pessoas, se ninguém fizer idiotice de qualquer gênero, se organizar direitinho, todo mundo fica de bowie.

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O Hippie Hill, dentro do parque Golden Gate, é um lugar histórico pela sua importância nos movimentos da contracultura dos anos 60, que partiram dali do pico. No monte, no chamado “Summer of Love”, os jovens se reuniram para ficar pelados, tomar ácido e viajar ao som de Janis Joplin e Grateful Dead, para lutar pela liberdade e contra a guerra. Inclusive lá tem a árvore Janis Joplin. Não me atrevi a chegar nela por causa da galera de olhão vermelho. Dia “errado” para ver a árvore. No Hippie Hill, também, e “naqueles tempos”, o ex-beatle George Harrison fez um show “muito doido” no local.

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* BEAT ME – Não basta ir à livraria City Lights, na Columbus, resvalando em Chinatown. Tem que atravessar a rua e ir à livraria Beat Museum comprar uma foto do Allen Ginsberg e ver o carro que o diretor brasileiro Walter Salles deu à loja, depois que filmou “On the Road”, sob supervisão do local Francis Ford Coppola, adaptação do marcante livro do Jack Kerouac, outro herói da beat generation.


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* GRIMES EM SAN FRAN – Ontem teve show da canadense Grimes no Fox Theater, em Oakland, algumas estações depois de tomar o Bart na praça Civic Center. Ela está em plena turnê de seu discão “Art Angels”, lançado em novembro, trabalho cheio de músicas boas, singles de rádios bombators e tudo mais. Mas o show… Falo mais outra hora.


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* As fotos, deste post e da home da Popload, são de Ian Young e foram originalmente publicadas no site fera The Line of Best Fit.

** A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

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California über alles: banda punk inglesa Fat White Family abala San Francisco

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* Haha. Adoro títulos dúbios e exagerados. Mas, aqui na terra do terremoto de 1906, num dia que tinha pelo menos uns três outros shows legais para ir, clube quase vazio mas ótimo para o tamanho da banda, na inversa proporção saudável de ver o abarrotado concerto do Chvrches (leia post a seguir), o show do sexteto descontrol Fat White Family a-ba-lou, mesmo.

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* Eu sei que a viagem ainda está no começo, tem Coachella, Iggy Pop com Josh Homme, James Murphy, Underworld tocando o disco de 2016, Axl Rose e Slash juntos, a tenda do Despacio no deserto. Mas a apresentação dos amigos vida loka do Iggor Cavalera periga ser o evento do ano, pelo menos nesta humilde “Conexão Califórnia” particular da Popload.

Primeiro os vídeos, outra hora a resenha!

** A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

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Conexão Califórnia – 12 dias, muitos shows, todo o rolê

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* Desde ontem a Popload se encontra na Califórnia, mais precisamente em San Francisco, o ponto de partida para uma aventura sonora que incluirá ainda o segundo final de semana do colossal Coachella Festival, em Índio, e ainda uma etapa final hollywoodiana, com uma pequena residência de shows em Los Angeles com foco na Sunset Boulevard, que tem o hotel mais rock’n’roll do mundo e a maior loja de discos do mundo.

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A Popload faz sua Californication Tour graças a um convite do VisitCalifornia, orgão responsável por bombar ainda mais o turismo num dos lugares mais turísticos do planeta.

Entre outras coisas, a viagem renderá a série “Conexão Califórnia – 12 dias, 12 shows”, para a Folha de S.Paulo, textos diários ou quase que sairão na edição impressa e no online do jornal, com reverberação ampliada aqui na Popload.

A Popload continua com sua programação normal, acrescida então de posts californianos especiais durante esta temporada.

A gente começa a seguir com post sobre a apresentação feeeera do Last Shadow Puppets no histórico Fillmore, em San Francisco, o show 1 do dia 1. Como o LSP cresceu, virou bandaça…

Só como ilustração histórica, hoje, 18 de abril, é o aniversário de 110 anos do devastador terremoto que destruiu 80% de San Francisco, em 1906. Sai pra lá, quake. Como outra ilustração histórica e pelo que aconteceu ontem no Brasil e eu perdi, neste domingo eu vi, de longe, a ilha de Alcatraz.

** A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

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