Em sara nao tem nome:

TOP 50 da CENA – Yma brilha duas vezes, Cesrv volta em cima, Sara mostra seu nome, Sessa acalma tudo. Que lista!

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* A necessária quarentena está chata. Mas nosso Top 50 segue top (hum…). Uma semana especial com novidades que foram todas direto para as primeiras posições do nosso ranking. Escolher a ordem final dele não foi fácil para nós e resultou em muitos áudios de Whatsapp para decidirmos.

A cantora YMA chega com tudo com novo single e agora faz companhia a Letrux no seleto rol de “Artistas Que Conseguiram Emplacar Duas Músicas nas Dez Melhores na Mesma Semana”. Vamos até repetir a arte ilustrada com ela, pelo nobre feito.

Ainda sacamos o novo trabalho do produtor CESRV (já primeiro colocado outra vez), entre outras novidades bem quentes.

O primeiro álbum da banda sergipana Taco de Golfe, a urgente “Agora”, novo single da mineira Sara Não Tem Nome, e a nova do internacional Sessa foram outros sons que arrancaram “wows” de nossas bocas.

Aliás, perdemos algo sobre lançamentos ou relançamentos ou revisitações? Avise. Queremos ouvir tudo que tiver de bom por aí.

Sempre lembrando que nosso ranking é uma playlist lá no Spotify ou Deezer. Porque na real nossa missão não é dizer quem é melhor, não. É oferecer 50 sons legais toda semana para você ouvir. =)

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1 – YMA – “No Aquário” (Estreia)
Que bom ouvir um novo single da YMA. Semana passada já tínhamos recuperado um single ao vivo recente dela. Imagina nossa reação com uma novidade tão boa? A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
2 – CESRV – “Onda” (Estreia)
Só quem é muito atento vai saber de onde CESRV encontrou os samples que revesta esta faixa de seu novo EP, dedicado a recriações e colagens de sons brasileiros em beats com influência de footwork. Entendeu? Se não, procure entender. Ou pelo menos ouvir esse EP “Bela Vista”, do CESRV.
3 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (Estreia)
“Será que o mercado vai lavar suas mães invisíveis?” É com essa frase cortante que a mineira Sara Não Tem Nome abre seu novo single. Adivinha o tema? Ela vai no alvo, o tempo todo. Que música densa. Só quem esteve em 2020 vai entender.
4 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (Estreia)
A faixa-título do novo álbum da banda aracajuana Taco De Golfe é o melhor exemplar de introdução para o belo disco que eles fizeram. Música instrumental capaz de impactar até quem não aprecia tanto o gênero. Diz muito sem nem ter voz.
5 – Sessa – “Sereia Sentimental” (Estreia)
Uma bela track nova de Sessa, beneficente e disponível apenas no Bandcamp dele. Portanto vai faltar, por enquanto, na nossa playlist. Bonita, quieta, jazzy e em forte contraste com os tempos atuais. Queremos morar no violão dessa introdução.
6 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada – “After do Fim do Mundo” (1)
A faixa fala por si só. Estamos no after de um mundo que acabou. Pior que isso. No after do after do after. A solução? Dançar. Mesmo que seja de um modo esquisito, combinando com este dance carioca contrastando com um rap de São Paulo. Clash de cenas com duas das mais evolutivas artistas destes tempos.
7 – Duda Brack – “Pedalada” (2)
Quer uma música para rir e chorar? A gaúcha Duda Brack encontra esse meio termo aqui em uma música que faz rir e se desesperar pela situação. É rock, mas não é. É indie paulistano dos anos 80, tipo Rumo, mas nada tão 2020 foi feito na CENA. Acompanha um vídeo-filme perturbador de tão… gostoso.
8 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (3)
Não é exatamente a primeira vez que temos por aqui uma música gravada ao vivo, mas é a primeira que já existia em uma versão de disco. É YMA, uma artista “das nossas” que é exatamente assim: cresce demais ao vivo. Isso justifica estar aqui, assim, agora, ao vivo.
9 – Carne Doce – “Saudade” (4)
Uma música deliciosa que ilustra com som e letra um desencontro amoroso em uma DR. Ou seria um reencontro pós-término? A questão é que estamos viciados na faixa, que é uma típica Carne Doce: começa deliciosamente calma, mas uma hora a gente sabe que o andamento vai mudar, o som vai descambar em algo esquisito de bom, e tudo se acalma no final. “Saudade” é mais um dos indícios que a banda prepara seu melhor álbum.
10 – Francisco – “Traumas” (5)
Produção certeira da nossa querida Vivian Kuczynski, 16 anos. Ela já produz, e bem, aos 16 anos. O que você estava fazendo aos 16 anos? Mas o Francisco, amiguinho dela, ajuda aqui. Voz dez, som dez. Queremos ouvir mais do Francisco e dessas letras repletas de memórias, bem escritas, capazes de criar cenas na cabeça do ouvinte. Por enquanto fique com essa (esses) “Traumas”. Mas queremos ouvir mais, amiguinho.
11 – Aldo – “Restless Animal” (6)
12 – Obinrin Trio – “Medo” (7)
13 – Ozorio Trio – “Get Up” (8)
14 – Cícero – “Às Luzes” (9)
15 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (10)
16 – Boogarins – “Inocência” (11)
17 – Djonga – “Procuro Alguém (12)
18 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (13)
19 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (14)
20 – ÀIYÉ – “Isadora” (16)
21 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (17)
22 – Troá! – “Bicho” (20)
23 – Apeles – “Deságua” (18)
24 – Papisa – “Homem Mulher” (21)
25 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (23)
26 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (15)
27 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
28 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (28)
29 – Shower Curtain – “All That You Do” (29)
30 – Marietta – “Analógica” (30)
31 – Manaié – “Tira a Mão” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – Amen Jr. – “amoretempo” (33)
34 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (34)
35 – Winter – “Say” (24)
36 – Bivolt – “110v” (25)
37 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (37)
38 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (38)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
40 – Victorino – “Roque” (49)
41 – Luvbites – “Sha – Lala” (50)
42 – Jhony MC – F.A.B. (19)
43 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (22)
44 – Vovô Bebê – “Êxodo” (26)
45 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
46 – Edgar – “Carro de Boy” (35)
47 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (45)
48 – Julia Melo – “Touch” (46)
49 – Valuá – “Veneno” (42)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (43)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e compositora paulistana Yma.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, conversa com a cantora e guitarrista Sara Não Tem Nome

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* Sara Não Tem Nome é o nome de hoje no quadrado de baixo da Popload Live, que acontece logo mais, 17h, na conta do instagram da @poploadmusic.

A cantora, compositora e guitarrista mineira, 26 anos, um dos promissores nomes da CENA brasileira desde que lançou seu primeiro álbum, “Ômega III”, isso há mais de quatro anos, tem um retorno inesperado agora no meio da pandemia com uma música nova exatamente sobre ela, a pandemia. Ou as consequências humanas da.

Nessas, sai a delicadeza da niilista Sara Braga (que tem nome!), que oscilava entre a MPB mineirinha e o indie folk, e entra um pessimismo pós-punk da época da cultura “no future” dos anos 80.

Isso tudo, do (não-)nome ao novo single e as mudanças das letras do cotidiano irônico para cotidiano quase desesperançoso que vamos falar logo mais na live, tudo temperado, claro, por duas canções de Sara.

Bate lá na @poploadmusic às 5.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, e o Popoto, da banda Raça. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, porém mais conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. Ou, melhor, reforça o aviso quando NÃO for às 5 da tarde.

Então, hoje, às 17h, daqui a pouquinho, no Stories do @poploadmusic, receberemos o Bruno Natal, entre muuuuuitas coisas, a voz do Resumido, o podcast.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. É isso.

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CENA – A quarentena não fez bem a Sara Não Tem Nome. Ou fez! Ouça a marcante “Agora”

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* “Será que o Mercado vai lavar suas mãos invisíveis?”

A cantora e guitarrista mineira Sara Não Tem Nome, que na verdade tem e é Sara Braga mas a coisa não tem simples assim, está de volta. A letra inicial de seu mais novo single, “Agora”, inédita que sai ~agora~ muito tempo depois de seu primeiro álbum, “Ômega III” (2015), e do single “Geografia” (2016), tudo muito fofo, tudo muito bonito, vem impregnada de pandemia, descontrole ambiental, coisas atuais ruins.

O “Mercado” citado da letra tem maiúsculas minhas, como a entidade cruel que regula economia e comportamentos da população sob a prisma do dinheiro.

Se a gente vive uma espécie de volta do pós-punk inglês dark e sem futuro, Sara Não Tem Nome é a nossa Joy Division às avessas. Foi da popice dançante mineira ao nosso “no future” particular e mineiro. E, em trajetória mais às avessas ainda, vai aos Sex Pistols no fim e proclama que “o futuro é agora”. Mas de seu jeitinho. “Não há mais tempo/ Não dá pra esperar/ A hora é agora.”

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Viagens sonoras à parte, a niilista Sara faz uma indie-MPB não para iniciantes. Sempre fez. Mistura Brasilzão, mineirices e dream pop. Vamos descobrir o que mais ainda neste ano, quando sairá “A Situação”, seu segundo disco e da qual “Agora” faz parte.

Esta intensa “Agora” foi produzida e gravada pela mineira em sua casa, no autodemoninado estúdio “Quarto Intergaláctico”. O vídeo dela, em produção, chega agora em maio. A arte da capa, acima, foi criada por Victor Galvão, que também mixou a música. Tudo em casa.

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* A foto de Sara na chamada da home da Popload para este post é de Leo Longo.

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CENA – Casa do Mancha invade BH para mini-festival em parceria com a local Shake Shake

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A “casinha” tem ido cada vez mais longe, está ficando cada vez maior… Ninguém segura a Casa do Mancha, berço de grande parte da #CENA e um dos principais (se não o principal) ‘palcos’ para as bandas independentes em São Paulo hoje. Palco entre aspas porque a casa do Mancha, você sabe, é tipo uma casa-estúdio mesmo. E é ali, na salinha despretensiosa de Mancha Leonel, na Vila Madalena, que os melhores novos artistas nacionais se apresentam hoje.

Depois do festival próprio “Fora da Casinha”, chegando em sua terceira edição, a “casa” estabeleceu tentáculos em outros festivais independentes em outras regiões do país, como um palco no Festival Bananada, em Goiânia, e no Festival Dosol, em Natal. E agora chegou a vez de Belo Horizonte, com um mini-festival em parceria com a Shake Shake, projeto que tem por objetivo “chacoalhar” a cena mineira valorizando a produção autoral e alternativa do estado. É o… SHAKE MANCHA.

O evento será realizado em dois dias, neste fim de semana, e em duas casas diferentes: A Autêntica e A Obra Bar Dançante, com uma apresentação especial do Carne Doce, banda goiana que aproveita para divulgar o novo disco “Princesa”, e com shows de Kill Moves, Sci-Fi, novo projeto do Bruno Faleiro (ex-Câmera), Young Lights e Sara Não Tem Nome. No fim do post você vê a programação completa. Para o serviço completo, clique aqui.

SHAKE MANCHA

10/2 | sexta-feira | 22:00 às 2:00
Shows: Carne Doce (Goiânia) | Young Lights | Sara Não Tem Nome

DJ Nest, Fabrício Nobre
Local: A Autêntica

11/2 | sábado | 21:00 às 5:00
Shows: Kill Moves | Sci-Fi

DJs Mancha, Fabrício Nobre, JP Cardoso, Gentil (Young Lights)
e Guto (Dead Lover’s Twisted Heart)
Local: A Obra Bar Dançante

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CENA, parte 2: Inky, Sara Não Tem Nome, Ventre, tudo ao vivo

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* …Continuando de onde paramos ontem.

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* Festival, session, na praça, na casa, no topo do prédio, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro, gaúchos, mineiros, paulistas, cariocas. Nos últimos dias, confira nosso recorte da movimentação da cena independente brasileira onde tinha uma tomada para ligar instrumentos. Parte 2.

* Inky – O quarteto indie-eletrônico paulistano lançou ontem uma session de duas músicas, gravada no estiloso estúdio da Red Bull, no centro de São Paulo. São performances ao vivo para as músicas “Parallax” e “Skinned Alive”, ambas de seu belo e recém-lançado álbum “Animania”. Veja essas duas belezuras.

* Sara Não Tem Nome – A cantora e guitarrista indie mineira tocou desta vez com sua banda completa (então um quarteto), no bacaníssimo festival Puxadinho da Praça, iniciativa que aconteceu no último domingo na Vila Madalena, na Fidalga, rua que acaba na praça Éder Sader, de onde um palco é “puxado” para abrigar atrações independentes. Sara tocou espremida no line-up pelos veteranos dos Mulheres Negras e pelo cantor Tata Aeroplano. E, de seu show, puxamos nós um vídeo dela tocando a nova “Geografia”, música pós disco de estreia, o fofo “Ômega III”. Tem um cara falando muuuuuuito no vídeo. Abstrai.

* Ventre – No último final de semana aconteceu em Goiânia, a terra das bandas goianas (!!!), mais uma edição do superestabelecido festival Vaca Amarela. Apenas a 15ª. Entre as mais de 60 atrações do evento, que aconteceu no tradicional Centro Cultural Martim Cererê, estavam bandas como os locais Carne Doce, Ultravespa e Hellbenders, o grande Ludovic daqui de SP e o trio Ventre, destaque atual da cena indie carioca, uma certa psicodelia from Rio, uma parada “stoner mais colorido”. Abaixo vemos um vídeo do Ventre produzido pela banda, com a versão original da música “Quente”, do álbum de estréia do grupo, homônimo, mais trechos da apresentação da banda no Vaca Amarela. Na abertura deste post, foto da baterista Larissa, em imagem de Bruna Aidar, do “Jornal Opção”.

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