Em saturday night live:

Jack White faz homenagem a Eddie Van Halen, toca White Stripes, Beyoncé e gospel pandêmico no “Saturday Night Live”

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* O convidado musical do famoso programa “Saturday Night Live”, sketches de comédia e música que agita os sábados à noite nova-iorquinos desde os anos 70, seria o cantor country Morgan Wallen, se este não fosse desconvidado porque apareceram fotos dele nas redes sociais sem máscara numa festa clandestina.

Daí, de última hora, chamaram mister Jack White. Ele foi e tocou “Ball and Biscuit”, o hit indie que vai estar na coletânea do White Stripes, que sai em novembro. Tocou tudo junto “Don’t Hurt Yourself”, que é uma collab dele do disco “Lemonade” da Beyoncé, misturada a “Jesus Is Coming Soon”, um hino gospel famoso feito no meio da pandemia da Gripe Espanhola, em 1918.

No segundo número, num ambiente azul, Jack empunhou sua guitarra azul e mandou “Lazaretto”. A guitarra foi desenhada pelo já lendário guitarrista Eddie Van Halen, lamentavelmente morto no começo da semana. “Eu não vou insultar o talento do homem tentando tocar uma de suas canções nesta noite”, disse Jack White em seu instagram antes da apresentação no “SNL”. “Muito obrigado por esta guitarra, Eddie, e descance em paz”, finalizou o post.

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Miley Cyrus tocando Pink Floyd na TV americana. E tudo fazendo sentido.

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* Foi “Wish You Were Here”, ainda por cima. Tudo bem que essa música ficaria boa até se eu cantasse. Mas ainda assim. E rolou no sábado passado no “Saturday Night Live” feito de casa. Brad Pitt introduziu a performance da moça no programa, que vem envelhecendo muito bem. Tem uns dois anos ela gravou até com os Flaming Lips.

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O figurinha carimbada Andrew Watt, guitarrista e produtor, segurou a versão floydiana no instrumento que lhe deu fama. Ele testou positivo para o covid-19 em março e passou mals bocados com o vírus até há pouco tempo. Parece melhor.

Embora Brad Pitt estava sendo o host do programa, de casa, este foi o primeiro “SNL” desde 1984 sem um apresentador ao vivo em Nova York creditado, sem monólogos, sem “Boa Noite” de um condutor estrelado no fim do programa.

Pitt, que participou de Los Angeles de um quadro zoando sério o Trump, trocou a fala inicial do programa, que sempre é a clássica “Live from New York, it’s Saturday Night!”, para situar o “SNL” em tempos de pandemia. Ele disse: “Live, kind of, from all across America, it’s Saturday Night”

O ator Adam Sandler cantou um número musical sobre ficar trancado em casa. Rob Schneider estava com ele. E o Paul Rudd apareceu fazendo um Facetime.

A parte musical do programa, essa de Cyrus, não foi anunciada na abertura. E, diferente do costumeiro, só uma canção, esta boa cover de Pink Floyd mesmo.

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Que emocionante. David Byrne “encena” Talking Heads no “Saturday Night Live”

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* Se foi lindo para nós, imagina para eles. O clássico programa humorístico nova-iorquino “Saturday Night Live”, 45 temporadas no ar, recebeu no último sábado o senhor David Byrne fazendo performance do hit master “Once in a Lifetime”, de sua ex-banda, Talking Heads, importantíssima no post-punk nova-iorquino do final dos anos 70, começo dos 80.

Foi a terceira vez na vida que o veterano músico participa do “SNL” e primeira em 30 anos. As duas vezes anteriores foram uma com o Talking Heads mesmo, em 1979 e outra uma aparição solo, em 1989.

Atualmente, David Byrne está fazendo sucesso na Broadway com o musical “American Utopia”, em que bota na trilha várias canções famosas do Talking Heads. O musical entrou em cartaz em outubro de 2019 e acabou de encerrar sua primeira temporada. O esperado é voltar ao Hudson Theatre em setembro deste ano.

“Once in a Lifetime” ganhou fama mesmo com sua versão ao vivo que consta do disco “Stop Making Sense”, de filme d 1984 com o mesmo nome, dirigido pelo Jonathan Demme. Considerada pela NPR (poderosa organização das rádios americanas) uma das 100 mais importantes músicas do século 20, tem um vídeo famoso da época, meio teatral, que resgatamos abaixo, depois da performance do “Saturday Night Live”.

Além de “Once in a Lifetime”, Byrne ainda apresentou no programa do último sábado a canção “Toe Jam”, solo sua de 2008. Quem acompanhou o músico nas performances do “SNL” foi a banda formada pelo músico para o musical “American Utopia”.

Olha que maravilha(s)!

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Com direito ao Eddie Murphy apresentando, Lizzo faz sua estreia no palco do Saturday Night Live

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Em edição que marcou a volta de Eddie Murphy como apresentador do programa após 35 anos, o Saturday Night Live que foi ao ar neste final de semana trouxe também a estreia da bombada Lizzo em seu palco.

A engajada e divertida garota fenômeno do pop americano mostrou dois de seus grandes sucessos na carreira, “Truth Hurts” e “Good As Hell”.

A cantora é responsável por um dos melhores álbuns de 2019, “Cuz I Love You”, e vem ficando marcada pela sua forte e encantadora presença de palco. No SNL ela confirmou esta fama.

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Acredite no hype: King Princess faz bonito em sua primeira aparição no Saturday Night Live

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A menina fenômeno King Princess cresce a cada semana que passa. No último final de semana, ela fez sua estreia no palco do Saturday Night Live, que teve apresentação de Will Ferrell.

King Princess cantou seus dois principais hits, “1950” e “Hit the Back”. Ambas estão em “Cheap Queen”, seu bombado disco de estreia que saiu mês passado.

Fã de Nick Cave e atração de abertura da turnê europeia de Harry Styles no ano que vem, King Princess é Mikaela Strauss, garota de 20 aninhos que é também cantora, compositora, produtora e multi-instrumentista. A revelação da música norte-americana, além de tudo, faz de sua arte uma espécie de manifesto de representatividade. Lésbica assumida, ela fala abertamente sobre amor, afeto e as dificuldades dessas classes de representação.

A estreia dela no SNL pode ser conferida abaixo.

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