Em sci-fi:

CENA – De cair os dentes! Mineiro Matheus Fleming reúne recortes sonoros em novo álbum solo

>>

popload_cena_pq050717_fleming2

“Recentemente, tirei os dentes de siso, só depois de completar 30 anos. Indiretamente, vi uma ligação entre esse fato e o de apresentar minhas primeiras músicas agora”.

Essa é a síntese feita por Mathues Fleming, conceituado guitarrista da CENA de Belo Horizonte, com carreira ligada a bandas como Seu Garcia, Henrique Cunha & The Maradonnas, Câmera e Sci-Fi, para seu disco solo “O Estado das Coisas”, que ganha premiere na Popload nesta quarta-feira.

O embrião do projeto surgiu há mais ou menos dez anos, quando Fleming ainda residia em sua cidade natal, Ouro Fino, no interior mineiro. O álbum solo parte de recortes acumulados ao longo de todos esses anos, revisitados pelo guitarrista agora em 2017. “É como extrair os dentes de siso, nunca se sabe exatamente a hora, ou você arranca-os para prevenir um caos ou quando já não cabem mais em você. Essas experimentações sonoras já não cabem mais em mim. Chegou a hora de extraí-las”, cita.

“O Estado das Coisas” foi composto, gravado, mixado e masterizado por Fleming, em processo similar ao usado na gravação de Sci-Fi, álbum/projeto de seu ex-colega de Câmera, Bruno Faleiro, o qual Matheus também assina a produção.

A capa do disco também é obra de Fleming e é retratada justamente por uma imagem de raio-x dos seus dentes, tirado em 2016. “A atmosfera do álbum traduz um clima desacelerado, contrastando com o atual ritmo de uma ‘vida conectada’. As oito faixas contam apenas com sons de guitarras e pedais de efeito, exceto ‘1985’, que conta com o som de um piano. As diversas camadas sonoras criam climas imersivos que deslocam o ouvinte para um estado de percepção contemplativo”, revela o artista.

O álbum ganha lançamento pelo selo/produtora local Quente, marca catalisadora do indie em BH. As oito faixas do projeto podem ser conferidas abaixo.

050717_fleming3

>>

CENA – Casa do Mancha invade BH para mini-festival em parceria com a local Shake Shake

>>

cena
090217_shakemancha2

A “casinha” tem ido cada vez mais longe, está ficando cada vez maior… Ninguém segura a Casa do Mancha, berço de grande parte da #CENA e um dos principais (se não o principal) ‘palcos’ para as bandas independentes em São Paulo hoje. Palco entre aspas porque a casa do Mancha, você sabe, é tipo uma casa-estúdio mesmo. E é ali, na salinha despretensiosa de Mancha Leonel, na Vila Madalena, que os melhores novos artistas nacionais se apresentam hoje.

Depois do festival próprio “Fora da Casinha”, chegando em sua terceira edição, a “casa” estabeleceu tentáculos em outros festivais independentes em outras regiões do país, como um palco no Festival Bananada, em Goiânia, e no Festival Dosol, em Natal. E agora chegou a vez de Belo Horizonte, com um mini-festival em parceria com a Shake Shake, projeto que tem por objetivo “chacoalhar” a cena mineira valorizando a produção autoral e alternativa do estado. É o… SHAKE MANCHA.

O evento será realizado em dois dias, neste fim de semana, e em duas casas diferentes: A Autêntica e A Obra Bar Dançante, com uma apresentação especial do Carne Doce, banda goiana que aproveita para divulgar o novo disco “Princesa”, e com shows de Kill Moves, Sci-Fi, novo projeto do Bruno Faleiro (ex-Câmera), Young Lights e Sara Não Tem Nome. No fim do post você vê a programação completa. Para o serviço completo, clique aqui.

SHAKE MANCHA

10/2 | sexta-feira | 22:00 às 2:00
Shows: Carne Doce (Goiânia) | Young Lights | Sara Não Tem Nome

DJ Nest, Fabrício Nobre
Local: A Autêntica

11/2 | sábado | 21:00 às 5:00
Shows: Kill Moves | Sci-Fi

DJs Mancha, Fabrício Nobre, JP Cardoso, Gentil (Young Lights)
e Guto (Dead Lover’s Twisted Heart)
Local: A Obra Bar Dançante

080816_carnedoce_sliderCarne Doce

251116_scifi_sliderSci-Fi

>>

CENA – Em primeira mão, ouça a estreia do Sci Fi, projeto do mineiro Bruno Faleiro

>>

cena251116_scifi_2

Uma viagem sonora lo-fi e despretensiosa. Assim pode ser definido “Sci Fi”, nome que dá título ao EP de estreia do projeto de mesmo nome do músico mineiro Bruno Faleiro, ex-baixista da banda Câmera. Gravado entre julho e outubro de 2016, em Belo Horizonte, a produção é assinada pelo próprio artista em parceria com Matheus Fleming, também seu ex-companheiro de banda.

Levando à risca o termo “do it yourself”, Faleiro se aventura em vocais e guitarras pela primeira vez, transformou o escritório de seu apartamento em estúdio improvisado e são justamente a improvisação roqueiro e o experimentalismo que traçam o DNA das seis faixas de “Sci-Fi”.

Bebendo na fonte do rock alternativo das décadas de 1980 e 1990, o EP é uma espécie de viagem no tempo através de acordes bem trabalhados, riffs estridentes de guitarra e vocais espaçados e distorcidos, que muitas das vezes remetem a um Sonic Youth desacelerado.

Essa viagem no tempo, mesmo que seja para um futuro incerto e desconhecido, tem referências no longa “Primer” (2004), segundo o autor. “É um filme em que, com pouquíssimos recursos, um grupo de jovens constrói uma máquina do tempo na garagem de casa. Além de toda a experimentação, que também é um traço do Sci Fi, de certa forma, as músicas também são uma máquina de viagem a outras épocas e, também, no futuro serão o registro desse tempo”, compara.

251116_scifi_capa

Para a gravação, que também contou com sessions na sala do apartamento do co-produtor Matheus Fleming, onde foram gravadas baterias e guitarras, e feitos os processos de mixagem e masterização, Faleiro utilizou apenas dois microfones e uma placa de som, o que possibilitou explorar de forma inimaginável as texturas musicais das canções, que vão da psicodelia ao trip hop em um piscar de olhos. Além de Fleming, participaram das gravações os músicos Marco Túlio Ulhôa (ex-Pequeno Céu) e João Carvalho (El Toro Fuerte, Rio Sem Nome, Sentidor).

“Sci Fi” tem lançamento abalizado pelo selo Midsummer Madness, meca do indie rock e guitar band no Brasil. Mais sobre o projeto na fanpage do Facebook.

>>