Em self esteem:

Top 10 Gringo – Guitarra de Jack White vai direta ao topo. Self Esteem volta ao destaque. The Horrors apavora o pódio

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* Uma turma que estava com saudade de músicas novas resolveu aparecer esta semana. Jack White voltou. Adele voltou. Band of Horses também. Até os Beatles andavam lançando mais músicas que esses caras. E, sim, tem Beatles no ranking porque a reedição de “Let It Be” é uma novidade, como não?

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1 – Jack White – “Taking Me Back”
Saudade do Jack White? Tinha um tempo em que ele não lançava nada, mas “Taking Me Back” é um senhor retorno com altas e deliciosas guitarras (muitas guitarras, aliás) recortadas e ultradistorcidas – ele chega até ter um momento quase Van Halen no solo. A faixa é trilha de uma game e vê-la em um trailer entre tiros e explosões pode cortar toda a vibe. Escuta ela sozinha que rende mais. E ainda tem uma versão suave dela no “lado B” – e não é só uma versão violão e voz, não. Se liga.

2 – Self Esteem – “Moody”
A gente já contou por aqui que “Self Esteem”, a persona solo de Rebecca Lucy Taylor, tem na afiada letra ácida de “Moody” versos como: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. Esse texto sem medo ganha novo sentido agora no vídeo da música que nos lembrou “Cenas de um Casamento”, a versão da HBO Max para a série clássica do Bergman, ainda que a própria Rebecca alegue que sua referência é “We Found Love”, da Rihanna. Tudo certo nas refs. E tudo certo botar essa música num lugar mais alto agora do nosso Top top.

3 – The Horrors – “Against The Blade”
Outro dos sumidos que voltaram. Mais no começo do ano, a banda inglesa soltou um EP de três músicas e agora vem com mais um EP nos mesmos moldes. A onda é aquela de uma psicodelia para lá de bizarra e pesadona. No Twitter, a banda pediu que os fãs dissequem, devore e destrua o novo single. Combinado.

4 – Remi Wolf – “Street You Live on”
Saiu o tão esperado “Juno”, da super Remi Wolf. A gente fala, na verdade, nossa amiga Dora Guerra fala, desde março que a Remi ia bombar com seu caos colorido e na contramão do pop melancólico que domina as paradas. Até aqui a missão segue firme. Agora é esperar os hits serem reconhecidos pela multidão. Questão de tempo.

5 – Adele – “Easy on Me”
Adele é Adele. Quando faz aquilo que a gente já conhece dela é nota dez. E esse é o caso de “Easy on Me”, que não apresenta grandes inovações enquanto som, mas é uma baita letra de uma Adele mais madura, lidando com sofrimentos do passado e do presente, mas numa boa, pegando leve consigo e sabendo seu lugar. Especialmente no pedido dela de que as pessoas ao seu redor entendam isso.

6 – Band of Horses – “Crutch”
E, na turma do retorno, mais de cinco anos sem nada do Band of Horses foram recompensados com uma belíssima novidade. Tem algo do Shins nessa canção que é difícil explicar – ou mesmo uma vibe do indie do começo da década passada. Podemos estar viajando nessa sensação, mas é isso. Será que teremos um novo álbum do Band of Horses mergulhado em nostalgia? “Things Are Great”, nome do disco, indica algo alegre. Não?

7 – Jeff Tweedy – “C’mon America”
A coleção Sub Pop Singles Club, clube de assinatura da gravadora, é um marco histórico. É nela que temos o primeiro single do Nirvana pela gravadora, um pouco antes da estreia em álbum – atualmente raríssimo já que só mil cópias foram prensadas. Entre idas e vindas, o clube voltou para uma sexta etapa de lançamentos e nada mais nada menos que Jeff Tweedy, líder do Wilco, resolveu contribuir com duas musiquinhas. Seria digno de nota até se elas fossem ruins, mas não é o caso.

8 – Hinds – “De la Monarquía a la Criptocracia”
“De la Monarquía a la Criptocracia” é um som da banda galega Triángulo de Amor Bizarro – reconhece de onde eles pegaram o nome? As meninas do Hinds releram a música de maneira brilhante para uma coletânea que celebra os 20 anos da gravadora espanholha Mushroom Pillow.

9 – Snail Mail – “Ben Franklin”
Seguem interessantes as amostras que Lindsey Jordan, a Snail Mail, dá de seu próximo álbum. Em “Ben Franklin” ela demonstra que o novo disco, seu segundo, terá muito mais que as guitarras do primeiro. Será um trabalho encarando o desafio de não se repetir e de mostrar quem ela é. As letras seguem sinceras, o papo de rehab é real. Ela encarou essa no ano passado.

10 – The Beatles – “Gimme Some Truth”/”All Things Must Pass”
“Gimme Some Truth”, um petardado lançado em “Imagine”, poderia ter sido do Beatles. Ela foi testada nas sessões de “Let It Be”. “All Things Must Pass”, de George Harrison, também foi encarada nessas sessões. Pensa. Se a banda não acaba, o próximo álbum seria uma mistura provavelmente acertada dos melhores pedaços de “Imagine”/”All Thing Must Pass”/”McCartney I”. Na real, eles poderiam abandonar tudo que funciona meio torto em “Let It Be” e ter feito esse disco superespecial ali. Não rolou. Mas beleza, também.

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* A imagem que ilustra este post é do superinquieto Jack White.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Está num relacionamento? Então veja o vídeo novo para “Moody”, da Self Esteem. Ou não veja…

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* Não sabemos você, mas a gente aqui já foi bem impactado pela nova música da Rebecca Lucy Taylor, mas conhecida internamente e externamente pelo nome do seu projeto bonito, Self Esteem. O single saiu em setembro, demos aqui e tals. Hoje saiu o vídeo.

Impactado num sentido decente, digamos. Bom, orgânico, não por algoritmo. Não é difícil sintonizar rádios cool reais ou virtuais como Triple J ou KEXP ou BBC 6Music ou Beats One, you name it, e lá está a Self Esteem.

Com um nome desse, um novo single chamado “Moody” e um vídeo fofo-treta demais, não poderia dar outra. Rebecca chamou para atuar no vídeo o ator e comediante ou ator-comediante, inglês como ela, o Alistair Green.

Tanto “Moody” quanto as imagens para decifrá-la tratam do tema caro a Self Esteem, a mental health. Mas de um jeito mais “leve”, ácido, bem-humorado para tratar de uma coisa que só traz mau-humor. Ajuda o canto-falado muitas vezes de Rebecca.

“Moody” é o quarto single de “Prioritise Pleasure”, seu novo álbum que sai na semana que vem. Todas as músicas conhecidas da moça são boas.

“Moody”, o vídeo”, grosso modo e para não dar muito spoiler, porque sua trama é bem conduzida na temática própria dela, lembra esse seriado bergmaniano “Cenas de um Casamento”, da HBO Max. Entendedoras e entendedores entenderão.

Se bem que, para Rebecca, o vídeo é uma versão mesmo de “We Found Love”, da Rihanna, só que mais realístico na representação de um relacionamento.

A seu critério.

A partir de novembro agora Self Esteem sai em turnê inglesa de 19 shows. Estaremos de olho.

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Top 10 Gringo – Lil Nas X toma conta do ranking, óbvio. Halsey traz rock ao topo (!). Bomba Estéreo bota a Colômbia no nosso mapa

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* Nesta semana não tem nem muita discussão. Lil Nas X vinha desenhando um superprojeto para o seu primeiro álbum e feito: “Montero”, sua estreia em disco, é a prova de que o menino está longe, muito longe de ser astro de um hit só. Se bem que… Alguém ainda tinha dúvidas? “Montero” já chega com dois singles enormes. Tava meio na cara. Apesar da vitória fácil, a semana teve outras boas novidades. Pluga seu ouvidinho na playlist.

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1 – Lil Nas X – “Sun Goes Down”
Talvez sonoramente Lil Nas X não apresente uma grande novidade. A ousadia de “Old Town Road” em unir rap e country não se repete no seu primeiro álbum, que tem um diálogo mais tradicional do pop com outros gêneros. Mas é difícil pensar em outro artista atual que coloque suas questões pessoais sobre assuntos delicados, como sexualidade e saúde mental, de maneira tão sincera em um universo de bilhões de plays. Não é que ele aborde os assuntos, ele se coloca mesmo na questões, se entrega, conta o que rolou dentro da própria mente. E sua audiência é gigante e atenta. A angústia e soluções de Lil não vem por metáforas e isso talvez seja sua grande novidade. Fora as músicas, todas, ou quase, bem boas.

2 – Halsey – “I Am Not a Woman, I’m a God”
Halsey com auxílio da dupla Atticus Ross e Trent Reznor chega-chegando aqui. A letra aborda uma questão pessoal recente de Halsey, que após a gravidez repensou a questão do gênero em sua vida. Ela calculou que se sentiria mais ligada a feminilidade, mas mudou sua percepção quando isso não rolou. E isso é só uma das camadas de interpretação: as dualidades apresentadas na música podem ter sentidos que não captamos ainda.

3 – Bomba Estéreo – “Deja”
Lá em abril destacamos esse poderoso single da banda colombiana Bomba Estéreo, mas a gente até tinha se esquecido disso. Agora, escutando ela no álbum “Deja”, que acabou de sair, a gente relembrou o quanto este som é maravilhoso. “Pitchfork” e “Rolling Stone” americana também rasgaram elogios ao álbum. Não estamos sozinhos.

4 – Nick Cave and the Bad Seeds- “Earthlings”
Quem gostou do álbum de 2019 da banda, “Ghosteen”, precisa escutar este lado B que Nick e sua banda lançaram para o álbum “B-Sides & Rarities Part II”. A gente até fica imaginando o que tirou ela do álbum, já que o próprio Nick define a música da seguinte maneira: “Elo perdido que une Ghosteen. Uma linda música”. O nível com mister Cave é outro, mesmo.

5 – Snail Mail – “Valentine”
Este primeiro single do que será o segundo álbum da jovem Lindsey Jordan começa levantando a suspeita de que ela teria abandonado as guitarras, indo para direções mais eletrônicas/climáticas. Pode até ser. Mas ela caí maravilhosamente no rock quando chega ao refrão, se entregando a uma bela barulheira cantada a plenos pulmões.

6 – Self Esteem – “Moody”
Self Esteem, a persona solo de Rebecca Lucy Taylor, chega afiada na letra ácida de “Moody”: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. Esse texto sem medo também se dá no seu pop mais radiofônico do que nunca, uma sonoridade que ela resolveu abraçar aqui, sem receio de colocar tudo que sabe para jogo. Do seu supervocal que pede por repeats aos barulhinhos que preenchem a canção.

7 – The War on Drugs – “I Don’t Live Here Anymore”
Segue aquela vibe meio Dylan e meio Springsteen que a gente ama. Desta vez, Adam Granduciel chega até repetir um pedaço da incrível “Shelter from the Storm”. É a banda que a gente aprendeu a gostar fazendo o que sabe fazer de melhor. Sempre uma viagem gostosa de carro por um estradão no interior. A gente aposta que vem disco novo bom deles por aí, pelo que temos de single até agora.

8 – Xenia Rubinos – “Don’t Put Me in Red”
Sem lançar nada desde sua estreia em 2016, com o excelente “Black Terry Cat”, Xenia Rubinos, filha de porto-riquenha e cubano, lançou agora o último single que adianta “Una Rosa”, seu próximo álbum. Com letra em parte em espanhol, a música integra a metade azul do disco, que terá músicas mais introspectivas.

9 – Bartees Strange – “Lady Luck”
O selo Secretly Canadian completa 25 anos e coloca seu catálogo para ser revisitado por diversos artistas. Caiu no colo do nosso querido Bartees Strange, sempre presente por aqui, esta bela canção de Richard Swift, músico de trajetória solo e que tocou com o Black Keys.

10 – Sharon Van Etten – “Femme Fatale”
Criar um bom cover de qualquer clássico do Velvet Undergound é desafiador, já que um dos pontos das canções é justamente o jeitão que apenas o Velvet Underdound era capaz de dar a elas. Mas Sharon se vira bem aqui adicionando mais camada e amplificando a canção. Como se isso fosse possível. E foi.

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* A imagem que ilustra este post é de Lil Nas X.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix

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Self Esteem revela seu “mau-humor pra sempre” em novo single. Aguardado segundo álbum chega em outubro

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* A impressionante Rebecca Lucy Taylor, à frente do projeto pessoal Self Esteem, vai lançar dia 22 de outubro o aguardadíssimo segundo álbum, considerado por muitos o primeiro, sem amarras, “para valer”, ela se jogando mega no conceito que abarca seu nome, da autaestima, da treta do mental health.

Ajuda a espera de “Prioritise Pleasure”, o disco, que todos os seus três singles já revelados são bem bons: a da faixa-título, “How Can I Help You” e “I Do This All the Time”, principalmente essa última, maravilhosa, que tem um emocionante vídeo oficial, foi bastante tocada nas boas rádios inglesas que interessam, quando saiu em abril, e ganhou uma incrível performance de Self Esteem no programa do Jools Holland, onde pode se ver em cheio o jeito interpretativo de Rebecca em suas músicas. E sua cantoria-falada, um sincero spoken word de mental health, impecável na maneira que ela canta-fala suas engenhosas e bem cadenciadas letras sobre o tema.

Pois hoje saiu o quarto single de “Prioritise Pleasure”, a música “Moody” (“mau-humorada” na tradução), um pop de letra beeeeem ácida. Tipo assim: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. O vídeo lyric da música fala melhor:

Em novembro, com o novo disco nos braços, Self Esteem inaugura um rolê de shows pelo Reino Unido em Bristol, que vai passar duas vezes por Londres e só acaba em março, em Sheffield, sua terra. Em breve ela anuncia uma tour pelos EUA.

Já que falamos aqui da performance absurda de Self Esteem no Jools Holland, em junho, para o single “I Do This All The Time”, nada melhor que mostrá-la.

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