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CENA – Músico paulistano Sessa gosta do mundo e pode provar, com o anúncio para junho de seu novo álbum

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* E o mundo parece gostar também dele. Talvez nosso músico mais internacional hoje (junto com o Boogarins), mas com resenhas na revista de alta-cultura “New Yorker” e session no site cool francês La Blogothèque para referendá-lo, o músico Sessa anunciou hoje que vai fazer o lançamento mundial de seu novo álbum, “Estrela Acesa”, no dia 24 de junho, pelo selo nova-iorquino Mexican Summer.

Antes, Sessa, o Sergio Sayeg, tem compromissos de shows em março e abril nos EUA e Europa, onde vai se apresentar em Portugal e Espanha. Provavelmente nesse shows elejá vai tocar a nova música “Gostar do Mundo”, o primeiro single a ser lançado de “Estrela Acesa”, que veio à tona hoje, também em vídeo, junto com o aviso do novo álbum.

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Espécie de continuador atual da velha bossa nova, mas mais na pegada Caetano Veloso que João Gilberto em si, para citar um nome do movimento, Sessa chamou para o vídeo de “Gostar do Mundo” o parceiro e artista visual Gabriel Rollim para criar a atmosfera psicodélica que bota um molho todo Sessa nessa sua rebuscagem da herança musical brasileira.

Ou, como diz uma das descrições gringas do trabalho de Sessa, o brasileiro “explores love both sensuous and divine amid the crushing reality of the present, finding heavenly pleasure within the darkness”. Isso, traduzido na psicodelia visual formatada por Rollim, gerou o vídeo abaixo, para essa bonita e nova “Gostar do Mundo”.

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* A foto do Sessa que ilustra a chamada da home da Popload é de Helena Wolfenson.

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Top 50 da CENA: A rapper Monna Brutal bota sua neurose em primeiro no nosso ranking. Ou seria nossa neurose no ranking todo dela? Jadsa aparentemente não sai mais do Top até o final do ano. E muito mais

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* A pandemia alcança no Brasil seu pior momento – em pleno 2021, acredite. A movimentação da CENA reflete este tempo de angústia geral, andamento mais lento. Talvez seja uma impressão falsa, erro de avaliação nosso, mas 2021 segue como 2020, com a CENA nadando contra forte correnteza após alguns anos tão firmes e seguros, mesmo que a briga tenha sempre sido dura. Há campo para novidades quando as notícias são tão absurdas? A gente segue buscando alternativas, atentos às vozes dissonantes por aí. Ou de escape. Porque, afinal, temos a música. Pelo menos!

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1 – Monna Brutal – “Neurose” (Estreia)
Pega a vibe da rapper Monna Brutal já na chegada de “Neurose”, faixa do recém-lançado álbum “2.0.2.1.”: “Hoje eu acordei na neurose, quero botar fogo em tudo/ Estapear o presidente, dar um tiro em algum puto/ Derrubar umas estátuas, queimar instituições/ Saquear alguns comércios, dar prejuízo a patrões”. Esse é o clima da música. Partir para cima. Ação. Movimento. E tudo fica ainda melhor quando o som chega a um discurso editado da ex-presidenta Dilma que parece uma convocação à rebeldia – na real, a fala era contra os protestos violentos, mas o trecho recortado que viralizou.

2 – Jadsa – “Raio de Sol” (Estreia)
O congraçamento da CENA brasileira em seu momento fértil dos últimos anos se dá à perfeição em “Raio de Sol”, o novo single da guitarrista baiana Jadsa com participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci. Segunda música a ser apresentada de “Olho de Vidro”, o álbum a ser lançado, “Raio de Sol” é tão boa quanto o single anterior, a “A Ginga do Nego”, que você encontra mais abaixo, na sexta posição. E mais cheia de significados. A canção une a musicalidade da Bahia (Jadsa), Rio (Frango) e São Paulo (Kiko). Tem o samba, a MPB de vanguarda, o rock, psicodelia, “lá-lá-lás”, pausa, mudança de andamento. Vem disco do ano – sim, a gente trabalha nesse pique.

3 – Luna França – “Terapia” (1)
O lindo segundo single da cantora entre muitas-outras-coisas Luna França aterrissa de bico nesta onda forte da música nova, aqui e lá, que é o indie-mental health, do qual temos falado bastante na Popload. Na canção, ela descreve um sentimento feio, em suas palavras, ou seja, faz terapia em tempo real mesmo. “Escrevi essa letra como se estivesse escrevendo um diário e refletindo sobre essa sensação de posse que é real e até bem comum. A gente não quer ver a pessoa triste, mas também não quer ver mais feliz que a gente.” Forte. Como é a canção em si.

4 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (2)
Ainda no campo da mental health, Yannick Hara aborda por aqui outro aspecto da questão: o abuso de remédios como uma forma de afastar toda e qualquer dor (inclusive a da alma), uma forma de camuflar alguns problemas. O clima do som pega um tanto de The Cure nos momentos mais sombrios, uma vibe ointentista, céu nublado e um frio lá fora. E um frio mais doído lá dentro.

5 – Ale Sater – “Nós” (3)
“Nós”, com seus dedilhados grandiosos de violão acústico, afastam Ale Sater do clima urbano do som do Terno Rei e o leva, sozinho, para o interior. Talvez o seu próprio interior, onde ele tenha que lidar com fantasmas em tom nostálgico, algo longe do romantismo urgente que embalou “Violeta, o mais recente e bem-sucedido álbum do Terno Rei, de 2019.

6 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (4)

Há um quê de divino e de mântrico no primeiro single da guitarrista e cantora baiana Jadsa, “A Ginga do Nêgo”, que perdurou duas semanas no primeiro lugar deste ranking da CENA. Acredite quando ler que a música serve para “abrir caminhos” para o primeiro álbum da artista, “Olho de Vidro”, que sai no dia 26 deste mês. “A Ginga do Nêgo” é atravessada por uma guitarra cortante, evoca Exu, orixá da encruzilhada, o mensageiro da comunicação entre os vivos e as divindades, tem um baixo potente de Caio Terra e certamente deixaria orgulhoso Itamar Assumpção. Que musica gigante, embora com menos de dois minutos de duração.

7 – Sessa – “Grandeza” (Estreia)
Ainda fazendo render o material de seu incrível álbum de estreia solo, “Grandeza”, de lá do outro mundo de 2019, e o que é uma grandeza de notícia ainda assim, o músico paulistano Sessa resolveu soltar um vídeo animação da faixa-título do disco. Músico que costumamos dizer tem uma pegada sonora bossa-folk, com relações internacionais bem construídas no nível “crítica favorável na ‘New Yorker’ e session no site francês ‘La Blogothèque’”, Sessa fez “Grandeza”, o vídeo, parar de pé na animação do videoartista analógico paulista Rollinos e do ilustrador Bráulio Amado. Um frescor colorido no meio das notícias da semana.

8 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (Estreia)
Artur Ribeiro é um veterano da CENA. Representando do rock baiano, está por aí desde os anos 80 entre diversas bandas e mais recentemente tocando uma carreira solo. Em seu novo álbum, “Memento Mori” temos um bom disco de indie rock. Pense na atmosfera mais oitentista e noventista do indie, perto do lo-fi e um pouco de grave na voz. É por aí que Artur trabalha. E nós curtimos que seja assim. Por enquanto, a música está só no Bandcamp dele.

9 – A Espetacular Charanga do França – “Cadê Rennan?” (5)
Ainda o Não-Carnaval. Sem poder ir para a rua, A Espetacular Charanga do França aproveitou para soltar um disquinho novo onde tentaram sem sucesso escapar de um som carnavalesco. Esse “fracasso” está no nome do disco, “Nunca Não É Carnaval”. Acabou que o título ganhou significado duplo por conta da pandemia que persiste. Das boas músicas, vale muito esta homenagem a Rennan da Penha que se refere bastante ao funk de BH.

10 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (Estreia)
Dez anos da estreia da banda indie paulistana Garotas Suecas com o álbum “Escaldante Banda” e eles resgataram “Tudo Bem”, em um vídeo de celebração. A gente embarcou nessa festa e nas boas memórias de tempos de shows e aglomerações diversas. E viagens para a gringa, como mostra o vídeo. Vaaaaaaai saber quando vamos poder viver essas coisas de novo…

11 – Winter – “Violet Blue” (6)
12 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (7)
13 – Tagore – “Tatu” (8)
14 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (9)
15 – DJ Grace Kelly – “PPK” (10)
16 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (11)
17 – Jovem Dionísio – “Copacabana” (12)
18 – Píncaro – “Leito de Migalhas” (13)
19 – Atalhos – “A Tentação do Fracasso” (14)
20 – Edgar – “Prêmio Nobel” (15)
21 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (16)
22 – BK – “Mudando o Jogo” (17)
23 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (18)
24 – BaianaSystem e BNegão – “Reza Forte” (19)
25 – Compositor Fantasma – “Pedestres Violentas” (20)
26 – Zé Manoel – “Saudade da Saudade” (21)
27 – Gustavo Bertoni e Apeles – “Ricochet” (22)
28 – Jair Naves – “Todo Meu Empenho” (23)
29 – Kamau – “Nada… De novo” (24)
30 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (25)
31 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (26)
32 – Rincon Sapiência – “Tem Que Tá Veno” (Verso Livre) (27)
33 – MC Carol – “Levanta Mina” (28)
34 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (29)
35 – Criolo – “Fellini” (30)
36 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (31)
37 – Wry – “Absoluta Incerteza” (32)
38 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (33)
39 – YMA – “White Peacock” (34)
40 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (35)
41 – Luedji Luna – “Chororô” (36)
42 – Black Alien – “Chuck Berry” (37)
43 – Vovô Bebê – “Bolha” (38)
44 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (39)
45 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (40)
46 – Liniker – “Psiu” (41)
47 – Tuyo – “Sonho da Lay” (42)
48 – KL Jay – “Território Inimigo” (43)
49 – Boogarins – “Cães do Ódio” (44)
50 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a rapper Monna Brutal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Sessa colore sua bossa psicodélica em vídeo oficial para “Grandeza”

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* Ainda fazendo render o material de seu incrível álbum de estreia solo, “Grandeza”, de lá do outro mundo de 2019, o que é uma grandeza de notícia ainda assim, o músico paulistano Sessa resolveu soltar um vídeo animação da faixa-título do disco.

Músico que costumamos dizer tem uma pegada sonora bossa-folk, com relações internacionais bem construídas no nível “crítica favorável na ‘New Yorker’ e session no site francês La Blogothèque”, Sessa fez “Grandeza”, o vídeo, parar de pé na animação do videoartista analógico paulista Rollinos e do ilustrador Bráulio Amado.

O resultado tem sabores psicodélicos e conta com uma presença de um coro de vozes à vista e o batuquinho percussivo cru delicioso que embala a música. Pena que o Top 50 desta semana já saiu, senão seria um prazer reservar um bom lugar para essa “Grandeza”, que não é lá muito nova, mas a gente sempre consegue uma boa notícia para cravar uma música assim na nossa parada semanal. A desculpa é esse vídeo atualizador de Sessa, ué!

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CENA – “Grandeza”, de Sessa, ganha sotaque francês na voz de Laure Briard

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* Ok, é mais ou menos CENA. Mas ainda assim. Depois de passar pelo Brasil em 2017 e gravar um EP com composições em português em 2018, a cantora francesa Laure Briard continua mostrando o seu amor à música brasileira neste ano de 2020, com pandemia e tudo. Depois de ter conhecido a banda Boogarins e, a convite deles, rodado o Brasil em turnê, lançando o disco “Coração Louco”, ela volta a soltar uma música em português. Desta vez, a francesa fez uma regravação de “Grandeza”, do ótimo cantor paulistano Sessa.

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A música, que originalmente brinca com a bossa nova e reverencia Erasmo Carlos, recebe agora mais arranjos e se transforma em um dream pop com a doce voz da francesa. Cantando na lingua de Sessa, Laure expande as possibilidades de “Grandeza” convidando os seus amigos músicos Vicent Pieuvre e Emmanuel Mario (Laetitia Sadier) para encorpá-la. A “Grandeza” afrancesada está agora disponível em todas as plataformas.

Há um paralelo musical entre Laure e Sessa, cada um na sua geografia. No caso dela, como digna herdeira de Françoise Hardy, a francesa sintetiza em sua obra tanto o espectro do pop, de garage rock e ainda bossa nova, chegando a algo chamado de yé-yé psicodélico. Com exceção da parte roqueira, dá para dizer que a música de Sessa passeia por esses espectros sonoros.

Dito tudo isso, toma “Grandeza”, de Sessa, aqui com um certo perfume francês.

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TOP 50 DA CENA – The Baggios bota o Sergipe no topo. Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes aparecem grandes. E a Jup do Bairro não sai de cima

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* Aquele alcance plural, geográfico e multivertente que a gente tanto acha importante na nossa CENA está superpresente no ranking desta semana.
Banda de rock sergipana no topo, misturando pop perfeito com canção regional. Na sequência banda eletrojazz de São Carlos, interior de São Paulo, com participação de uma ótima cantora baiana, do nosso R&B mpbzado. Tudo seguido pela corporalidade extrema da Jup do Bairro, direto da quebrada.
Aí tem a gringa que é brasileira. E o brasiliense que é conhecido por fazer stoner rock a seu jeito, mas veio para SP roçar o folk melancólico. Ah, e tem índio também!!!!
Que CENA é esta?!? Aí junta tudo isso numa playlist de 50 músicas e que beleza que fica.

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1 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (Estreia)
Não sabemos explicar direito, mas a nova música do grupo sergipano é uma espécie de Oasis com cancioneiro brasileiro. Nos versos, devidamente produzidos em modo quarentena de gravação, uma promessa e tanto: “…Presidente rosna/ Mente para o país/ Somos fortes, saibam/ ELE VAI CAIR!”
2 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (5)
Sim, só sai na sexta-feira agora, embora esteja aqui no ranking desde a semana passada. Mais dois dias e a espera acaba. É porque está quente o segundo single do quinto álbum da banda paulista ATR, de som plural. Além da voz maravilhosa da baiana Luedji, o grupo fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, a gente bota na playlist.
3 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (1)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada segue aqui bem em cima do nosso Top 50 há um tempo, porque, sim, precisamos celebrar esse EP como um dos grandes lançamentos deste ano da nossa CENA. Repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
4 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (Estreia)
Encharcada de um toque Fiona Apple, o piano e o desabafo de Giovanna ressoam ainda melhor em (mais um) vídeo (na nossa lista, veja abaixo), que consiste em uma criação coletiva com as amigas, cada uma em sua casa, lógico. Ela acaba de lançar “Direto da Gringa”, seu segundo álbum. Merece muito sua conferida.
5 – Gustavo Bertoni – “Waves” (Estreia)
Não foi só papo dez que o Gustavo deu sobre a música na nossa live diária que influenciou no resultado. O som é muito bom, o vídeo em Berlim é bonito e “Waves” acaba o levando para outra viagem, muito além do Scalene, sua banda principal. Uma daquelas baladas ao violão que soa familiar na primeira vez.
6 – Antiprisma – “Lunação” (Estreia)
Uma viagem instrumental pesada da dupla paulista formada por Elisa Moreira e Victor José. O vídeo da música é outro que entra na categoria de belo trabalho artístico, uma performance sobre as várias mulheres que existem na mesma mulher.
7 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (2)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
8 – Tássia Reis – “Me Diga” (3)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
9 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (4)
Esta música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
10 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (6)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
11 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (12)
12 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (7)
13 – Duda Brack – “Contragolpe” (8)
14 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (10)
15 – ABC Love – “Flertes” (11)
16 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (13)
17 – Don L – “Kelefeeling” (14)
18 – Devise – “Espera” (9)
19 – Thunderbird – “A Obra” (15)
20 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (16)
21 – Sessa – “Sereia Sentimental” (17)
22 – Mulungu – “No Ar” (18)
23 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (19)
24 – Jair Naves – “Irrompe” (20)
25 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (21)
26 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (22)
27 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (23)
28 – TARDA – “Breath” (24)
29 – ÀIYÉ – “Pulmão” (25)
30 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (26)
31 – Vanguart – “Encontro Adiado” (27)
32 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (28)
33 – Wado – “Nina” (29)
34 – The Raulis – “Distante Desejo” (30)
35 – Lila – “Lunação” (31)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora paulistana Giovanna Moraes.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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