Em Sex Pistols:

O mesmo único disco dos Pistols. Outra maldita reedição. Mas essa é histórica!

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* Há muito que não sou mais empolgado com lançamentos de disco físico, principalmente no Brasil. Mas essa edição do “Never Mind the Bollocks Here’s the Sex Pistols”, que a gravadora Universal está despejando no mercado brasileiro, é de matar de boa. O álbum clássico dos Pistols e do movimento punk, aliás o único da banda de Johnny Rotten e Sid Vicious, o grupo considerado a maior farsa do rock’n’roll, chega às lojas daqui remasterizado, com um disco extra e cheio de bônus, além de um esperto livro-encarte. Se parece um ultraje sair uma edição “luxuosa” para o disco mais podre da história da música jovem, essa é a ideia que sempre perseguiu os Pistols e por consequência sempre perseguiu o rock, a rainha, o rock progressivo e os “bons costumes”.

“Bollocks” foi lançado em outubro de 1977 e é considerado a pedra fundamental do movimento punk e luminar até hoje. Já teve vários relançamentos. Esse último, que vem agora ao Brasil, saiu no final de setembro na Inglaterra sob o pretexto de comemorar os 35 anos de sua primeira edição. Lá no Reino Unido, saiu com quatro CDs, incluindo um DVD de show ao vivo, os famosos vídeos de estúdio, pôster, adesivos e, veja bem, uma réplica do single original “God Save the Queen”. Esta edição eu vou catar na primeira viagem para fora, certeza.

A que saiu no Brasil agora é a versão “luxuosa-modesta”, dupla, com um incrível show inteiro em Estocolmo, na Suécia, em 1977, em pleno ano da bagunça. O CD é completado por três faixas de um show na Inglaterra, numa cidadezinha portuária do condado de Cornwall na qual a banda chegou sem avisar para um show-teste para o disco, em setembro do mesmo 1977, dias antes de “Never Mind the Bollocks Here’s the Sex Pistols” ser lançado. As faixas dessa “ação” são “Problems”, “No Fun”, cover de Stooges, e “Anarchy in the UK”, no calor mais puro da energia punk, youknowImean, mate?

O CD 1 da edição brasileira tem o álbum masterizado mais as b-sides “No Fun” (do single “Pretty Vacant”), “No Feeling” (do single “God Save the Queen”), “Did You No Wrong” (idem), e “Satellite” (do single “Holidays in the Sun”).

Esta edição acho que custa R$ 40 por aí. É parte da história da música que escutamos hoje.

Agora recentemente, exatamente para comemorar os 35 anos do disco dos Pistols, apareceu um vídeo para “Holidays in the Sun”, que usou imagens inéditas da banda tocando em Berlin em 1977, feitas pelo à época documentarista do grupo, o cineasta Julien Temple, de grandes serviços prestados à música.

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NME, 60. Semanário britânico lança edição histórica de aniversário e oferece cópia da edição #1

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Uma das principais bíblias da música desde que a música passou a ser notícia, o semanário inglês New Musical Express completa 60 anos de publicação neste ano e vem, com frequência, trabalhando pautas especiais que destacam sua vasta e rica história.

Suas famosas listas ganham conotação especial com o “60”. Recentemente, a publicação fez enquetes e listou, por exemplo, as 60 melhores músicas dos últimos 60 anos, além dos 60 maiores ícones da música em seis décadas, também, edição que rendeu capa a John Lennon na semana passada.

Nesta semana, a NME bolou um esquema todo especial de capas alternativas. No total, são 8 capas diferentes para a edição “histórica”, termo que está sendo divulgado pela própria publicação. Estrelam as capas nomes importantes da música ao longo das últimas décadas, segurando edições em que foram destaques. Estão lá os veteranos Paul Weller, John Lydon e Patti Smith, os 90’s Manic Street Preachers, Liam e Noel Gallagher (separados) e os “recentes” The Killers e Arctic Monkeys. Fora isso, a NME diz que preparou essa edição durante meses e que histórias internas da revista serão contadas.

Em anexo à edição, será oferecida uma cópia da issue #1 da revista, publicada em março de 1952!

A NME é uma das poucas publicações que conseguiu migrar com sucesso seu “nome” do conteúdo impresso para a internet na década passada. O NME.com é o site mais visitado no mundo quando o assunto é cultura pop (7 milhões de views/mês). Já a revista, em tempos de internet, circula em numeração bem menor se comparada a quatro décadas atrás, quando vendia cerca de 300 mil exemplares por semana. A tiragem atual é de mais ou menos 30 mil.

Vamos falar mais da NME nos próximos dias.