Em shame:

Mais do festival da rádio inglesa. Veja performances de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road

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* Voltamos com o 6 Music Festival 2021, na chamada “edição lockdown”, todo ele gravado no BBC Radio Theatre, no centro de Londres. Mais cedo publicamos a performance da banda Dry Cleaning. Agora, chegou a vez de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road. Todos incríveis.

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* A foto que está na home, chamando para este post, traz o figuraça Isaac Wood, vocalista e guitarrista do Black Country, New Road.

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Popnotas – O filminho do Shame, as 87 músicas do Lennon, No Rome+Charli XCX+1975, Sharon van Épica e ele… sim… o Foo Fighters

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* A banda punk inglesa Shame, famosa por suas poderosas apresentações ao vivo, soltou ontem à noite no Youtube um filme chamado “Live in the Flesh”, cheio de chinfras de bastidores, para mostrar “por dentro” como um show do Shame funciona, desde a chegada da banda ao lugar da performance. Claro, tem um quê teatral engraçado, a cara do Shame (foto na home). Na parte do vamos-ver, mesmo, a banda tocando, são sete faixas de seu mais recente disco, “Drunk Tank Pink”, o segundo deles, lançado em janeiro. O filme foi gravado no Brixton Electric, no sul de Londres, área deles. E, como todo show do Shame, é intenso e vale o livestreaming.

* Featuring de peso. O músico Guendoline Rome Viray Gomez, mais conhecido pelo seu nome artístico No Rome, conseguiu reunir Charli XCX e The 1975 na mesma faixa. É o single “Spinning”. Charli chegou a escrever um tweet que mencionava estar ansiosa em formar um supergrupo com No Rome e o 1975. Se o trio ainda vai ter mais músicas em parceria é quaaaase um mistério. Mas, pelo que entregou Charli…

* “Plastic Ono Band”, primeiro álbum solo de John Lennon, lançado após o rompimento dos Beatles, vai ganhar uma edição de luxo caprichada em abril. Esta “Ultimate Collection Box Set” lembra os moldes do que rolou com “Imagine” em 2018, ou seja seis CDs, blu-ray, livro e tudo o mais – são nada menos que 87 gravações inéditas entre outtakes, demos, jam sessions e a gravação ao vivo completa de Yoko Ono/Plastic Ono Band, seu álbum-irmão – ou irmã, talvez caiba melhor no caso.

* Sharon Van Etten anunciou um disco chamado “epic Ten”, um álbum duplo que vai celebrar os 10 anos de “epic”, seu segundo trabalho. Terá uma reedição do original acompanhando de um disco onde artistas como Fiona Apple, Lucinda Williams, Big Red Machine, Courtney Barnett e Idles fazem uma releitura da obra decana. Já temos um gostinho do primeiro cover, a versão do Big Red Machine para “A Crime”, faixa que abre o álbum. Quando chega tudo? Abril.

* O Foo Fighters participou ontem do “Late Late Show” do figura James Corden. Mais uma das milhares de divulgações de seu novo álbum, “Medicine at Midnight”, lançado tem um mês. Tocaram a mesma “Waiting on a War” que já tinha rolado no programa do Jimmy Fallon e em outros cem lugares, seja TV, rádio, internet. Sempre com o Foo Fighters gravando sua performance e a enviando aos veículos. Quem aguenta tanto do mesmo? Sendo talvez a única banda de rock que ainda consegue chamar a atenção de todos os programas de entretenimento do mundo, fica evidente também alguns efeitos da pandemia no mundo da música. Pouca gente trabalhando, falta de assunto, clima e eventos extremamente iguais. Quando a banda não inova no repertório ou é um pouco mais radical na filmagem, tudo soa meio cansado. Bom, Dave. Desculpa o trato. Só estamos ficando cada vez mais mau-humorados com tudo… De todo modo, o vídeo está aqui abaixo. Pelo menos foi gravado de um outro ângulo, com o Dave Grohl olhando para a esquerda.

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POPCAST – O primeiro podcast da Popload em 2021 já traz uma discussão pertinente: qual já é o melhor álbum deste ano?

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* O ano nem começou e já arrumamos uma polêmica interna boa aqui na redação da Popload. Dos três álbuns lançados em 2021 que já mexeram com nossos corações indies (indies?), que já tem o melhor disco do ano. A Isadora Almeida (@almeidadora) acha que é “Drunk Tank Pink”, o segundo álbum da banda punk inglesa Shame. Euzinho (@lucioribeiro) considero ser “Spare Ribs”, o novo álbum dos malucos do Sleaford Mods, também da Inglaterra. Quer palpitar nessa?

E não é apenas que eu gostei de um e ela gostou de outro. A gente tem posições firmes sobre os discos que o outro escolheu. Verbalizamos isso no Popcast. E tudo está refletido no nosso pódio.

((tem o álbum do grupo sueco do Viagra Boys, que a gente curtiu bem, mas esse não faz parte da polêmica))

Falamos também sobre a situação de shows no mundo neste 2021 enigmático, a partir do cancelamento do gigantesco Glastonbury. E as expectativas das novas bandas que a gente quer ver bombar neste ano.

Toda essa prosa muito bem acompanhada por uma playlist maneira. Vai lá ouvir ambos, fica o convite: o Popcast e a playlist que o podcast originou.

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Top 10 Gringo: Sleaford Mods, Shame, Julien Baker, Mogwai e uma galera fora do eixo no ranking da semana

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* Já estão habituados ao nosso Top 10 Gringo? Acho que vale repetir qual é a nossa missão por aqui. Este ranking segue a filosofia do Top 50 de música brasileira que a gente costuma publicar às quartas-feiras de manhã aqui na Popload. Uma parada muito nossa, mais conceitual e de gosto do que de vendas/audições em streaming.

Então fizemos o Top 10 Gringo. Jogar nosso olhar torto, enviesado e parcial para a nova música internacional, ainda que não do tamanho do nosso ranking da cena. Só ara movimentar nossas terças. E render uma playlist boa.

Nesta semana tentamos ampliar o radar. Temos músicas da Nigéria, Chile, algumas coisas da Inglaterra, Estados Unidos. Tudo muito natural, nada forçado. E tem o “contestado” Sleaford Mods” em primeiro lugar. É o nosso jeitinho.

Escute tudo na nossa playlist e comenta com a gente. Enlouquecemos?

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1 – Sleaford Mods – “Nudge It”
A gente já elogiou e conversou bastante sobre o novo álbum do Sleaford Mods por aqui. “Spare Ribs” é um discaço, já anota aí para a lista de melhores de 2021. Entre seus 13 sons, vale destacar a ótima “Nudge It”, uma senhora cutucada em artistas, que de acordo com o Sleaford se apropriam de lutas que não são as suas. E tem a Amy Taylor na parada. Só aí já justifica bem o trono.
2 – Shame – “Water in the Well”
Se tornar adulto tem dessas. Será questão de se acostumar com a nova pegada do Shame? Em “Drunk Tank Pink”, seu segundo álbum, a banda parece optar por um som mais calculado que a energética estreia. Ainda que dê uma leve saudade dos momentos anteriores, a banda anda para frente. Coisa de que tem futuro. Mesmo que o futuro seja agora. Como diriam os avôs do Shame.
3 – Julien Baker – “Hardline”
Não tem como não colocar de novo a Julien por aqui. Ela liderou na semana passada e seu novo single não fica devendo em nada. Mais uma amostra de que seu próximo álbum, “Little Oblivions”, deve alcançar uma maturidade nas letras e explorar um novo som dentro da carreira da cantora/compositora – agora mais envolta da participação de outros instrumentistas.
4 – New Radicals – “You Get What You Give”
Eles vão voltar só para tocar na posse do Biden e as possibilidades dessa música retornar ao radar de todos está em alta. Aproveite ou fuja. Em qualquer um dos dois casos, lembre-se sempre: a gente avisou.
5 – Flo Milli – “Roaring 20s”
A rapper norte-americana Flo Milli chegou aos 21 aninhos e comenta aqui sobre os nossos recentes e amalucados anos 20. Daqueles nomes para ficar de olho. Saque a mixtape que ela soltou ano passado, “Ho, Why Is You Were?”. Bem bom.
6 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
Segundo single do próximo álbum do graaaaaaaaande Mogwai, “As the Love Continues”, mantém a tradição do grupo – erra pouco sempre. Musicão. E só nós achamos ela extremamente radiofônica? Mogwai para tocar no rádio? Que lindo isso.
7 – Kora – “Marte”
Ainda não descobrimos direito quem é a Kora, se é que é uma pessoa real. Aparentemente, sim. Talvez da Espanha? O Instagram dela pouco revela. A certeza é que um som bem bom. Delícia. A descrição do vídeo da música no YouTube também é enigmática: uma letra de música do Paulinho Moska.
8 – Humboldt e Javiera Parra – “Tu Isla”
Esta vem do Chile. Um rock suave do Humboldt com leves toques de Tame Impala e a participação de Javiera Parra, neta de Violeta Parra, talvez o maior nome da música folk latina.
9 – Tems – “Free Mind”
A nigeriana Tems lançou ano passado seu primeiro álbum/EP. De “For Broken Ears” sacamos “Free Mind”. Um R&B nota dez.  
10 – Foo Fighters – “Shame Shame”
Alguém empolgado para mais um álbum do Foo Fighters com a mão pesada do superprodutor pop Greg Kurstin? Hum, não sei. Dos três singles lançados até agora, “Shame Shame” é a mais interessante. Vamos dar esse voto de confiança para o Dave.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Sleaford Mods.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Shame lança disco novo e o show que quase derrubou o Breve, em SP, aparece no YouTube

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* A banda Shame, um dos grandes nomes da retomada do pós-punk inglês deste século, dona de um dos melhores álbuns de 2018 – “Songs of Praise”, seu álbum de estreia -, lançou nesta sexta-feira seu aguardado segundo álbum, “Drunk Tank Pink”.

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E, para muito além dos ótimos singles que a gente já conhecia, e enquanto absorvemos seus 40 minutinhos da íntegra para entender se a turma do vocalista Charlie Steen conseguiu dar conta da sempre desafiadora missão do segundo álbum, o selo paulistano Balaclava Records soltou no YouTube, assim como quem não quer nada, a íntegra do show que o Shame deu aqui no clube Breve, em São Paulo, em 2019 – aquecimento para a apresentação igualmente destruidora dentro do Balaclava Festival no dia seguinte (na Audio).

Alerta de gatilho total. Seja pela aglomeração saudável da época, seja pela saudade de colar naquele canto da Pompéia que abriga um importante palco da música alternativa em São Paulo.

Ali que o Shame fez, de acordo com nós mesmos, o segundo melhor concerto daquele ano – perderam só para a Patti Smith. A gravação é bem simples. Câmera fixa, som decententemente caótico e vamos lá. É o suficiente para entender por que resumimos aquela uma hora e pouco em “um show espetacular, daqueles de derrubar uma casa”.

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Aproveitando o embalo, ouça a íntegra de “Drunk Tank Pink”, que saiu hoje.

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