Em shame:

Shame lança disco novo e o show que quase derrubou o Breve, em SP, aparece no YouTube

>>

* A banda Shame, um dos grandes nomes da retomada do pós-punk inglês deste século, dona de um dos melhores álbuns de 2018 – “Songs of Praise”, seu álbum de estreia -, lançou nesta sexta-feira seu aguardado segundo álbum, “Drunk Tank Pink”.

shame2

E, para muito além dos ótimos singles que a gente já conhecia, e enquanto absorvemos seus 40 minutinhos da íntegra para entender se a turma do vocalista Charlie Steen conseguiu dar conta da sempre desafiadora missão do segundo álbum, o selo paulistano Balaclava Records soltou no YouTube, assim como quem não quer nada, a íntegra do show que o Shame deu aqui no clube Breve, em São Paulo, em 2019 – aquecimento para a apresentação igualmente destruidora dentro do Balaclava Festival no dia seguinte (na Audio).

Alerta de gatilho total. Seja pela aglomeração saudável da época, seja pela saudade de colar naquele canto da Pompéia que abriga um importante palco da música alternativa em São Paulo.

Ali que o Shame fez, de acordo com nós mesmos, o segundo melhor concerto daquele ano – perderam só para a Patti Smith. A gravação é bem simples. Câmera fixa, som decententemente caótico e vamos lá. É o suficiente para entender por que resumimos aquela uma hora e pouco em “um show espetacular, daqueles de derrubar uma casa”.

***

Aproveitando o embalo, ouça a íntegra de “Drunk Tank Pink”, que saiu hoje.

>>

Top 10 Gringo: Começamos mais um ranking Popload semanal. Desta vez internacional. E com a Julien Baker fofa liderando

>>

* A gente enrolou bastante, mas agora o nosso “Top 50 da CENA” ganha seu irmão internacional. O Top 10 Gringo segue a filosofia do Top 50 de música brasileira que a gente costuma publicar às quartas-feiras de manhã aqui na Popload. Uma parada muito nossa, mais conceitual e de gosto do que de vendas/audições em streaming. Gerando toda semana uma playlistezinha básica bonitinha para ouvirmos.

Nem no da CENA, nem neste Gringo, a ideia não é promover a disputa entre artistas, mas sim a apreciação das músicas que mexeram com a gente durante a semana que passou. Vai ter muito lançamento fresco, sim, mas cabe também alguma antiga revisitada pelo espírito da época ou aquelas que descobrimos só mais para frente. É muita música neste mundão de meu Deus. Nesta estreia, um bom mix entre as primeiras de 2021 e as perdidas de 2020.

De novo, tudo isso sempre como uma boa desculpa para formar já aquela playlist caprichada e sempre em construção em que você vai poder descobrir e redescobrir quais sons bombaram em 2021, quando (este ano esperamos abençoado) acabar.

Vamos ao primeiro TOP 10 Gringo de 2021?

top10-1

1 – Julien Baker -“Faith Healer”
Em um tratado sobre vícios, Julien Baker reflete além da questão do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria dor quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão. Promete ser um álbum e tanto esse “Little Oblivions”, que chega em fevereiro.
2 – Navy Blue – “1491”
1491. Um ano antes de Colombo chegar à América. Sob uma das base mais deliciosas da safra 20/21, o rapper nova-iorquino Navy Blue criar um refrão e tanto, daqueles que dispensa traduções. “Uh, I used to kiss my Saint Christopher, fuck Christopher Columbus/1491, it’s one and done, this shit is fucked up/Uh, shit is fucked up”.
3 – Shame – “Nigel Hitter”
Pelo que adianta Charlie Steen, o vocalista do Shame, “Nigel Hitter” é um ponto determinante do novo álbum do Shame, “Drunk Tank Pink”, que sai sexta-feira. Muito do disco parece ter sido escrito entre sonhos e divagações após a looonga última turnê da banda. Aliás, aviso de gatilho, o Shame não prepara só um novo álbum. Eles já têm turnê agendada e com show esgotado. Sim, shows. Lembra? Se vai mesmo rolar é oooooutra história haha.
4 – SZA – “Good Days”
Será que teremos em 2021 o segundo álbum da SZA? Esperamos que sim. Desde 2017 sem um disco só seu, estamos com saudades dela. “Good Days” promete uma safra de músicas boas. Uma delicada bomba contra a ansiedade.
5 – Lana Del Rey – “Chemtrails Over The Country Club”
Enquanto a gente editava este post, Lana resolveu dar as caras. “Chemtrails over the Country Club” chega com a data de lançamento do seu sétimo álbum, que leva o nome da faixa. No disco, mais um tanto de sua parceria com o produtor Jack Antonoff e até uma cover para um som da Joni Mitchell. Fora o vídeo desta música, tão incrível como maluco. Bem Lana.
6 – Playboi Carti – “M3tamorphosis”
Bom de crítica, bom de vendas. O rapper Playboi Carti já começa 2021 fazendo história. No longo “Whole Lotta Red”, seu disco lançado no Natal, se destaca esse som que tem a presença do sempre certeiro Kid Cudi. Aí fica mais fácil. Musicaça.
7 – Viagra Boys – “In Spite Of Ourselves”
Um bom som do primeiro álbum de 2021 que bateu por aqui. Dentro de “Jazz Welfare” se destaca “In Spite of Ourselves”, música que tem feat. com Amy Taylor, da Amyl and the Sniffers, considerada a melhor banda da Austrália hoje, apesar do Tame Impala e tals.
8 – Tia Carys – “Trouble Train”
Rapper do Reino Unido que começa a circular devagarzinho por aí. Canção boa que pega nas primeiras notas. Balanço gostoso. Nome para se acompanhar.
9 – Phoebe Green – “Grit”
Mais uma inglesa. Desta vez de Manchester. Aquele som que parece produzido no quarto, um encontro de lo-fi, pop caprichado, bom gosto em cada timbre do instrumental, a voz.
10 – Kings of Leon – “The Bandit”
Entre erros (muitos) e acertos (alguns), não dá para ignorar os King of Leon. “The Bandit” é um dos acertos. E pelo visto caiu no gosto do fãs, que no Spotify ela deu um banho de plays no seu lado B, a outra inédita e fraca “100,000 People”.

***

Você chamou a playlist? Ela tá aqui.

***

* A imagem que ilustra este post é da multiinstrumentista Julien Baker.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Shame libera mais um single, com vídeo, para a “científica” “Nigel Hitter”

>>

Captura de Tela 2021-01-06 às 4.10.05 PM

* A gente está aqui a conta-gotas acompanhando a banda punk inglesa Shame montar, através de singles, seu esperadinho novo disco, “Drunk Tank Pink”, marcado para nos atingir por completo na semana que vem, dia 15, a ooooooutra sexta.

Até agora tinhamos conhecido e vibramos com as músicas “Alphabet”, “Water in the Well”e “Snow Day”, som e vídeo. E hoje chegou o pacotinho do quarto single, “Nigel Hitter”. A música é bacana e o vídeo, bem, o vídeo em p&b tem a banda como cientistas dos anos 70 e criancinhas fazendo “papapapá”. Shame, né?

>>

Feliz 2021 com… mais lives. Loja Rough Trade prepara streamings de shows de Shame e Arlo Parks para janeiro

>>

* Quarentena de shows dia… 736489264. É, está difícil ver uma luz quando o assunto é ver um showzinho ao vivo novamente, embora já tenha turnês divulgadas e até sold-outs, festivais anunciando line-up e tem também o Slipknot.

Unknown

Cansamos das lives de Instagram, Youtube, apps exclusivões e afins, tudo bem. Mas, enquanto a vacina está sendo produzida a toda velocidade (ver foto acima) para chegar na geral e vamos assistindo lockdowns sérios em países sérios, o jeito vai ser seguir vendo nossos artistas do coração por alguma telinha mesmo.

Pensando nisso, a supercool loja/selo de discos inglesa Rough Trade preparou uma série de livestreams, direto do palco da loja do East London, lugar que recebe diversos concertos legais (em situações normais, né?).

Em janeiro, já tem três nomes lindos marcados para pisar lá e transmitir suas apresentações ao vivo e em cores em alta definição: Shame, Arlo Parks e Goat Girl.

Três performances de artistas da terra da rainha, fresquinhas, com discos prestes a ser lançados mês que vem, parece a pedida certa quando já cansamos de ver e rever tudo que é possível ao vivo por aí.

As apresentações vão rolar através do app-tendência Dice e estarão disponíveis em diferentes fusos horários, e as infos sobre as datas e horários estão aqui.

Essas lives da Rough Trade no Dice saem, pensando daqui do Brasil, por 7 dólares se o streaming escolhido for o de Nova York, que está a duas horas atrás do horário brasileiro.

Vamos?

Captura de Tela 2020-12-17 às 5.42.05 PM

>>

Pós-punk inglês em alta produção. O novo vídeo do Idles, a música nova do Shame

>>

idlesshame

* London Calling, mas não necessariamente Londres, ok. O pós-punk britânico, partido de duas de suas principais bandas, trazem novidades.

Pensa nos ingleses. Eles vão ter a vacina na semana que vem e a partir de hoje têm também o vídeo novo da bandaça Idles e o single novo, ainda só áudio, de outra bandaça, o Shame.

O Idles soltou visual animado para a sugestiva “Kill Them with Kindness”, outro dos vários singles a pular do mais recente disco deles, “Ultra Mono”, lançado em setembro.

“Kill Them with Kindness” é das músicas brutais do disco do Idles, embora tenha ternura, ainda que no vídeo. Bem, o nome diz isso, né?

Então vamos nós ao vídeo.

*****

* Já o Shame soltou seu novo single, a especialíssima “Snow Day”, música de um crescendo enlouquecedor que vai estar em “Drunk Tank Pink”, o recém-anunciado segundo álbum, a ser lançado em janeiro.

Há poucos dias, tipo final de novembro, o Shame já tinha nos entregue “Water in the Well”, canção ótima e algo retilínea dentro da tradição punk inglesa. Bem diferente desta torta “Snow Day”, cheia de fases e quebradeiras. É quase um punk-matemático, se você me permite. Não comece a música e já forme uma ideia dela porque tudo vai mudar.

Para sua apreciação, sem vídeo ainda.

>>