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Popnotas: Queen fazendo história na música (de novo!). O Shamir e a Sharon Van Etten. E a volta do Foo Fighters às nossas notas

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– Hit é hit, e vice-versa. “Bohemian Rhapsody”, sucesso do Queen, nada mais nada menos que 40 anos após seu lançamento, recebeu o certificado de diamante da RIAA, Recording Industry Association of America. É a primeira banda britânica a conseguir tal feito – onde são necessários 10 milhões de vendas ou um equivalente em streams. Com apoio do filme sobre a banda, “Bohemian Rhapsody” alcançou um 1,6 bilhão de streams. É a música do século XX com mais streams da história. Vale uma reflexão rápida sobre esse feito. Existem diversos hits mundiais antigos, e por isso anteriores aos streamings, que não tem por lá grandes números. Já o Queen com esse renascimento conseguiu se recolocar no jogo. Curioso.

– Outro artista que está trabalhando em uma releitura de disco com colegas, tipo o Paul, é a “nossa” Sharon Van Etten, que deu seu álbum “Epic”, que completa dez anos, para que vários artistas repensassem seu trabalho. Até agora já foram divulgadas releituras por By Big Red Machine, IDLES, Lucinda Williams e, a mais recente, por Shamir, que você pode ouvir aqui embaixo. Estávamos com sdd do Shamir. A edição especial de “Epic” está prevista para mês que vem. E, conforme for saindo mais singles, a gente vai botando mais por aqui.

– Saudade de escrever uma notinha sobre o Foo Fighters. Que bom que a banda, mais precisamente Dave Grohl, soltou sua participação durante o evento beneficente Oates Song Fest 7908, o festival que o grande John Oates, que era do clááássico Hall & Oates, armou com a esposa para arrecadar grana para quem está passando fome nos EUA. Nesse evento, o que o FF trouxe foi uma versão acústica de “Everlong” precedida por uma longa explicação sobre como ela foi feita. Sempre vale revisitar, é a melhor música do Foo Fighters. Acha também?

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Pitchfork Festival bota 36 shows no ar neste final de semana. Começando agora. Veja por aqui

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* O Pitchfork Festival, evento indie porém limpinho realizado tradicionalmente no Union Park, em Chicago, vai fazer uma série de transmissões ao vivo nestes três dias de realização. Dos shows de Sufjan Stevens ao de FKA Twigs, de Blood Orange a Shamir, tudo vai para o ar. Acompanhe a relação abaixo, com os horários. Os shows podem ser acompanhados desde a home do site Pitchfork ou simplesmente aqui na Popload.

A partir de agora até domingo meia-noite, a programação vai ser intensa. Começado com o ótimo menino Car Seat Headrest, que toca cover de Radiohead em suas performances.

Vamos ao Pitchfork Festival?

((Cada vídeo tem a cor de seu palco, entre parênteses na programação))

HOJE

22:30 Beach House (Green)
22:15 Shamir (Blue)
21:20 Broken Social Scene (Red)
21:15 The Range (Blue)
20:25 Carly Rae Jepsen (Green)
20:15 Mick Jenkins (Blue)
19:30 Twin Peaks (Red)
19:15 Moses Sumney (Blue)
18:35 Julia Holter (Green)
18:15 Whitney (Blue)
17:30 Car Seat Headrest (Red)

AMANHÃ, SÁBADO

22:30 Sufjan Stevens (Green)
20:40 Jlin + RP BOO (Blue)
20:15 Super Furry Animals (Green)
19:35 Martin Courtney (Blue)
19:15 Blood Orange (Red)
18:30 Jenny Hval (Blue)
17:25 Royal Headache (Blue)
17:20 Digable Planets (Red)
16:30 Kevin Morby (Green)
16:20 BJ the Chicago Kid (Blue)
15:45 Girl Band (Red)
15:00 Circuit Des Yeux (Green)

Sunday, July 17

22:30 FKA twigs (Green)
21:45 LUH (Blue)
21:25 Miguel (Red)
20:45 Oneman (Blue)
20:15 Jeremih (Green)
19:15 Neon Indian (Red)
18:45 The Hotelier (Blue)
18:15 Holy Ghost! (Green)
17:45 Empress Of (Blue)
17:20 Kamasi Washington (Red)
16:30 Woods (Green)
15:55 Sun Ra Arkestra (Blue)
15:45 Porches (Red)
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As melhores músicas de 2015 pela Popload. Numa mixtape para você

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* Claro, não entrou tudo o que a gente curtiu. Seria uma lista enorme. E esta breve seleção de 15 músicas teve um caráter “dance”, ou quase, para mixadas fazerem um sentido mais, digamos, ritmado, alegre. Baladas românticas e slow hits ficaram de fora, tirando a do Drake, claro. Sorry, Majical Cloudz.

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Procuramos não repetir músicas de bandas ou artistas que mereceriam ter músicas repetidas, tirando o caso do Unknown Mortal Orchestra, claro.
Por quê?

A mixagem tem responsbilidade do meu electrobrother Fiervo, um dos caras que mais conhecem essa intersecção da música independente, eletrônica e hip hop e que tem ele mesmo sua lista de melhores de 2015, em duas horas de mix.

Eis aqui a da Popload. Um pouco do que nos sacudiu neste ano. Para ouvir e baixar.

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O despertar do Shamir: o show em Berlim e o comercial absurdo da Apple Music

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* Acho que agora não falta mais nada para o menino com voz de menina Shamir decolar. Sua música “On the Regular” está por todos os lugares, seu disco de estreia já está no Top 10 do ano de muita gente, seu electropop com pegada hip hop e até disco agrada às rádios de rock. Seu primeiro álbum, “Ratchet”, o vinil, lançado em março, foi meu presente de aniversário mais valioso, pensa. O menino de 20 anos de Las Vegas (!!!) e com o cabelo (black) mais legal da música hoje, de qualquer jeito que ele o deixe, está bombamdo big time.

Shamir está em atual turnê europeia, participando de festivais grandes, showzinhos pequenos, acústicos em bares, baladas quentes em clubes. Ontem ele tocou em Berlim, na Alemanha, e já temos três vídeos dessa apresentação. É tipo “o lugar bom de se estar ontem à noite”, fácil.

Antes de colocarmos esse Shamir em Berlim, dá uma olhada neste comercial incrível da Apple Music que surgiu na internet há alguns dias e desde ontem foi ao ar na TV e nos cinemas americanos, para promover seu novo serviço de streaming, com foco na maravilhosa Beats 1, a rádio da Apple. Com o lema “The place that brings the artists you love. As well the artist you’re about to love”, a Apple Music botou Trent Nine Inch Nails Reznor para narrar o comercial que enfileira um monte de gente cool da nova geração, estrelando Shamir, Flying Lotus, o cool Leon Bridges, a fofa da Flo Morrissey, a incrível dupla gêmea iBeyi.

Arrepia já no primeiro segundo, quando Trent Reznor começa sua locução dizendo que “A música nunca teve um lugar melhor em nossas vidas”, por causa do incrível acesso que temos a todas as músicas do mundo no alcance dos nossos dedos. E bota cenas stáile dos artistas mencionados, em P&B. E, ali no meio, o nosso Shamir reluz lindão.

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