Em sharon van etten:

De cabelão rebelde e linda toda vida, Sharon Van Etten mostra vídeo para “Comeback Kid”

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Iniciando uma nova fase em sua carreira musical, a musa Sharon Van Etten resolveu deixar a mudança bem exposta em seu novo vídeo para o single “Comeback Kid”, baseado especialmente no rock e no synthpop dos anos 80.

Na produção audiovisual, assinada por Jonathan William Turner, a cantora aparece com novo visual, de cabelão calculadamente rebelde, cantando à frente de projeções que mostram fotos de seu passado. “Isso de fato sugere a identidade de alguém olhando para o seu passado, mas de forma confidencial mirando seu futuro”, disse o diretor.

“Comeback Kid” está no disco “Remind Me Tomorrow”, seu quinto disco de estúdio, programado para ser lançado dia 18 de janeiro.

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Feliz 2019! Sharon Van Etten anuncia novo disco para janeiro e solta single com nova sonoridade

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* Repara a Sharon lindona!

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Depois de indicar o nome de seu novo disco em uma camisa com estampa proposta por um fã, a lindeza master Sharon Van Etten anunciou oficialmente nesta terça-feira o lançamento de “Remind Me Tomorrow” para o dia 18 de janeiro.

O projeto, que chegará às lojas pelo selo cool Jagjaguwar é o quinto álbum da cantora, e tem a missão de suceder o incrível “Are We There”.

Para aumentar ainda mais a ansiedade e a curiosidade em cima deste novo disco, Sharon soltou o primeiro single, “Comeback Kid”, que vai na contramão das canções melódicas e mais deprezinhas de trabalhos anteriores, apostando em um som mais robusto e cheio de energia, graças à produção de John Congleton, que tem no currículo trabalhos com Kimbra e St. Vincent.

Ouça abaixo a nova música.

“Remind Me Tomorrow” – Tracklist
01. “I Told You Everything”
02. “No One’s Easy to Love”
03. “Memorial Day”
04. “Comeback Kid”
05. “Jupiter 4”
06. “Seventeen”
07. “Malibu”
08. “You Shadow”
09. “Hands”
10. “Stay”

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Em Londres, Sharon Van Etten canta LCD Soundsystem para Nova York. Com orquestra e tudo, ainda por cima

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A doçura Sharon Van Etten anda algo sumida. Ela, que lançou seu último disco cheio (“Are We There”) em 2014, e um EP (“I Don’t Want to Let You Down”), reapareceu dia desses para um show especial com orquestra, em Londres.

Ela participou no suntuoso Royal Albert Hall do projeto anual BBC Proms, no show “New York: Sound of a City”. Entre os diversos artistas que cantaram músicas que fazem referência à metrópole norte-americana, Sharon cantou a lindíssima “New York, I Love You But You’re Bringing Me Down”, do LCD Soundsystem.

A faixa foi lançada originalmente no disco “Sound of Silver”, que saiu em 2007. Acompanhada pela Heritage Orchestra, a versão da Sharon ficou mais ou menos assim…

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De Jack White a My Bloody Valentine, passando por Courtney Barnett: dez (ou mais) discos gringos esperados para 2018

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O ano de 2018 começou bem legal com o discaço do Black Rebel Motorcycle Club, abrindo os trabalhos para um ano que parece promissor tanto na gringa quanto na nossa CENA brasileira.

De início, a Popload resolveu pesquisar aqui e ali e selecionou 10 potenciais discos que serão lançados em 2018, alguns deles já com detalhes e músicas divulgados.

Tem tipo a volta do Jack White, o primeiro disco do David Byrne em mais de uma década, o MGMT e o Franz Ferdinand dando bons sinais. Até o Arctic Monkeys parece que vai desembaçar e soltar algo novo.

No mais, aqui está nossa listinha…


The Breeders – “All Nerve”


Data de lançamento: 2 de março
Este será o quinto álbum da banda norte-americana na carreira e traz como diferencial o fato de ter sido gravado pelo line-up original do clássico “Last Splash”, formado pelas irmãs Kim e Kelley Deal, Josephine Wiggs e Jim Macpherson. O disco novo traz ainda uma participação luxuosa da Courtney Barnett na faixa “Howl at the Summit” e ainda o produtor Steve Albini. Até então, o último álbum da banda é “Mountain Battles”, de 2008.
Dele já conhecemos o single homônimo.


David Byrne – “American Utopia”


Data de lançamento: 9 de março
Uma semana depois do Breeders, quem dá as caras é David Byrne. Atração do Lollapalooza Brasil neste ano, o cultuado músico vai lançar este seu primeiro disco solo desde 2004, embora tenha engatado parcerias de sucesso nos últimos anos, como a com St. Vincent. O primeiro single, “Everybody’s Coming to My House”, já está entre nós, e envolve gente da pesada na produção, tipo Brian Eno e Sampha.


My Bloody Valentine

A ser anunciado
Banda ícone do shoegaze, que tem nos vocais a especialíssima Bilinda Butcher, o My Bloody Valentine ficou mais de duas décadas sem lançar disco até soltar MBV, em 2013. Agora, o grupo vai lançar mais um álbum de inéditas. Quem confirmou foi o líder Kevin Shields, que em entrevista recente disse que a banda estava gravando um EP que se expandiu e vai virar um disco cheio, com 7 ou 8 faixas. Ele informou, também, que o MBV fará uma turnê a partir do meio de 2018.


MGMT – Little Dark Age

Data de lançamento: fevereiro
Polêeeeeeemica dupla love/hate do Brooklyn, o MGMT tenta retomar o rumo da carreira neste primeiro álbum deles em quatro anos. A julgar pelos primeiros singles divulgados, os norte-americanos parecem estar no caminho certo. Destaque para a faixa-título e “When You Die”.
O álbum foi todo gravado em Los Angeles e Nova York, e tem produção assinada por Patrick Wimberly (Chairlift, Kelela, Blood Orange), Dave Fridmann (Flaming Lips, Spoon, Tame Impala) e pelo próprio MGMT.


Sharon Van Etten

A ser anunciado
Musa que aquece nossos corações, de passagem incrível pelo Popload Gig, a norte-americana tem como seu mais “recente” lançamento o espetacular “Are We There”, disco de 2014. De lá para cá ela apareceu em projetos especiais, gravou música com o Lee Ranaldo, apareceu em “Twin Peaks”, relançou seu disco de estreia, se envolveu com trilha sonora. Em novembro do ano passado, ela disse em entrevista ao The Creative Independent que estava pronta para voltar ao estúdio. Ela contou, ainda, que o fato de ser mãe (em 2017) tem influenciado em suas composições.


Superchunk – What a Time to Be Alive

Data de lançamento: 16 de fevereiro
Capitaneado pelo distinto Mac McCaughan, o Superchunk vai lançar seu 11º disco de estúdio mês que vem, quase cinco anos depois do sugestivo “I Hate Music”, de 2013. Considerado um dos grupos ícones do rock alternativo dos anos 90, indie do indie, este será apenas o quarto álbum do Superchunk neste século. Os anteriores ao já citado de quatro anos atrás são “Here’s to Shutting Up”, de 2001, e “Majesty Shredding”, lançado em 2010.
O disco é puxado pelo single que dá título à obra, que tem letra recheada de ironia.


Arctic Monkeys

A ser anunciado
Ainda não há informações mais concretas, mas a aposta é que a banda de Sheffield lance seu primeiro álbum em cinco anos em algum momento de 2018. Nesta semana, eles deram o primeiro sinal de vida e anunciaram um show no Firefly Music Festival, nos EUA, no mês de junho. Nas próximas semanas eles devem aparecer como headliners de outros festivais. O último álbum dos meninos britânicos é “AM”, de 2013.


Jack White – Boarding House Reach

Data de lançamento: não divulgada
Envolvido em mil projetos desde sempre, Jack White enfim vai lançar um novo disco solo, algo que não faz há 3 anos, desde que colocou “Lazaretto” na praça. O novo projeto foi inicialmente divulgado nesta semana com duas músicas: “Connected By Love” e lado-b “Respect Commander”. Ainda não há uma data oficial divulgada para o lançamento, mas não deve demorar.


Courtney Barnett – A ser anunciado


Pedra preciosa que a música nos ofereceu nos últimos anos, Courtney Barnett já contou que está bem próxima de finalizar seu próximo disco, que virá no calor de “Lotta Sea Lice”, seu incrível projeto em parceria com Kurt Vile, um dos melhores álbuns de 2017. Ela falou recentemente na Beats 1 que estava tentando achar um título bom pro álbum.


Franz Ferdinand – Always Ascending

Data de lançamento: 9 de fevereiro
Tudo bem que o auge dos escoceses rolou há um tempinho. Mas, nunca é tarde para uma segunda chance. “Always Ascending” apresenta até o momento bons cartões de visitas, especialmente o single homônimo. Outra novidade é que Alex Kapranos retorna loiro e com novos companheiros em sua banda.
Dino Bardot entrou no lugar do marcante guitarrista Nick McCarthy, que saiu da banda para se dedicar a outros projetos. Já Julian Corrie, mais conhecido pela turma da eletrônica como Miaoux Miaoux, chegou para dar um toque mais electro aos escoceses.

** Além dos 10 discos listados acima, existe a expectativa que 2018 seja um ano de lançamentos de discos do…
The Cure
First Aid Kit
Django Django
The Good, The Bad & The Queen
Earl Sweatshirt
Muse
Florence + The Machine
Trent Reznor
Grimes
Belle & Sebastian
Johnny Marr
Owen Pallett
Yo La Tengo…

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Lynchomania – A música nova em “Twin Peaks”

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* A série “Twin Peaks” é muito loka. No sentido de loucura mesmo e no sentido de que quase todo episódio tem banda boa se apresentando ao vivo. Reproduzo abaixo um texto que eu fiz para a “Folha de S.Paulo” de hoje, capa do caderno Ilustrada, sobre como o diretor David Lynch trabalha a música nova no seriado dos três agentes Cooper.

BangBangBar

* Você pode não estar entendendo p*rra nenhuma do que acontece na trama dos atuais episódios de “Twin Peaks”, a retomada da famosa série dos anos 90 dirigida pelo muuuuuito imaginativo David Lynch, em cartaz na Netflix. Mas uma coisa dá para absorver desta reinvenção do seriado que há 27 anos botou a televisão de cabeça para baixo: Lynch segue muito amigo da música independente.

O cineasta, diretor, produtor, fotógrafo, escritor, pintor, dono de clube, proprietário de gravadora e, ainda, músico americano (com álbuns, EP e singles lançados sob seu nome envolvendo artistas da nova safra) tem colocado uma banda nova ou uma banda não-tão-nova-tocando-música-nova para se apresentar ao vivo dos episódios correntes da “Twin Peaks” atual, que entra às segundas-feiras na Netflix brasileira.

Dos sete episódios mostrados até agora, cinco deles têm um grupo tocando no palco do Bang Bang Bar, enquanto a história se desenrola e personagens antigos e recentes interagem com drinks em meio à música, até os créditos finais subirem. E outras bandas, sabe-se, terão sua vez no palco dentro da série. É praticamente um videoclipe dirigido por David Lynch.

No episódio duplo de estreia da nova “Twin Peaks”, no final de maio, o grupo Chromatics, banda de dream pop de Portland capitaneada pelo multiinstrumentista, multibanda e artista visual Johnny Jewel e que tem a loira Ruth Radelet fazendo vocais etéreos, apareceu na taverna de beira de estrada do seriado desempenhando seu single “Shadow”. A gente deu aqui na Popload, no dia.
A música, que deve estar no quinto álbum da banda, a ser lançado neste ano pelo selo de Jewel, o hypado Italians Do It Better, foi mostrada em 2015, mas ganhou relançamento agora para aproveitar o oba-oba em torno de “Twin Peaks”. O Chromatics ainda fez performance na festa de lançamento do seriado, em Los Angeles, no dia em que a Netflix liberou “Twin Peaks” para os EUA. E surfando a onda do seriado do Lynch, aproveitaram para lançar o vídeo oficial da música.

O episódio 3 trouxe ao Bang Bang Bar a insólita dupla de irmãos Jack Torrey e Page Burkum, dois violonistas que formam o grupo Cactus Blossoms, de Minneapolis, donos de uma sonoridade que mistura uma antiga americana com o folk moderno indie atual. Em “Twin Peaks”, os irmãos, com uma banda completa de fundo, tocam a música “Mississippi” para o povo do seriado dançar no bar da estrada. A canção faz parte do álbum de estreia do Cactus Blossoms, “You’re Dreaming”, lançado no ano passado com certo barulho no underground americano, mas que recentemente ganhou um adesivo na capa dizendo “contém ‘Mississippi’, apresentada em “Twin Peaks’”.

O quarto episódio teve a distinta presença musical da banda Au Revoir Simone, trio de garotas do Brooklyn, Nova York, na cena desde 2006. Enfileiradas no palco, cada uma na frente de um teclado, Erika Forster, Annie Hart e Heather D’Angelo foram buscar no segundo álbum delas, “The Bird of Music”, a bela e viajante “Lark”, para desempenhá-la ao vivo no palco do Bang Bang.

Em um nepotismo musicalmente bem-vindo, o filho de Lynch, Riley, apareceu com sua banda Trouble no quinto episódio. Dona de um chamado “R&B noir” estiloso, o Trouble é um recém-formado trio instrumental que tem apenas um single lançado, exatamente “Snake Eyes”, a música tocada em “Twin Peaks”. Além de Riley Lynch, a banda tem, no saxofone, o talentoso guitarrista (!) Alex Zhang Hungtai, nascido taiwanês e crescido canadense, frequentador do verdadeiro underground americano faz uns quatro anos, tocando seu som bizarro em bares minúsculos, festas fashion e até em museus, com o codinome Dirty Beaches. Do Trouble, faz parte ainda o baterista Dean Hurley, cuja ocupação principal é ser engenheiro de som e supervisor musical de David Lynch há anos. “Snake Eyes” é a música que mais toca nessa parte final do seriado, entre todas. Ela vira fundo sonoro de uma cena protagonizada por um bad boy aparentemente envolvido com coisas ilícitas e apavorando menininhas no Bang Bang.

Musa indie americana, Sharon Van Etten foi a convidada de David Lynch para o encerramento musical do episódio seis e botou um pouco de calmaria na trama doida de Lynch. Com “Tarifa”, de seu aclamado último álbum “Are We There”, de 2014 (ela lança disco novo agora em 2017), Van Etten botou os frequentadores do Bang Bang para dançar juntinho.

No episódio 7, o desta semana, não tem música ao vivo no Bang Bang. Mas o bar aparece em cena, com pouca luz e alguém varrendo seu chão por loooooongos 3,30 minutos, com um blues ao fundo. Apenas isso. Até que o telefone toca e o bartenders conversa sobre duas meninas de 15 anos “classe A” que ele mandou para alguém e agora quer o dinheiro pelos serviços prestados. E a música para de tocar.

Mas, já que nesta semana não teve música e sim a varreção do Bang Bang, a galera não aguentou e fez remix da cena. E os 3,30 min viraram mais de uma hora do cara e a vassoura. Apenas.

Enfim. Principalmente para quem gosta de música, a pergunta agora em “Twin Peaks” obviamente deixou de ser “Quem matou Laura Palmer?” para virar “Qual banda vai tocar no próximo episódio?”

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