Em silva:

Top 50 da CENA: E a liderança do ranking é do primeiro grande hino de 2021. Que na real é de 2017. Sabe qual?

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* Um som de 2017 na liderança de um ranking que puxa as novidades da semana (de 2021, no caso)? Talvez essa seja a pergunta que está na sua cabeça neste momento. Está na nossa também, haha. Mas fazer o quê?

Alguém não acredita que “Bum Bum Tam Tam” é a música do ano até aqui? Além do mais, o Top 50 não existia naquela época. Então a gente pode agora dar uma reajeitada na linha do tempo e oferecer um primeiro lugar justo e merecido ao MC Fioti e seu “Melô da Vacina”.

Mas, sim, temos espaço para as novidades costumeiras também no nosso ranking semanal. Mas só algumas. É que o ano ainda segue devagar.

Cadê as músicas novas, pessoal?

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1 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (Estreia)
“Bum Bum Tam Tam” é a trilha sonora da vacina, é questão do ENEM, é o funk brasileiro mais popular no YouTube – 1,5 bilhão de plays. É um som histórico. Leandro Aparecido Ferreira, o MC Fioti, representa exatamente o que é “do it yourself” do funk brasileiro. A voz da música foi gravada no celular. A produção e um sample de Bach foram construídos em seu notebook “cheio de vírus”. Gênio é uma palavra que cabe aqui, ainda que numa concepção nada tradicional.

2 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (Estreia)
Integrantes da banda da Letrux andam revendo o repertório do álbum “Aos Prantos”, no que deve formar um EP chamado “Aos Prantos Pandêmicos”. Nas mão de Martha V, “Dorme Com Essa” ganhou ares acústicos e vozes adicionais. Outro clima mesmo. Tão bom quanto o original.

3 – MC Carol –  “Levanta Mina” (Estreia)
Reclamar que o funk, ou só o funk, é um gênero machista é uma imprecisão. Todos os outros gêneros musicais do país sofrem do problema. E, no funk, a luta por canções feministas está bem ativa. “Levanta Mina” é um som para levantar, mesmo, a autoestima de todas as minas. Petardado da sempre excelente MC Carol.

4 – Marrakesh – “To Comprehend” (Estreia)
Aqui um som do Marrakesh que já circulou nessa listinha quando saiu em single. É que a banda reuniu três singles do ano passado em um EP, “Knots”, lançado semana passada por selo gringo e que traz duas inéditas – que são bem boas também. Esta “To Comprehend” tem um clima irresistível demais. Dá uma chance, se não conhece ainda.

5 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (1)
Nosso disco favorito de funk em 2020. Sim, disco. E conceitual. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”. Um álbum que passeia por misturas do funk com outros ritmos apresentando diversos pontos de vistas de uma noite pelas quebradas de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.

6 – Criolo – “Fellini” (2)
30 anos de rap não é para qualquer um. E a experiência parece só fazer bem a Criolo. “Fellini” é em parte isso. Uma intersecção interessante de experiência e experimentação. Como em um filme de Fellini, Criolo consegue dar sentido a diversas pontas soltas, narrativas e ideias. Aparentemente, não há um sentido claro na letra. E, ainda que os ouvintes tirem mil conclusões diferentes, todas parecem friamente calculadas pelo compositor. Trabalho nível grande mestre.

7 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (3)
“quem soul eu” é um som conhecido do pessoal que viu a Linn no palco durante os shows de Trava Línguas, sua experimentação no palco ao lado de BadSista que vai dar em álbum neste ano. BadSista escreveu que criar uma versão definitiva de som que mudava cada vez que rolava ao vivo foi um desafio. A gente devolve que esse desafio foi cumprido com sucesso.

8 – Cambriana – “Induction Bread” (Estreia)
Vacilamos em não dar atenção no ano passado ao novo disco da Cambriana, banda esperta de Goiânia. Também eles não ajudaram – soltaram a novidade no final de dezembro. Mas já estamos apaixonados por essa canção cheia de diferentes climas, momentos, ritmos. Ezra Koenig do Vampire Weekend ligou com invejinha.

9 – Kamau – “Pensei” (4)
Por falar em experiência no rap, parece que “Pensei”, do Kamau, é uma boa reflexão sobre seu trabalho. Sempre calculando, refletindo. Na calma e seriedade de quem não transforma a obra em um mero produto, que nasce pronto para ser consumido e esquecido.

10 – IVYSON – “Trilho” (5)
Bem bonito e delicado o trabalho desse jovem compositor de Recife. No caso desta “Trilho”, do EP “Retalhos”, é uma mera canção cotidiana sobre a morte. Mas, delicadíssima, não cita a “maldita” uma vez sequer.

11 – Maglore (feat. Josyara) – “Liberta” (6)
12 – Wry – “Absoluta Incerteza” (7)
13 – Silva e Criolo – “Soprou” (8)
14 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (9)!
15 – YMA – “White Peacock” (10)
16 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (11)
17 – Edgar – “Também Quero Diversão” (12)
18 – Luedji Luna – “Chororô” (13)
19 – Black Alien – “Chuck Berry” (14)
20 – Vovô Bebê – “Bolha” (15)
21 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (16)
22 – The Baggios – “Mantrayam” (17)
23 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (18)
24 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (19)
25 – Zé Manoel – “História Antiga” (21)
26 – Liniker – “Psiu” (22)
27 – Ítallo – “O Time da Mooca” (23)
28 – Tuyo – “Sonho da Lay” (24)
29 – Carabobina – “Pra Variar” (26)
30 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (27)
31 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
32 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
33 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
34 – BK – “Movimento” (33)
35 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
36 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
37 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
39 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
40 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
41 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
42 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
43 – Don L – “Kelefeeling” (42)
44 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
45 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
46 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
47 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
48 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
49 – Jhony MC – F.A.B. (48)
50 – Djonga – “Procuro Alguém (16)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora carioca Letrux.
** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA: O mesmo artista em primeiro e em segundo lugar? Hein, Criolo? Fora a volta de Jup do Bairro ao pódio e Yma e Ana Frango Elétrico mostrando 2021

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* Este 2020 em seus finalmentes, mas quem disse que a CENA tira férias e nos deixa descansar? Que nada. Temos cinco novidades das boas na lista desta semana. E de nomes grandes, até. Criolo vem em dose dupla, Silva é seu parceiro em uma delas. Jup do Bairro relê um som intimista de Rico Dalasam, enquanto YMA e Ana Frango Elétrico dão as pistas do que pretendem para 2021.
E você? O que você pretende para 2021? Uma boa trilha sonora? A gente vai te ajudar com isso…

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1 – Criolo – “Sistema Obtuso” (Estreia)
Se a letra não dá um norte claro do tema, vá buscar no vídeo esse sentido. É o mundo acabando, literalmente. Caos geral. Criolo, que costuma acertar em seus recados (veja em “Menino Mimado” e “Boca de Lixo”), aqui como uma ajudinha do Tropkillaz, dá seu aviso.
2 – Silva e Criolo – “Soprou” (Estreia)
Após a porrada, a calmaria. Uma brisa leve. Um som relax onde Silva e Criolo quase que conversam com a música. Um som bom ainda para imaginar que se está indo para a praia neste ano de pouca praia.
3 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (Estreia)
Na revisão de seu primeiro EP, Rico Dalasam abre o espaço onde antes botava uma reflexão sua para que Jup do Bairro mande seu texto. “Existem corpos que nunca viverão o amor de forma horizontal/ Muito cruel, eu sei bem/ Mas talvez esse sentimento criado por vocês/ Não tenha sido para ser vivido em plenitude por todos”. Pá!
4 – YMA – “White Peacock” (Estreia)
Aqui no Top 50 a cena clássica de fim de ano é ver alguém se preparando para o próximo. É o caso da YMA em novo single maravilha, com direito a sax, lógico, e todo um clima de amadurecimento completo – voz, produção, letra. Vem discão em 2021? Achamos que sim.
5 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (Estreia)
 “Mulher Homem Bicho” conta com uma levada Marina Lima, para ouvir caminhando de máscara e em horário fora de pico na orla de Ipanema. Segundo single da Frango neste ano, a nova canção tem linhas como “Não se assuste comigo/ Sou mulher homem bicho/ Não vem que nao tem/ Sou bruxa e neném”. Parceria de Ana Frango com a grande Ava Rocha. 
6 – Edgar – “Também Quero Diversão” (1)

Lá vem o melhor disco do ano que vem. “Miga. Cansei de explicar que este país tá uma guerra e não uma festa, que entre um mundo e outro somos um portal…”. Repare. Edgar parece falar de um futuro distópico, uma ficção científica absurda inventada. Mas nada pode ser tão real como seu discurso musical. Cada linha de suas letras é de uma riqueza simples natural e absurda. E um tapa na cara. Na cara de quem tem que ser. “Toco um funk bem altoooo!”
7 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (2)
Se o assunto é um funk bem alto, solte aí o som do Marabu. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”, um álbum conceitual. Um disco que passeia por misturas do funk com outros ritmos durante uma longa noite lá no Jardim Ângela, quebrada de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.
8 – Luedji Luna – “Chororô” (6)
Resolvemos mudar de música, mas não tirar a cantora baiana do nosso top 10 dentro do Top 50, porque este disco dela… A gente diz aqui, um álbum que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Escolhemos “Choroô” como poderíamos ter pego qualquer outra. Aqui, repare, as coisas mais simples, como esta música, ficam lindas no jeito Luedji de ser. Que rica essa menina.
9 – Black Alien – “Chuck Berry” (3)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde.” A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
10 – Hot e Oreia – “Domingo/Presença” (4)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no vídeo do Hot e Oreia para esta música e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
11 – Sabotage e MC Hariel  – “Monstro Invisível” (5)
12 – The Baggios – “Mantrayam” (7)
13 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (8)
14 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (9)
15 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (10)
16 – Chuck Hipólitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (11)
17 – Vovô Bebê – “Bolha” (12)
18 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (13)
19 – Zé Manoel – “História Antiga” (14)
20 – Luana Flores – “Reza” (15)
21 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (16)
22 – Liniker – “Psiu” (17)
23 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (18)
24 – Tuyo – “Sonho da Lay” (19)
25 – Luna França – “Minha Cabeça” (24)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (26)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (27)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da cantora incrível Yma.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

TOP 50 da CENA: Edgar toca um funk bem alto e vai para o primeiro lugar. E chama toda a galera do funk. Por exemplo: o Marabu

1 - cenatopo19

* Nosso primeiro lugar ordena: toca um funk bem alto. O segundo lugar respeita e manda uma ideia e tanto: um álbum de funk conceitual brilhante. E estamos comentando só o inicio de mais um Top 50 caprichado. Esta semana, especialmente, com muito rap de várias épocas e lugares. Que lindo isso!

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1 – Edgar – “Também Quero Diversão” (Estreia)
Lá vem o melhor disco do ano que vem. Edgar. “Miga. Cansei de explicar que este país tá uma guerra e não uma festa, que entre um mundo e outro somos um portal…”. Repare. Edgar parece falar de um futuro distópico, uma ficção científica absurda inventada. Mas nada pode ser tão real como seu discurso musical. Cada linha de suas letras é de uma riqueza simples natural e absurda. E um tapa na cara. Na cara de quem tem que ser. “Toco um funk bem altoooo!”
2 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (Estreia)
Se o assunto é um funk bem alto, solte aí o som do Marabu. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”, um álbum conceitual. Um disco que passeia por misturas do funk com outros ritmos durante uma longa noite lá no Jardim Ângela, quebrada de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.
3 – Black Alien – “Chuck Berry” (1)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde.” A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
4 – Hot e Oreia – “Domingo/Presença” (2)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no novo vídeo do Hot e Oreia e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
5 – Sabotage e MC Hariel  – “Monstro Invisível” (Inédita)
Tudo bem que os versos de Sabotagem não são inéditos no som produzido por DJ Kalfani com participação especial de MC Hariel, em mais um passo na reconexão firme do rap com o funk. Vale o resgate e o lembrete do poder imortal do poeta do Canão. Se o mundo segue igual, voltemos ao começo.
6 – Luedji Luna – “Chororô” (4)
Resolvemos mudar de música mas não tirar a cantora baiana do nosso top 10 dentro do Top 50, porque este disco dela… A gente diz aqui, um álbum que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Escolhemos “Choroô” como poderíamos ter pego qualquer outra. Aqui, repare, as coisas mais simples, como esta música, ficam lindas no jeito Luedji de ser. Que rica essa menina.
7 – The Baggios – “Mantrayam” (Estreia)
The Baggios em uma brisa mais psicodélica? Música longa, três partes, mudanças. Curtimos bem, hein. Mais um nome que já entra na categoria “vem álbum novo bom em 2021”.
8 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (3)
O fã de quadrinhos Emicida replicou a Marvel e mandou uma inédita nos pós-créditos de seu documentário “É Tudo Pra Ontem”, lançado pela Netflix. A faixa é uma reflexão a partir dos tempos de pandemia com Gil lendo um texto presente no livro de Aílton Krenak, “A Vida Não É Útil”, sobre o retorno do Criador à Terra em um passeio um tanto quando frustrante. Não saia antes de o filme acabar. Incrível.
9 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (Estreia)
Um dos homens que mais sabe tirar um som de guitarra neste país ataca de novo. Alguém já mandou este som para o Lulu Santos? Acho que ele vai curtir. Odair José?
10 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (Estreia)
Inédita do Don L. é inédita do Don L. Beat do Nave, é beat do Nave. E a produção do WillsBife é das boas. Vale reparar no álbum completo, que acabou de ganhar uma versão deluxe com todas as instrumentais e inéditas, esta inclusa.
11 – Chuck Hipolitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (5)
12 – Vovô Bebê – “Bolha” (6)
13 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (7)
14 – Zé Manoel – “História Antiga” (8)
15 – Luana Flores – “Reza” (9)
16 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (10)
17 – Liniker – “Psiu” (11)
18 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (12)
19 – Tuyo – “Sonho da Lay” (13)
20 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Pra Dois” (14)
21 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (15)
22 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (17)
23 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (18)
24 – Luna França – “Minha Cabeça” (20)
25 – Silva – “Passou Passou” (22)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (24)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (25)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do duo mineiro de rap Hot e Oreia.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popload Now – Os quatro lançamentos mais importantes do dia. Oferecimento Taylor Swift, Silva, Thom Yorke e amigos e The Kills

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* O NOW desta semana mostra alguns dos lançamentos do dia, na reta final deste longo e zoado 2020. Acaba logo, ano.

** SILVA
Começando com novidades nacionais, Silva lança “Cinco”, seu errr, quinto álbum de inéditas. O artista conta que são várias as coincidências com o número 5: foram cinco meses em estúdio, cinco letras de seu nome, assim como cinco ser o número de Oxum, sua entidade protetora. .
O disco, talvez um dos mais ecléticos de sua carreira, conta com as participações especiais de Anitta, Criolo e João Donato. Vai de ska a pop, por assim dizer. Com sua MPB caetânica permeando tudo. Não dá para Silva ser um erro, então aproveite.

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** THOM YORKE, BURIAL E FOUR TET
No comecinho do mês, de surpresa, Thom Yorke, Burial e Four Tet lançaram, sem aviso prévio, um single em vinil com as faixas “Her Revolution” e “His Rope”. Na época fomos pegos desprevenidos com a notícia direto das lojas de discos. Hoje, em suas redes, os artistas disponibilizaram as músicas via streaming.
O trio marca seu reencontro depois de 9 anos, quando colaboraram no single “Ego/Mirror”

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** THE KILLS
Semana passada te contamos que o duo planejava o lançamento de um disco de B-sides e raridades, o “Little Bastards”, que já está disponível em todas as plataformas de streaming.
Segundo a banda, o álbum surgiu 100% durante o período de lockdown, na pandemia de COVID 19, quando se viram forçados a interromper as gravações do novo disco e buscaram alternativas de se manterem ativos.
Revirando arquivos antigos, redescobriram faixas nunca lançadas, mas que para a banda hoje fazem completo sentido. “Little Bastards” revisita o período de 2002 a 2009, traz músicas inéditas, outras ao vivo e vários covers.

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** TAYLOR SWIFT
E, por último, não menos importante, vamos falar da garota folclórica de 2020, Taylor Swift.
Nas últimas semanas, você tem acompanhado por aqui as escolhas de melhores do ano por diversas publicações relevantes, e um fator comum em todas elas foi o álbum “Folklore”, diferentão por ser um disco de miss Taylor Swift. Beleza.
Hoje, os fãs foram surpreendidos com o lançamento de “Evermore”, que a cantora descreveu como “álbum-irmão” de “Folklore” e que também conta com os mesmos produtores, Aaron Dessner (The National) e Jack Antonoff (Bleachers), fora participações especiais de Bon Iver, as irmãs Haim e o grupo The National em si.
Que gás da Taylor, hein?

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Top 50 da CENA: Black Alien, Hot e Oreia, Emicida. É o rap nacional varrendo o pódio

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* Semana importantíssima para o hip hop nacional. Black Alien chegou com single novo/ vídeo novo, Hot e Oreia juntaram dois sons em um só no vídeo, novo, e o Emicida lançou um filme que entra lindo no repertório dos grandes documentários do país sobre música – embora seja sobre bem mais que música.
Numericamente, uma semana devagar de lançamentos. Mas que peso. Se toda semana fosse assim… Se bem que a música brasileira tem jogado pesado toda semana. Quem acompanha aqui sabe do que estamos falando. Esta CENA é quente. Pega fogo, cabarééé!!!

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1 – Black Alien – “Chuck Berry” (Estreia)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde”. A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
2 – Hot & Oreia – “Domingo/Presença” (Estreia)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no novo vídeo do Hot e Oreia e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
3 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (Estreia)
O fã de quadrinhos Emicida replicou a Marvel e mandou uma inédita nos pós-créditos de seu documentário “É Tudo Pra Ontem”, lançado pela Netflix. A faixa é uma reflexão a partir dos tempos de pandemia com Gil lendo um texto presente no livro de Aílton Krenak, “A Vida Não É Útil”, sobre o retorno do Criador à Terra em um passeio um tanto quando frustrante. Não saia antes de o filme acabar. Incrível 3.
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (8)
Sempre apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado já faz um tempo e que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Chuck Hipolitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (1)
Como o nome escancara de saída, aqui Chuck paga um tributo louco ao Nirvana e sua principal canção, a espetacular “Smells Like Teen Spirit”, mas de um jeito diferente e buscando um… hum… espírito representativo atual. De trazer para agora uma zona de conforto lá de trás, mas com jeitão 2020 (já viu o vídeo?). De toda forma, a canção é um expurgo necessário, um agradecimento ao passado, que vem mais do coração do que da mente. Talvez por isso emocione. Tanto.
6 – Vovô Bebê – “Bolha” (2)
Grande elemento da bombada CENA carioca atual e uma prova de que a vanguarda paulistana dos anos 80 não morreu, o senhor guri Vovô Bebê, persona de Pedro Carneiro, dá os primeiros sinais de um novo disco. Segue bem boa a proposta dele. E de toda a cena do Rio. Estamos muito de olho. E de ouvidos.
7 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (3)
Parte de um EP que experimenta sonoridades que tocariam em um rádio mental de 2008, Adriano prova de novo a preciosa mão que tem para o pop. A gente já sabia, mas não cansamos de redescobrir. Escolhemos esta, mas poderíamos ter pego qualquer outra do disquinho.
8 – Zé Manoel – “História Antiga” (4)
A delicadeza do piano e voz do pernambucano Zé Manoel por aqui lamentam uma história antiga de uma civilização mais antiga ainda que por acaso é a nossa atual. As lembranças de hoje, dolorosas, estão no passado porque Zé fala a partir de um futuro imaginado e construído pelo povo negro e indígena, onde a justiça se dá no Brasil. Uma construção sútil e para lá de utópica, mas poderosa. Se é mais fácil imaginar o fim dos tempos que a construção de um mundo realmente mais justo, Zé resolve escapar do conformismo. Parece pouco, dado que só é uma canção, mas quem disse que canções não mudam o mundo?
9 – Luana Flores – “Reza” (10)
Quem promete bombar em 2021? Luana Flores, anote este nome. Made in Paraíba. Enquanto ainda não é o ano que vem, pega esta faixa que ela lançou em parceria com outro nome que você já deveria ter no seu radar, a excelente Jéssica Caitano. E imagina um mundo melhor para depois deste mês, porque todos merecemos.
10 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (7)
No sombrio Brasil de 2020, Anne recupera um poema que virou canção em outros tempos também terríveis, no caso, a ditadura no Brasil. Em clima moderno, Anne refaz o caminho que já foi percorrido pela voz de Nara Leão. Missão para poucos, mas ela deu conta bem demais aqui.
11 – Liniker – “Psiu” (5)
12 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (6)
13 – Tuyo – “Sonho da Lay” (9)
14 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Pra Dois” (Estreia)
15 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (12)
16 – Carne Doce – “Garoto (Radio Edit)” (13)
17 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (15)
18 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (16)
19 – Criaturas – “Omalola” (19)
20 – Luna França – “Minha Cabeça” (20)
21 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (21)
22 – Silva – “Passou Passou” (22)
23 – Giovanna Moraes – “Singularidade” (17)
24 – Carabobina – “Pra Variar” (24)
25 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (25)
26 – Kiko Dinucci – “Habitual” (26)
27 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (27)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do duo mineiro de rap Hot e Oreia.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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