Em SIM SP:

CENA – SIM ocupa São Paulo com 45 palcos pela cidade, showcases e muito mais

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Um dos eventos mais consolidados da CENA paulista atualmente, o a Semana Internacional de Música de São Paulo – SIM – começa nesta quinta-feira e, durante três dias, envolverá apresentações, workshops e debates que trazem toda a variedade da música nacional e internacional para conversas sobre o futuro de todos os envolvidos nessa área.

O Auditório Adoniran Barbosa receberá nada menos que 30 showcases, com duração de 20 minutos cada, todos abertos ao público. No total, foram mais de 26 mil inscrições de 26 estados brasileiros e 37 países, entre estas estão nomes como Brvnks, bombando pelo Brasil com o disco de estreia, e Josyara, que ganhou o prêmio “Escuta as Minas” no WME Awards essa semana.

A SIM ocupará a cidade com uma programação variada entre este 5 e 7 de dezembro, em mais de 45 palcos. Outra grande novidade é que o evento terá uma cerimônia de desfecho, no domingo, às 15h, na Praça da Estação da Luz. Emicida, Drik Barbosa e Throes + The Shine (Portugal) se apresentarão neste encerramento.

A programação completa e detalhada da SIM São Paulo pode ser acessada aqui.

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Escritor Michael Azerrad vem à SIM SP lançar sua bíblia indie e mudar sua vida

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* As notícias boas são várias. Primeiro que logo mais, dia 5 de dezembro, começa a SIM São Paulo, a Semana Internacional de Música de SP que, cada vez maior, praticamente fecha o ano da movimentação independente brasileira, que só cresce tanto quanto à feira. Vai até o dia 9, com vasta programação cultural de dia e à noite, incluindo shows espalhados pela cidade, botando a música indie na vitrine.

Depois que, no paralelo, será lançado no Brasil o importantíssimo livro “Our Band Could Be Your Life”, obra indie considerada uma das bíblias do gênero e que aqui vai ter o título traduzido ao pé da letra: “Nossa Banda Poderia Ser Sua Vida”. De autoria do jornalista musical Michael Azerrad, o livro recorta os dez anos que mudaram a vida de pessoas com bandas do cenário underground, por assim dizer, que foi de 1981 a 1991, do pós-punk até quando saiu o “Nevermind”, do Nirvana, e o mundo musical então explodiu em uma revolução de costumes vistas com olhos estupefatos pelo mainstream.

Então, alinhavando tudo, a SIM vai promover em duas etapas uma mesa de Q&A com Michael Azerrad, em entrevista feita por Raquel Francese (da paulistana Powerline Records) e por Dago Donato (DJ, agitador da cena independente e um dos donos do clube indie BREVE, da Pompeia).

O rolê acontecerá primeiro para credenciados da SIM no dia 6/12 às 13h30 na Sala Paulo Emílio Salles Gomes (CCSP), e no dia seguinte, 7, aberto ao público, no Jardim Sul, também no Centro Cultural SP.

Para abrilhantar o rolê, os Q&A com Azerrad terão ainda a participação especialíssima de Steve Shelley, que foi baterista do mitológico Sonic Youth, uma das bandas mais importantes dessa era iluminada em “Our Band Could Be Your Life”.

Vai ser um papo e tanto sobre um livro e tanto. No chamado “aquilo deu nisso”, reproduzo abaixo a sinopse de “Nossa Banda Poderia Ser Sua Vida”, catatau de 680 páginas que está sendo lançado aqui pela Powerline Music & Books, importantíssimo para entender a cena independente de lá e de cá e seus alcances e possibilidades.

O original, “Our Band Could Be Your Life”, foi lançado nos EUA em 2001. É de Azerrad também o marcante “Come As You Are: The Story of Nirvana”, publicado em 1993, alguns meses antes do suicídio de Kurt Cobain.

Eis a sinopse de “Our Band Could Be Your Life” / “Nossa Banda Poderia Ser Sua Vida”:

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“No dia 24 de setembro de 1991, um álbum chamado Nevermind, de uma banda chamada Nirvana, foi lançado. Em questão de semanas, virou disco de ouro; pouco depois, derrubou Michael Jackson do primeiro lugar da parada de álbuns da Billboard, e levou a jornalista musical Gina Arnold a proclamar: ‘Nós vencemos’. Mas quem era esse ‘nós’ de quem ela estava falando? E por que eram tão diferentes ‘deles’?” Assim começa o livro Nossa Banda Poderia Ser Sua Vida, de Michael Azerrad, que descreve de forma minuciosa e despojada a trajetória de 13 bandas independentes que trabalharam o terreno fértil no qual mais tarde floresceria a cena alternativa comercial. Um livro essescial para fãs de música de todos os estilos e que acaba de ganhar versão brasileira. Bandas biografadas: Mission Of Burma, The Minutemen, Black Flag, Husker Du, Minor Threat, The Replacements, Butthole Surfers, Sonic Youth, Big Black, Fugazi, Mudhoney, Beat Happening e Dinosaur Jr.”

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CENA – Astral e sexy, FingerFingerrr lança “Rollz Royce”, a “música do verão”. Verão!

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* Lá vem ela. A dupla paulistana indie-punk-hop anarquia FingerFingerrr, baixo-bateria sendo que o baixo pode ser usado como guitarra e outras complexidades, lança hoje um novo single, “Rollz Royce”, pelo selo Rosa Flamingo, de propriedade da cantora Tiê. Outras complexidades.

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É o primeiro material inédito da banda desde o lançamento de “MAR”, o ótimo primeiro disco, em 2016. Acostumados a tocar em terras (festivais) gringas, de South by Southwest ao Northside, Flavio Juliano (à dir. na foto acima) e Ricardo Cifas têm no horizonte de 2018 shows marcados na Australia, um deles no Perth Festival, na terra do Tame Impala.

Mas, antes, lançam neste sábado no clube Breve, aqui na Pompeia, essa “diferente””Rollz Royce”, mais dançante-experimental, digamos. O synth, veja você, entrou para o FingerFingerrr. E tudo faz algum sentido.

O show é dentro da Noite Rosa Flamingo, parte da programação noturna da movimentação da SIM São Paulo.

“Queríamos fazer uma música para o verão, astral e sexy”, explica o baterista Cifas, responsável pelo synth).

É o verão na visão do FingerFingerrr, então beleza. E o resultado, acredite, ficou bom.

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* Foto do FingerFingerrr, deste post e da home da Popload, é de Jimmy Lima.

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CENA – SIM São Paulo divulga seus 27 shows indies de dezembro, estrelando o My Magical Glowing Lens

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Rimas e Melodias

* Calma, o ano ainda não acabou! Pelo menos não para o pessoal das conferências/festivais de música, porque entre os dias 6 e 10 de dezembro a cada vez maior e mais interessante Semana de Música de São Paulo, a SIM SP, dá as caras com uma lista de 27 showcases gratuitos no CCSP e uma conferência de negócios de música que já virou tradição e case de sucesso para eventos semelhantes por todo o Brasil.

A feira, que hoje é uma das maiores do gênero na América Latina, vai apresentar entre 7 e 9 de dezembro, como uma parte da sua programação completa, mini-shows de 27 artistas de todo o mundo. Sim, tem até gringo nessa escalação. Entre essas bandas todas, alguns nomes se destacam e outros aparecem como boas surpresas para quem quer descobrir artistas novos antes de 2017 acabar.

A boa psicodelia da My Magical Glowing Lens (foto abaixo), do improvável Espírito Santo, Tim Bernardes do Terno, a veterana Tiê, a descoberta recente da Balaclava Records, o Giovani Cidreira, mais os franceses barulhentos do Dot Legacy, os paulistas da Grand Bazaar e outro monte de nomes interessantes não só da cena brasileir mas também de outras partes do mundo vão povoar o Centro Cultural de São Paulo durante esses dias. Pra quem estiver pela região ou quiser se programar, os shows acontecerão das 15h às 20h30 e fazem parte da programação de showcases diurnos da SIM.

Todos esses nomes foram escolhido em um total de 1215 artistas do mundo inteiro que se inscreveram para os showcases de 20 minutos do evento. Entre os critérios do festival estava a obrigatoriedade de 50% da programação ser composta por mulheres e olha lá, tem mulher pra caramba no line up. Dos nomes já conhecidos e das novidades que vão estrear por lá, tem uma lista pra ficar de olho além desses que já comentamos, olha só:

Aíla – Belém, PA
Ana Muller – Vitória, ES
Biltre – Rio de Janeiro, RJ
Bruna Mendez – Goiânia, GO
Criolina – São Luís, MA
Felipe Cordeiro – Belém, PA
Iconili – Belo Horizonte, BH
Larissa Luz – Salvador, BA
Linn da Quebrada – São Paulo, SP
Luciano Supervielle – Montevidéu, UY
Molho Negro – Belém, PA
Mulamba – Curitiba, PR
Orquestra Greiosa – Natal, RN
Rimas & Melodias – São Paulo, SP (foto lá em cima)
Samuca e a Selva – São Paulo, SP
Sapopemba – São Paulo, SP
Tamboorbeat – Córdoba, AR
The Gift – Alcobaça, Portugal
Veja Luz – São Paulo, SP
Vox Sambou – Canadá/Haiti
Xênia França – São Paulo, SP

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Para quem já conhece e ficou em dúvida: sim, esses nomes citados são apenas os shows diurnos, outras atrações devem pipocar pelas casas da cidade nas noites que complementam a conferência. No ano passado teve show do Boogarins lotado na Barra Funda, estrela pop Allie X no Z e show bombado da cantora Céu no Cine Jóia, tudo isso ao redor do evento organizado pela agência Inker.

Como a SIM não é só feita de shows, as entradas para a sua já popular conferência estão a venda em seu site oficial. Vão ser painéis ainda não anunciados, mas que servem de modelo para tudo que aparece nesse formato logo depois, trazendo os maiores nomes da música brasileira e também alguns de fora para discutir o futuro da música. Seu filhote brasiliense CoMa fez isso há pouco tempo e se deu bem.

** A foto do My Magical Glowing Lens da home da Popload é de Rafael Passos, tirada em Natal durante o festival DoSol de 2016.

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