Em Simpsons:

K-pop q-lindos. Banda BTS ajuda causa black com milhões e faz show de formatura virtual para estudantes sem-festa

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* Longe de sermos fãs da música, mas que fofura o que move essa boy band coreana BTS, os Beatles do nosso tempo pela devoção e frenesi que causa em seus adoradores.

No final de semana, motivados pela banda no Twitter, os fãs do septeto k-popper, chamados ARMY, fizeram uma correria na internet para arrecadar U$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) para a organização americana Black Lives Matter, que luta contra a supremacia branca violenta.

Um tweet do grupo dos cantores dançarinos na sexta estimulou a movimentação da “One in an Army”, coletivo de fãs do BTS pelo mundo que assumiram a engenharia das doações. “Nós estamos em solidariedade com a ARMY negra. Eles são parte de nossa família. Somos solidários às pessoas negras de qualquer parte. Suas vozes merecem ser ouvidas”, disse um porta-voz do One in an Army.

Fãs de k-pop em geral têm clara consciência da importância da absurda movimentação da nova geração em redes sociais para muito além da música que eles veneram. Na semana passada, essa galera k-popper articulou um movimento cavalar para abafar em massa a hashtag racista #whitelivesmatter, que se contrapunha aos protestos pela morte do negro George Floyd, sufocado estupidamente pelo policial branco de Minneapolis, no dia 25 de maio.

O BTS, ainda neste final de semana, resolveu participar do eventaço virtual “Dear Class of 2020”, em homenagem aos formandos de escolas e universidades americanas que por motivos óbvios não vão ter suas tradicionais festas de formatura.

Realizada na plataforma Youtube, dentro da série Youtube Originals, o “Dear Class of 2020” juntou discursos e shows, além dos do BTS, de gente e artistas como o casal Obama (organizadores do evento), Beyoncé, Lady Gaga, Lizzo (tocando flauta com a Filarmônica de Nova York), uma parada do Finneas Eilish envolvendo o Bono e o Chris Martin e até a galera dos Simpsons, entre outros.

Já que o moral deste post é destinado ao grupo coreano, a gente diz que eles gravaram para os formandos três músicas no National Museum of Korea, fazendo performances em um medley das músicas “Boy with Luv,” “Spring Day” and “Mikrokosmos.”

Mas a gente aproveita aqui para descarregar outros momentos do “Dear Class of 2020”, cuja festa em momento tão importante na vida dos formandos teve que ser no Youtube. Mas com uma lista de atração sensacional de tão variada.

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Atenção: Os Simpsons vão prever a nova música do Weezer, domingo agora

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* Captou?

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Depois de divulgar a nova música “Hero” nesta semana, o Weezer tem mais novidades para os próximos dias. Domingo agora, dia 10 de maio, a banda de Rivers Cuomo vai lançar um novo single de um jeito diferente.

O grupo norte-americano estará no episódio de Os Simpsons para mostrar a inédita “Blue Dream”. É esperado que a canção esteja no próximo álbum do Weezer, “Van Weezer”, que acabou de ter seu lançamento (previsto para este mês) suspenso.

O EP dos Simpsons, que está em sua temporada 31, se chama “The Hateful Eight Year-Olds”. Nele, o Weezer dará voz a uma banda cover chamada Sailor’s Delight, responsável por embalar uma cena romântica de Homer e Marge Simpson em um cruzeiro. Além da música nova, o Weezer vai tocar trechos de canções dos discos “The Black Album” e “Pacific Daydream”.

“Van Weezer”, o novo disco, foi moldado a partir da energia dos shows do grupo. Com produção de Suzy Shinn, o álbum terá 10 faixas e é inspirado na via de rock mais pesado da banda, que tem como referências sonoras as pesadas Black Sabbath, Metallica, KISS e Van Halen.

Confira, abaixo, os dois singles divulgados até agora.

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Popload e os Simpsons em Portland. E a Courtney Barnett aqui e em Nova York

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* Popload no Oregon, NW dos Estados Unidos.

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* Portland, uma das cidades mais incríveis em que dei a sorte de ter pisado, tem uma auto-estima que São Paulo, por exemplo, não tem e deveria ter. Portland se vende. As pessoas compram a fama da cidade, porque querem comprar, porque incentivam essa fama, e principalmente porque ela é real. Todos aqui realmente parecem gostar de Portland e de fazê-la melhor. Não à toa, você vai na incrível megaloja Powell’s City of Books e dentre os 20 livros mais vendidos tem uns seis, sei lá, cuja inspiração é Portland. Tudo livro recente. Ou pelo menos desta década. Vi vários, na linha “As Melhores Cervejarias de Portland”, “This Is Portland” (A cidade que todos dizem que você deveria gostar), “Os Gatos de Portland”, “Portland e os cavalos”, “As Bicicletas de Portland”, “As Rosas de Portland”, “Lugares para Nadar Pelado perto de Portland” (vocês leram a Popload ontem, né?), “Portland e os Vegans”, “Portland e a Obsessão por Cafés”, “As Bandas de Portland”…

* Para quem parece um bairro grande de São Paulo e tem 600 mil habitantes em sua área (ok, contra 12 milhões de SP), a cidade é considerada a mais verde dos EUA, teria a maior população de galera que anda de bicicleta como transporte oficial sendo que o transporte público é uma beleza, tudo é plano e muita coisa se faz a pé e o Ibirapuera aqui seria apenas o 49º lugar na parada dos parques, em tamanho.

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* Enfim, fora tudo isso fiquei emocionado ontem em passar pela Flanders Street, na ótima região hipster Pearl District. É famosa a história de que o Matt Groening, o criador do desenho The Simpsons, é de Portland e botou nome de vários personagens do programa em homenagem a ruas da cidade. A cool Flanders Street batizou o Ned Flanders, o vizinho “insuportável” do Homer. :)

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* E, enfim, a Courtney Barnett. Ontem, dei uuma chegada à enorme Everyday Music, uma das muitas lojas de disco de Portland. Três pôsteres grandes do primeiro disco da guitarrista canhota australiana, o incrível “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, lançado há três meses e um dos mais importantes álbuns de 2015, ilustram de modo vistoso as vitrines da Everyday Music. Chega a inibir outros pôsteres de outros lançamentos.

Prova master de que Courtney Barnett encanta em terras americanas é o jeito que falam das músicas dela quando vão tocá-las nas rádios daqui. Qualquer que seja a emissora, qualquer que seja a canção. Courtney Barnett é atração deste final de semana no Sasquatch Festival, aqui do lado. Ontem um DJ da 94.7 FM, rádio indie de Portland que faz parte da associação NPR, ficou uns cinco minutos explicando o quanto o show dela era o mais imperdível do festival, entre os 60 que vão acontecer. Acho que eu concordo.
Courtney Barnett atualmente está ocupada com uma residência lotada no Bowery Ballroom, em Nova York. São três datas seguidas, todas sold-out. Começou ontem. Claramente Courtney Barnett já precisa tocar em lugares maiores em NYC, tipo o Terminal 5.
Abaixo, cenas do show de ontem. Inclusive fazendo cover de “Cannonball”, das Breeders.

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Os Simpsons no Brasil zoando a Copa, o episódio todo

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* Passou no último domingo nos EUA o muito falado episódio de “Os Simpsons”, zoando o Brasil e a Copa. Mostra o Itaquerão, a rua Haddock Lobo, os truques cai-cai do Neymar e toca David Bowie na trilha.

Os “Simpsons” é a série em desenho mais genial já feita e nos Estados Unidos está quase no fim da 25ª temporada, que começa no Brasil apenas no dia 27 de abril (Canal Fox). Já tem 540 episódios rodados desde 1989, ganhou 27 prêmios Emmy e botou a expressão “D’oh”, do Hommer Simpson, no prestigioso dicionário Oxford.

A animação devia ganhar mais um “Emmy” só por este episódio chamado “You Don’t Have to Live Like a Referee”, em que Hommer vem ao Brasil para ser juiz na Copa do Mundo, dentro de um plano de roubalheira extra-campo para fazer o país anfitrião ser campeão.

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Hommer, Marge, Bartholomew, Lisa e Maggie vêm ao Brasil voando pela Air Brasilia, cujo símbolo é um macaco. O piloto provoca uma turbulência de propósito só porque Marge quer aprender português no avião, dos EUA para cá, haha.

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Alguns dos melhores momentos.
* Quando é convidado para vir ao Brasil dentro de um “esquemão” de arbitragem (ele nem desconfia, claro), Hommer precisa responder rápido. Lisa tenta convencê-lo a aceitar a viagem: “Pai, iríamos com tudo pago ver o maior evento esportivo do planeta”. Hommer: “Obaaaa, Super Bowl”.
* No jogo de estreia da Copa, Brasil x Luxemburgo (hahaha), em um Itaquerão incrivelmente pronto e com um símbolo do Corinthians um pouco “diferente”, os narradores de TV apresentam Neymar como “El Divo”, o grande mestre do “fake injury”. Ele finge um cai-cai até quando entra em campo. Em todas as sedes da Copa, propinas rolando para forjar resultados.
* Hommer, em São Paulo, está maravilhado com o país. Almoça no Figueira Rubaiyat, nos Jardins. E diz que moraria no Brasil facilmente, não fosse por causa do peixe que entra no pênis nadando pelo canal do xixi. Sério…
* Bart no quarto do hotel assistindo programa infantil apresentado por uma loira gostosa que faz os peitos “girarem”.
* O Brasil, porque Hommer não quis roubar na final, perde a Copa para a Alemanha. E a torcida sai de estádio cantando “Olê olê olêêê” num ritmo triste, hahahaha.
* El Divo, ou Neymar, morre no jogo final da Copa, depois de mergulhar para um pênalti não marcado pelo Hommer.

Fim.

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O episódio, gravado da TV e comendo parte da tela, está aqui. Mas dá para assistir todo. Veja enquanto não tiram.

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As sagas do Carl e do Sigur Rós nos Simpsons

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Umas das notícias que geraram comentário geral no mundo indie semana passada foi a da aguardada aparição do grupo islandês Sigur Rós no último capítulo da temporada 24 de Os Simpsons, que foi ao ar na noite de ontem na TV americana.

A banda islandesa de som único e interplanetário, que deve vir ao Brasil no final do ano (palavras deles), foi uma das atrações de “A Saga de Carl”, episódio em que o Homer, Moe, Lenny e o Carl compram um bilhete de loteria premiado, mas o Carl pega o bilhete e foge para sua terra natal, a ISLÂNDIA. Daí os outros três amigos são obrigados a ir atrás dele no país gelado e lá encontra o Sigur Rós.

Além da aparição em forma de desenho, o Sigur Rós também fez uma música especial para o episódio, que rolou nos créditos. Matt Groening, o pai dos Simpsons, disse que é fã da banda faz tempo.

O episódio completo pode ser conferido aqui.