Em sinead o’brien:

Top 10 Gringo – Só as minas com as melhores músicas da semana. Snail Mail brilha no topo. Sinead O’Brien cola em segundo. Charli XCX fecha o pódio

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* O pódio é das meninas nesta semana. EUA, Irlanda e Reino Unido estão representados aqui em sons tão diferentes entre si, mas lotados de muita qualidade. É absurda a habilidade de Lindsey, Sinead e Charli em compor as linhas melódicas mais viciantes de que se tem notícia. Tente não se perder nos sintetizadores e guitarras dessas minas. Sem contar que a gente ainda deu espaço neste Top 10 para dois mestres da arte da melodia, mas dois mais “senhores”, digamos: Thom Yorke e Kurt Cobain aparecem por via de relançamentos.

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1 – Snail Mail – “Headlock”
A sombria letra de “Headlock”, sobre se perder na escuridão de um relacionamento que já acabou, mas você insiste que não, é só uma das amostras de como é incrível o novo álbum da cantora e guitarrista americana Snail Mail. “Valentine” tem menos guitarra que o disco anterior, a estreia “Lush”, e justamente por isso arrepia pela mão de Lindsey Jordan, a dona do Snail Mail, em compor belas linhas em outros instrumentos, como é o caso do sintetizador deste som aqui – a gente quer morar nele, por exemplo, de tão bom.

2 – Sinead O’Brien – “Girlkind”
Pense em The Fall e Patti Smith, influências declaradas da irlandesa Sinead O’Brien, que consegue a difícil tarefa de honrar a bela linhagem que a inspirou. “Girlkind” é daqueles longos falatórios acompanhados das guitarras mais viciantes possíveis. Que música!!

3 – Charli XCX – “New Shapes”
Não sabemos quais palavras são capazes de contar com precisão quão exagerado e maravilhoso é o sintetizador que acompanha a voz de Charli na abertura deste single, que ainda tem participação das preciosas Caroline Polachek e Christine and the Queens. Parece coisa de outro mundo, sei lá. É bom e isso que interessa. Escute e tente não concordar com a gente.

4 – IDLES – “Car Crash”
Se o primeiro single do novo álbum do IDLES flertava com a soul, este segundo entrega que teremos um disco ainda mais experimental, para quem espera da banda só um pós-punk básico. De longas estrofes quase faladas/gritadas e um refrão breve e também falado, ou melhor, mencionado, “Car Crash” é lotada de distorção sob uma batida lenta – longe de ser algo grundento ou cantalorável.

5 – Cat Power – “Pa Pa Power”
As covers da Cat Power podem ser classificadas em dois grupos notáveis. Quando ela mexe em clássicos de maneira original (tipo “Satisfaction” ou “New York”) ou quando ela seleciona pérolas esquecidas, como esta boa música da banda do Ryan Gosling. Sim, o ator. Lembra essa banda dele?

6 – Egyptian Blue – “Salt”
Tá achando o IDLES muito experimental e quer algo mais “tradicional” na linha do que a banda fazia? Dá uma escutada nessa turma de Brighton. Eles pegam exatamente de onde o IDLES parou. Pura energia.

7 – Alt-J – “Get Better”
Delicada canção que deseja melhoras. A música é tocante ao ponto de as pessoas compartilharem no YouTube histórias emocionantes sobre o quanto a canção as sensibilizou a partir de suas próprias histórias. Uma prova de que o Alt-J alcançou algo aqui.

8 – Lorde – “Hold No Grudge”
Não sei como foi por aí, mas por aqui este novo disco da Lorde ainda não bateu. Mesmo assim, são bons os dois novos sons que acompanham a versão de luxo do álbum, recém-lançada. Será que damos mais uma chance?

9/10 – Radiohead – “How to Disappear Completely”/ Nirvana – “In Bloom”
São tantos relançamentos atualmente que até cansa. Mas tem semana que algumas velhas preciosidades até dificultam que a gente preste atenção nas novidades.

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* A imagem que ilustra este post é da Snail Mail, Lindsey Jordan.

* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPLOAD NOW: 4 singles britânicos novos que vc precisa ouvir agora

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* O NOW estava meio sumidinho, né? Mas sempre que aparece um bom “pack” de novidades damos as caras.

Eis que os últimos dias renderam alguns lançamentos de singles beeeeeeem interessantes. Alguns já contamos, como Franz Ferdinand, Idles, Foals e Shame.

Mas na última sexta-feira de lançamentos teve estes outros singles, direto do Reino Unido, que não podíamos deixar passar.
Vamos atualizar essas playlists aí!

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SINEAD O’BRIEN: Sempre pedindo licença musical-geográfica para meter a Irlanda num pacote “britânico”, a artista de Dublin poeta-pós-punk radicada em Londres ainda não lançou seu aguardado disco de estreia, mas tem dado alguns spoilers do que está por vir com uma série de EPs. Ano passado tivemos “Drowning in Blessings” e mais cedo este ano ouvimos “Kid Stuff”.
Hoje ela lançou “GIRLKIND”, que só confirma que o disco que está por vir promete muito!

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BLACK COUNTRY, NEW ROAD: o septeto que estreou com o experimental EP “For the first time” deve lançar oficialmente o disco de estreia ” Ants from up There” em fevereiro de 2022. Fique com a tristinha canção do pão, a “Bread Song”. Sei lá.

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EGYPTIAN BLUE: mais um para o time dos “ainda sem álbum de estreia”. A turma de Brighton já mostrou alguns bons riffs e está com o primeiro disco, “YALA!”, no forno. Enquanto ele não fica pronto, temos este petisco “Salt” para saborear.

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ALT-J: mais um com lançamento de álbum engatilhado para o começo de 2022. Mês passado meio que nos surpreendemos quando o trio divulgou o single “U&ME” com um vídeo mostrando a cara (os caras) da banda, algo raro, já que estávamos acostumados com umas supreproduções visuais de cinema cabeçudas à altura das letras do grupo.
Para esta “Get Better”, novinha, o Alt-J apresenta uma animação que ilustra uma mensagem positiva, mesmo que trate de uma situação de perda. “Get better, my darling, I know you will”.

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* A foto da chamada é da banda Black Country, New Road, fotografada por Rosie Foster.
** Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Top 10 Gringo – Fizemos um feng chui no nosso ranking. E o Silk Sonic chegou tomando conta do topo. E, veja, tem até o Wallflowers e não estamos nem nos anos 90

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* Uma semaninha com muitas novidades, ainda que relativamente morna – a princípio, vá lá. Afinal a gente nunca sabe como algumas músicas vão envelhecer na nossa playlist. Ou será que estamos muito exigentes achando morno um encontro de dois gênios do pop atual e de um ex-beatle com um membro do Radiohead? Ou então o retorno de uma banda bem legal dos anos 90 e de bons singles de vários artistas que estão prontos para serem as novas sensações dos próximos dez anos? Vai saber. Ah, e resolvemos tirar do Top 10 as músicas do Dry Cleaning, porque tava meio covardia. Fizemos a limpa, tudo novo, só deixamos a St. Vincent. Porque é a St. Vincent, né?

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1 – Silk Sonic – “Leave the Door Open”
Anderson .Paak e Bruno Mars são dois caras talentosos, cada uma na sua função, com seus públicos e som. A união dos dois não tinha como dar errado. Ainda que talvez não esteja produzindo nada de muito novo, vale a junção pela tiração de onda, por criar música no instinto do estúdio em poucos dias, um respiro dentro da pandemia que tiraram os dois de suas rotinas. Aqui eles abusam do quanto sabem de música, da boa música. Sobram referências ao melhor da soul music clássica.

2 – Wavves – “Sinking Feeling”
A querida banda californiana Wavves está de volta. O grupo de Nathan Williams traz seu surf rock mais psicodélico para outros campos em “Sinking Feeling”, música que fala do nosso tão recorrente e importante assunto, o indie mental-health. Segundo o vocalista, a faixa é uma canção sobre uma onda de depressão que não para de voltar. Ainda que não seja um tema leve, talvez eles nunca tenham soados tão pops também – mesmo com uma sujeirinha e tortuosidade no solos no som.

3 – St. Vincent, “The Melting of the Sun”
Segunda semana de St. Vincent por aqui e repetimos uma ideia: ela é dona de uma das guitarras mais espertas do mundo hoje. Nesta balada, segundo single de seu álbum “Daddy’s Home”, que sai no próximo 14 de maio, ganhamos de presente um senhor solo de guitarra, que nem parece com solo de guitarra, mas é sim. É uma coisa tão fora da curva que até fica difícil reparar no que veio antes ou depois desse evento nesta música.

4 – Sinead O’Brien, “Kid Stuff”
Irlandesa, de Dublin, a cantora-poetisa Sinead O’Brien solta sua primeira novidade de 2021. Mais um som envolvente na letra – quase quilométrica – e no seu jeito de cantar, quase falado, como se recitasse seus escritos, interpretasse suas emoções. Sempre além de apenas a música. Está aí uma aposta nova, uma artista que quando resolver escrever um álbum completo vai produzir algo que vai ficar para a história. Conheça antes.

5 – Sorry – “Don’t Be Scared”
E os ingleses do Sorry, que ainda colhem os elogios de seu álbum de estreia bem-sucedido do ano passado, seguem com “fluidez de gênero”, digamos assim, já que seu som transita entre o indie, eletrônico, jazz e pop. Segundo o quinteto, o EP novo, “Twixtustwain”, reflete a sua sensação de “claustrofobia” vivida durante a pandemia. Sabemos bem o que é isso. Ouça qualquer música do disquinho. Mas ouça principalmente esta “Don’t Be Scared”.

6 – Japanese Breakfast – “Posing in Bondage”
O projeto synth-pop da coreana Michelle Zauner traz mais um single do seu próximo álbum, “Jubilee”. A música, “Posing in Bondage”, fala sobre solidão e saudade. Nele a artista comenta: “Nenhum lugar parece mais solitário do que uma mercearia vazia à 1h da manhã”. Pensa em um sonzinho melancólico gostoso de escutar, uma música que se desenvolve bem devagar sem nunca soar desinteressante.

7 – The Wallflowers – “Roots and Wings”
É algo especial a volta do Wallflowers, a banda do Jakob Dylan, filho do velho Dylan. Sonoramente na mesma toada de roots rock de antes, meio do pai, meio viajante na linha War on Drugs, para citar uma banda “mais atualizada”, mas não faz mal. Ainda que talvez seja mais chocante para os brasileiros saberem que eles planejam uma turnê assim que “Exit Wounds”, seu novo álbum, for lançado, em julho. Não aqui obviamente. Para nós, resta só a música.

8 – London Grammar – “America”
Este lançamento fresquinho do trio britânico de indie pop é uma das mais bem acabadas reflexões sobre a inexistência do sonho americano, que embora seja americano está impregnado em milhões de cabeças de ingleses, brasileiros e do resto do mundo. Na canção, o personagem reflete sobre abandonar de vez aquele sonho que nunca existiu para ele, que era algo ilusório. Um reflexão carregada de melancolia talvez pelo tempo e pelo custo que ela demorou em acontecer.

9 – Years & Years – “StarStruck”
Sabe uma canção para dançar bem resolvida e só – que já é bastante coisa? É isso que o ótimo Olly Alexander, que agora assume sozinho a responsa do Years & Years, produz aqui. Tanto que o vídeo da música é uma supercoreografia da renomada Sherrie Silver, responsável por “This Is America”, vídeo obra-prima do Childish Gambino. Olha o naipe.

10 – Paul McCartney – “Slidin (EOB Remix)”
Um encontro de um ex-beatle com um atual Radiohead não é pouca coisa. Ainda que o toque de Ed O’Brien seja sútil, ele transforma bem a canção original, dando velocidade e destaque a voz gritada do Paul, que é algo sempre impressionante. Dá para dizer que é melhor que a versão original sem medo.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla Anderson .Paak e Bruno Mars, o Silk Sonic.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPLOAD NOW – 5 coisas importantes que aconteceram na música, na nossa ausência

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* Now and then. Voltamos!!! A gente parou as postagens por três dias, coisas tecnológicas aqui nossas, sabe como é, deu a louca no TI, mas o mundo indie pop não quis parar junto, em solidariedade. Beleza… Então nos resta agora, na nossa volta aos posts, dizer aqui o que de mais importante aconteceu nessa nossa ausência, que a gente não quer deixar passar batido.

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* ARLO PARKS
Nossa musa indie britânica, indicada a três Brit Awards, segue a linda jornada do seu disco de estreia, “Collapsed in Sunbeams”, Em mais uma das apresentações virtuais, Parks foi a atração musical desta semana em um dos programas do James Corden, “The Late Late Show”. Numa fofurice neste nível aqui. Fofurice séria, bom frisar. E contém entrevista, para ajudar. Ah, a música da performance da “magnificent” Arlo Parks foi a magnífica “Hope”.

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* SINEAD O’BRIEN
Outra cantora nova dos “lados britânicos” (ela é irlandesa, de Dublin) que adoraaaaamos por aqui, a cantora-poetisa Sinead O’Brien (foto na home) lançou um novo single + vídeo chamado “Kid Stuff”. É o primeiro ato dela em 2021, depois de ter revelado seu EP de estreia, quatro músicas, em setembro do ano passado. Coisa de moleque, videoarte esquisitona (ou não), confere abaixo. Sinal de álbum de estreia? Entrevistamos ela no ano passado, if you fancy!

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* YEARS & YEARS
A banda, que agora é assumidamente um projeto solo do vocalista e ator Olly Alexander, volta depois de três anos com o single “Starstruck”. O artista explicou recentemente durante a divulgação da faixa que o motivo da ruptura do trio se deu por divergências musicais, mas que os colegas permanecem próximos. Uma evolução que fez a galera trilhar por caminhos diferentes, digamos assim. O single deve ganhar um vídeo na próxima semana, mas, enquanto isso, você confere a canção por aqui:

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* ST. VINCENT
Ela não para e a gente não cansa dela!! A divina vocalista e guitarrista chic Annie Clark, que está a passos largos em direção ao seu disco novo, “Daddy’s Home”, que sai em maio, soltou o ótimo vídeo para seu mais recente single, “The Melting of the Sun”. O vídeo traz referências mil nesta nova pegada da cantora, meio soul anos 70, supertendência da música atual. A animação começa tipo aqueles vídeos de karaokê (saudades mil) e segue com um mix de desenhos e projeções dela mesma. Para entender, só assistindo mesmo.

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* WAVVES
Neste a gente comeu bola semana passada. Quer dizer, é muita coisa e às vezes passa batido, um deixa para o outro, acha que já falou, ENFIM, our bad, mals aê. Masssss estamos aqui para contar anyways. A querida banda californiana Wavves está de volta com single e vídeos novinhos. O grupo de Nathan Williams traz um surf rock mais psicodélico em “Sinking Feeling”, música que fala do nosso tão recorrente e importante assunto, o indie mental-health. Segundo o vocalista, a faixa é uma música sobre uma onda de depressão que não para de voltar. “É aquela sensação de afundamento que arrasta você para baixo e não importa o que você faça ou para onde vá, ela te segue”.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Revista britânica realiza shows virtuais semanais para fazer o indie girar: veja Sinead O’Brien e a banda Yard Act em ação

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* Anualmente, no mês de Janeiro, a bacanuda revista inglesa “DIY” promove uma série de shows com novos artistas, chamada “Hello”. Neste ano, por causa de você-já-sabe-o-quê, as apresentações ganharam formato digital, via YouTube. O “DIY Hello 2021” tem acontecido online todas as terças-feiras e vai até o fim deste mês. Ou seja, acaba na semana que vem.

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As apresentações desta semana (assim como a das anteriores) já estão disponíveis, e nosso destaque fica por conta da incrível performance da cantora-poetisa irlandesa Sinead O’Brien (já te falamos dela aqui e teve até entrevista aqui). Outro nome que brilhou na festinha de shows virtuais da “DYI” foi o dos novatos de Leeds, a banda Yard Act, esses carinhas abaixo.

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O’Brien, cuja foto ilustra a chamada da home da Popload para este post, levou toda sua graça post-punk ao cenário intimista do “Hello”, que conta somente com a banda e a equipe de produção da filmagem, seguindo todos os protocolos de COVID e tals.

E, por falar em post-punk, já guarda o nome Yard Act, quarteto que promete muito com suas músicas de herança descarada de tão natural de grupos vitais como o Fall, quase que faladas e não cantadas. O grupo ainda não tem um álbum completo, mas possui alguns singles bem legais e já famiiares a quem tem por hábito botar a BBC 6Music para rolar.

A apresentação completa das bandas de hoje você confere aqui embaixo. Tenha uma boa balada indie:

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* As fotos que ilustram o post são de Emma Swann.

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