Em siriusxm:

Ao som de “Perfect Day”, do Lou Reed, Karen O e Danger Mouse chegam para acalmar nossos corações

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Dupla acidental que acabou se formando de um jeito delicioso, a cantora estilosa Karen O e o produtor bamba Danger Mouse lançaram em março deste ano o disco/projeto colaborativo Lux Prima, que resultou em 9 canções inéditas.

Na época, a vocalista do Yeah Yeah Yeahs disse que sabia que a parceria daria certo. “Depois de fazer música pelos últimos 20 anos, ao entrar nesse disco com o Danger Mouse eu sabia de duas coisas: uma é que o espírito de colaboração entre nós dois seria algo muito puro; a outra, é que quando mais eu vivo, menos as coisas são claras para mim. Quando você cria a partir de um lugar ‘borrado’, você consegue ir mais longe do que já esteve. Acho que nós dois estamos animados para ir tão longe”.

Essa sintonia pode ser vista, além do álbum, nas raras apresentações que o duo tem feito. A mais recente delas foi em uma session para a cool SiriusXM, onde a dupla mandou até uma cover de “Perfect Day”, canção clássica do gênio Lou Reed, lançada originalmente em 1972 no segundo disco solo do saudoso músico, e revivida nos anos 90 como uma das faixas essenciais da trilha do filme “Trainspotting”.

Quem é assinante da SiriusXM pode ouvir mais canções da session. A rádio disponibilizou em suas redes, de graça, a releitura para “Perfect Day”, que pode ser ouvida abaixo.

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Inspirado no OutKast, Cage the Elephant mostra o single novo em session acústica

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Um dos derradeiros álbuns de 2015 será lançado pela banda norte-americana Cage the Elephant. “Tell Me I’m Pretty” chega ao mercado na semana que vem, dia 18 de dezembro, e o grupo do distinto Matt Shultz já está dando seus pulos por aí para divulgar a obra.

Quarto disco de estúdio deles, o registro é o sucessor do bom “Melophobia” (2013) e tem produção assinada por Dan Auerbach, líder do Black Keys, cada vez mais fazendo coisas longe do Black Keys.

O primeiro single do álbum é “Mess Around”, que já vem fazendo certo barulho nas rádios alternativas pelo mundo há algumas semanas. O som, diz o Matt, foi inspirado no OutKast, e teve sua ideia central originada após o show de reunião do grupo de Andre3000 no Coachella, ano passado.

A faixa, que é cheia de energia e bebe da fonte de outras bandas como Byrds e Creedence Clearwater Revival, foi tocada pelo grupo em uma session acústica para a rádio SiriusXM. A versão ficou linda.

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Vance Joy desbravando a América. E dançando no escuro

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* Se você concorda que a música australiana está bombando mais que nunca, então você precisa se lembrar do rapaz Vance Joy, sobre o qual falamos recentemente, durante a viagem poploadica por aqueles lados.

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Vance Joy e seu violão fazem estragos no nível Lorde na parte “down under” do planeta, claro que sem o Grammy e sendo ainda apenas uma referência musical local. Mas Joy já começa a alçar vôos mais longos.

Na Austrália, Vance Joy já está bastante popular. No último Laneway Festival, a que a Popload teve a oportunidade de acompanhar, Joy foi ovacionado com um superlotado show de dia.

Uma semana antes, ele havia emplacado a melhor música de 2013, segundo a ótima rádio Triple J, na bombada votação do Triple J Hottest 100, enquete anual que contou com a participação na escolha da lista de cerca de 1.5 milhão de ouvintes. Com sua “Riptide”, canção romântica tipo folk em que toca ukelele como instrumento principal, Vance Joy bateu “Royals”, de Lorde, “Get Lucky”, do Daft Punk, e “Do I Wanna Know”, respectivamente segundo, terceiro e quarto lugares da votação.

Joy, que só tem um EP, começa a ser “trabalhado” nos EUA. O rapaz tocou no Sxsw com algum barulho na “Rolling Stone” e “Spin” e em uns blogs americanos. E emendou uma turnê por EUA/Canadá. Ontem ele tocou em Edmonton, amanhã é a vez de Vancouver. Depois ele desce a Seattle.

Desde agosto, fechou um contrato com uma gravadora grande nos EUA, a que tem como “clientes” gente como Bruno Mars e Skrillex.

De passagem pelos EUA, Vance Joy foi cooptado para fazer uma session para a Spectrum, emissora de rock da rádio por satélite SiriusXM.

Ontem, dessa session, caiu na internet a performance que Joy fez tocando “Dancing in the Dark”, clássica do Bruce Springsteen. Ficou bem boa.

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A melhor rádio de rock do planeta

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* “É como ouvir college radio sem precisar ir para o colégio”.

* Eu já falei aqui uma vez sobre a emissora Sirius XMU, vou falar de novo. A XMU está dentro da SiriusXM, sistema americano de rádio por satélite que tem umas 2465 emissoras. Tem de tudo: uma estação que fala 24 horas sobre culinária húngara até uma outraa só sobre pocker, 24 horas.

Não é de graça. É um serviço pago. Tipo 15 dólares por mês. Mas está cheio de promoções, experimentações de um mês, degustações grátis de uma semana. Fora que, acredite, vale cada centavo de dólar.

Bom, a SiriusXM, o sistema, tem a emissora do Howard Stern, tem emissoras sobre cada um esporte que você possa imaginar, tem canais de stand-up comedy non-stop, tem tudo. Uma sapeada quase agora pelo Howard Stern deu para ver o impagável apresentador debatendo sobre a pronúncia correta de “guacamole” e em outro quadro dele entrevistando um gay que casou recentemente e pedindo para ele explicar como se decide quem é o marido da relação.

E na SiriusXM tem, óbvio, dezenas de rádios de música.
Tem rádio que toca Pearl Jam 24 horas, tem a rádio Elvis, tem uma rádio só para o grupo progressivo yes, tem a espetacular Radio One inglesa, tem a rádio Grateful Dead, tem a Lithium que é só Nirvana, grunge, Seattle, tem tudo.
E tem a que eu quero falar de novo, a Sirius XMU, a do slogan lá em cima, das college radios.

Agora, por exemplo, enquanto escrevo, nela está tocando Tanlines. Tocou Arctic Monkeys, Lower Dens (uma das minhas bandas novas prediletas), Blood Orange, Poliça. Muita banda nova, bandas antigas classe, bandas que interessam. Mudou para Unknown MortaL Orchestra e já está em Jack White ao vivo de Nova York, acho que exclusivo da XMU, se eu entendi.

Banda norte-americana domina, o que é muito bom, porque hoje em dia no quesito “bandas novas” os EUA estão massacrando a Inglaterra. A situação está feia na terra da Rainha. Está virando uma terra deserta de bandas e ideias, porque só alguns mais conhecidos estão com trabalhos interessantes. O resto está devagar. Tanto que festivais médios e pequenos estão todos sendo cancelados, por falta de compradores de ingressos. Enquanto isso, nos EUA…

(Agora está tocando Toro Y Moi, a ótima “Girl Problems”, que veio emendada na nova do Hot Chip)

A música toca e você tem informação no site quem tá tocando, de que álbum é a música. Com o app de iPhone, caprichadíssimo, escuto a rádio no meu carro, fazendo caminhada, tomando banho etc.

Se a XMU só tocasse música, ela já seria espetacular. Mas ela vai além.
* Não é uma rádio mecânica. Tem DJs. E alguns incríveis, que falam bem, são motivadores sem ser “Jovem Pan”, são informativos, sabem do que estão falando. Meus prediletos são o Jake Fogelnest, todo dia de manhã, e a “simplesmente” Julia, toda noite.
* Tem sessions exclusivas, fazem streaming exclusivos de shows, levam artistas para entrevistas e divulgação de músicas novas no calor dos lançamentos.
* E, o mais bizarramente bacana, tem o BLOG RADIO, programas diários entregue a alguns dos principais blogs indies americanos. O sensacional programa do Hipster Runoff, com a locução mais maluca da história do rádio em qualquer formato, rola às segundas. O do My Old Kentucky é na terça. Brooklyn Vegan, quarta. Gorilla Vs. Bear na quinta. Aquarium Drunkard acontece às sextas.

Alguns exemplos “práticos” de belezuras da Sirius XMU.

1. A fofésima banda Best Coast tocando “Last Year” em linda session. Oh, Bethany…

2. Laninha del Rey fazendo versão exclusiva e matadora de “Video Games” ao vivo no estúdio da XMU

3. O ótimo The Drums ao vivo no estúdio da XMU fazendo cover de “Birthday”, impressionante e difícil canção do Sugarcubes, a ex-banda da Bjork, quando ela ainda era legal

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