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Melhores de 2016: os vários Top 10 de discos internacionais da POPLOAD

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* A turma da Popload, em sua pluralidade, solta agora sua lista de melhores do ano. E, como seeeeeeeeempre, é aquela coisa: falando sobre a minha lista particular myself própria, já estou arrependido um pouco. Deixei muita coisa de fora. Outras eu começo a me tocar que existiram e foram importantes assim que eu dei o “enter”. Outras ainda que simplesmente mudei de ideia. Sou daqueles capaz de pegar o primeiro lugar e botar em oitavo. E o segundo tirar da lista. Mas aí a nóia é minha. E o que está aqui foi o que saiu.

Achamos que hoje em dia é delicado falar “Melhores Discos”. Na verdade são “Discos Preferidos”. Ou “Discos Que Contêm Mais Músicas Legais”. Nesse “novo” jeito de ouvir um álbum dos últimos tempos, o conceito de “Melhores Discos” ficou diferente.

Whatever! Eis então as listas dos Melhores Discos de 2016 para quem, cada um a seu modo, faz a Popload. É tudo tão diverso, que não dá para pinçar qual seria o “Disco de 2016”. Para dar uma ideia do que é a Popload hoje e do que foi o ano em lançamentos de álbuns.

No caso desta, a lista dos discos internacionais. Amanhã, com galera selecionada, sai a lista dos nacionais.

* Top 10 – Lúcio Ribeiro

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1. Slaves – “Take Control”
2. Underworld – “Barbara Barbara, We Face a Shining Future”
3. Parquet Courts – “Human Performance”
4. Frank Ocean – “Blonde”
5. Metronomy – “Summer 08”
6. Skepta – “Konnichiwa”
7. Fat White Family – “Songs for Our Mother”
8. Radiohead – “A Moon Shaped Pool”
9. Chance the Rapper – “Coloring Book”
10. Iggy Pop – “Post Pop Depression”

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* Top 10 – Alisson Guimarães

Captura de Tela 2016-12-22 às 8.17.18 PM

1. Iggy Pop – “Post Pop Depression”
2. Thee Oh Sees – “A Weird Exits”
3. Underworld – “Barbara Barbara, We Face a Shining Future”
4. Solange – “A Seat at the Table”
5. DIIV – “Is the Is Are”
6. A Tribe Called Quest – “We Got It from Here… Thank You 4 Your Service”
7. Neil Young – “Peace Trail”
8. The Avalanches – “Wildflower”
9. David Bowie – “Blackstar”
10. Parquet Courts – “Human Performance”

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* Top 10 – Ana Carolina Monteiro

Captura de Tela 2016-12-22 às 8.22.00 PM

1. Michael Kiwanuka – “Love & Hate”
2. Whitney – “Light upon the Lake”
3. Leonard Cohen – “You Want It Darker”
4. Wilco – “Schmilco”
5. Parquet Courts – “Human Performance”
6. Radiohead – “A Moon Shaped Pool”
7. David Bowie – “Blackstar”
8. Car Seat Headrest – “Teens of Denial”
9. Savages – “Adore Life”
10. Warpaint – “Heads Up”

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* Top 10 – Tallita Alves

Captura de Tela 2016-12-22 às 8.25.14 PM

1. David Bowie – “Black Star”
2. Blood Orange – “Freetown Sound”
3. Moderat – “III”
4. Solange – “A Seat at the Table”
5. Rihanna – “Anti”
6. Soft Hair – “Soft Hair”
7. Frank Ocean – “Blonde”
8. Whitney – “Light upon the Lake”
9. Lady Gaga – “Joanne”
10. Kaytranada – “99.9%”

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* Top 10 – Alexandre Gliv Zampieri

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1. Metallica – “Hardwired… To Self Destruct”
2. Korn – “The Serenity of Suffering”
3. Rob Zombie – “The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser”
4. Asylums – “Killer Brain Waves”
5. Biffy Clyro – “Ellipsis”
6. Alexisonfire – “Live at Copps”
7. Slaves – “Take Control”
8. Blossoms – “Blossoms”
9. Weezer – “Weezer (The White Album)”
10. Catfish and the Bottlemen – “The Ride”

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* Top 10 – Isadora Almeida

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1. Koi Child – “Koi Child”
2. Anderson .Paak – “Malibu”
3. Whitney – “Light upon the Lake”
4. Sunflower Bean – “Human Ceremony”
5. Roosevelt – “Roosevelt”
6. The Last Shadow Puppets – “Everything That You’ve Come to Expect”
7. Skepta – “Konnichiwa”
8. Billie Marten – “Writing of Blues and Yellows”
9. Catfish and the Bottlemen – “The Ride”
10. The 1975 – “I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware of It”

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* Top 10 – Fernando Scoczynski Filho

Captura de Tela 2016-12-22 às 8.25.14 PM

1. David Bowie – “Blackstar”
2. Radiohead – “A Moon Shaped Pool”
3. Savages – “Adore Life”
4. The Kills – “Ash & Ice”
5. Autolux – “Pussy’s Dead”
6. Iggy Pop – “Post Pop Depression”
7. Garbage – “Strange Little Birds”
8. Deftones – “Gore”
9. The Dillinger Escape Plan – “Dissociation”
10. The Black Queen – “Fever Daydream”

PLAYLIST MELHORES DE 2016

Slaves traz a psicodelia para o punk em novo vídeo. Mais ou menos isso

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* O brilhante duo britânico Slaves, que caminha na contramão do indie mundial tanto no gênero quanto na formação, lançou o novo vídeo para seu recém-lançado (setembro é recente ainda?) segundo álbum, “Take Control”. A música, “Hypnotised”, é um escracho punk, o vídeo traz eles tocando daquele jeito, numa sala-garagem, com um adendo simples: óculos de hipnotismo. Porque são os Slaves, apenas.

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A noite 1976 do Slaves em Paris. Ontem à noite

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* Precisei fazer uma volta rápida a Paris por um bom motivo… inglês.

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O texto abaixo foi escrito para a Folha de S.Paulo. Está mais “didático” do que eu botaria normalmente aqui. Mas está valendo. E tem vídeos.

A herança do punk britânico, revolução musical que neste ano completa 40 anos, ainda é passada de geração em geração no Reino Unido. Seu gene mais ou menos subversivo, depende da época, veio parar na banda The Libertines, nos anos 2000. E agora, mais recentemente, move o duo Slaves, que ontem em Paris, no clubinho La Trabendo, fez uma apresentação bem… punk.

O Slaves chegou pela terceira vez para shows na cidade francesa à custa de dois discos, o último o recém-lançado e excelente álbum “Take Control”, e com a fama de estar fazendo o público sair novamente suado de um show na Inglaterra (o novo rock inglês estaria meio devagar…).

Com o La Trabendo lotado e os mais empolgados da galera surfando a onda humana do fundo da casa até o palco do primeiro ao último acorde do Slaves, Isaac Holman, o vocalista da dupla, levou apenas uma música para ficar sem camisa e sem seu gorro de lã, item obrigatório para a noite gelada do lado de fora.

O Slaves, fora essa aura punk que balança em sonoridade ora em Clash, ora nos Buzzcocks, é uma banda peculiar. Isaac, o vocalista, é o baterista do duo, se é que dá para chamar aqueles dois bumbos e um prato de “bateria”. E toca de pé. Às vezes pulando. O outro integrante da banda, Laurie Vincent, é mais “normal”, se rodar o palco com uma guitarra, tocando quatro acordes, às vezes simulando com ela um baixo estourado, esteja dentro da normalidade da cena inglesa de hoje.

Misturando seus pequenos hinos de letras escrachadas tipo “Where’s Your Car Debbie” e “Cheer Up London” com petardos do disco novo, produzido pelo grande Mike D, um dos MCs do extinto grupo de rap-metal nova-iorquino Beastie Boys, o show parisiense do Slaves foi tudo numa noite só: um revival de 1976 (punk), uma viagem ao anos 80 (Beastie Boys), uma atualização minimalista do indie anos 2000 (Libertines). Mas, no fim, não deixou de ser muito a nova anarquia de 2016 (cujo representante único é ele mesmo, o Slaves).

*** A Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

Slaves destrói hit do Weeknd. E fica bem bom

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Captura de Tela 2016-10-06 às 4.35.50 PM

* A gente aqui ama o Slaves, isso nunca foi escondido por este site, você sabe bem. Banda de dois só com bateria e guitarra a gente venera desde o White Stripes (The Kills, Black Keys, Royal Blood etc.), mas o Slaves é mais doida. Primeiro porque a bateria não é lá uma bateriiiiiiiiiia (ok, a Meg White não era lá uma bateriiiiiiiista). Depois, porque o vocalista da banda é justamente esse baterista que não toca exatamente uma bateriiiiiiiiia.

E tem as músicas, obviamente. E a postura punk-indie-fashion que produz vídeos incríveis e fotos idem.

O Slaves, Laurie Vincent (na guitarra, guitarra-baixo e vocal) e Isaac Holman (o baterista e vocalista principal), acabou de lançar seu ótimo segundo álbum, “Take Control”, há menos de uma semana, produzido “apenas” por Mike D, do histórico grupo americano Beastie Boys. Mike D é tipo um terceiro integrante do Slaves neste novo disco, fazendo rap em música, aparecendo em letra.

Ontem, no corre de divulgação do novo disco, o Slaves ocupou a Radio 1, da BBC, em programas matutinos e noturnos. No incrível “Live Lounge”, da manhã, eles fizeram uma session ao vivo em Maida Vale, tocando duas músicas. Uma é a violenta “Spit It Out”, música que abre o novo álbum e tem uma levada de Sex Pistols no meio que é de emocionar. E tem um “spit”, também.

A segunda performance foi de uma cover. De um dos hits do músico canadense de R&B The Weeknd, que vem tocar em São Paulo em março do ano que vem. O Slaves decompôs à moda punk a conhecidíssima “The Hills”. Óbvio que ficou demais.

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Pronto: saiu o disco do ano. Pode ouvir

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* Punk is not dead!

Captura de Tela 2016-09-30 às 9.18.56 AM

O começo do fim do mundo versão 2016 acaba de chegar. Pode parar tudo e ir caçar o novo disco do Slaves. Se você ainda não baixou, streamou, já está no iTunes e Spotify.

Tem um vento punk soprando, percebe?

Ou você acha, nestes 40 anos do revolucionário movimento, só coincidência ter saído agora um livro do Marcelo Rubens Paiva (o “cadeirante doidão” de 1982) com o Clemente (Inocentes) chamado “Meninos em Fúria” (ed. Alfaguara)? Ou o filme “London Town”, a ser lançado semana que vem nos EUA, sobre um romance adolescente que tem o fantástico grupo The Clash como um dos personagens principais? Ou este fabuloso álbum novo do Slaves, “Take Control”.

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Corre atrás do Slaves. E começa com “Angelica” (she is a blood sucker) para você se situar nessa coisa punk, Beastie Boys, Gary e Laurie.

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