Em sleaford mods:

POPNOTAS 2 – A volta do Jools Holland, a vinda da Billie Eilish e o Bartees Strange no Tiny Desk

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* O grande músico e apresentador de TV britânico Jools Holland está de volta em mais uma temporada, ainda que em espírito de home-office, de seu famoso “Later…”. Neste esquema, em vez da tradicional reunida de várias bandas num mesmo palco, ele convida alguns músicos ao seu estúdio em Londres para conversas e apresentações que são intercaladas também com momentos do seu belo e rico arquivo. No primeiro episódio dessa nova retomada, as performances são de Kings of Leon, Arlo Parks e Sleaford Mods. Pensa. Embora a gente não tenha disponível por aqui o BBC iPlayer, que tem a íntegra do programa, dá para assistir uma faixa de cada uma das apresentações no YouTube da BBC Music. Tipo esta, dos nossos heróis Sleaford Mods.

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* “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry”, documentário sobre os bastidores do primeiro álbum da Billie Eilish e seu entorno, será lançado nesta sexta-feira na Apple TV+ – e também nos cinemas brasileiros (para quem for de cinema). Um pouco antes, às 23h da quinta, rola pelos canais Apple e no YouTube da Billie um esquenta do documentário, com performance ao vivo e um bate-papo com o radialista fera Zane Lowe, que comanda a Beats 1, da Apple. E tem mais: uma versão ao vivo de “Ilomilo”, a música com o verso que dá nome ao filme, já foi entregue às plataformas digitais. Tipo assim:

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*Bartees Strange, músico inglês que cresceu nos Estados Unidos e mistura de um jeito muito louco rap, indie rock, emo e jazz, gravou uma edição espetacular do famoso programa online Tiny Desk (Home) Concert, predileto da casa. Mandou quatro músicas do seu excelente “Live Forever”, disquinho lançado em 2020. Dê uma chance pelo menos para a primeira faixa, “”Boomer”, que já apareceu pelo nosso Top 10 Gringo.

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POPCAST – O primeiro podcast da Popload em 2021 já traz uma discussão pertinente: qual já é o melhor álbum deste ano?

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* O ano nem começou e já arrumamos uma polêmica interna boa aqui na redação da Popload. Dos três álbuns lançados em 2021 que já mexeram com nossos corações indies (indies?), que já tem o melhor disco do ano. A Isadora Almeida (@almeidadora) acha que é “Drunk Tank Pink”, o segundo álbum da banda punk inglesa Shame. Euzinho (@lucioribeiro) considero ser “Spare Ribs”, o novo álbum dos malucos do Sleaford Mods, também da Inglaterra. Quer palpitar nessa?

E não é apenas que eu gostei de um e ela gostou de outro. A gente tem posições firmes sobre os discos que o outro escolheu. Verbalizamos isso no Popcast. E tudo está refletido no nosso pódio.

((tem o álbum do grupo sueco do Viagra Boys, que a gente curtiu bem, mas esse não faz parte da polêmica))

Falamos também sobre a situação de shows no mundo neste 2021 enigmático, a partir do cancelamento do gigantesco Glastonbury. E as expectativas das novas bandas que a gente quer ver bombar neste ano.

Toda essa prosa muito bem acompanhada por uma playlist maneira. Vai lá ouvir ambos, fica o convite: o Popcast e a playlist que o podcast originou.

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Top 10 Gringo: Sleaford Mods, Shame, Julien Baker, Mogwai e uma galera fora do eixo no ranking da semana

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* Já estão habituados ao nosso Top 10 Gringo? Acho que vale repetir qual é a nossa missão por aqui. Este ranking segue a filosofia do Top 50 de música brasileira que a gente costuma publicar às quartas-feiras de manhã aqui na Popload. Uma parada muito nossa, mais conceitual e de gosto do que de vendas/audições em streaming.

Então fizemos o Top 10 Gringo. Jogar nosso olhar torto, enviesado e parcial para a nova música internacional, ainda que não do tamanho do nosso ranking da cena. Só ara movimentar nossas terças. E render uma playlist boa.

Nesta semana tentamos ampliar o radar. Temos músicas da Nigéria, Chile, algumas coisas da Inglaterra, Estados Unidos. Tudo muito natural, nada forçado. E tem o “contestado” Sleaford Mods” em primeiro lugar. É o nosso jeitinho.

Escute tudo na nossa playlist e comenta com a gente. Enlouquecemos?

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1 – Sleaford Mods – “Nudge It”
A gente já elogiou e conversou bastante sobre o novo álbum do Sleaford Mods por aqui. “Spare Ribs” é um discaço, já anota aí para a lista de melhores de 2021. Entre seus 13 sons, vale destacar a ótima “Nudge It”, uma senhora cutucada em artistas, que de acordo com o Sleaford se apropriam de lutas que não são as suas. E tem a Amy Taylor na parada. Só aí já justifica bem o trono.
2 – Shame – “Water in the Well”
Se tornar adulto tem dessas. Será questão de se acostumar com a nova pegada do Shame? Em “Drunk Tank Pink”, seu segundo álbum, a banda parece optar por um som mais calculado que a energética estreia. Ainda que dê uma leve saudade dos momentos anteriores, a banda anda para frente. Coisa de que tem futuro. Mesmo que o futuro seja agora. Como diriam os avôs do Shame.
3 – Julien Baker – “Hardline”
Não tem como não colocar de novo a Julien por aqui. Ela liderou na semana passada e seu novo single não fica devendo em nada. Mais uma amostra de que seu próximo álbum, “Little Oblivions”, deve alcançar uma maturidade nas letras e explorar um novo som dentro da carreira da cantora/compositora – agora mais envolta da participação de outros instrumentistas.
4 – New Radicals – “You Get What You Give”
Eles vão voltar só para tocar na posse do Biden e as possibilidades dessa música retornar ao radar de todos está em alta. Aproveite ou fuja. Em qualquer um dos dois casos, lembre-se sempre: a gente avisou.
5 – Flo Milli – “Roaring 20s”
A rapper norte-americana Flo Milli chegou aos 21 aninhos e comenta aqui sobre os nossos recentes e amalucados anos 20. Daqueles nomes para ficar de olho. Saque a mixtape que ela soltou ano passado, “Ho, Why Is You Were?”. Bem bom.
6 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
Segundo single do próximo álbum do graaaaaaaaande Mogwai, “As the Love Continues”, mantém a tradição do grupo – erra pouco sempre. Musicão. E só nós achamos ela extremamente radiofônica? Mogwai para tocar no rádio? Que lindo isso.
7 – Kora – “Marte”
Ainda não descobrimos direito quem é a Kora, se é que é uma pessoa real. Aparentemente, sim. Talvez da Espanha? O Instagram dela pouco revela. A certeza é que um som bem bom. Delícia. A descrição do vídeo da música no YouTube também é enigmática: uma letra de música do Paulinho Moska.
8 – Humboldt e Javiera Parra – “Tu Isla”
Esta vem do Chile. Um rock suave do Humboldt com leves toques de Tame Impala e a participação de Javiera Parra, neta de Violeta Parra, talvez o maior nome da música folk latina.
9 – Tems – “Free Mind”
A nigeriana Tems lançou ano passado seu primeiro álbum/EP. De “For Broken Ears” sacamos “Free Mind”. Um R&B nota dez.  
10 – Foo Fighters – “Shame Shame”
Alguém empolgado para mais um álbum do Foo Fighters com a mão pesada do superprodutor pop Greg Kurstin? Hum, não sei. Dos três singles lançados até agora, “Shame Shame” é a mais interessante. Vamos dar esse voto de confiança para o Dave.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Sleaford Mods.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Uma jornada indie ao disco do ano (!). Sleaford Mods faz uma viagem virtual e ao vivo ao “Spare Ribs”

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* Olha, 2021 ainda está em seu décimo-oitavo dia e não está ruim, não. Temos três discos bem decentes como lançamentos deste ANO DA ESPERANÇA, para nos divertir. Os novos trabalhos das bandas Viagra Boys, Shame e, o mais contundente, “Spare Ribs”, do duo inglês Sleaford Mods.

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No caso deste último, lançado sexta passada e que teve textão na Popload no dia anterior, a expectativa da cena inglesa é que o álbum do duo formado pelo cantor malucão Jason Williamson e o músico e produtor Andrew Fearn, entre pela primeira vez no Top 10 de mais vendidos, nessa carreira de 11 discos da banda. ONZE.

Enquanto a quinta-feira não chega e esperamos esse fato notável para a banda que é e o que significa para um nome tão particular quanto o Sleaford Mods penetrar nesse mundo das paradas de sucesso, o duo soltou, neste final de semana, um vídeo “explicando” o álbum “Spare Ribs”, com entrevistas, performances ao vivo caseiramente gravadas, convidados especiais. Aquelas coisas.

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Se você ainda não ouviu “Spare Ribs”, ouça. Se quiser um pequeno manual de como encarar esse 11º álbum do Sleaford Mods, a gente fornece no hyperlink acima. Se você quiser VER “Spare Ribs”, aproveite esse vídeo abaixo de uma horinha com os próprios Sleaford Mods. Porque, sim, eles deverão estar na sua lista de melhores discos quando 2021 acabar.

Um aviso. O vídeo contém Amy Taylor. Para depois não dizerem por aí que não avisamos.

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Você está aguentando esperar o disco do Sleaford Mods? A gente te ajuda a aguentar

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* Calma. Sai amanhã.

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É como se “Spare Ribs” fosse o primeiro disco do complicado porém talentoso duo inglês Sleaford Mods. Mas é, “apenas”, seu décimo-primeiro.

O álbum está cercado de expectativas e dá para apontar, vendo as resenhas apressadas e entusiasmadas, que é o primeiro disco realmente importante a ser lançado em 2021. Ainda que o mundo sempre tenha dado uma atenção relativa à dupla, formada pelo cantor Jason Williamson e o músico e produtor Andrew Fearn.

Duo de Nottingham experimentalistas que juntam hip hop, punk e eletrônica num som só, talvez esse tenha sido sempre o “problema” do Sleaford Mods. Eles levavam punk para a galera de eletrônica, ou traziam beats demais à vertente inglesa de punk velho-novo. Sempre misturaram vocal falado na linha The Streets para irritar os dois gêneros. O Sleaford Mods, para a música inglesa, sempre foi todo-gênero sem nenhum em particular.

Adicione aí o papo político e proletário muito ácido que levavam à orelha da galera festeira de clubs e pronto: um duo difícil de engolir, apesar da cara dos dois, de sacanas gente-boas, rendem as melhores fotos, melhores vídeos.

E vai continuar sendo difícil de engolir, mas alguma chavinha parece ter virado agora, a julgar por “Spare Ribs” e sua repercussão sem ainda não ter saído. O álbum será lançado amanhã e desde terça rola em alta-rotação na redação da Popload (ou seja, na minha casa), oferecido em um link mágico de divulgação.

“Spare Ribs” parece ter aparado todas as arestas da experimentação inquieta do Sleaford Mods. São várias as músicas boas, energéticas, espertas, “de ligação”, com tudo isso já mencionado. Beats no punk, raiva na eletrônica, The Streets (de novo), Prodigy, Underworld, Beastie Boys, Sex Pistols, convidados legais tipo a hoje onipresente Amy Taylor, a lorinha-problema da tão-falada banda australiana Amyl and the Sniffers.

A música com Amy é a ótima “Nudge It”, lançada em áudio e vídeo nesta semana. Olha que maravilha e que figuraças. Todos eles: a dupla e a Amy.

Chega logo, “Spare Ribs”.

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