Em Slowdive:

Balaclava Digital movimenta o indie com conversa boa e show idem por uma semana

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* O selo multifuncional Balaclava Records, uma das instituições que fazem a música nova girar neste Brasilzão de meu Deus, começa logo mais nesta segunda-feira, indo até domingo, o Balaclava Digital, a versão pandêmica do Balaclava Festival, seu maior produto.

O Balaclava Digital, gratuito, abre seu Twitch (#balaclavarecords) para shows e debates com algumas inventividades no seu bom roteiro. A parte musical está dentro da zona de conforto do selo, utilizando boa parte de seu bom plantel, mais alguns xistes interessantes como escalar a ótima Jup do Bairro, dona de um dos discos do ano, ainda que um EP, Andy Bell, veterano músico galês que fez parte do Ride e chegou a tocar baixo no Oasis, e Mac McCaughan, hoje solo mas com uma história no rock underground americano à frente do Superchunk, que praticamente era ele mesmo.

A edição virtual do Balaclava traz, mesmo, alguns nomes bem pensados para a parte de entrevistas e debates. Entre eles o jornalista e radialista britânico Matt Wilkinson, que foi por anos editor do semanário inglês “NME” e hoje é uma das “caras” da Beats 1, a importante rádio da Apple. Tem também conversa com o crítico youtuber americano Anthony Fantano, do canal The Needle Drop (foto acima). E um papo com o músico indie Mac DeMarco, que já tocou no Brasil trazido pelas mãos da Balaclava.

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Abaixo, a Popload seleciona alguns dos momentos imperdíveis desta edição digital do festival da Balaclava.

* hoje, 19h30
Entrevista: Matt Wilkinson (Apple Music)

* amanhã, 19h30
Entrevista: Rachel Goswell (vocalista e guitarrista da banda shoegazer Slowdive)

* quarta, 19h30
Entrevista: Ynaiã Benthroldo, ex-baterista do Macaco Bong e desde 2012 do Boogarins, além de produtor musical.

* quinta-feira, 18h
Entrevista: Marcos Boffa, um dos principais produtores de festivais de música e shows internacionais no país.

* sexta-feira, 18h
Entrevista: Jup do Bairro, multiartista trans paulistana, performer, atriz e ativista do movimento LGBTQ+.

* sexta-feira, 19h30
Entrevista: Ash Kenazi, drag, baterista e co-fundadora da banda inglesa Happyness.

* sábado, 15h
Entrevista Anthony Fantano, crítico youtuber americano.

* sábado, 20h
Show: Andy Bell

* sábado, 21h
Show: Apeles + Jup do Bairro

* domingo, 15h
Entrevista Mac DeMarco

* domingo, 19h
Show: Kiko Dinucci

* domingo, 20h30
Show: Mac McCaughan

* domingo, 21h30
Show: ÀIYÉ + Odradek

*** A programação completa do Balaclava Digital pode ser encontrada aqui.

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Rachel Goswell, do Slowdive, monta um duo com o próprio marido e apresenta o The Soft Cavalry

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Uma das vozes mais marcantes do indie lá nos anos 90, Rachel Goswell, do Slowdive, lançou um novo projeto chamado The Soft Cavalry ao lado de seu marido, Steve Clarke.

Rachel é acostumada a trabalhar fora do Slowdive. Além de ser uma das integrantes do Minor Victories, recentemente ela se envolveu em álbuns do American Football, Mercury Rev e Beach Fossils.

Neste novíssimo projeto familiar, o casal, que se conheceu em 2014 enquanto gerenciava a turnê de retorno do Slowdive, vai lançar um disco de estreia homônimo dia 5 de julho. Como cartão de visitas, o duo liberou a audição de “Dive”, single que abre o álbum e pode ser conferido abaixo.

The Soft Cavalry – Tracklist
01. Dive
02. Bulletproof
03. Passerby
04. The Velvet Fog
05. Never Be Without You
06. Only in Dreams
07. Careless Sun
08. Spiders
09. The Light That Shines on Everyone
10. Home
11. Mountains
12. The Ever Turning Wheel

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Anos 90 com cheiro de modernidade: uma session espetacular do Slowdive em Seattle

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Banda incrível que retomou a carreira com disco de inéditas ano passado, o Slowdive esteve no fim do ano passado na KEXP, rádio também incrível de Seattle para um bate-papo e uma session de encher os olhos.

O grupo, um dos ícones do shoegaze, lançou em maio de 2017 um álbum homônimo e cheio de inspiração, com um pé no dream pop e bastante elogiado pelos fãs e pela crítica. Rodou o mundo com ele, com São Paulo na rota.

A KEXP soltou por agora a íntegra desta session em vídeo e a gente reproduz abaixo. Destaque sempre para “Star Roving”, uma das melhores coisas já feitas por eles na carreira.

SETLIST
Slomo
Star Roving
Crazy For You
Sugar For The Pill

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CENA – Slowdive em Nova York. Slowdive no Japão. Slowdive em São Paulo

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cena

* A vinheta CENA, que aponta para posts sobre a bombada cena brasileira como nunca antes na história deste país, se justifica estando aí em cima. Ela entra de carona no grupo britânico Slowdive, redivivos heróis do shoegaze dos anos 90, porque a banda é a atração principal de mais uma edição do Balaclava Fest, já um dos importantes festivais indies do Brasil e que acontece no próximo domingo. Primeiro porque é Balaclava e o Balaclava, seja pelas pessoas ou as ações da marca, tem papel vital no crescimento da nossa… CENA. Segundo porque o festival, que acontece desta vez no lindo Cine Joia (cóf.), com pouquíssimos ingressos ainda à venda, tem na programação o nome da banda paulistana E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, um dos destaques do indie brasileiro, além do Widowspeak, dupla dream-pop nova-iorquina, e o Clearance, grupo indie de Chicago.

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Salvo explicações e colocações bem estruturadas, vamos ao que interessa: Slowdive.

O lindo grupo inglês, da Reading do festival mais legal e do time de futebol com torcida mais violenta do mundo, está de volta e com show histórico por onde quer que você olhe. Primeiro porque é bom mesmo (vimos arrepiar fios de cabelo no Primavera Sound do ano passado) e segundo porque tem história bonita dentro do indie britânico, sobrevivendo até ao massacre grunge do Nirvana no comecinho dos 90.

No começo desta semana, o Slowdive tocou duas vezes no novíssimo Brooklyn Steel, em Nova York. No dia seguinte a um dos dois shows um grande amigo local, Marco Lockmann, me escreveu esbaforido no Whatsapp: “Slowdive aqui foi genial. Nada da coisa mecânica da reunião dos Pixies. The Real Thing. Espero que estejam levando as luzes para o Brasil. Beleza surreal” (abaixo, foto do show do Slowdive no Brooklyn, de Adela Loconte).

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Pedi para o Marco contar melhor essa história. E ele…:

“Para um certo group de new yorkers, os principais acontecimentos culturais de maio seriam Slowdive tocando no Brooklyn e a volta de Twin Peaks (dia 21 aqui). A brincadeira era qual dos dois iria decepcionar… Já não foi Slowdive. A banda lotou duas noites no Brooklyn Steel (o armazem gigante no meio de East Williamsburg, que foi inaugurado há pouco mais de um mês com shows de LCD Soundsystem e PJ Harvey e hoje é a melhor casa de concertos de NYC. Os show do Slowdive foram ambos perfeitos. Rachel Goswell e Neil Halstead continuam cantando com se fossem uma voz só, sobre um oceano de guitarras distorcidas, camadas de microfonias e efeitos e agora um baixo/bateria ainda mais pulsante.
Abrindo com a genial ‘SlowMo’ e ‘Sugar for the Pill’, do disco novo, e misturando clássicos como ‘Catch the Breeze’ (mais intensa ao vivo) e ‘Crazy for You’ (de ‘Pygmalion’, o terceiro e ‘esquecido’ disco da banda, música que virou um ‘hit’ em after/post raves/ambient parties aqui no Brooklyn) com sons novos, a banda carregou num transe de luzes, baixo e distorcão até o final. Parte do público (novo, provavelmente atraído pela lista gigantesca de bandas novas que cita Slowdive como influência, de Tame Impala a Sky Ferreira) dançou até nos momentos mais lentos.
Agora é esperar o Twin Peaks por aqui….”

** Outra coisa é que hoje surgiu uma faixa-bônus do disco novo do Slowdive, lançado na semana passada com o nome de “Slowdive” mesmo, o quarto álbum da banda de de quase 30 anos de carreira e o primeiro disco em mais de 20 anos. A música, “30th June”, saiu apenas na edição japonesa e chega agora à internet. Esta aqui.

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Para ouvir e sonhar: a volta do Slowdive, 22 anos depois

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Com visita agendada para São Paulo na próxima semana, o lindo Slowdive lançou nesta sexta-feira seu primeiro disco em 22 anos. O álbum tem 8 faixas e carrega o nome da banda no título.

“Slowdive”, o álbum, foi gravado em Oxfordshire e mixado em Los Angeles por Chris Coady, no Sunset Sound. As 8 faixas têm uma pegada dream pop, também, o que torna os 46 minutos de duração do disco uma viagem bem deliciosa. Já tem muita gente da gringa, inclusive, apontando este como o melhor trabalhado da carreira deles.

O Slowdive, que voltou à ativa em 2014, vem ao Brasil para se apresentar no Balaclava Fest, dia 14 de maio, em São Paulo. E certamente vai mostrar a linda “Star Roving”, uma das músicas do ano.

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