Em slowthai:

Popnotas – Balaio de notícias, estrelando Idles, Slowthai, Wes Anderson, Future Islands e The New Pornographers

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– Na pandemia muita gente fez pão ou criou algum programa no YouTube. Não soubemos de nenhum dote culinário novo do Joe Talbot, líder do Idles, mas tivemos o conhecimento de que ele abriu dentro do canal da banda inglesa na plataforma de vídeo a Balley TV, um espaço para trocar ideia com amigos na fase de isolamento. Agora com as coisas mais frouxas vai rolar um superespecial da Balley com apresentações de Deep Tan, Nuha Ruby Ra, Katy J Pearson, IDLES (lógico) e o peculiar rapper britânico Slowthai (foto na home). Aliás, Slowthai também vai apresentar uma versão de “Model Village”, do álbum “Ultra Mono”, disco mais recente do Idles, em parceria com a banda – tanto no especial ao vivo quanto em uma versão de estúdio que chega no mesmo dia desse programão: 20 de julho. Já dá para marcar a notificação lá no YouTube deles.

– As formas de lançamento andam cada vez mais elaboradas para sempre renderem, né? É do jogo. Muito do “jogo pandêmico”, na real, para esticar o assunto que também resvalou na nota acima. Nessas, o grupo Future Islands, do dançarino Samuel Herring, lançou a segunda parte de, ALAYA Remixes 2, série de EPs de remixes do álbum “As Long As You Are”, lançado no final do ano passado. Destaque para a releitura do cantor e produtor americano Washed Out para “For Sure”. O EP ainda conta com “Thrill”, “reimaginado” por COMPUTER DATA, e “Hit the Coast”, na versão de Smallboy.

– O supergrupo do indie canadense The New Pornographers , lá dos anos 90, vai lançar um versão comemorativa de seu marcante disco de estreia, “Mass Romantic”, que completa 20 anos em 2021. A comemoração vem junto de uma turnê que sairá pelos EUA e pelo Canadá com noites duplas, uma dedicada ao “Mass Romantic” e outra dedicada ao “Twin Cinema”, lançado em 2005. Nesses shows o New Pornographers contará com o retorno de Dan Bejar, conhecido antes e depois por seu outro projeto, o Destroyer.

– CINEMA – Saiu o primeiro trecho do superestrelado filme novo do cineasta americano Wes Anderson, “The French Dispatch”. O longa foi mostrado com muito barulho na última segunda-feira no festival de Cannes, na França. “The French Dispatch”, que deve chegar nos cinemas só em outubro, conta as aventuras muito loucas e cheias de trapalhadas (dsclp) de jornalistas correspondentes que trabalham para um jornal americano numa cidade francesa fictícia no século 20. Quem de legal está no filme? Senta aí para ler: Tilda Swinton, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Bill Murray, Owen Wilson, Benicio del Toro, Adrien Brody, Léa Seydoux, Timothée Chalamet, Edward Norton, Willem Dafoe, Jason Schwartzman, Saoirse Ronan, Angelica Huston, Liev Schreiber, Elisabeth Moss, Christoph Waltz e Henry Winkler, entre vários outros. Sério.

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POPLOAD NOW – Oito razões que provam que o Primavera Sound 2022 vai ser o maior festival dos últimos tempos

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* Manhã agitadíssima no mundo da música, mais precisamente dos festivais e da volta deles pós pandemia. O gigante catalão Primavera Sound, reconhecido internacionalmente pela sua absurda curadoria, anunciou seu incrível line-up para a edição de 2022, junho do ano que vem, de 2 a 5/6 e depois de 9 a 12/6. Portanto não terá apenas UM final de semana de realização, como de costume, mas sim DOIS findes de programação, além de shows espalhados por Barcelona no meio deles. Para compensar os dois anos sem festival, vão fazer um Primavera Sound 2020 e um 2021 em 2022. Está entendendo?

Bom, a escalação do Primavera Sound está melhor do que o esperado. PORQUE ESTÁ TODO MUNDO LÁ.
É talvez o festival “mais próximo” da Popload, até mais que o Glastonbury. Essas bandas todas que diariamente vêm sendo faladas aqui, ganhando posts e posts neste site de guerreiros indies, TODAS ESTÃO ESCALADAS na edição do ano que vem do festival espanhol. É muita emoção.

Agora aumenta a foto aí e ajusta a visão, porque o pôster não colabora muito para ver as maravilhosas linhas pequenas de bandas.

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Bom, mas vamos ao que interessa. O Primavera deve ser hoje o maior e mais legal festival do mundo e PODEMOS PROVAR POR QUÊ.

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1 – HEADLINERS DE PESO

Depois de ter duas edições seguidas adiadas por conta da COVID 19, a edição de 2022 juntou alguns dos artistas previamente anunciados e trouxe nomes fortíssimos para a volta do festival. Pavement, Strokes, Massive Attack, Tame Impala, Nick Cave and the Bad Seeds, Gorillaz, Beck, Tyler the Creator, Lorde, Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Jorja Smith, The National e Jamie XX. Está bom para você?

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2 – LINHAS PEQUENAS QUE IMPORTAM

Estes dias comentamos sobre o “polêmico” Lollapalooza Chicago 2021, que foi questionado por muitos por ter nomes menos conhecidos e estar recheado de DJs.
No espanhol Primavera Sound isso não é problema. Aliás, problema mesmo é acompanhar tanta banda legal anunciada.
Ainda em letras “médias” do seu teste de oftalmo, algumas bandas que amamos: Bikini Kill, Fontaines D.C., Slowthai, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kim Gordon, Idles, Charli XCX, Caroline Polachek, Kacey Musgraves, Rina Sawayama, Girl in Red, A.G. Cook, Jehnny Beth, Shame, Honey Dijon, Black Midi, Black Lips, DJ Shadow, Disclosure, Big Thief, Playboi Carti, Pa Salieu, Slowdive, Run The Jewels, M.I.A., Burna Boy, Brittany Howard, Jessica Pratt, Shellac, Celeste, King Princess, Sky Ferreira, Romy… ENTRE OUTROS.

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3 – VÁRIOS AMIGUINHOS DE SHOWS NA POPLOAD

Além de headliners familiares da casa, tipo Tame Impala, Lorde, Nick Cave, Jamie XX, tem também vários outros nomes que trouxemos ao Brasil para Gigs e Festival: Metronomy, Khruangbin, Jesus and Mary Chain, Yo La Tengo, Sharon Van Etten, Caribou, Beach House, Little Simz, Courtney Barnett…

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4 – NOMES PARA FICAR DE OLHO

O festival talvez seja um dos maiores termômetros do que você pode esperar para ver em outros eventos musicais pelo mundo, até em anos posteriores. Bandas que ainda vão estourar em muito lugar, achadinhos que valem a pena.
Nossas antenas aqui na Popload estão sempre bem ligadas e neste line-up do Primavera Sound vimos vários nomes que cantamos a bola ao longo do ano: Dry Cleaning, Sinead O’Brien, Black Country, New Road, Porridge Radio, Squid, Working Men’s Club, Rolling Blackouts Coastal Fever, Viagra Boys, The Murder Capital, The Weather Station, Shame, Beabadoobee, Faye Webster, Tim Burgess, Iceage…

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5 – FESTIVAL DIVERSO E EQUILIBRADO

Talvez uma das coisas mais legais de ver acontecendo em eventos como este é a preocupação em ter uma programação balanceada em questões de gênero. Isso já era uma preocupação quando o Primavera Sound anunciou a edição de 2020 e que felizmente se repete para o próximo ano.
Mais felizes ainda ficamos em ver a que talvez seja a melhor representante brasileira nesse quesito: Pabllo Vittar está confirmadíssima!

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6 – MAIS?

Sim, o Primavera Sound 2022 recém-anunciado tem tudo acima e mais um pouco. Cada olhada mais atenta ao line-up do festival espanhol soltam aos olhos bandas incríveis que na tontura das primeiras olhadas tiveram o foco desviado. Mas aí a gente volta ao pôster e vai vendo que ainda vai ter Sampa the Great, Connan Mockasin, Tops, Pond, El Mató a un Policia Motorizado…

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7 – COVID

Diferentemente de como foi semana passada com o anúncio de outro festival gigantesco, o Lollapalooza americano, o espanhol Primavera Sound não gastou muito tempo se referindo a medidas contra a Covid.

A despeito de novas ondas e cepas do vírus, acredita-se que até o ano que vem toda a Europa esteja vacinada.

Em março deste ano, um teste do setor de música ao vivo foi feito em Barcelona, em um show para 5 mil pessoas com testes negativos para a Covid-19. Boa parte usava máscara. Mas outra parte não. E não tinha distânciamento, todo mundo estava junto. Cerca de quatro casos dos presentes foram confirmados a posterior, mas nada garantindo que a contaminação veio do show-teste.

Em 2019, em sua última edição, cerca de 220 mil pessoas foram ao Primavera. Em 2020, com o final de semana dobrado para o evento, espera-se o dobro disso. É tradicional que pelo menos metade desse público que atenderá o festival venha de outras partes da Espanha e dos países europeus vizinhos. Muitos ingleses costumam viajar a Barcelona no verão para ver o Primavera Sound.

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8 – BARCELONA

Cidade deliciosa, bonita, no Mar Mediterrâneo, rota para outros lugares legais na Espanha e até tiro curto para fora dela, verão europeu, comidas e bebidas incríveis, rica em arte em museu e na rua, o Barcelona, o bairro gótico, clubes incríveis, programação esperta nos dias de semana, pertinho de Ibiza. E um festival como o Primavera para encarar. Se o problema não for $$$, exatamente, e as ondas zoadas da Covid deixar, não vai ter melhor lugar no mundo para se estar em junho de 2022.

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* Abaixo, o genial filminho de apresentação do line-up do Primavera Sound 2022.

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PS: O Primavera Sound avisou no Intagram dele que, além de acionar o zoom para ver o line-up, a gente pode esperar MAIS ATRAÇÕES A SEREM ANUNCIADAS. OK?

Ah, e ainda o festival vai acabar com uma grande festa na praia, em 12 de junho, com uma penca de DJs tocando na praia de Sant Adrià de Besòs, incluindo Nina Kraviz, Amelie Lens e Peggy Gou.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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POPLOAD NOW – 5 coisas importantes na música que aconteceram na nossa ausência, estrelando Billie, Lana, Slowthai, Black Midi e… Kings of Convenience

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* Voltamos, galera! E em um apanhado de assuntos musicais relevantes que aconteceram nestes três dias em que ficamos “interditados”, sem postagens, temos o seguinte:

– SLOWTHAI
Numa daquelas ideias muito improváveis de acontecer, mas que aconteceu e ficou bem bom, o rapper casca britânico Slowthai foi aos estúdios da Radio One nesta semana para fazer uma cover da belíssima “The Drugs Don’t Work”, clássico britpop do Verve, banda de Richard Ashcroft. A versão aconteceu para a série “Future Sounds”, da DJ Annie Mac, que está se despedindo da rádio. A “The Drugs Don’t Work” do Slowthai teve um ritmo todo dele, mas recheada de guitarra, flauta e até saxofone. Olha… Emocionou um pouquinho.

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– LANA DEL REY
Com uma capa que sei lá, viu, a indie-diva californiana Lana Del Rey anunciou “Blue Banisters”, seu outro disco de 2021, que será lançado no famoso 4 de julho. O novo álbum sairá menos de quatro meses depois que ela soltou o “Chemtrails Over the Country Club”, seu sétimo, agora em 19 de março. Assim que “Chemtrails” foi lançado e recebeu algumas resenhas tortas na linha “apropriação cultural”, lembra? Daí Lana prometeu “vingança” com um novo disco, mas dizendo que lançaria um que já tinha pronto, chamado “Rock Candy Sweet”, em 1º de junho. Ou esse mudou de nome e data, ou é um outro que ela realmente vai lançar em junho antes do de julho, ou “Rock Candy Sweet” passou a não existir mais. Saberemos em um mês, talvez. Mas a foto engraçada (!) do que seria a capa parecem as mesmas, ou na mesma linha, tanto de “Candy” como de “Blue Banisters”.

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– BLACK MIDI
A inqualificável banda inglesa Black Midi solta seu aguardado segundo álbum, “Cavalcade”, no dia 28 de maio. O disco sai pela Rough Trade Records, a loja-selo, bom pontuar. Nesta semana o quarteto de Londres lançou um segundo single para preparar a chegada de “Cavalcade”, de um jeito um pouco diferente. Foi para a faixa “Slow”, que saiu normal em um vídeo sinistro de animação, mas aos streamings chegou com uma versão mais “barulhenta” que a do disco. Com um “(loud)”, acompanhando o nome, para avisar.

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– BILLIE EILISH
Agora em versão loira californiana, a jovem Billie Eilish, 19 anos, foi assunto pop forte na semana ao anunciar o nome do seu álbum novo, a data de lançamento, mostrar a capa, revelar o tracklist e lançar um single-vídeo apresentando uma nova amiga, Seu segundo disco ganhou o nome de “Happier than Ever”, o sucessor do campeoníssimo “When We All go to Sleep, Where Do We Go?”, e vai sair no dia 30 de julho. Com 16 faixas, tipo a de abertura, “Getting Older” e a curiosa, no nome, “Billie Bossa Nova”. O detalhe desse disco é que ele não tem colaboração de compositores e produtores de fora. Tudo foi escrito por Eilish e produzido por seu irmão, Finneas. A gente já conhecia duas músicas de “Happier than Ever”, que tinham sido mostradas no ano passado: os singles “My Future” e “Therefore I Am”. E nesta quinta um terceiro foi apresentado, para a música “Your Power”. Com um vídeo, que botou Billie Eilish solitária nas montanhas interagindo com uma enorme anaconda.

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– KINGS OF CONVENIENCE
Eles são chatos mas são legais. O incrível Kings of Convenience, uma das bandas do norueguês Erlend “Shhhh” Øye e seu parceiro Eirik Glambek Bøe, a galera dos ós cortados, está lançando hoje a primeira música nova deles em 12 anos. DOZE. Chama “Rock Trail”, é mais ou menos o mesmo folk-pop delicado dos tempos em que eles abarrotavam shows no Brasil com um som beebadoobee que combina muito com a nova MPB, se essa fosse cantada em inglês. Noruega vem forte na música independente em 2021, com a Girl in Red revelando o primeiro disco e os “clássicos” KoC e Ida Maria lançando novos trabalhos. Esta “Rocky Trail”, do Kings of Convenience, ganhou inclusive um vídeo artsy fofo, num apartamento abertão absurdo de gostoso (foto na home). As outras bandas que lutem pelo topo do nosso Top 10 Gringo da semana que vem.

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Top 10 Gringo: A “nova” do Daft Punk pega o primeiro lugar. Mas um outro tipo de “a nova”. A Megan Thee Stallion, o Children Collide e o Alfie Templeman devolvem o ranking à normalidade

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* Semana de sabor esquisito por aqui. O Daft Punk acabou, a notícia doeu e a gente precisou abrir um espaço no nosso ranking de música nova para homenagear os caras da música do futuro, como se estivéssemos em 1995. Entende o rolê temporal? É nossa forma de agradecer por tantos anos de bons sons oferecidos pelo duo francês. Por isso que o primeiro lugar é deles. Mas isso não significa que estes dias de lançamentos não foram agitados. Quase todo o top 10 está reformulado. Mantivemos só a Claud e o slowthai, por razões de muito amor por esses discos deles.

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1 – Daft Punk – “Da Funk”
Resolvemos abrir uma exceção e celebrar no top 10 não um lançamento, mas um clássico. A notícia do fim do Daft Punk pegou a gente de surpresa, embora seja uma despedida até que alegre, já que é uma decisão da dupla com plena consciência. De tantas opções para esse nosso tributo à dupla, vamos de “Da Funk”, uma das peças fundamentais da estreia deles, “Homework”, de 1997. A música é um dos símbolos de quando a eletrônica saiu do underground para as massas. Quase no mesmo momento em que Prodigy e Chemical Brothers avançavam pelo gigantesco mercado norte-americano, o Daft Punk colocou a cena francesa no mapa – Air, Justice, Phoenix, o selo Kitsuné, por exemplo, devem tudo a eles.

2 – Children Collide – “Trampoline”
“Trampoline” é o single do primeiro álbum dos australianos do Children Collide em nove anos, “Time Itself”. Uma música nota 10 e que foi perfeitamente descrita pelo líder do trio, Johnny Mackay: “Soa como os Beatles no final de carreira misturado com o Smashing Pumpkins do começo”. Baita precisão. Além do musicão, vale lembrar que foi o Luiz Thunderbird que nos deu o toque deste som. O que fazer sem bons amigos, não é?

3 – Megan Thee Stallion – “Southside Forever Freestyle”
Megan Thee Stallion lançou um disco no ano passado e já soltou um single que não está nesse disco novo. “Southside Forever Freestyle”, uma homenagem à quebrada dela em Houston, no Texas, foi postada só no Youtube no dia do seu aniversário, como um autopresente, trazendo a seguinte mensagem: “Parabéns para mim mesma, #MeganMonday”. Autoestima é isso.

4 – Alfie Templeman – “Everybody’s Gonna Love Somebody”
Pensa em uma música “upbeat” fofa. Vídeo fofo. Tudo fofo. Esse é o rolê do Alfie Templeman aqui. Alfie, para quem ainda não conhece, tem 18 anos e é uma das revelações de um certo indie-R&B da música jovem inglesa. Sabe aquelas listas que rolam de promessas para 2021? O cara está em todas. E ainda nem soltou um álbum.

5 – Mogwai – “Ritchie Sacramento”
“As the Love Continues”, décimo álbum dos escoceses do Mogwai lançado na sexta-feira, a data que o primeiro single do grupo completou 25 anos, mantém o espírito experimental deles intacto. Mas a gente não deixa de ficar de cara com o espírito radiofônico de “Ritchie Sacramento”. Radiofônico para os nossos padrões, sim, ainda mais perto de canções de sete minutos e mais barulhentas. Legal um álbum que contemple esses dois aspectos.

6 – Cassandra Jenkins – “”Michaelangelo”
“An Overview on Phenomenal Nature”, segundo álbum da nova-iorquina Cassandra Jenkins, merece sua total atenção do começo ao fim. O disco todo dura uns 30 minutos em canções que se sucedem com extrema fluidez. Parece tudo uma coisa só. Tanto que parece sem sentido recomendar um som só, que não dá conta do todo. Por isso, escolhemos a faixa que abre o trabalho, “Michaelangelo”, que demostra um pouco da pegada da voz de Cassandra, da leveza que percorre as músicas do álbum sem deixar de dar espaço para uma eventual guitarra turbinada com fuzz.

7 – Katy Kirby – “Cool Dry Place”
Que tal mais um pouco de folk? A voz da vez é da texana Katy Kirby, que fez um tweet maravilhoso sobre seu álbum de estreia: “Grave um dsco ao longo de vários anos (…), beba meio copo de vinho 30 minutos antes de ser lançado e, então, veja o que acontece e o que você sente e quão perto você fica de começar a chorar”. Entendemos a ansiedade, mas desnecessário, Katy. Disco lindão. Aliás, outro exemplar de folk tranquilinho que sustenta espaço para barulheiras. A parte final desta “Cool Dry Place” é um absurdo.

8 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

9 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

10 – Will Joseph Cook – “Be Around Me”
Will Joseph Cook é daqueles artistas que despontam muito cedo e vai se transformando disco a disco. Hoje com 23 anos, parece um veterano no pop britânico “mais inteligente”. Um “veterano” sem medo de encarar novos caminhos. “Be Around Me”, do ensolarado álbum “Something to Feel Good About”, por exemplo, ganhou uma versão extra em um dueto com a cantora e youtuber americana Chloe Moriondo – sim, o disco já tinha saído e tudo mais, mas quem disse que não se pode relançar um som recente remodelado logo em seguida?

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* A imagem que ilustra este post é do duo francês Daft Punk.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo: Claud chega suprema. Slowthai entra rasgando. Dua Lipa vem tropical

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* Semana com dois discos do porte dos de Claud e slowthai facilitaram os trabalhos. É primeiro e segundo lugares, sem dúvida. A gente quase nem teve tempo de escutar outras coisas com a mesma atenção, mas a semana, em especial essa última sexta-feira de lançamentos, até que esteve movimentada no geral. Teve até um single inédito da Dua Lipa, pensa. E o disco de um inglês que é quase brasileiro, pensa 2. E outras paradas mais para a nossa parada. Chega ali na nossa playlist para ver o que foi capturado pela nossa anteninha.

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1 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

2 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

3 – Dua Lipa – “We’re Good”
A capacidade da inglesa para produzir hits é alguma coisa que está fora da curva. Do excelente “Future Nostalgia” já são cinco singles – um pique que só os grandes nomes têm. E, em vez de explorar ainda mais seu álbum, ela resolveu lançar uma versão ampliada dele com algumas novidades e parcerias reaproveitadas, como seu dueto com a Miley Cyrus. “We’re Good” conta com um som que não dialoga tanto com a vibração disco do álbum, soando mais contemporâneo – ou como escreveu alguém no site de letras Genius, “tropical”. Será uma nova direção?

4 – Jevon – “Girl from Bahia (feat. Tássia Reis)”
Esta quase que vai para a CENA, mas o Jevon é inglês, apesar das raízes brasileiras na família – seu avô, por exemplo, que deixou alguns discos brasileiros para ele. E é essa inspiração brasileira que guia “Fell in Love in Brasil”, álbum com participações de Marcos Valle, Rincon Sapiência, Tássia Reis e Jé Santiago. Coube aqui, caberia lá.

5 – Sharon van Etten – “On Your Way Now”
Sharon gravou em som para o documentário “Made in Boise”, um filme sobre a complexa experiência de quatro mulheres que são barrigas-de-aluguel. Nunca lançada oficialmente, agora temos mais que a música do filme na trilha. Sharon retocou a versão para dar um cara definitiva.

6 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando (ainda) no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.

7 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha do Steven. A bela “Strange Town”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçada por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, que por acaaaaaso vem a ser o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento. Encara?

8 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.

9 – Waxahatchee – “Fire”
10 – Kevin Morby – “Valley”
A gente assistiu em um programa da CBS americana uma parceria ao vivo entre Katie Crutchfield, a Waxahatchee, e Kevin Morby e lembramos que ambos lançaram belos álbuns no ano passado. Como ano passado ainda não existia o nosso Top 10, que tal dar a chance de eles aparecerem por aqui com duas belas músicas? E juntinhos no nosso pódio.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Claud.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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