Em Sonic Youth:

Registrada em março, mas sai só ano que vem. Veja a nova e bela música do Lee Ranaldo

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Com passagem recente pelo Brasil, o grande Lee Ranaldo, um dos fundadores da mítica banda noise americana Sonic Youth, que não existe mais, anunciou para o início de 2017 o lançamento de seu novo disco solo.

Intitulado “Electric Trim”, o álbum tem a produção do próprio guitarrista em parceria com Raul ‘Refree’ Fernandez, multi-instrumentista espanhol. Gravado em Nova York e mixado em Barcelona, o disco conta com participações especiais, com principal destaque para a diva indie Sharon Van Etten.

O primeiro single da obra será a faixa que dá título ao álbum e foi mostrado por Ranaldo ao blog cool francês La Blogothèque. Um detalhe sórdido é que a divulgação veio em um vídeo no qual o músico toca uma versão acústica e o registro data de março deste ano, feito em um hotel na cidade de Nova York. Ou seja, há grandes chances da versão final ser bem diferente, até porque a gravação foi full band.

Lee embarca nesta semana para uma turnê pela Europa e prometeu mostrar mais canções inéditas nas apresentações.

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A “volta” do Sonic Youth, que vai lançar um disco inédito com gravações antigas

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O seminal e finado Sonic Youth, que teve seu fim decretado em 2011, vai lançar um novo disco em junho. Novo, mas velho. Trata-se de uma coletânea de canções feitas para o filme “Made in U.S.A”, de 1987, dirigido por Ken Friedman. As gravações originais são de 1986 e foram lançadas em 1995.

Antes da trilha ser finalizada, a banda gravou uma session de ensaio com versões diferentes das canções, todas instrumentais, lembrando muito as jams que o grupo fazia ao vivo em seus shows.

E é este o material que será lançado dia 17 de junho, com o título “Sonic Youth: Spinhead Sessions”. O blog gringo BrooklynVegan soltou a primeira amostra do álbum, “Theme with Noise”, que pode ser ouvida abaixo.

Tracklist
1. Ambient Guitar & Dreamy Theme
2. Theme with Noise
3. High Mesa
4. Unknown Theme
5. Wolf
6. Scalping
7. Theme 1 (take 4)

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O livro de Kim Gordon. E o último show da história do Sonic Youth. Em São Paulo

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* Uma das mulheres mais fascinantes da história da música independente, a senhora Kim Gordon, lendária baixista do seminal grupo nova-iorquino Sonic Youth, lança na próxima terça-feira será lançado nos Estados Unidos, suas memórias em forma de livro.

“Girl in a Band”, editado pela HarperCollins, chega às lojas para botar pingos nos “is” sobre o fim polêmico de seu casamento com o genial guitarrista Thurston Moore, o que determinou o fim também de um dos mais importantes grupos indies que conhecessemos, que desde os anos 80 transformou o barulho em arte.

Em 2011, Moore arrumou uma namorada inglesa e foi viver dividindo apartamento em Londres. Hoje está com uma nova e superbanda, que inclusive foi a última e fantástica atração do Popload Gig em 2014, no Cine Joia.

Kim Gordon fala também, em sua biografia, de sua infância turbulenta com o irmão esquizofrênico. E relata como foi atravessar o prolífico rock alternativo dos anos 80, ajudar na explosão do grunge lá de Seattle nos 90, apadrinhando o Nirvana, e se manter íntegra nos anos 2000 e além. Gordon tirou o nome de suas memórias da música “Sacred Trickster”, do último disco do SY, “The Eternal”, de 2009. “”What’s it like to be a girl in a band?/ I don’t quite understand”.

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O último show do Sonic Youth, que segundo a “Time Out” de Nova York representou os dois finais mais contundentes da vida de Kim Gordon (o da vida na banda e o do longo casamento), é muito próximo a nós. E aparece retratado logo nas páginas iniciais de “Girl in a Band”.

Quis o destino que a banda terminasse seus longos serviços prestados à música independente no interior de São Paulo, em Paulínia, debaixo de chuva, como atração do finado festival SWU. Era 15 de novembro de 2011.

A cena final de Kim com o marido e com a banda é inesquecível. O show acabou com a maravilhosa “Teen Age Riot”, uma das canções mais lindas de todos os tempos, com a velha banda destruindo tudo em microfonia em um verdadeiro “teen spirit”, distorção que devia ser exposta em museu. Assim que a música, em uma versão de mais de 10 minutos, teve seu último barulho emitido, Kim Gordon, à época com 57 anos, abandona o palco imediatamente, enquanto Moore senta no palco para observar o público extasiado. O último público da história do Sonic Youth.

Este momento aqui embaixo, agora transformado em literatura.

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Thurston Moore traz a história do indie para São Paulo e encerra lindo o ano da Popload em shows

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* É noise. O ano incrível das “organizações Popload” se encerrou ontem, pelo menos no palco, com o show no Cine Joia, em São Paulo, do senhor Thurston Moore, um dos caras mais importantes da história da música independente. Moore trouxe uma superbanda com membros de seu grupo famoso, o Sonic Youth, mais a baixista do fundamental My Bloody Valentine, grupo inglês, fechando assim o círculo importante de representações com a mescla de pilares indies da cena americana e cena britânica: The Thurston Moore Band

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Quis o destino que o famoso baterista Steve Shelley, parceiro de longa data de Thurston Moore muito além do Sonic Youth, sofresse um grave problema de saúde na manhã do show paulistano, um descolamento de retina, sendo submetido a uma cirurgia às pressas aqui na cidade. O que poderia ter cancelado o show. Como se substitui, assim, em cima da hora, alguém do gabarito de Steve Shelley?

Com descolamento da retina, o baterista já tinha uma cirurgia agendada para a semana que vem nos EUA. Do outro olho. O problema de ontem aconteceu no olho “são”. Shelley recebeu só um conselho do médico daqui: “Sem movimentos bruscos por alguns MESES”.

Ficou tudo bem com Shelley mais tarde. Ele até compareceu ao Cine Joia para ver o amigo tocar, mas suas baquetas tiveram que ser entregues a um substituto brasileiro arrumado às pressas. O Babalu. Essa história incrível do indie paulistano que, de repente, tocou para a lenda Thurston Moore vai ser contada logo mais, em um outro post.

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Thurston Moore e sua banda executaram diante de olhos paulistanos seis músicas (mais duas no bis) em uma hora de apresentação enxuta, mas intensa. Não dá para tirar os olhos de Moore do primeiro ao último acorde. O cara que liderou uma revolução alternativa de guitarras lá atrás segue ficando ao lado do palco, contorcido e concentrado na guitarra e nos pedais. Bem mais Sonic Youth que os seus outros trabalhos anteriores, “Best Day”, seu mais recente disco e motivo principal desta turnê, ficou perfeito ao vivo.

Um show completamente diferente (nem melhor nem pior, diferente) daquele que veio ao mesmo Joia, dentro da turnê do álbum “Demolished Thoughts”. Mérito do baixo marcante de Debbie Googe? Não sei. Apesar da porção-sonic-youth, são também músicas com melodia, dessas que dá para cantar junto e viajar nos longos minutos instrumentais sem que um apareça mais que o outro. Banda entrosada, tudo na medida. Improvisações, distorções, muito barulho e projeções daquelas alucinógenas, que pareciam saltar das paredes da casa, os famosos mappings.

No setlist, seis músicas de “The Best Day” e duas de “Psychic Hearts”, de 1995, seu primeiro disco solo. Estava tudo lá, exatamente como a gente esperava. Quer dizer, quase tudo… Mas isso a gente guarda para um post seguinte.

Por enquanto fique com as fotos da performance da Thurston Moore Band ontem no Cine Joia. Por onde quer que se olhe, um show histórico. Mesmo.

As imagens são do poploader Fabrício Vianna.

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Thurston Moore, atração Popload Gig, libera seu novo disco para audição

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O distintíssimo Thurston Moore, com show imperdível marcado para o Popload Gig em 4 de dezembro no Cine Joia com sua nova banda que tem membros do Sonic Youth e do My Bloody Valentine (pensa), liberou a audição de sua mais nova obra, “The Best Day”.

Ele, inconfundível cantor, guitarrista e compositor dos mais respeitados da história do rock alternativo, convocou para sua nova banda nomes como Debbie Googe (My Bloody Valentine), Steve Shelley (Sonic Youth) e James Sedwards (Chrome Hoof).

“The Best Day” será lançado na próxima semana, dia 21 de outubro, mas ganhou audição na íntegra e gratuita no site do jornal inglês The Guardian. Como o próprio Moore andou falando em entrevistas, o álbum se divide entre canções com guitarras barulhentas e lindas baladas acústicas.

Os ingressos para o Popload Gig custam entre R$ 90 (meia-entrada) e R$ 180 (inteira), podendo ser adquiridos no ingresse.com ou nas bilheterias do Cine Joia, de segunda a sexta, das 14h às 18h.

** O Popload Gig com a Thurston Moore Band é apresentado pela Heineken.

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