Em sophia chablau e uma enorme perda de tempo:

Os Melhores Discos de 2021 da Popload – nacional

1 - cenatopo19

* A mesma dor “gostosa” que passamos ao tentar definir os melhores discos internacionais de 2021 sofremos para primeiro elaborar um Top 10 nacional dos mais significantes álbums lançados neste ano no Brasil, cada um ao gosto de seus votantes. Segundo, escolher uma ordem de “importância pessoal” para esses dez álbuns. E terceiro para, ainda dentro do gosto de cada um, pinçar o primeiro lugar dentro dessa turma de discos importantes que fizeram deste ano um dos melhores nesta produção incrível, variada e de muitas dimensões, camadas e cores desta CENA linda.

Cabe a nós, num computo geral dos votantes da Popload para os melhores discos nacionais de 2021 e estabelecendo uma nota para cada, esclarecer que estes quatro álbuns abaixo ocuparam o nosso pódio final:

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1. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal

2. “Olho de Vidro”, Jadsa

3. Baile”, FBC & VHOOR / “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L

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Abaixo, seguem os votos dos poploaders que durante o ano todo se embrenharam empolgadamente nesta vasta floresta que é a CENA brasileira de nova música ou de veteranos músicos lançando novidades. Tem para tudo e para todos na enorme trilha sonora que embala esta terra brasilis muito loka. Mas também muito rica e criativa.

juçara

** Lúcio Ribeiro

1. “Olho de Vidro”, Jadsa
2. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
3. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
4. “Baile”, FBC & VHOOR
5. “Sankofa”, Amaro Freitas
6. “Ultrassom”, Edgar
7. “III”, Giovanna Moraes
8. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
9. “Torus”, Carlos do Complexo
10. “Diretoria”, Tasha & Tracie

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** Isadora Almeida

1. “Pacífica Pedra Branca”, Jennifer Souza
2. “Olho de Vidro”, Jadsa
3. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo
4. “De Primeira”, Marina Sena
5. “Baile”, FBC & VHOOR
6. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
7. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
8. “Jovem OG”, Febem
9. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
10. “Bebé”, Bebé

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** Vinicius Felix

1. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
4. “Olho de Vidro”, Jadsa
5. “Esculpido a Machado”, Leall
6. “Diretoria”, Tasha & Tracie
7. “Borogodó”, Mc Carol
8. “Batuque de Magia”, Art Popular
9. “Rocinha”, Mbé
10. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo

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** Dora Guerra

1. “De Primeira”, Marina Sena
2. “Delta Estácio Blues”, Juçara Marçal
3. “Baile”, FBC & VHOOR
4. “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 2”, Don L
5. “Dolores Dala Guardião do Alívio”, Rico Dalasam
6. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
7. “Diretoria”, Tasha & Tracie
8. “Síntese do Lance” – João Donato e Jards Macalé
9. “Meu Coco”, Caetano Veloso
10. “Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo”, Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo

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** Tallita Alves

1. “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar
2. “Chegamos Sozinhos em Casa”, Tuyo
3. “Trava Línguas”, Linn da Quebrada
4. “Portas”, Marisa Monte
5. “Te Amo Lá Fora”, Duda Beat
6. “Indigo Borboleta Azul”, Liniker
7. “Doce 22”, Luísa Sonza
8. “Meu Coco”, Caetano Veloso
9. “De Primeira”, Marina Sena
10. “Baile”, FBC & VHOOR

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POPNOTAS CENA – O Do Sol volta hoje. Letrux está sozinha junto com todo mundo. Sophia Chablau e Jadsa no Blue Noite. Maglore no Cine Joia. O “Menino” do RRocha

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– O gigantesco festival independente brasileiro Do Sol, que acontece desde Natal, RN, um dos mais tradicionais do calendário de eventos brasileiro, volta a ser presencial a partir de hoje e em duas etapas: uma agora em dezembro, que vai desta noite até domingo e é considerado um “aquecimento”. E o festival mesmo em janeiro, chamado Jardim do Sol, que rola nos sábados 15, 22 e 29 e terá como destaques os baianos do Àttooxxá, a mineira hype Marina Sena e o duo Ferve e Bixarte, entre outros. O Do Sol warm-up de agora será na Casa da Ribeira e o Do Solzão de janeiro é na Capitania das Artes. Toda a info de programação e ingresso aqui.

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– A cantora carioca Letrux soltou novo single, de nome ótimo (em inglês e strokiano). “We’re All Alone Together” chegou hoje aos streamings gerais, mas foi composta em 2013, para quem acha que é uma canção pandêmica. Recentemente Letrux soltou quatro singles que estavam “guardados” há algum tempo, para aproveitar a temporada forçosamente parada. O lançado hoje mais “I’m Trying To Quit” (de 2013), “Isso Aqui é um Campo Minado” (de 2008) e “Sai da Minha Cabeça” (2007). A melhor parte desta ótima “We’re All Alone Together” é quando ela vem com seus textos em português, recitados. Recentemente, Letrux ainda divulgou o vídeo para “Cuidado, Paixão”, de seu segundo disco, “Letrux aos Prantos”, lançado na virada do mundo para a pandemia, em março de 2020. Mas agora vêm os shows do disco. Letrux se apresenta nesta sexta, sábado e domingo no Sesc Pompéia, em SP. Hummmmm.

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– Dobradinha muito esperta de shows indies acontece neste domingo, 12, no aconchegante palco do Blue Note, na Avenida Paulista. A ótima banda paulistana Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo e a não menos ótima guitarrista baiana Jadsa se apresentam dentro do projeto On Stage Talks – O Futuro é Agora, promovido pela conhecida On Stage Lab. Sophia e sua linda gangue toca músicas de seu recente primeiro álbum homônimo (selo Risco) às 19h30. Uma hora depois, é a vez de Jadsa (foto abaio) mostrar ao vivo as canções de seu elogiadíssimo álbum “Olho de Vidro” (selo Balaclava), um dos melhores discos deste ano tanto quanto o da Sophia. Ingressos, em mesa, como bem funciona o Blue Note, podem ser comprados aqui.

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– O gaúcho RRocha, nome artístico de Rafael Rocha, ex-Wannabe Jalva, lançou em agosto um livro e um filme que também era um disco, o EP “Conterrâneos Estrangeiros” (selo Bananada), seu primeiro trabalho solo inteiro, digamos. Hoje, ele revela o vídeo da faixa “Menino”, deste EP. Diferentemente de outros vídeos, cujo foco eram de imagens gaúchas, desta vez RRocha traz uma obra visual que mostra a comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. A faixa traz a participação especial do rapper carioca Ramonzin.

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– A banda baiana Maglore, do guitarrista e vocalista Teago Oliveira, é atração desta sexta-feira no Cine Joia, na Liberdade. É o reencontro do quarteto com o público em quase dois anos. O show será especialíssimo para os maglores grupo estará acompanhado de um trio de metais, apresentando clássicos dos 12 anos de carreira. Podemos adiantar que, pelo que já vendeu de ingresso, o Joia vai estar bem bonito para o rolê do Maglore. Ingressos aqui.

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Iê-êêêêêê-iê. Saiu o single de “Lithium” ao vivo do Nirvana em Melbourne, de 1992. “Nevermind” volta às paradas no EUA e no Reino Unido

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* Segue o fuzuê saudosista em torno do Nirvana, muito por conta do aniversário de 30 anos do álbum “Nevermind”, histórico, assunto forte na música no mês de setembro. O disco de 1991, a gente já falou pacas, saiu em edição especial comemorativa deluxe em muitos formatos, a serem entregues pelo correio a partir de novembro, dependendo do tipo e tamanho da caixa. Em novembro, dia 12, chega a edição digital.

Um desses vários formatos vai trazer um disco bônus de performance ao vivo da banda de Kurt Cobain dentro da “Nevermind Tour”, com faixas tiradas de shows na Califórnia, na Austrália, na Holanda e no Japão.

Em algum momento de ontem foi postado na conta do Youtube do Nirvana o áudio de “Lithium”, dessa caixa comemorativa do “Nevermind”, captado do show da banda na australiana Melbourne em 1992, que à época foi transmitido ao vivo na maravilhosa rádio local Triple J, uma das prediletas da casa. É de onde vem a versão que entrará no disco.

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* Não era difícil de prever, o “Nevermind” voltou às paradas americanas de rock e na de música alternativa, divulgada pela “Billboard”. No chart britânico, que quase nunca deixou de frequentar, o segundo álbum do Nirvana emplacou um Top 30, graças ao aniversário do disco. Na “Billboard”, o “Nevermind” reapareceu no Top 50 pela primeira vez desde 2011, época em que saiu a edição deluxe comemorativa dos 20 anos.

Desde que foi lançado, em 1991, o “Nevermind” passou 543 semanas no “Billboard 200”. E nos EUA vendeu cerca de 10 milhões de cópias.

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* Já que estamos falando da bombástica “Lithium”, vale trazer aqui de novo a versão que a banda nova paulistana Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo fez em especial para a Popload, na semana de aniversário do “Nevermind”, agora em setembro. Ninguém do quarteto indie de SP era nascido quando o Nirvana lançou seu segundo disco. Ainda assim, toda a energia do Nirvana foi lindamente captada.

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Nevermind 30 Anos – Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo faz cover de “Lithium”, do Nirvana

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* Banda em que os integrantes têm em média 22 anos de idade, o quarteto paulistano Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo é, portanto, muito mais nova que o álbum “Nevermind”, do Nirvana, que hoje completa 30 anos e ganha especial na Popload. O mundo musical tinha virado, Cobain já tinha se matado e Sophia e seus amigos não eram nem projeto de vida de seus pais, provavelmente.

Então se torna maravilhoso que uma banda assim faça, com todo esse distanciamento temporal, aceite e se entregue ao máximo para fazer sua leitura em cover de uma banda daquela. Captando a essência, a energia, a fúria do “teen spirit” de forma tão pura até na feitura do vídeo, que tem umas partes congeladas em conceito.

Dá até uma emoção a Popload publicar essa cover especial do “hino dentre os hinos” que é “Lithium”, faixa do “Nevermind”, por parte de Sophia, Téo, Theo e Vicente. Daria no Kurt Cobain, certeza.

Na sequência, os quatro SCUEPDT dão seu depoimento sobre como o Nirvana entrou na vida deles e a relação atual de fã de cada um dos membros da banda novinha com a lendária banda antiga.

Lembrando que o ótimo “Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo”, o disco de estréia do quarteto, saiu em abril.

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Top 50 da CENA – Liniker vai ao topo até improvisando (ou por isso mesmo). Luana Flores traz suas conexões ao pódio. Sophia Chablau não perde tempo e fica em terceiro

1 - cenatopo19

* Que semana quente, não só na temperatura. Quase que a gente troca todos os dez primeiros do nosso top, mas resolvemos ser conversadores. Mantivemos alguns sons, mas a maioria é novidade. Complicado mesmo foi decidir quem ficava em primeiro, parecia um grande empate técnico. E meio que é assim mesmo. Como a gente gosta de contar, o Top 50 é só uma desculpa para a gente falar das músicas que nos agradam. E fazer a nossa playlist, para escutar (e entender) “o todo”. Do primeiro ao 50ª lugar, para nós, não tem erro.

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1 – Liniker – “Mel” (Estreia)
No excelente primeiro álbum solo, “Indigo Borboleta Anil”, Liniker arrebenta em uma série de músicas que passeiam de maneira habilidosa entre dores e alegrias, como é a vida, não? Do balanço a momentos de reflexão, são muitas as músicas que a gente ficou tentado a colocar em primeiro lugar, como “Baby 95” e “Lalange”. Mas ficamos com um dos momentos mais interessantes do álbum, onde ela aparece muito à vontade com voz e violão, sem clique, cantando uma música que aparentemente seria preterida, mas que na real não poderia ficar de fora do disco. Você que lê a gente sabe o quanto somos fissurados em uma metalinguagem. Liniker parou o andamento do disco para avisar, nele, que a seguir vem uma faixa bônus. É uma ideia muito boa de intimidade com seu fã. E acaba que sendo mesmo uma das músicas mais gostosas do álbum. Fora que faz esse fã se sentir parte daquilo. Que bom que ela fez esta no improviso, sem medo de desafinar, e não deixou de fora de “Indigo Borboleta Anil”.

2 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (Estreia)
Em “Nordeste Futurista”, Luana, que é da Paraíba, chega arrepiando em propor muitas conexões sonoras de ritmos da região com a música eletrônica. Melhor que o verbo “propor”, dá para dizer que Luana realiza com sucesso tipo uma cientista essa mistura para conseguir construir algo novo. Um diálogo criativo em ritmo, sons e na letras, que abordam a questão LGBTQI+.

3 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (Estreia)
Entre Pavement e Ana Frango Elétrico, Sophia e sua turma fazem tudo certo aqui. A cadência, depois a intensidade, a voz, a letra, o clima e o clímax. A música já tem um tempo e talvez até a gente já tenha falado dela aqui, mas retomamos porque a banda acabou de lançar um vídeo maravilhoso deste som que coloca os sentidos visuais para dialogar com a poesia da letra. Que galera nova boa.

4 – Juçara Marçal – “Crash” (1)
Uau. Que pancada quase literal é este novo single da Juçara Marçal. Com letra do rapper Rodrigo Ogi e produção de seu superparceiro Kiko Dinucci, Juçara chega estraçalhando com aqueles que querem com ferro ferir. Além da letra certeira e sua interpretação para lá de inspirada, sonoramente este single aponta que o álbum “Delta Estácio Blues” vai trazer novos elementos para sua rica discografia, onde o experimentalismo mais de banda embarca em uma experimentação eletrônica. Na ansiedade, falamos em disco do ano. Vamos ver.

5 – Cesar MC – “Antes Que a Bala Perdida Me Ache” (Estreia)
Conhecido das batalhas de rimas há alguns anos, Cesar MC estreia em álbum com feats poderosos de Djonga e Emicida, que chegam em versos que facilmente caberiam em discos seus, pesadões. Com boas linhas e mirando na farsa da meritocracia e o peso do racismo estrutural, o rapper faz bem a difícil transição das batalhas de improviso para as linhas que viram canções.

6 – Alice Caymmi – “Serpente” (Estreia)
Chega forte o novo single da Alice Caymmi, que tem produção dela e da talentosíssima Vivian Kuczynski. A parceria dessa dupla é um porradão em termos de som. Na letra, mais pancada, com Alice reivindicando contar a história de um amor que não andava dando muito certo. “Se eu amei um dia é problema meu/ A verdadeira história/ Quem conta sou eu.”

7 – Coruja BC1 – “Tarot” (Estreia)
Single novo do rapper Coruja BC1 deixa todo mundo bem ansioso para o álbum que ele prepara. Dizem por aí que está pesado. Dos muitos bons versos, chama atenção a autocrítica que ele faz a uma visão antiga de mundo que tinha: “Já quis tá cinco anos à frente, desculpa o que eu vou dizer/ Hoje eu quero só viver o presente sem pressa de envelhecer”.

8 – Curumin – “Púrpuras” (Estreia)
Que saudade que estávamos do Curumin. Bom saber que ele está de volta com este super-single, que chega totalmente apaixonado. Aquele clima sabe? Aquela ansiedade de dar uma ligadinha ou receber aquela ligação. A composição é parceria braba dele com Vitor Hugo (do Bloco Lua Vai), Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção e a rapper Nellê.

9 – Nelson D – “Toy Boy” (2)
O artista electroindígena Nelson D vai muito bem em seu segundo álbum, “Anga” (“Alma”, em nheengatú). Em “Toy Boy”, por exemplo, ele mostra todo seu conhecimento de música eletrônica e desenvolve uma longa e hipnotizante faixa. Como ele gosta de dizer: “A parte instrumental de muitas das minhas músicas são uma tentativa de criar uma trilha musical para essa geografia pessoal”. E aqui impressiona que ele deixe um território tão livre para a nossa imaginação flutuar.

10 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (3)
Rei Lacoste é dos nomes mais inventivos da CENA de Salvador. Artista que estudou cinema antes de embarcar na música, ele escolhe o trap como elemento de sua exploração artística. Um pé no pop e outro pé em Glauber Rocha, sacou? Já no título deste som você já vê a brincadeira. Tutorial vem dos tutoriais da internet. E aprender a ser amado é uma bela inversão já que é mais fácil imaginar por aí um tutorial de como amar ou conquistar alguém e tal. Lacoste aprontou aqui.

11 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (14)
12 – Isabel Lenza – “Eu Sou o Meu Lugar” (11)
13 – Luedji Luna e Zudzilla – “Ameixa” (4)
14 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (5)
15 – Marina Sena – “Me Toca” (6)
16 – Majur – Ogunté (7)
17 – Fresno – “6h43 (Nem Liga Guria)” (8)
18 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (9)
19 – Papangu – “Ave-Bala” (10)
20 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (11)
21 – Autoramas + Dead Fish – “Sem Tempo” (12)
22 – Jade Baraldo – “Não Ama Nada” (13)
23 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (20)
24 – GIO – “Sangue Negro” (21)
25 – Tuyo – “Turvo” (22)
26 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (23)
27 – Rodrigo Amarante – “Maré” (27)
28 – Criolo – “Fellini” (28)
29 – Amaro Freitas – “Sankofa” (29)
30 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (30)
31 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (31)
32 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (32)
33 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (33)
34 – Jonathan Ferr – “Amor” (34)
35 – Jadsa – “Mergulho” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
38 – Yung Buda – “Digimon” (40)
39 – FEBEM – “Crime” (42)
40 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (21)
41 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
42 – Boogarins – “Supernova” (44)
43 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
45 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
46 – Mbé – “Aos Meus” (48)
47 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
48 – LEALL – “Pedro Bala” (50)
49 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
50 – Tagore – “Capricorniana” (20)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Liniker.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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