Em soundgarden:

Na guitarra de Tom Morello e na voz de Serj Tankian, Chris Cornell continua vivendo em mais uma versão de “Like A Stone”

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Pelo visto, o mundo da música ainda não superou (e nem vai, muito menos deve) a morte de Chris Cornell, o eterno líder do Soundgarden, dono de uma voz singular, que nos deixou tão jovem.

Neste final de semana, Tom Morello recordou seu ex-companheiro de Audioslave durante um show em Columbus, Ohio. Após um medley de canções com sua guitarra, Morello deu início aos acordes de “Like A Stone”.

A surpresa veio logo em seguida, quando Serj Tankian, o cara do System Of A Down, apareceu para cantar a canção que foi um grande hit do Audioslave. O público, antenado, registrou o momento.

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Tributo a Chris Cornell em Los Angeles comove o rock. Veja muitos vídeos

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* Aconteceu ontem em Los Angeles, durou mais de quatro horas, no Brasil já era de manhã quando acabou e teve a maior quantidade de gente conhecida da música o evento tributo ao saudoso roqueiro grunge Chris Cornell, ex-Soundgarden e Audioslave entre outras bandas significantes, que se matou aos 52 anos em um quarto de hotel em Detroit, em maio do ano passado. Chamou-se I Am the Highway – A Tribute to Chris Cornell.

O grande show, assistido pela Popload ao vivo via Periscope, alternou entre mostrar os singles esperados e coisas menos óbvias da carreira do Chris Cornell. De cara, as melhores partes: Dave Grohl cantando “Show Me How to Live”, do Audioslave”, Ryan Adams cantando a maravilhosa “Fell on Black Days”, do Soundgarden, e Miley Cyrus (!!!!) cantando “Say Hello to Heaven”, do histórico Temple of the Dog (banda-embrião da famosa cena de Seattle do final dos 80, começo dos 90, aquela em que o Nirvana apareceu em 1991 e BOOOOOM!!. No ano passado Seattle deu a Cornell uma estátua de bronze no imponente Seattle Center, parque de artes que tem a “agulha”).

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Miguel cantando “Reach Down”, com Temple of the Dog, foi destaque da noite, também. Os Foo Fighters, acima, mandaram três músicas bem lado Z do Soundgarden, o que foi bem interessante. O “Queen” Josh Homme cantou “Rusty Cage” na versão Johnny Cash, interpolando um trecho de “Hand of Doom”, do Black Sabbath, no meio. Metallica tocou duas covers (ruins) de Soundgarden, e inexplicavelmente, tocou duas músicas próprias (why?).

No último segmento da noite, foi o esperado momento do Soundgarden tocar com convidados nos vocais. Taylor Momsen (The Pretty Reckless) e o relativamente desconhecido Marcus Durant mandaram bem em suas respectivas músicas. Taylor Hawkins (Foo Fighters) foi excepcional nas absurdas “I Awake” e “The Day I Tried to Live” – que também contaram com Buzz Osborne (Melvins). Para fechar a grande noite em memória de Cornell, uma bela versão de “Black Hole Sun” com a cantora folk Brandi Carlile, e Peter Frampton na guitarra.

O principal evento deste ano que mal começou e já considero pacas. Entre muuuuitas coisas, teve…

* “The Day I Tried to Live (com Taylor Hawkins)

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* “Say hello to Heaven” (com Miley Cyrus)

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“All Night Thing” (com Fiona Apple)

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* “Show Me How to Live” (com Dave Grohl)

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* “Fell on Black Days” (com Ryan Adams)

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* Todas do Foo Fighters

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* “Hunger Strike” (Brandi Carlile e Chris Stapleton)

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* “Hunted Down” (meio Alice In Chains, meio Pearl Jam, e Josh Freese, ex-NIN, moendo na batera)

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* “Redemption Song” (Ziggy Marley e Toni Cornell, filha do Chris Cornell)

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* “Black Hole Sun” (com Brandi Carlile, e Peter Frampton)

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Pearl Jam relembra Chris Cornell e Tom Petty em covers emocionantes. E ainda toca Stooges, MC5 e mais

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Foto: Dave Vann

Foto: Dave Vann

Uma das grandes sacadas dos shows do Pearl Jam são as infinitas covers que Eddie Vedder e seus companheiros costumam fazer. Lembro que no show deles em BH em 2015, por causa da chuva que não parava na capital mineira, eles começaram o show meio que de improviso tocando “Rain”, dos Beatles. Daí já dá para ver.

Semana passada, no primeiro show deles em Seattle, Eddie prestou uma homenagem aos professores do mundo todo tocando White Stripes. No show seguinte, ele foi além e prestou tributo às memórias de Chris Cornell e Tom Petty.

Do Soundgarden, o Pearl Jam tocou “Missing”, canção rara de um EP chamado “Poncier”, de 1992. Já de Tom Petty, Eddie e seus amigos tocaram “I Won’t Back Down”. O vocalista do PJ relembrou que a última vez que viu Petty foi justamente no mesmo estádio onde eles estavam tocando, no verão do ano passado, em um show do músico que morreu poucas semanas depois.

Mais para o fim da apresentação, o Pearl Jam recebeu no palco o guitarrista do Soundgarden, Kim Thayil, para uma reedição de “Kick Out the Jams”, do MC5, e ainda “Search and Destroy”, dos Stooges. Sobrou tempo para uma versão de “Sonic Reducer”, dos The Dead Boys, esta também acompanhada por Mark Arm e Steve Turner, do Mudhoney.

SETLIST (via CoS)
Oceans
Footsteps
Nothingman
Why Go
Brain of J.
Interstellar Overdrive (Pink Floyd cover)
Corduroy
Rats
In Hiding
Whipping
Even Flow
Missing (Chris Cornell cover)
Daughter (with “W.M.A” and “It’s Ok” tag)
Immortality
I’m Open
Unthought Known
Can’t Deny Me
Do the Evolution
Lukin
Porch

Encore:
I Won’t Back Down (Tom Petty cover) (EV solo)
Thin Air
All or None
Better Man (with “Save It for Later” by English Beat tag)
Crown of Thorns (Mother Love Bone cover)
Kick Out the Jams (MC5 cover) (with Kim Thayil)
Spin the Black Circle
Rearviewmirror (with “Fernando” (ABBA) snippet)

Encore 2:
Crazy Mary (Victoria Williams cover)
Jeremy
Leash
Search and Destroy (Iggy and The Stooges cover) (With Kim Thayil, Steve Turner, and Mark Arm)
Sonic Reducer (Dead Boys cover) (With Kim Thayil, Steve Turner, and Mark Arm)
Alive
Baba O’Riley (The Who cover)
Yellow Ledbetter

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Chamas que nunca se apagam: em uma de suas últimas gravações, Chris Cornell canta material inédito de Johnny Cash

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Duas figuras que fazem parte da memória da cultura pop, Chris Cornell e Johnny Cash serão revividos em “Forever Words”, novo projeto que consiste em uma coleção de canções escritas e não lançadas por Cash.

Cornell cantou em “You Never Knew My Mind”, que mescla duas músicas de Cash, a de mesmo nome, escrita em 1967, e outra chamada “I Never Knew Your Mind”. Esta foi uma das últimas gravações do ex-líder do Soundgarden, que morreu em maio de 2017.

“Johnny Cash: Forever Words” tem co-produção de John Carter Cash, seu filho, e conta com nomes como Willie Nelson, Alison Krauss e Kacey Musgraves na obra, que será lançada dia 6 de abril.

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Chester Bennington, do Linkin Park, é encontrado morto no dia do aniversário de seu amigo Chris Cornell

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Mundo pop em chamas com a bomba antecipada pelo site de fofocas/notícias de entretenimento TMZ na tarde desta quinta-feira, da morte de Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, aos 41 anos.

As primeiras informações dão conta de que o cantor se enforcou em uma casa em Palos Verdes Estates, região de Los Angeles. Chester deixa seis filhos, frutos de dois casamentos.

No entanto, o que começa a pipocar na internet, atentado pelo próprio TMZ, é um possível link da morte de Chester com a de outro cantor, Chris Cornell, que também se suicidou há cerca de dois meses. Os dois eram amigos muito próximos e Chester era padrinho de um dos filhos do ex-líder do Soundgarden.

A amizade entre os dois era tamanha que Chester foi quem cantou “Hallelujah” no funeral de Cornell. À época, o vocalista do Linkin Park publicou uma carta aberta a Chris com linhas pesadas, do tipo: “Você me inspirou de diversas formas, o seu talento era sem igual. A sua voz era alegria e dor, fúria e perdão, amor e mágoa em uma só”, e “Não consigo imaginar um mundo sem você e peço para que você encontre paz em uma outra vida. Obrigado por ter me deixado fazer parte da sua”.

O detalhe mais marcante de todos até o momento é que hoje, 20 de julho, Chris Cornell completaria 53 anos de idade. Ai…

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