Em squid:

Squid também leva seu indie-punk quebrado para americano ver (e ouvir). Confira session dos ingleses para a rádio KEXP, de Seattle

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* Hoje estamos meio pós-punks por aqui, então toma uma performance cool da banda Squid, de Brighton, Inglaterra, que lançou um bacanaço disco de estreia em maio deste ano, chamado “Bright Green Field”. Pela gravadora Warp, ainda por cima.

O disco, só para constar, ganhou um pomposo 8 do site “Pitchfork” e um texto apaixonado na revista de alta cultura “New Yorker”, para você ter uma ideia. A publicação chamou a banda de “sem limites”, num boooom sentido. É ouvir qualquer coisa deles para entender a louvação.

O quinteto, que ainda por cima tem o baterista Ollie como vocalista, e que vocalista, foi convidado para dar entrevista e tocar cinco músicas para a prestigiosa session da rádio americana cool KEXP, de Seattle. O minishow foi gravado em Londres, agora em agosto, no comecinho do mês.

As músicas performadas são “Peel St.”, “G.S.K.”, “Global Groove”, “2010” e “Paddling”. Teve entrevista com os meninos entre um som e outro. E o vídeo da session tem uma edição bem esperta.

E aí, está pronta ou pronto para uma banda sem limites numa segunda-feira?

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The brits are coming. Squid e Wolf Alice no galpão, ao vivo

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* Cada um na sua, duas bandas inglesas trazem novidades em performances ao vivo em galpões. A começar pela Wolf Alice, uma das atrações do final de semana que passou no Glastonbury online, e que está prestes a lançar seu terceiro álbum, “Blue Weekend”. Disco sai dia 4 de junho.

O grupo da guitarrista e cantora Ellie Rowsell (foto acima) postou em seu Youtube uma performance própria de “Smile”, faixa do álbum novo. A música foi o segundo single lançado de “Blue Weekend”, que veio à luz há um mês. Foi uma das canções tocadas também na Fazenda Worthy, para o Glasto 2021 especial

Já a banda nova Squid, quinteto pós-punk todo quebrado de Brighton, sul da Inglaterra, gravou em galpãozão uma performance sua para o programa do Jools Holland, na BBC de Londres.

O grupo, cujo vocalista é o baterista Ollie Judge (foto na home), uma das atrações do anunciado Primavera Sound 2022 e que soltou seu álbum de estreia, o lindão “Bright Green Field”, no último dia 7, tocou a faixa “Paddling”, que a rádio online 6Music adoooora tocar.

Sacode um pouco sua terça-feira com esses dois barulhinhos.

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POPLOAD NOW – Oito razões que provam que o Primavera Sound 2022 vai ser o maior festival dos últimos tempos

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* Manhã agitadíssima no mundo da música, mais precisamente dos festivais e da volta deles pós pandemia. O gigante catalão Primavera Sound, reconhecido internacionalmente pela sua absurda curadoria, anunciou seu incrível line-up para a edição de 2022, junho do ano que vem, de 2 a 5/6 e depois de 9 a 12/6. Portanto não terá apenas UM final de semana de realização, como de costume, mas sim DOIS findes de programação, além de shows espalhados por Barcelona no meio deles. Para compensar os dois anos sem festival, vão fazer um Primavera Sound 2020 e um 2021 em 2022. Está entendendo?

Bom, a escalação do Primavera Sound está melhor do que o esperado. PORQUE ESTÁ TODO MUNDO LÁ.
É talvez o festival “mais próximo” da Popload, até mais que o Glastonbury. Essas bandas todas que diariamente vêm sendo faladas aqui, ganhando posts e posts neste site de guerreiros indies, TODAS ESTÃO ESCALADAS na edição do ano que vem do festival espanhol. É muita emoção.

Agora aumenta a foto aí e ajusta a visão, porque o pôster não colabora muito para ver as maravilhosas linhas pequenas de bandas.

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Bom, mas vamos ao que interessa. O Primavera deve ser hoje o maior e mais legal festival do mundo e PODEMOS PROVAR POR QUÊ.

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1 – HEADLINERS DE PESO

Depois de ter duas edições seguidas adiadas por conta da COVID 19, a edição de 2022 juntou alguns dos artistas previamente anunciados e trouxe nomes fortíssimos para a volta do festival. Pavement, Strokes, Massive Attack, Tame Impala, Nick Cave and the Bad Seeds, Gorillaz, Beck, Tyler the Creator, Lorde, Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Jorja Smith, The National e Jamie XX. Está bom para você?

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2 – LINHAS PEQUENAS QUE IMPORTAM

Estes dias comentamos sobre o “polêmico” Lollapalooza Chicago 2021, que foi questionado por muitos por ter nomes menos conhecidos e estar recheado de DJs.
No espanhol Primavera Sound isso não é problema. Aliás, problema mesmo é acompanhar tanta banda legal anunciada.
Ainda em letras “médias” do seu teste de oftalmo, algumas bandas que amamos: Bikini Kill, Fontaines D.C., Slowthai, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kim Gordon, Idles, Charli XCX, Caroline Polachek, Kacey Musgraves, Rina Sawayama, Girl in Red, A.G. Cook, Jehnny Beth, Shame, Honey Dijon, Black Midi, Black Lips, DJ Shadow, Disclosure, Big Thief, Playboi Carti, Pa Salieu, Slowdive, Run The Jewels, M.I.A., Burna Boy, Brittany Howard, Jessica Pratt, Shellac, Celeste, King Princess, Sky Ferreira, Romy… ENTRE OUTROS.

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3 – VÁRIOS AMIGUINHOS DE SHOWS NA POPLOAD

Além de headliners familiares da casa, tipo Tame Impala, Lorde, Nick Cave, Jamie XX, tem também vários outros nomes que trouxemos ao Brasil para Gigs e Festival: Metronomy, Khruangbin, Jesus and Mary Chain, Yo La Tengo, Sharon Van Etten, Caribou, Beach House, Little Simz, Courtney Barnett…

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4 – NOMES PARA FICAR DE OLHO

O festival talvez seja um dos maiores termômetros do que você pode esperar para ver em outros eventos musicais pelo mundo, até em anos posteriores. Bandas que ainda vão estourar em muito lugar, achadinhos que valem a pena.
Nossas antenas aqui na Popload estão sempre bem ligadas e neste line-up do Primavera Sound vimos vários nomes que cantamos a bola ao longo do ano: Dry Cleaning, Sinead O’Brien, Black Country, New Road, Porridge Radio, Squid, Working Men’s Club, Rolling Blackouts Coastal Fever, Viagra Boys, The Murder Capital, The Weather Station, Shame, Beabadoobee, Faye Webster, Tim Burgess, Iceage…

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5 – FESTIVAL DIVERSO E EQUILIBRADO

Talvez uma das coisas mais legais de ver acontecendo em eventos como este é a preocupação em ter uma programação balanceada em questões de gênero. Isso já era uma preocupação quando o Primavera Sound anunciou a edição de 2020 e que felizmente se repete para o próximo ano.
Mais felizes ainda ficamos em ver a que talvez seja a melhor representante brasileira nesse quesito: Pabllo Vittar está confirmadíssima!

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6 – MAIS?

Sim, o Primavera Sound 2022 recém-anunciado tem tudo acima e mais um pouco. Cada olhada mais atenta ao line-up do festival espanhol soltam aos olhos bandas incríveis que na tontura das primeiras olhadas tiveram o foco desviado. Mas aí a gente volta ao pôster e vai vendo que ainda vai ter Sampa the Great, Connan Mockasin, Tops, Pond, El Mató a un Policia Motorizado…

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7 – COVID

Diferentemente de como foi semana passada com o anúncio de outro festival gigantesco, o Lollapalooza americano, o espanhol Primavera Sound não gastou muito tempo se referindo a medidas contra a Covid.

A despeito de novas ondas e cepas do vírus, acredita-se que até o ano que vem toda a Europa esteja vacinada.

Em março deste ano, um teste do setor de música ao vivo foi feito em Barcelona, em um show para 5 mil pessoas com testes negativos para a Covid-19. Boa parte usava máscara. Mas outra parte não. E não tinha distânciamento, todo mundo estava junto. Cerca de quatro casos dos presentes foram confirmados a posterior, mas nada garantindo que a contaminação veio do show-teste.

Em 2019, em sua última edição, cerca de 220 mil pessoas foram ao Primavera. Em 2020, com o final de semana dobrado para o evento, espera-se o dobro disso. É tradicional que pelo menos metade desse público que atenderá o festival venha de outras partes da Espanha e dos países europeus vizinhos. Muitos ingleses costumam viajar a Barcelona no verão para ver o Primavera Sound.

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8 – BARCELONA

Cidade deliciosa, bonita, no Mar Mediterrâneo, rota para outros lugares legais na Espanha e até tiro curto para fora dela, verão europeu, comidas e bebidas incríveis, rica em arte em museu e na rua, o Barcelona, o bairro gótico, clubes incríveis, programação esperta nos dias de semana, pertinho de Ibiza. E um festival como o Primavera para encarar. Se o problema não for $$$, exatamente, e as ondas zoadas da Covid deixar, não vai ter melhor lugar no mundo para se estar em junho de 2022.

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* Abaixo, o genial filminho de apresentação do line-up do Primavera Sound 2022.

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PS: O Primavera Sound avisou no Intagram dele que, além de acionar o zoom para ver o line-up, a gente pode esperar MAIS ATRAÇÕES A SEREM ANUNCIADAS. OK?

Ah, e ainda o festival vai acabar com uma grande festa na praia, em 12 de junho, com uma penca de DJs tocando na praia de Sant Adrià de Besòs, incluindo Nina Kraviz, Amelie Lens e Peggy Gou.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Top 10 Gringo – The Vaccines puxa o “ranking do otimismo”. Vem com a gente, com a Jorja Smith, a St. Vincent, o Glass Animals, o Noel, a Olivia Rodrigo…

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* Talvez a questão mais importante identificada neste Top 10 seja um indicio de que músicas alegres e otimistas estão na ordem do dia. Dos gringos, no caso. Que já começam a ver uma luz no fim do túnel da pandemia, com galera vacinada e a retomada dos eventos gigantes. Nós ficamos aqui só observando? Por ora, são duas canções muito alegres no ranking, mas não se espante se esse número explodir em breve. Nesta era da música jovem vinculada bastante aos questionamentos da saúde mental, observemos.

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1 – The Vaccines – “Headphones Baby”
No mundo que já tem vacinas (a gente é desse tipo de piadista…) começa a nascer um punhado de músicas extremamente otimistas. Ainda que sejam dias complicados, é a esperança de um retorno às ruas, aos shows. E é nesse perfil que está o novo hit de Justin Young e cia. Talvez eles nunca tenham soado tão pop, tão cantarolável, o que pode alterar o patamar da banda no mundo se a música cair no gosto de todo (o) mundo. E é meio a ideia, se pegarmos os versos: ““Eu quero viver dentro de seus fones de ouvido, baby. Eu quero viver dentro de qualquer mundo em que você esteja”. A gente quer viver dentro desta música.

2 – Jorja Smith – “Addicted”
Após uma excelente estreia, Jorja lança um disquinho que é grande demais para um EP, mas que ainda não é seu segundo álbum. O que for, mantém a excelência musical, voz e bom gosto absurdos. E mais, “Addicted” tem um refrão viciante. Tem classe e é pegajoso, duas coisas que não costumam andar juntas? Mas Jorja consegue o improvável. Na segunda vez que ela canta, você já quer chegar no falsete com ela: “The hardest thing…”

3 – St. Vincent – “…At the Holiday Party”
Complicado escolher uma só do disco novo da St. Vincent. Já destacamos alguns singles aqui antes, que tal algo surpreendente? Vale prestar atenção neste número com gosto country e uma voz que soa muito similar a momentos maravilhosos da Joni Mitchell. Não é a St. Vincent que a gente se acostumou a ver, mas é uma St. Vincent tão legal quanto sempre.

4 – Glass Animals – “Space Ghost Coast to Coast”
É por conta de um vídeo bizarro que a gente resgata por aqui um som de 2020 do adorável Glass Animals. Sempre bom lembrar quanto talento tem na cabecinha do menino inglês Dave Bayley. Que doideira boa é capaz de sair dela.

5 – Sleater-Kinney – “Worry with You”
Sendo uma das bandas mais legais da face da terra, a atual dupla Sleater-Kinney (Corin Tucker e Carrie Brownstein) nem precisa sem esforçar muito para agradar a gente, ainda que, digamos, seu tempo já tenha passado. Será que já mesmo? Nesta nova empreitada, a primeira sem a baterista de longa data Janet Weiss, elas mostram que a possível divergência musical que rendeu o rompimento ainda não está clara, já que a banda manteve sua essência em boa medida. Ou deixamos escapar algum detalhe?

6 – Black Keys – “Walk with Me”
Mestre do blues, David Kimbrough, Jr. quase passou pelo mundo sem o devido reconhecimento. Em seus últimos anos, um documentário resgatou seu trabalho e colocou ele perto de nomes como U2 e Keith Richards. Fãs de seu repertório, a dupla do Black Keys pegou diversas preciosidades do mestre para seu disco de covers. Quem escuta “Walk with Me” sente o quanto a dupla já tentou escrever algo nessa mesma linha.

7 – Green Day – “Pollyanna”
Assim como nosso primeiro lugar, o Green Day escreveu uma ode ao otimismo. A banda também encara a volta à normalidade com uma turnê por estádios a caminho já no verão dos EUA. Pensando aqui qual vai ser a reação dos brasileiros quando notarem que tudo voltou ao normal, menos por aqui… Vai passar!

8 – Olivia Rodrigo – “Good 4 u”
O novo furacão pop, saído do colorido mundo da Disney, dá seus primeiros e grandiosos passos em sua carreira solo. Em seu terceiro single após dois estrondosos sucessos, a pegada é quase roqueira com direito a todos os lugares comuns de um som roqueiro, mas vale curtir a linha de baixo do começo. Nem parece que é um provável hit pop do ano.

9 – Noel Gallagher – “We’re on Our Way Now”
É curioso que Noel já revisite sua carreira solo de apenas três discos em uma coletânea. Ainda que celebre 10 anos de nova estrada, ele precisa disso? Mas, de todo modo, vale pela novidade “We’re on Our Way Now”, uma baladaça ao seu estilo e que parece fazer com o Oasis aquilo que o Oasis fazia com os Beatles, sabe? Aquele monte de deixas que lembram outros sons? Mas nem vale ficar de teoria da conspiração, pois ele recentemente disse que não vê esse retorno da antiga banda no horizonte. Tipo não está a fim, em palavras dele.

10 – Squid – “G.S.K.”
A gente repete o som do Squid aqui mais uma semana para destacar nossa paixão ainda crescente pelo disco de estreia desta banda, que rendeu um post enorme dando uma avaliada na repercussão do som deles pelo mundo – nota alta na Pitchfork, texto na New Yorker, entre outros feitos. Acho que andam lendo nosso Top 10, só pode ser.

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* A imagem que ilustra este post é o Justin Young, do Vaccines, animado. Desculpa o trocadilho.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Banda inglesa Squid distorce o mundo da música. E o mundo da música começa a se moldar em torno deles. Veja session ao vivo do grupo

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* Bom, o novo grupo inglês Squid é a bola da vez. Onde se fala seriamente de música independente, só se fala de seu álbum de estreia, o ótimo “Bright Green Field”, lançado na última sexta-feira.

Para uma banda com poucos “exemplos de performance ao vivo”, que acaba de soltar seu primeiro disco, parece aquelas coisas dos ingleses bombar suas próprias crias, tipo sair tocar na rádio BBC 6 Music, sair na “NME”, ganhar tijolinho com foto no site do “Guardian”.

Até porque o Squid não é lá uma banda de audição fácil, se posiciona do outro lado do pop e “Bright Green Field” às vezes se repete como se estivesse numa bolha de contentamento que só o próprio quinteto de Brighton e seus fãs pudessem frequentar. Não é qualquer novo grupo que, antes de seu primeiro trabalho, arrisca a lançar um single de apresentação, deles e do disco, que tem mais de 8 minutos de duração. Nem vou citar já, já citando, que o vocalista é o baterista.

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Agora olha melhor para eles. Ou à volta deles. O Squid, ou melhor, seu álbum de estreia de “bandinha britânica”, ganhou uma nota 8 poderosa da Pitchfork, no dia seguinte que o disco saiu. Eles costumam avaliar uns dias depois do lançamento, em casos assim. Correram para dar a nota.

Mais, e muito relevante: a bandinha britânica, agora sem aspas porque sim, saiu em textão próprio na revista “New Yorker”, meca do jornalismo de alta cultura. Elogiando, mas a “New Yorker” não é de falar apenas porque um disco é bom. Eles escrevem quando esse disco, essa banda apontam caminhos novos.

O Squid é tão indie quanto quebrado. Faz tributos orgânicos ao indie dos 90 ao mesmo tempo que parece organizar o desorganizado som do grupo-irmão contemporâneo, experimentalíssimo e moderno Black Midi, por exemplo. Também é daquelas que roçam o jazz. E dá pinta de ser o mais longe que o novo pós-punk inglês, de Shame, Fontaines e Idles, pode chegar, na escala de evolução.

De novo, “Bright Green Field” é melhor nos caminhos que ele aponta, mais do que o resultado sonoro em si.

A “New Yorker”, voltando, começa seu texto sobre o Squid dizendo que o grupo, desde que começou em 2017 como uma banda cover de soul music e funk, gosta de testar seus limites. E os limites de quem tenta entendê-los, enquadrá-los. É bem isso.

O grupo é formado por cinco integrantes que não fazem uma coisa só na banda. Ollie canta e é o baterista. Louis canta e é guitarrista, assim como Anton. Laurie é baixista e toca instrumentos de sopro, vários deles. E Arthur se equilibra entre ser o tecladista, o percussionista e o violoncelista da banda.

“Eles não são uma banda pandêmica, mas, já que estamos vivendo no meio de uma pandemia, a convergência de fantasia com fidelidade ao conceito e experimentações do Squid se faz impossível de ignorar. À medida que o Squid está à deriva em um mundo esquisito que eles mesmo criaram, as bandas e os fãs que estão do lado de fora deste mundo parecem querer se aproximar dele”, diz mais ou menos o crítico da revistaça americana.

Abaixo, o Squid tocando ao vivo nesta semana, por 25 min, em session para a Rough Trade, o grande selo-loja, para a série “Transmission”, do instagram da filial de Nova York.

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* A música “G.S.K.”, do disco de estreia do Squid, foi colocada no segundo lugar do Top 10 GRINGO desta semana, na Popload, perdendo apenas para a música fora-de-série “Woman”, da rapper inglesa Little Simz. Vale repetir o texto que botamos na seção, para alargar o horizonte desse mundo novo criado pelo quinteto de Brighton. É este aí abaixo.

Segue firme a renovação pós-punk britânica pós-Brexit. Este quinteto inglês é uma mistura absurda de The Fall e Talking Heads com a ousadia conceitual de um Pink Floyd, digamos. No som doidinho, recados sobre o estado das coisas. Nesta música em específico, por exemplo, a letra nem entrega tanto por que seu personagem está tão isolado ou perdido. Mas rola um momento “uau” quando vemos que é baseada em um livro do J. G. Ballard, chamado “Concrete Jungle”, onde um cara fica preso naquele espaço do meio entre duas estradas vivendo de restos de comidas deixados pelos motoristas, que não resgatam ele. Pegou a metáfora? Pois é.

O Grian, do Fontaines DC, que corra atrás agora desse emaranhado literário praticado pelo Squid.

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