Em St. Vincent:

St. Vincent is back. Cantora anuncia o novo disco, que celebra a volta para casa do pai depois da prisão, e faz vídeo-arte para o single “Pay Your Way in Pain”

* Nestes dias te contamos aqui que a St Vincent estava literalmente “em cartaz” divulgando o lançamento do novo álbum. Depois de espalhar cartazes por aí e até dar um gostinho do que estava por vir em um trailer misterioso, hoje ela divulgou o primeiro single do sucessor de “Masseduction”, a música “Pay Your Way in Pain” .

vincent2

A faixa, e o ótimo vídeo, também marcam uma nova era visual e sonora da cantora Annie Clark. Menos “plástica” mas sempre estética, a pegada de agora traz um ar de video-arte-Andy-Warhol-fim-dos-70s-decadência-e-glamour wannabe. E um som mais groove.

A guitarrista contou que começou a escrever as músicas para o disco novo no final de 2019, época em que seu pai foi solto da cadeia, após 9 anos de prisão. Tretas. Foi a própia Annie que foi buscá-lo na saída, o que explica o nome do álbum “Daddy’s Home” (num sentido livre, “papai voltou para casa”).

Confira o vídeo de “Pay Your Way in Pain” e o tracklist do disco, revelados hoje. “Daddy’s Home” tem data de lançamento marcada para 14 de maio.

***

*O tracklist de “Daddy’s Home”

1. ‘Pay Your Way in Pain’
2. ‘Down and out Downtown’
3. ‘Daddy’s Home’
4. ‘Live in the Dream’
5. ‘The Melting of the Sun’
6. ‘The Laughing Man’
7. ‘Down’
8. ‘Somebody Like Me’
9. ‘My Baby Wants a Baby’
10. ‘…At the Holiday Party’
11. ‘Candy Darling’

>>

POPNOTAS – St. Vincent em cartaz, o vídeo da Japanese Breakfast, R.I.P. Bunny Wailer e R.I.P. Primavera Sound 2021

>>

* Há alguns dias começaram a rolar cartazes da St. Vincent por aí com a mensagem: “St. Vincent está de volta com um disco de canções totalmente novas”. No cartaz, a data de lançamento divulgada é 14 de maio. O novo álbum vai se chamar “Daddy’s Home”. Alimentando as expectativas, a própria St. Vincent fez um tweet com uma espécie de trailer do álbum.

* Japanese Breakfast, projeto musical da meio-americana, meio-coreana Michelle Zauner (foto na home), soltou o primeiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que saí no dia 4 de junho. “Be Sweet” é uma parceria de Michelle com Jack Tatum, da banda Wild Nothing. Nas palavras da própria compositora, uma música alegre após tantas músicas sobre luto. Realmente, vale sacar o balanço de “Be Sweet”, o primeiro single, que vem com este simpático vídeo, abaixo. Além disso, ela prepara um livro de memórias que vai explorar sua experiências como única coreana-americana em sua escola, a forma como lidou com as expectativas de sua mãe, histórias de sua adolescência e a vida na música.

* Ano difícil para os fãs de reggae. Após a perda de U-Roy, o músico Bunny Wailer, um dos fundadores dos Wailers, ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, morreu aos 73 anos. A causa da morte não foi informada. Wailer sofreu um derrame em 2018. Próximo de Marley de maneira familiar, já que seu pai teve uma filha com a mãe de Marley, Wailer saiu da banda ainda em 1973, quando o grupo começava a ganhar o mundo com os álbums “Catch a Fire” e “Burnin'”, por divergências de princípios. O auge foi quando ele não quis participar de uma turnê da banda por “freak clubs” dos Estados Unidos alegando que aquilo ia contra os princípios Rastafári. Longe do Wailers, Bunny continuou com uma sólida carreira solo e ganhou três vezes o prêmio Grammy de Melhor Álbum de Reggae. R.I.P. pesado esse do Bunny.

* Não teve jeito. O Primavera Sound, que estava remarcado para acontecer em 2 de junho em Barcelona, Espanha, está novamente adiado. A edição de 2020, que seria em 2021, agora só rola em 2022. Isso se tudo correr bem. As razões são a pandemia e a manutenção da incerteza quanto ao cenário da crise sanitária até o momento do evento, na Europa. Com atrações como Pavement, Strokes, Bad Bunny, Tyler The Creator, Tame Impala, Charli XCX, entre outros, o festival vai usar a data de 2 de junho como a de apresentação das atrações que estarão na edição de 2022.

>>

St. Vincent: sobre o disco de causar terremoto e uma certa cover dos Beatles

>>

* Sem lançar nada desde 2017, com “Masseduction”, não podemos dizer exatamente que St. Vincent esteve sumida. De lá para cá, a estilosíssima Annie Clark trabalhou bem o álbum fazendo versões, vídeos e remixes em cima dele. Inclusive neste ano, em outubro, também a vimos apresentar seu próprio Masterclass, sobre escrita criativa e composição.

Mas, em entrevista à revista “Mojo” nesta semana, Clark deu detalhes sobre seu próximo disco de inéditas, pensado para sair em meados do próximo ano e que deve ser como “uma placa tectônica”, seja lá o que ela quis dizer com isso exatamente. Mas já gostamos.

Inspirada em artistas como Stevie Wonder e outros da década de 70, ela também descreveu o álbum como “A paleta de cores do mundo de Taxi Driver” e “Gena Rowlands em um filme do [John] Cassavetes”, acrescentando: “Eu só queria capturar as cores, a essência do filme, e contar essas histórias de estar por baixo e por fora, sem sorte”.

Enquanto esse disco novo de “terremotos e maremotos” não chega, St. Vincent vai nos entretendo, por exemplo, com uma cover chic de Beatles. Ela tocou e cantou “Martha My Dear”, gravada especialmente para a “Ally Coalition’s 7th Annual Talent Show”, evento da entidade Ally Coalition, que luta pelas causas LGBTQ.

No caso desse evento, que foi transmitido online ontem pelo canal do famoso músico bamba Jack Antonoff no Twitch e teve ainda Lana Del Rey, Hayley Williams e a banda Sleater-Kinney, ele serviu para levantar algum dinheiro para ajudar a galera jovem LGBTQ sem uma casa para morar nos EUA.

Annie, my dear, manda aí esta cover de Beatles para nós.

>>

St. Vincent e Jehnny Beth cravam com covers o Nine Inch Nails na calçada da fama

>>

* Como acontece todo ano, o Rock and Roll Hall of Fame selecionou uma nova levada de artistas para colocar na sua lista de notáveis. Desta vez, entra gente tipo Depeche Mode, T. Rex, The Notorious B.I.G. e Nine Inch Nails.

Normalmente, para sua celebração, o Hall of Fame organiza toda uma cerimônia com discursos e shows. Neste ano, obviamente, um evento desse tipo é impossível. Então, no caso aqui do NIN, uma transmissão ao vivo nesta sexta-feira será realizada, onde serão entrevistados os sete membros da banda de Trent Reznor. E, para encrementar esse anúncio, apareceram hoje duas covers relativamente inusitadas do Nine Inch Nails, partindo de quem fez e para quem se destina.

Primeiro, a guitarrista cool St. Vincent regravou “Piggy”, do clássico disco “The Downward Spiral” (1994), com uma ajudinha básica na bateria —> Dave Ghrol. Em seguida, surgiu Jehnny Beth, a ex (?) Savages que saiu em carreira solo neste ano, mostrando o hit “Closer”, do mesmo disco que “Piggy”, e sem dúvida uma das músicas mais conhecidas do NIN.

Abaixo, você pode conferir as duas, que estão (pelo menos por enquanto) exclusivas à plataforma de streaming da Amazon.

>>

É indie, é “velho”, mas é chic: Pitchfork Paris invade a TV francesa e revive shows históricos de St. Vincent, Caribou, Son Lux e Foxygen

>>

051120_stvincent2

Com a impossibilidade de ser feliz neste 2020, muito pelo fato de não podermos ver nossos showzinhos de perto, diversos artistas e festivais pelo mundo têm recorrido ao velho normal e divulgado em áudio e vídeo apresentações históricas de edições passadas.

A última marca forte a entrar nesse circuito foi a bíblia indie Pitchfork, que em parceria com o canal de TV francês Culture Box tem revivido alguns shows emblemáticos das edições parisienses do evento nascido em Chicago.

Entre os shows que estão disponíveis no site do canal francês, destaque para a apresentação da sempre gloriosa St. Vincent. Também estão no pacote shows de Foxygen, Son Lux e Caribou, todos registrados em 2014.

Na falta de uma graminha molhada para pisar, vamos acompanhando os shows no conforto do sofá.



>>