Em stereogum:

Melhores do ano: Stereogum esnoba Dua Lipa, Fontaines DC e até Phoebe Bridgers. E bota a Fiona Apple em primeiro

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* Enquanto fazemos mistério, e não publicamos a nossa própria lista, seguimos destacando os melhores do ano, visto pelas publicações mais relevantes mundão afora.

Na blogosfera indie, o americano Stereogum elegeu seus 50 favoritos. Por lá, alguns queridinhos caíram bastante de posição: Dua Lipa ficou na berlinda (50º lugar), assim como o Fontaines DC (44º). Até a Phoebe Bridgers que tem figurado no top 10 geral e tem sido bem acolhida pelos “experts americanos” pegou uma modesta 28º posição.

Por outro lado o pequeno britânico Sorry ranqueou bem, ficando em 20º lugar.

Quem ganhou? Fiona Apple, claro. Liderando uma trinca bem presente nos nomes e nas posições em muitas das listas.

E, sim, morda-se quem não aguenta essa, mas a Taylor Swift está lá, lindona, na quinta posição.

O top 10 do Stereogum ficou assim:

1. Fiona Apple – “Fetch The Bolt Cutters”
2. Waxahatchee – “Saint Cloud”
3. Run the Jewels – “RTJ4”
4. Haim – “Women in Music Pt. III”
5. Taylor Swift – “Folklore”
6. Boldy James & Sterling Toles – “Manger on McNichols”
7. Oneohtrix Point Never – “Magic Oneohtrix Point Never”
8. Touché Amoré – “Lament”
9. SAULT – “Untitled (Rise)”
10. Soccer Mommy – “Color Theory”

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Melhores discos de 2014: o Top 50 do Stereogum

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De novo. Antes de publicar sua própria lista, a Popload destaca os polêmicos “Melhores Álbuns do Ano” de outras publicações importantes na blogosfera e bancas mundo afora.

O site indie americano Stereogum, que faz parte do grupo “Spin”, que antigamente era uma revista famosa, botou a dupla de hip hop Run the Jewels no topo de sua lista, causando arrepio nos indies. The War On Drugs, Sharon Van Etten e FKA Twigs figuram no top 10. Lana Del Rey vem em 12º e o fofo Perfume Genius aparece colado na boneca Taylor Swift entre os 25.

Confira abaixo as considerações discográficas do ótimo “Stereogum”:

1. Run the Jewels – Run the Jewels 2
2. The War on Drugs – Lost in the Dream
3. Sun Kil Moon – Benji
4. Wye Oak – Shriek
5. Angel Olsen – Burn Your Fire For No Witness
6. White Lung – Deep Fantasy
7. Sharon Van Etten – Are We There
8. Nux Vomica – Nux Vomica
9. FKA Twigs – LP1
10. Merchandise – After the End
11. YOB – Clearing the Path to Ascend
12. Lana Del Rey – Ultraviolence
13. Swans – To Be Kind
14. Against Me! – Transgender Dysphoria Blues
15. YG – My Krazy Life
16. EMA – The Future’s Void
17. Jenny Lewis – The Voyager
18. Eric Church – The Outsiders
19. Real Estate – Atlas
20. Strand of Oaks – HEAL
21. Rich Gang – Tha Tour Part 1
22. Taylor Swift – 1989
23. Perfume Genius – Too Bright
24. Chumped – Teenage Retirement
25. Woods of Desolation – As The Stars
26. Jessie Ware – Tough Love
27. Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
28. Fucked Up – Glass Boys
29. Ariel Pink – Pom Pom
30. Todd Terje – It’s Album Time
31. Ty Segall – Manipulator
32. Future Islands – Singles
33. Aphex Twin – Syro
34. How to Dress Well – “What Is This Heart?”
35. Flying Lotus – You’re Dead!
36. The Men – Tomorrow’s Hits
37. Mitski – Bury Me at Makeout Creek
38. Horrendous – Ecdysis
39. Caribou – Our Love
40. Tinashe – Aquarius
41. Vince Staples – Hell Can Wait
42. Triptykon – Melana Chasmata
43. LVL UP – Hoodwink’d
44. Sturgill Simpson – Metamodern Sounds In Country Music
45. You Blew It! – Keep Doing What You’re Doing
46. Spoon – They Want My Soul
47. Thou – Heathen
48. TOPS – Picture You Staring
49. St. Vincent – St. Vincent
50. Parquet Courts – Sunbathing Animal

Popload na Copa: Os EUA e o futebol indie virando mainstream

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* Vai, U.S.A.

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Está tendo Copa no Brasil. Mais do que isso: está tendo Copa nos EUA, ladies and gentlemen.
Lá, você sabe tanto quanto eu, futebol, ou ~soccer~ (cóf cóf), é um esporte indie. Alternativo. Para pessoas “diferentes”, cujo gosto vão além (ou aquém) do esporte com as mãos que regem o “mainstream” do gosto americano: futebol americano (NFL), basquete profissional (NBA), hóquei (NHL), beisebol (MLB).

Só que, tal qual um Nirvana, um Lollapalooza, um Coachella, a Lana Del Rey, o futebol está alcançando outros públicos, outros níveis, agradando os indies, mas atraindo muito o mainstream.

Quem nesta semana ouviu a rádio independente KEXP, importante emissora alternativa de Seattle, ouvia espertos boletins da Copa entre uma música da Zola Jesus e do Burial. Um informe na linha “A Grécia não vai ter vida fácil daqui a pouco contra a Costa do Marfim” quando acabavam de tocar The XX e para depois emendar um Parquet Courts.

Antes de tocar o XX, falaram que ele era da Inglaterra e ainda zoaram, dizendo que o país dele já estava fora e os EUA, não. “Quem diria”, mandou a apresentadora da KEXP na hora.

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Dia destes a “Rolling Stone” veio com uma reportagem grande com o meio-campista Michael Bradley, um dos melhores jogadores do time americano, chamado pela revista musical de o “bad-ass” do time. Bradley é frequentemente pauta dos indies ligados a futebol e música porque é constantemente visto em shows indies em Toronto, Canadá, onde joga (Toronto FC, da Major League Soccer).

Na entrevista à “RS”, Bradley falou que a primeira vez que foi a um show de rock foi em um do Bruce Springsteen, aos 8 anos. Ele herdou a adoração por Springsteen do pai, super-roqueiro segundo consta, ex-jogador e ex-técnico da seleção americana de… soccer.

O parceiro de Bradley no meio-campo americano, neste ano com uma vocação maior para atacante, é o veterano Clint Dempsey, outra esperança americana para fazer bonito na Copa e não por acaso o capitão do time.

Dempsey já está fazendo história na Copa do Brasil. Ele marcou o gol mais rápido do Mundial, aos 29 segundos num jogo contra Gana. É o quinto gol mais rápido em Mundiais em todos os tempos. Ele também deixou o dele, outro gol importante, contra Portugal, na última e dramática partida americana, que terminou empatada.

Pois bem, Dempsey também foi entrevista recente da “Rolling Stone” americana. Tanto pelas suas qualidades dentro de campo quanto pelo seu apreço ao hip hop.

O negócio é que Dempsey não só faz festinhas de hip hop dentro da concentração dos EUA como também tem uma persona chamada Deuce, um alter-ego, que quando assumida vira DJ e se APRESENTA EM CLUBES, principalmente em Seattle, onde joga, pelo Sounders.

Abaixo, Dempsey, o DJ.

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Os EUA indies estão pirando na Copa, e não só os indies, e não só a KEXP e a “Rolling Stone”.

A Copa saiu no Stereogum, um dos sites indies mais famosos do mundo, talvez só não mais famoso que o Pitchfork. Eles trouxeram um post com um vídeo do Bruce Springsteen comentando sobre a mordida do uruguaio Luis Suárez no italiano Chiellini, um dos lances mais biz… marcantes do Mundial no Brasil.

Mais: este jogo a que me referi acima, EUA contra Portugal, um empate português no último segundo evitando a vitória americana, foi assistido por 12 mil pessoas num telão do Grant Park, em Chicago, o mesmo parque onde fazem o Lollapalooza todo ano.

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Esse número não é nada perto dos seguintes:

1. A partida contra Portugal, 2 x 2 que quaaaaase botou os EUA direto na próxima fase com uma virada linda (mas aí o Cris Ronaldo…), foi o jogo de “soccer” mais visto da história, na TV americana. Ao todo, bateu 25 milhões de telespectadores. É o mais programa fora-futebol-americano da história da ESPN, o mais famoso canal de esportes do mundo. O número é brutal. É uma audiência maior que a média das finais da NBA e da temporada do beisebol. Como comparação, a média do campeonato de futebol deles aos domingos, transmitido pela Fox, o mais visto programa de esportes do mundo, teve no ano passado um número na marca de 27.2 milhões de espectadores.
2. Esta é sensacional. Segundo um número feito com base em CHECK-INS DO FACEBOOK, foi traçado um perfil dos turistas que vieram para a Copa no Brasil. E a maior torcida gringa no Brasil para ver o Mundial, incluindo todos os latinos loucos que estão aqui, é a dos EUA. A pesquisa bate com a divulgação pela Fifa de que a maior quantidade de ingressos para a Copa foi adquirida por americanos (tirando os brasileiros, obviamente)

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Não custa lembrar, o uniforme oficial dos EUA para o Mundial do Brasil foi lançado em abril pela Nike, usando entre seus “garotos propaganda” o DJ e produtor Diplo e as meninas californianas do Haim (foto neste post). Diplo chegou ontem ao Brasil para tocar e para ver hoje, às 13 horas, na Arena Pernambuco, o jogaço Alemanha x EUA, que vale definição de vagas para as oitavas –de-final da Copa.

O Senado americano (acho) recusou um pedido de várias instâncias para fazer do dia de hoje um feriado nacional, para os EUA inteiro assistirem o jogo contra a Alemanha desta tarde.

Estou louco para saber dos números de audiência depois que esse jogo de hoje vai causar. A gente deve voltar a esse assunto, se o pior hoje não acontecer. Toc, toc, toc.

GO, USA!

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Os psicodélicos Boogarins, de Goiânia para o mundo

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* A história toda é bizarra, rápida e fala por si só. Então não precisa de muito floreios para essa banda nova cujo nome vem de uma flor, a de jasmim, que exala o “amor puro”, diz os anciões. Isso para uma banda de Goiânia, terra tradicional de um indie rock duro e pesado. Daí porque sair de lá uma banda psicodélica dessas é digna de nota. Mas não é só isso. É assim, na real:

O Boogarins nasceu uma dupla, hoje é uma banda “normal” de quatro, tudo galera em torno de 20 anos e que não fizeram ainda dez shows na vida. Vale frisar, banda de Goiânia. Ou, melhor, banda psicodélica de Goiânia.

Daí que fizeram umas musiquinhas em casa, ainda como dupla, e mandaram para uns gringos, para ver o que iria dar. Musiquinhas hippies que atualizam o que seria se os Mutantes dos anos 2010 fossem gravar um álbum no Clube da Esquina, em Minas Gerais. Toma essa, Tame Impala!

E o que deu foi, de cara, um contrato de três discos com o selo Other Music Recording, com distribuição prometida pela Fat Possum Records. A Other Music é uma importante loja de disco de Nova York que virou gravadora. A Fat Possum Records é um selo e distribuidora importante do Mississippi que tem em seu elenco nomes importantes como Youth Lagoon, Caveman, Black Keys, Frankie Rose, Dinosaur Jr, Band of Horses, Wavves, Jay Reatard (r.i.p.) e um tal de Iggy & The Stooges. Percebe a repetição da palavra “importante”?

Pois bem, o Boogarins, moleques pós-teens psicodélicos de Goiânia, vai lançar primeiro álbum, “As Plantas Que Curam”, dia 1º de outubro nos EUA, pela Other Music/Fat Possum. O disco, pode ver aqui, está em pré-venda na Insound, do Brooklyn, talvez a principal loja online de discos indie do planeta.

Vale dizer, o lançamento será de CD, vinil, mp3 AND cassete (!).

Por conta desse agito indie todo, o Boogarins, você deve lembrar, moleques pós-teens psicodélicos de Goiânia (hehe), foram parar com seu single “de trabalho” chamado “Lucifernandis” no MTV Iggy, a porção virtual da MTV gringa que se alimenta de música independente. Coisa que a MTV master deveria ter feito antes e mais atenciosamente para não perder o bonde.

Mas isso é fichinha se eu disser que o Boogarins, moleques pós-teens psicodélicos de Goiânia, e essa v-i-a-g-e-m “Lucifernandis” deles acabam de ganhar um belíssimo vídeo em lançamento mundial via Stereogum, o mais velho e um dos mais conhecidos blogs de música dos EUA, pertencente ao grupo da “Spin”. O Popload americano, para resumir, haha.

No Brasil, o lançamento é Popload. E não perca o “final da história” do vídeo.

Os Boogarins, banda de moleques pós-teens psicodélicos de Goiânia, capitaneada por Fernando Almeida e Benke Ferraz, amiguinhos de escola, têm show marcados para Recife e São Paulo, agora em outubro. E Goiânia também, claro. Logo mais elas serão divulgadas. As datas de shows gringos vão demorar só um pouquinho, mas rolarão.

Vi algum site gringo chamar o Boogarins de Boog Impala, já, haha.

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