Em stevie wonder:

Top 10 – Wet Leg ousa ocupar o topo do ranking. Desbancando o “novo” Idles e a linda Courtney Barnett. Mas cabe todo mundo

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* UAU! Que semana. Difícil escolher um primeiro lugar. As meninas do Wet Leg se destacam, mas como não pensar no IDLES em nova forma? Ou na Courtney Barnett cada vez mais reflexiva? Ou no Pond abrindo novos horizontes? Na dúvida, nosso conselho sempre é pegar todas as recomendações do top 10 na nossa playlist. É o melhor que você pode fazer.

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1 – Wet Leg – “Wet Dream”
E segue muito bem a dupla Wet Leg, formada por Rhian Teasdale e Hester Chambers. Com apenas dois singles, as meninas da mítica Ilha de Wight, Norte da Inglaterra, estão fazendo um superbarulho. Barulhinho bom, para sermos mais assertivos. “Wet Dream”, de acordo com Teasdale, é “uma música de separação”. Criada a partir de uma situação em que um dos ex dela passou por uma fase de enviar mensagens de texto depois que terminaram, contando que tinha tido um sonho com ela. Típico. Quem mandou ser mala? Agora virou música. Bem boa, aliás.

2 – Idles – “The Beachland Ballroom”
Um Idles como a gente nunca tinha visto. Oficialmente pelo menos. A barulheira da banda ainda está lá, mas a produção de Kenny Beats e a inspiração do próprio grupo abre o espectro sonoro para abraçar toques de soul e um órgão que dá todo um clima – sem dúvida um dos takes vocais mais inspirados de Joe Talbot. Um Idles bom para tocar em rádio brasileira, diríamos. Agora vai.

3 – Courtney Barnett – “Write a List of Things to Look Forward to”
Estamos gostando do que apareceu até agora do futuro novo álbum da nossa australiana predileta. Os três singles de “Things Take Time, Take Time” apontam uma Courtney mais calma e reflexiva – até agora nada muito explosivo e barulhento foi lançado. Essa canção especificamente é a primeira que ela escreveu para o novo disco, em um momento complicado de falta de inspiração que começou a acabar com ela indo morar sozinha e se reconectar consigo. E com uma esperança no futuro.

4 – Pond – “Song for Agnes”
Daqui a pouco nesta lista vai aparecer uma música do David Bowie. E é impossível não pensar em Bowie ao escutar esta nova do Pond. Sai os fortes toques psicodélicos e entra um jeitão de pensar em música pop até que bem radiofônica. Tem até um sax…

5 – Kali Uchis e SZA – “Fue Mejor”
SZA encaixou muito bem neste remix de um dos hits de Kali Uchis no álbum “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)”. A música é basicamente a mesma, mas sem o rapper PartyNextDoor. Detalhe: ele rimou em inglês enquanto a SZA foi mais na proposta da Kali, que fez este álbum quase todo em espanhol, e rimou em espanhol também com muita desenvoltura, pela primeira vez se aventurando na língua. Que dupla!

6 – Remi Wolf – “Anthony Kiedis”
Por falar em favoritas da casa, a gente está ansioso pelo primeiro álbum da Remi Wolf. Não tem muito tempo que a Dora Guerra dedicou uma Semiload a ela. Esse single divertido que consegue relacionar, de uma forma muito louca, ficar isolada na pandemia a amar a família como Anthony Kiedis ama, só aumenta nossas expectativas. Sim, ele mesmo: o Anthony Kiedis.

7 – Elton John e Stevie Wonder – “Finish Line”
Dois magos do pop reunidos. Não é o primeiro encontro deles: Wonder já tocou sua gaita em “I Guess That’s Why the Call It the Blues” e ambos cantaram com Dionne Warwick e Gladys Knight em “That’s What Friends Are for”. Além de ser um encontro bonito, é para ficar de cara com o quanto a voz de Stevie Wonder, que tem quase a mesma idade de Elton John, segue intacta.

8 – Illuminati Hotties – “Knead”
É muito bom o trabalho de Sarah Tudzin à frente de seu projeto Illuminati Hotties. De LA ela toca seu terceiro álbum, “Let Me Do One More”, que saiu sexta passada, ainda em imersão auditiva por aqui. Se a letra de “Knead” é um tanto quando indecifrável, as guitarras de Sarah seguem fáceis de amar de qualquer canto do mundo.

9 – The Specials – “Get Up, Stand Up”
Em um disco dedicado a canções de protesto que abrange músicas feitas entre 1924 e 2012, o lendário grupo inglês de ska Specials brilha agora em optar por uma versão acústica que dá um outro tom ao clássico de Bob Marley. É Marley de um jeito diferente e o próprio Specials de um jeito diferente. Emocionante.

10 – David Bowie – “You’ve Got a Habit of Leaving”
Em 2000, David Bowie juntou uma banda para regravar releituras de músicas suas antigas que estavam perdidas por aí. Uma delas era “You’ve Got a Habit of Leaving”, lançada por Davy Jones & The Lower Third, seu último registro antes de virar David Bowie. Mas o disco foi engavetado e nunca viu a luz do dia. Agora, com o lançamento da quinta caixa que desbrava sua longa discografia, o tal álbum perdido, chamado “Toy”, estará presente. E um Bowie é sempre um Bowie.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Wet Leg.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Assista ao vivo o funeral-festival de Aretha Franklin, com cinco horas de shows e discursos

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Captura de Tela 2018-08-31 às 11.51.03 AM

* É algo tétrico mas não é. Aqui embaixo você já consegue assistir ao vivo o funeral da rainha do soul Aretha Franklin, uma das maiores vozes da história da música e uma das personagens mais importantes do showbis americano, ativista de várias causas e nobre feminista, que morreu no último dia 16, vítima de um câncer no pâncreas. Ela tinha 76 anos.

O funeral está sendo transmitido direto de Detroit, onde a cantora vivia, tanto pela internet como em várias TVs americanas.

Algumas performances ao vivos de gente como Stevie Wonder e Chaka Khan estão sendo esperadas para homenagear uma das principais figuras do soul e R&B desde sempre. Discursos de figurões como o ex-presidente Bill Clinton também está na programação.

O velório de Aretha Franklin já dura quatro dias. Seu corpo está exposto ao público e a eventos privados em um caixão de ouro. Seus pés calçam um sapato vermelho de salto alto.

Abaixo, o funeral-festival em homenagem à diva Aretha Franklin, ao vivo.

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O ensaio do Daft Punk no Grammy com só uma pessoa na plateia

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Caiu na net o ensaio daquele que foi um dos grandes momentos do Grammy 2014. A preparação para a apresentação turbinada de “Get Lucky”, hit mor de 2013, com o aparato musical de nomes como Pharrell Williams, Nile Rodgers e Stevie Wonder pagando de “very special guests” do duo francês Daft Punk, que por sua vez não aparecia na TV há algum tempo, foi filmada com o Staples Center ainda vazio, mas com um Paul McCartney já na platéia. Haha. Não se perca nos nomes (e no período longo).

No medley, “Get Lucky” foi remixada com “Le Freak” (Chic) e “Another Star” (Wonder), que no grande evento fez até a Yoko Ono dançar.

O ensaio com captação de som mais redondinha e o ginásio vazio dá a entender que foi até melhor que a apresentação na premiação em si. O Paul concorda.

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A chocante volta do Daft Punk. Com o Wonder cantando. Paul e Yoko dançando

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O algo chatongo Grammy Awards, versão 2014, teve lá seus momentos históricos, como já era de se esperar dada a boa lista de atrações programadas para se apresentarem ao vivo. Mesmo com toda a badalação (justa) em cima dos 50 anos da chegada dos Beatles aos Estados Unidos, com direito a dobradinha Paul e Ringo no palco, fica difícil pensar nos outros números musicais sem destacar, antes de todos, o combo musical que se formou para apresentar “Get Lucky”, o super hit que dominou 2013.

O simples fato de se ter o Daft Punk no palco já é uma menção histórica. O duo francês não se apresentava na TV há mais ou menos seis anos. Não bastasse, executaram a faixa full band, incluindo o produtor bamba Pharrell Williams e o guitarrista Nile Rodgers (Chic), que participam da gravação original. Fora isso, adicione uma certa lenda da música chamada Stevie Wonder para dar um “charme” a mais.

Durante mais de 5 minutos, o Daft Punk & Co. fizeram do Grammy uma enorme pista de dança chique. No meio da “Get Lucky”, meteram ecos de “Freak Out”, do Chic, “Harder, Better, Faster, Stronger”, do próprio Daft Punk, e “Another Star”, de Stevie Wonder.

Os robôs, sempre misteriosos, causaram certa expectativa durante a apresentação, aparecendo apenas na metade final da música, vestidos de branco. Enquanto isso, um certo Paul McCartney (71) e Yoko Ono (80) dançavam na condição de plateia como se não houvesse amanhã.

Histórico ou não?


* O Daft Punk foi o grande vencedor do Grammy 2014, levando álbum do ano e álbum de música eletrônica por “Random Access Memories”, e single do ano e perfomance pop de duo ou grupo por “Get Lucky”.

E o duo francês chegando de limo e tirando fotos no red carpet?

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Toma essa: o Grammy enquanto maior show da música em 2014

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* Não é?

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O algo chatongo Grammy, veja só, vai bombar neste próximo domingo. A gente já tinha comentado aqui que os shows musicais deste ano são qualquer nota. Além da possível reunião de Paul McCartney e Ringo Starr, para comemorar a primeira vez que os Beatles apareceram na TV americana há exatos 50 anos, tem o Eurythmics tocando pela primeira vez em quase uma década justamente para homenagear os meninos de Liverpool. São aguardadas também performances do Metallica voltando à premiação após 23 anos, em parceria com o pianista pop star chinês Lang Lang, o Macklemore com Ryan Lewis cantando “Thrift Shop”, o Pharrell, a Lorde e a Katy Perry. E, pensa, Daft Punk com Stevie Wonder. É o que dizem. E ainda o Nile Rodgers, podendo rolar um pocket show do Daft Punk tocando seus hits do ano passado em status “full band”. Ainda estou duvidando. Será?

Como se não bastassem todas estas boas notícias, agora mais uma atração foi confirmada. Na verdade, um super mix de atrações, informa a revista norte-americana SPIN. Dave Grohl, Lindsey Buckingham, Nine Inch Nails e Queens of the Stone Age, juntos, serão os responsáveis pelo show de encerramento do Grammy. Tá? De alguma forma, os caminhos de todos os envolvidos já se cruzaram antes. Não por acaso, eles também concorrem a prêmios na noite. Vamos por partes.

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Dave Grohl já trabalhou com o Queens of the Stone Age, é parça do Josh Homme, e já tocou com o Nine Inch Nails. O Fleetwood Mac Lindsey Buckingham apareceu no documentário “Sound City”, produzido pelo Grohl. “Sound City”, inclusive, que tem uma faixa de sua trilha – “Mantra” – que reúne o próprio Dave, o Josh e o Trent Reznor. Lindsey tocou no mais recente disco do NIN, o bom “Hesitation Marks”. Grohl tocou bateria no álbum novo do QOTSA, “…Like Clockwork” e no antigo “Songs For The Deaf”. Apareceu também no “With Teeth”, do NIN. Grohl e Homme já tocaram na mesma banda, o Them Crooked Vultures. Ufa!

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No Grammy de domingo, Grohl concorre na categoria “melhor canção de rock” por “Cut Me Some Slack”, da parceria Paul McCartney + Nirvana. “Hesitation Marks” faz o NIN concorrer ao prêmio de “melhor disco alternativo”. Já o QOTSA concorre no “melhor álbum de rock” com “…Like Clockwork” e “melhor performance rock” com a faixa “My God Is The Sun”. Na categoria “produtor do ano”, Rob Cavallo concorre com a faixa “If I Loved You”, uma parceria entre Lindsey Buckingham e Delta Rae.

Ainda existe um papo de Madonna e Beyoncé com surpresas. Não quero nem pensar.

O Grammy será no domingo, 26 de janeiro, às 23h de Brasília.

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