Em sun:

Dá um abraço, Chan

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* Cat Power, ou Chan Marshall para os íntimos, fez (mais) um show “polêmico” ontem, no Cine Joia, em São Paulo. Coloquei “polêmico” entre aspas porque não concordo nem um pouco, mas senti, conversando com amigos e lendo tweets e desabafos no Facebook, que ninguém curtiu “mais ou menos”. Foi amor ou ódio da primeira à última música. Quem odiou está no limite de pedir um reembolso. Quem amou saiu emocionado, amando ainda mais a pobre Chan. Desde o Flaming Lips no Lolla Br eu não via opiniões tão fortes (e opostas) sobre um mesmo show (hehe).

De novo, como falamos no próprio Lolla quando a patrulha da opinião veio reclamar, participar de um show é uma experiência única e intransferível. Não mencionando a parte técnica, por enquanto, gostar ou não gostar de um show depende muito também do quanto você gosta de determinado artista. E do quanto você está preparado e disposto a relevar, em alguns casos.

Também sem entrar no mérito da estética (o que foram essas “reclamações” falando do cabelo feio e do corpo mal cuidado? Sério mesmo?) porque uma vez Cat Power sempre Cat Power. A cantora mostrou sim algumas limitações. Aparentemente bêbada (dizem que ela não dormia desde o show do Rio de Janeiro), gripada, cambaleando, com muita tosse e rouca, fez versões quase que irreconhecíveis de suas próprias músicas.

Eu não sei vocês, mas tirando a tosse, eu esperava exatamente isso: uma Cat Power doidona e rouca, desconstruindo qualquer hit até você perceber, dois minutos depois, que ela começou pelo refrão, pulou a segunda estrofe e ainda trocou todo o arranjo da sua música preferida.

Não seria Chan Marshall se isso não tivesse acontecido. OK: nem todos os arranjos foram bem-sucedidos e talvez eu nunca a perdoe pela massa sonora disforme que foi a “versão” de “Sea of Love”, que abriu o show. Com mais de uma hora de atraso, a (ótima) banda passou looongos cinco minutos repetindo os mesmos acordes, até ela finalmente aparecer balbuciando e errando a letra da música.

A cena me lembrou o show do Daniel Johnston, no mês passado. É tanta fragilidade e doação no palco, que não dá para não se comover e simplesmente reclamar que ela tropeçou ou que o cabelo moicano não lhe caiu bem. Duas músicas depois, já mais à vontade e com o público mais bem-humorado, ela se soltou e ganhou o show. Foram momentos de entrega total da cantora (“Metal Heart” foi de chorar), abafando a vaia inicial que ela também fez questão de compensar com longas paradas para autógrafos.

Comparado aos shows anteriores dela no Brasil, esse não foi o melhor, mas o mais “bipolar”. No bom sentido. O novo disco, “Sun”, que pretende mostrar o lado mais “colorido” e leve (nas melodias, porque nas letras…) de Marshall, funciona muito bem no palco. Um dos melhores discos de 2012, na minha opinião (claro), é cheio de hits e quebram o peso das baladas pesadas do setlist. Essas duas fases, a teoricamente mais “animada” vs. a mais triste, entravam em choque no palco e deixavam bem claro qual o rumo que ela pretende tomar agora. E aí sim podemos falar da mudança estética Blonde Power porque ela faz parte do pacote “bola pra frente”. Pelo menos na visão dela.

Era a Cat Power que eu queria ver. A que começou com um “Sea of Love” destroçado e terminou com um “Ruin” animadíssimo. Até nisso ela quer ser do contra.

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>> SETLIST

Sea of Love (cover de Phil Phillips)
The Greatest
Cherokee
Silent Machine
Manhattan
Human Being
King Rides By
Angelitos Negros (cover de Pedro Infante)
Always On My Own
3,6,9
Nothin But Time
I Don’t Blame You
Metal Heart
Oh! Sweet Nuthin´/ Shivers (cover de Rowland S. Howard, com versos de Velvet Und.)
Do Ya (cover de Move)
Peace and Love
Ruin

Cobertura Popload: Ana Bean, enviada especial ao Cine Joia.

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Cat Power e a cidade de Nova York

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Com visita marcada para o Brasil mês que vem, a fofa Cat Power segue trabalhando as faixas de seu bom disco “Sun”, lançado ano passado. O álbum, talvez o mais “pessoal” da cantora, que até cortou o próprio cabelo para sua foto de capa, figurou em algumas listas dos melhores de 2012.

Voltando para sua vibe louquinha, Chan Marshall lança agora o recorte visual de “Manhattan”, e mostra diversos pontos de Nova York a partir de sua dança, digamos, peculiar. E linda, claro.

* Cat Power fará três shows no Brasil em maio. Dia 18, ela toca Rio de Janeiro (Circo Voador). No dia seguinte, a cantora se apresenta em Recife (Espaço Catamarã). Dia 21, Chan encerra sua passagem pelo Brasil em São Paulo, com um show no Cine Joia.

Cat Power vai matar saudades do Brasil

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Em dezembro passado, a Popload destacou que a Cat Power estava de coração partido, com saudades do Brasil. Ela, que voltou à sua fase louquinha, lançou ano passado o ótimo disco “Sun”, aquele em que ela escreveu todas as músicas em fase deprê/nervosa pós-fim de relacionamento, gravou tudo sozinha e ATÉ cortou o próprio cabelo para estrelar a foto de capa.

Mas, pelo visto, a inconfundível e adorada Chan Marshall vai matar toda essa saudade dos brasileiros. A cantora, que tinha visita programada para a região em novembro, depois jogou para fevereiro, finalmente vem para a América do Sul na segunda quinzena de maio, é o papo do momento.

Cat Power deve visitar Chile, Uruguai, Argentina e, claro, o Brasil. Os shows por aqui devem acontecer antes do dia 22. A princípio, São Paulo e Rio de Janeiro estão “fechados”. Recife aparece como opção. Dia 22 ela toca em Buenos Aires. Dia 25, Santiago. Dois dias depois, ela se apresenta em Montevidéu.

A Popload destaca abaixo um vídeo de um dos shows mais recentes da diva indie, que recém excursionou pela Austrália. Vem, gata.

A monotonia ao vivo de Cat Power em HD, ontem em Nova York

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* No meio da turnê de seu disco novo, “Sun”, lançado em setembro, a cantora e guitarrista atual só cantora loira moicana Cat Power miou suas músicas novas ontem no Hammerstein Ballroom, em Nova York. As performances de Chan Marshall ao vivo mostrando o disco novo vão dar muito o que falar até 8 de novembro, quando ela encerra essa etapa americana em Los Angeles. Ouvi dizer que ela fez um excelente show no México, recentemente. Mas esses shows na tour pelos EUA tem chamado mais atenção pelas luzes do palco e os instrumentos todos usados do que, necessariamente pelas músicas. Quando o show está em seu melhor, ele está monótono, andei lendo.
Xi, Chan.

E, claro, teve quem gostou, tipo o Pitchfork: “Amazing”.

Obs.: o dono dos vídeos abaixo, do show, pede para esperar as imagens clarearem, porque os começos de música são sempre escuros.

** A foto que abre o post foi kibada do “Pitchfork”, clicada pelo excelente fotógrafo Ebru Yildiz.

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O vídeo bizarro de Cat Power (+ quem ganhou o CD dela autografado para a Popload)

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* Cat Power finalmente solta o vídeo inteiro de “Cherokee”, onde ela está loira e lutando (ou não) contra zumbis em um deserto. Mas no fim ela vence. Acho que é isso. Ela mesma dirigiu o vídeo. “Cherokee” é a bela faixa de abertura do álbum “Sun”, recém-lançado nono disco da cantora e guitarrista americana, o primeiro em seis anos. O disco e a demora dele têm a ver com o rompimento da musa indie com o seu marido, o espertíssimo ator Giovanni Ribisi. Em “Cherokee”, que já tem remix por aí até de gente como Nicolas Jaar, a gata power Chan Marshall canta coisas do tipo “Never knew love like this” e “Never knew pain like this”. Barra.

*** Saiu o resultado da promoção do disco “Sun”, autografado especialmente para a Popload, que eu peguei com a cantora em Los Angeles, há duas semanas, no dia do lançamento do álbum. Quem faturou a raridade foi… PATRICIA SATO.
Patricia, entre outras coisas sobre Cat Power, disse entre outras coisas como “O poder da sua música me possibilitou conhecer pessoas do mundo todo”. O disco autografado está em boas mãos.