Em supervão:

Top 50 da CENA – Edgar troca o topo com a Tuyo. Giovanna Moraes segue no baile. Supervão deixa tudo ácido

1 - cenatopo19

* A gente avisou que isso ia rolar. Semana passada a dobradinha do topo foi Tuyo e Edgar, que lançaram dois álbuns grandiosos da nossa CENA. Desta vez é Edgar e Tuyo. Simplesmente porque não paramos de escutar essa dupla – de discos tão diferentes e com uma mesma energia e recado, é só buscar que acha. Mas lógico que a semana teve outros lançamentos e a gente mais uma vez conseguiu reunir as novidades que mais nos interessaram – em uma semana bem experimental da nossa parte, digamos.

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1 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (Estreia)
Semana passada ele ficou em segundo e agora é hora de celebrar o topo do pódio. Resolvemos destacar um outro som desta vez, a excelente “A Procissão dos Clones”, que é interessante pelo ritmo que Edgar opta em jogar os versos, sem grandes variações melódicas, como um mantra só que sem a repetição de palavras – seria um antimantra? Por aqui Edgar despeja seu pedido para que resolvemos tomar alguma atitude frente a destruição de tudo que nos cerca. Vamos escolher uma cela maior ou destruir essa prisão?

“Um desastre ecológico
É a última opção
Pro ser humano perceber quão metódico
Virou a obsessão de expandir a sua jaula
Ao invés de fugir do zoológico
Não troque a sua cela
Por outra cela mais bonita”

2 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (Estreia)
Ainda estamos apaixonados pelo disco da Tuyo e resolvemos destacar outra música. Semana passada foi “O Jeito É Ir Embora”. Nesta semana é a experimental “Toda Vez Que Eu Chego em Casa”, uma colaboração com o ótimo Jonathan Ferr que constrói uma longa e deliciosa track que passeia por simples dois versos. Sentimentos de aconchego e de um certo desnorteamento se encontram por aqui. Sabe aquele papo de “me perdi tentando me encontrar”?

3 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (3)
“Baile de Máscaras” é uma das ótimas músicas do disco “III”, algo entre um EP e um álbum (miniálbum?) que a cantora e multiinstrumentista e atriz de vídeo e editora de vídeo lançou em março. Agora a canção surge em versão single com direito a uma música inédita e a versão instrumental, um jeito de oferecer um novo olhar complementar para a gravação. Retomada de proposta interessante para single, perdida nos tempos de streaming. Fora o vídeo, lindaço.

4 – Supervão – “Amiga Online” (Estreia)
A excelentíssima banda gaúcha Supervão, que derivou da psicodelia para a eletrônica nervosa atual, outras viagens, segue nessa toada neste delicioso acid house pendendo muito ao techno às vezes. Eles juram que a música tem uma estrutura indie ali, nos vocais e nas guitarras. A gente está procurando há uma semana esses traços. Vamos escutar mais uma vez para ver se rola.

5 – Djonga – “Easy Money” (Estreia)
Ainda que tenha recém-lançado um disco, Djonga acerta neste single de uma inédita que parece uma boa tiração de onda com o sucesso que não cabia no conceito do álbum – lançar singles logo após um álbum todo parece ser uma tendência no rap nacional, não sabemos o motivo. Uma música divertida para tempos complicados, aqui Djonga celebra consciente de que essa vitória é só um capítulo de um plano maior em sua cabeça, até porque o sucesso não é um bom medidor dessas conquistas, dado que é passageiro.

6 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (Estreia)
Grande caçador das batidas perfeitas, o beatmaker, DJ, instrumentista e engenheiro de som Master San reúne em “Soul Quantize” 34 faixas inéditas trabalhadas em cima de bases de hip hop. As construções em cima de pedaços reconhecíveis de outros sons pede uma imersão. É um prazer tentar adivinhar de onde vem cada elemento. Que de vez em quando tem algumas pistas bem curiosas. Ou precisamos contar de onde ele pega alguns sons de “Intergalatica”?

7 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (Estreia)
E, por falar em caçadores das batida perfeita, temos nosso querido Cesinha em sua contínua busca. Neste EP, um dos nossos beatmakers mais presentes no Top 50 da CENA investiga um pouco do UK Garage, uma de suas linhas de pesquisa. Em quase meia hora, CESRV arquiteta quase um doutorado no assunto.

8 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (Estreia)
Por aqui o trio instrumental formado por Alexandre Damasceno e Gabriel Galvão segue sua loucuragem instrumental. No Bandcamp a música veio acompanhada de um código misterioso. A gente colocou a mensagem cifrada em um site que lê código morse e veio a palavra “Memorando”. Será que é alguma dica?

9 – Jonathan Ferr – “Amor” (4)
Chamou nossa atenção a participação do Jonathan no disco da Tuyo e fomos ver o que ele andava fazendo. E não é que ele lançou um disco ao mesmo tempo que a banda parceira? Um senhor álbum, diga-se, quase todo instrumental e ao piano, chamado “Cura”. Uma obra belíssima para escutar de ponta a ponta, dada a profunda conexão entre cada faixa. Pode ser um pouco desafiante se dedicar a um disco mais experimental assim, mas acredite na gente. Vale cada segundo.

10 – Jadsa – “Mergulho” (5)
A gente já celebrou tanto o álbum “Olho de Vidro” da Jadsa por aqui, mas sempre é bom reforçar nosso gosto por esse trabalho da guitarrista baiana. Agora que ela lançou um vídeo para este som que abre o disco, a gente achou a desculpa perfeita para trazer ela de volta às primeiras colocações do nosso Top 50.

11 – Mulungu – “A Boiar” (6)
12 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (7)
13 – Bonifrate – “Rei Lagarto” (8)
14 – GIO – “Nebulosa” (9)
15 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (10)
16 – BK – “Dinheiro, Poder, Respeito” (11)
17 – Jomoro e Karina Buhr – “Saudades de Lá” (12)
18 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (13)
19 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (14)
20 – Zé Manoel – “Como?” (15)
21 – Os Amantes – “Linda” (16)
22 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (17)
23 – Isabel Lenza – “Imenso Verão” (18)
24 – Rodrigo Amarante – “Maré” (19)
25 – Rincon Sapiência – “Cotidiano” (20)
26 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (21)
27 – Anitta – “Girl from Rio” (22)
28 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (23)
29 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (24)
30 – Salma e Mac – “Amiga” (25)
31 – Yung Buda – “Digimon” (26)
32 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (27)
33 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (28)
34 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (29)
35 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (30)
36 – FEBEM – “Crime” (31)
37 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (32)
38 – Boogarins – “Supernova” (33)
39 – Moons – “Love Hurts” (34)
40 – BaianaSystem – “Brasiliana” (35)
41 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (36)
42 – Jair Naves – “Vai” (37)
43 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (38)
44 – Yannick Hara – “Raça Humana” (40)
45 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (41)
46 – FBC – “Gameleira” (42)
47 – Mbé – “Aos Meus” (43)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (44)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (46)
50 – Ale Sater – “Peu” (47)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do rapper paulista Edgar.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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A amiga online do Supervão. Rolling Stones no Rio. O reggaeton romântico do J Balvin. Pergunte ao Nick Cave

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– Se isto aqui não foi sextar, não sabemos mais o que é. A excelentíssima banda gaúcha Supervão, que derivou da psicodelia para a eletrônica nervosa atual, outras viagens, lançou hoje o vídeo para uma música nova. “Amiga Online”, que está nas plataformas com versão original e editada para caber nas rádios de música boa que não existem neste país, mas a gente tenta, tem produção de Olho Mecânico, o sujeito bom que dirigiu esse vídeo mara sobre a vida dos clubbers em casa na pandemia. Ele traz a performer Ma Kusnst, que ferve numa festa online no Zoom. A música é uma deliciosa acid house pendendo muito ao techno às vezes. Eles juram que tem uma estrutura indie ali, nos vocais e nas guitarras. Eu acredito.

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– Reggaeton alguém? O hitmaker colombiano J Balvin lançou, bem…, hit hoje, chamado “¿QuÉ Más Pues?”, com a argentina María Becerra em dueto. A revista “Forbes”, uma das mais conceituadas publicações de economia no mundo, já disse que ele J Balvin é um dos artistas de reggaeton mais influentes da era moderna. Os números dele falam por si só. O vídeo traz a dupla interpretando o que está na letra, que conta a história de um casal que se separou e sofre separado, sofre se estão juntos. Tudo num balancinho reggaeton gostoso. Drama latino total para nossa sexta.

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– Dia 18 de junho chega às lojas de disco gringas a versão CD e vinil do álbum “Carnage”, obra-prima de autoria de mister Nick Cave e seu fiel escudeiro Warren Ellis, companheiro de Bad Seeds e outros rolês. Neste dia, via stream, eles vão abrir uma conversação online para conversar sobre o disco, em que você pode participar. Precisa mandar uma pergunta com a hashtag #talkcarnage em post na conta oficial do Nick Cave no Instagram ou comentar em seu Facebook. Mas isso tem que ser até o dia 5 de junho. Essa live rola cedo no Brasil: 15h da sexta-feira 18/6.

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– Um dos maiores shows da história, que por acaso aconteceu no Brasil, vai ganhar um álbum remixado, reeditado e remasterizado que sai no próximo dia 9 de julho, nos formatos físico e digital. É o “The Rolling Stones – A Bigger Bang: Live on Copacabana Beach”, concerto gratuito loucura da turma de Mick Jagger no Rio de Janeiro em 2006 e que agora sai completinho. Essa apresentação, histórica, reuniu 1.5 milhão de pessoas nas areias da famosa praia carioca. Para dar um gosto do que vem aí, os Rolling Stones lançaram hoje um EP com cinco músicas, quatro deste show de Copa Cabana e uma música intrusa: incluíram nele “Rough Justice”, que é de um show da banda em Salt Lake City, em 2005. Esta canção de show americano vai entrar apenas na versão deluxe de “A Bigger Bang: Live on Copacabana Beach”. Você pode ouvir o EP inteiro aqui. Um trailer do disco, com imagens dos Stones fazendo história aqui no Brasil, está aqui embaixo.

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TOP 50 DA CENA – Nosso ranking sofreu um chacoalho bom nesta semana, um oferecimendo da TARDA, do Zé Manoel, da Giovanna Moraes, do Khalil, do Criaturas, do Supervão. Até o Djonga reapareceu

1 - cenatopo19

* Semana boa no Top 50 da Popload. A CENA está se movimentando a toda velocidade. Imagina quando puder ter show…
Seis estreias e uma “re-estreia” empurraram as animadas músicas “top 10” da semana passada para baixo, trazendo de tudo: de reflexões sócio-políticas musicadas, sinergia com canções gringas e com gringas em si e pura ferveção sonora de escapismo, para citar alguns panoramas coloridos pelas dez mais desta semana.
Mas, posições à parte, o que interessa é o playlist agregador e ilustrativo que dá o tom lindo que nossa CENA tem em 50 músicas, supernovas, novas ou quase novas.
Misture aí umas mineirices, um pernambucano de voz absurda, um Khalil expansivo, uma Giovanna de energia explosiva, o Supervão lindo, o Criaturas trazendo a Nigéria a Curitiba. Acrescente a Luedji Luna e a Tuyo à fórmula, não esqueça uma pitada saboroso de Ítallo França. Por fim, resgate o Djonga para dar uma liquidificada nesta receita e pronto.
Você tem, pelo menos nas dez primeiras posições, a melhor playlist que você vai ouvir até quarta-feira que vem. Bom proveito!

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1 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (Estreia)
Uma alegria o soturno disco do coletivo TARDA (formado por Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier). Como diz o escritor, aquela luz que permite que vejamos quanta escuridão há ao redor.
2 – Zé Manoel – “História Antiga” (Estreia)
A delicadeza do piano e voz do pernambucano Zé Manoel por aqui lamentam uma história antiga de uma civilização antiga que ainda é a nossa. Esse choque temporal contrasta na canção com a alegria do passado, presente e futuro imaginado pelo povo negro e índigena no Brasil, que lutam desde sempre por um país mais justo. Uma luta que segue firme enquanto uns resistirem em serem tão antigos. Um discurso sempre importante, agora com uma lindíssima música para embalá-lo.
3 – Giovanna Moraes – “Singularidade” (Estreia)
A versão original desse som tinha uma pegada tipo MPB-eletrônica. Agora, Giovanna coloca guitarras em bom volume para dar um novo grau na música, levando ela para um outro lugar. Que acerto. A ideia é parte de “Rockin’ Gringa”, bom EP onde as canções do disco “Direto da Gringa” ganharam contornos pesados, digamos. Que peso, Giovanna!
4 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (Estreia)
As manchetes sobre Khalil lembram suas semelhanças vocais com Caetano Veloso. Sim, rola isso, mas o menino mostra de cara que tem um talento bem do original em suas composições e situações que cria. “De Cara Pro Vento” é uma bom exemplo disso.
5 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (1)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado tem mais de mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
6 – Supervão – “Get Out” (Estreia)
Era uma vez uma banda gaúcha que nem de Porto Alegre é fazendo um sonzinho indie psicodélico de pegada propria, que tomou alguma água sulina batizada, viu alguma coisa que a gente não viu e hoje está buscando o colorido psicodélico dentro da eletrônica mais underground. Já ouviu o EP que eles lançaram, o “apropriado” “Depois do Fim do Mundo”? Então…
7 – Tuyo – “Sonho da Lay” (3)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (8)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Criaturas – “Omalola” (Estreia)
Interessante o som da banda curitibana Criaturas. Esse aqui em especial é baseado em uma canção folclórica da nigeriana que foi passada para eles por uma enfermeira do país que cuidou de um tratamento do bebê da vocalista da banda. A canção é justamente sobre como deixar bebês felizes. Tipo nós?
10 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
Agora com vídeo oficial, relembramos uma das nossas favoritas do ano. No Top 50 há semanas, a canção de Djonga é um apaixonado escrito para sua filha mais nova. Que transborda em som aoos nossos ouvidos
11 – Luna França – “Minha Cabeça” (6)
12 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (2)
13 – Silva – “Passou Passou” (4)
14 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (5)
15 – Carabobina – “Pra Variar” (7)
16 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (9)
17 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (10)
18 – Lauiz – “Corona Music for Corona People” (11)
19 – Nelson D – “Xenofunk” (12)
20 – Duda Brack – “Toma Essa” (13)
21 – Kiko Dinucci – “Habitual” (14)
22 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (16)
23 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (19)
24 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (20)
25 – KL Jay – “Território Inimigo” (22)
26 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (24)
27 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (25)
28 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (26)
29 – Carne Doce – “Hater” (27)
30 – Rohmanelli – “Toneaí” (28)
31 – PLUMA – “Leve” (29)
32 – Luiza Lian – “Geladeira” (30)
33 – BK – “Movimento” (31)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (32)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (33)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (34)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (35)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (36)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (37)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (38)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
42 – Don L – “Kelefeeling” (40)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
48 – Jhony MC – F.A.B. (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do músico pernambucano Zé Manoel.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Música nova da Tuyo é um sonho. Silva passa passando. Mais: a criação de Duda Brack e a recriação de Chuck Hipólitho

1 - cenatopo19

* Sonho e superação lideram nosso ranking, na semana louca da corrida presidencial americana. O que isso tem a ver? Pensa mais.
A banda Tuyo anda se arriscando, misturando. E acertando cada vez mais. Até em outras dimensões: oníricas, de estilo.
O já consagrado músico capixaba Silva também. Ele é amigo da Ivete Sangalo, mas é amigo do ska independente. E anda caminhando bem em qualquer seara que se apresente. Que ele apresente. E fez uma rádio. E fez um vídeo espertíssimo sobre superação, quando pode se imaginar que é sobre lamento. Quão nobre é esse rapaz?
A gaúcho-carioca Duda Brack lançou um vídeo que contém uma música, não o contrário. O paulista-paulistano Chuck Hipólitho lançou uma música de memória afetiva que contém o vídeo mais rápido de todos os tempos. E que ficou demais.
Nossa geografia musical é muito linda. Não vamos deixar que queimem ela.

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1 – Tuyo – “Sonho da Lay” (Estreia)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
2 – Silva – “Passou Passou” (Estreia)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
3 – Carabobina – “Pra Variar” (1)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Seguimos aqui apaixonados pelo disco novo da Luedji. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (Estreia)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
6 – Nelson D – “Xenofunk” (2)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
7 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (Estreia)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
8 – Duda Brack – “Toma Essa” (Estreia)
A voz da Duda Brack sempre arrepiando em uma música daquelas de fim de relacionamento. O refrão escrito por Bruna Caram já é invejado em diversas pistas do país. Ganhou um filme, como vídeo.
9 – Kiko Dinucci – “Habitual” (Estreia)
10 – Marcelo Callado – “Borboletas” (Estreia)
Ava Rocha aparece nessas duas músicas. Com Kiko, faz a capa do single e as vozes em uma letra do músico cantandoo cotidiano repetitivo dos nossos anos 20 tensos. Com Marcelo, a parceria é na composição na canção de um longa e incansável busca por amor.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (3)
12 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (5)
13 – Gabrre – “Elephants” (6)
14 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (7)
15 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (8)
16 – Autoramas – “Carinha Triste” (9)
17 – KL Jay – “Território Inimigo” (10)
18 – Marrakesh – “Tripin’” (11)
19 – Yannick Hara – “Necropolítica” (12)
20 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (14)
21 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (15)
22 – Mulungu – “A Boiar” (17)
23 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (18)
24 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (20)
25 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (21)
26 – Carne Doce – “Hater” (22)
27 – Rohmanelli – “Toneaí” (23)
28 – PLUMA – “Leve” (25)
29 – Luiza Lian – “Geladeira” (26)
30 – BK – “Movimento” (27)
31 – Vivian Kuczynski – “Pele” (28)
32 – Boogarins – “Cães do Ódio” (29)
33 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (30)
34 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (31)
35 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (32)
36 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (33)
37 – Letrux – “Vai Brotar” (34)
38 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (36)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (37)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – O nome da banda é Carabobina. E tá em 1º lugar. Acostume-se a ela. Nelson D traz o contundente indie-indígena de volta à conversa. E mais: Supervão, Luedji, Tagua Tagua, Gabrre e Pessoas Estranhas no top 10

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* Um Boogarins torto, de som torto como não é o do Boogarins, emplaca o primeiro lugar no Top 50 desta semana. Que música é esta, “Pra Variar”, que vem não sei de onde e nos leva não sei para onde. Gostamos dessa sensação na música. Nos leva para a desafiante zona de desconforto. Fora que o álbum inteiro do Fefel mais sua escudeira Alejandra, os Carabobina, está chegando. Logo falaremos mais, inevitavelmente.
Nosso indie-indígena, tão celebrado na Popload, neste Top 50 e até no jornal inglês “The Guardian’, bota na vice-liderança uma grande liderança deste Futurismo Indígena da música brasileira, o ítalo-amazonense Nelson D.
Os discos do Tagua Tagua e da Liedji Luna continua nos maravilhando, então deixa eles ainda mais perto do topo, para o impacto da playlist (que é o que importa) seja imediato.
Porque daí chegam os meninos da Supervão e nos bagunçam todo. Que semana!!!

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1 – Carabobina – “Pra Variar” (Estreia)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
2 – Nelson D – “Xenofunk” (Estreia)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
3 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (2)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho para o sucesso, hein? Hit grudento a furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (Estreia)
Já falamos de brisa nesta edição, mas vale repetir. Que brisa é esta do Supervão? A banda electro-indie (cada vez mais electro e menos indie) segue bebendo uma água diferenciada, para dizer o mínimo. Parece que o trio está vendo alguma coisa que ninguém está vendo. São Leopoldo, RS, cada vez mais perto de Manchester. A gente curte bem. E os cinco minutos dela são muito pouco. Extended mix pra já.
6 – Gabrre – “Elephants” (Estreia)
Com seu indie cantalorável com toques eletrônicos que nos lembra Caribou e Unknown Mortal Orchestra, o gaúcho novinho Gabrre apresenta seu bom álbum de estreia cheio de altas referências para sua idade e com nome um tanto quanto inusitado mas que ele jura fazer sentido: “Tocar Em Flores Pelado”.
7 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (1)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse seu instrumento para falar (gritar) mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor para as composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E olha que ainda estamos no início de degustação desse disco, já discaço para nós.
8 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (Estreia)
Classificada pela própria banda como uma música sem vergonha, aprovamos a nova aventura da dupla Guilherme Silva e Stephan Feitsma, da nova porém veterana geração do indie paulistano de música boa. Várias canções em uma só: divertida (é inspirada em um cão de um deles) e bem séria para abrir um disco e apontar todo o caminho de suingue que o duo escolheu para trilhar. Fora, que, às vezes, uma música assim é tudo o que precisamos.
9 – Autoramas – “Carinha Triste” (Estreia)
Ah, o amadurecimento. O Autoramas em releitura de uma velha canção deixa seu som mais solto. Saí a guitarra abafada e entra uma vibe mais divertida. E uma produção mais caprichada, lógico.
10 – KL Jay – “Território Inimigo” (3)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
11 – Marrakesh – “Tripin’” (5)
12 – Yannick Hara – “Necropolítica” (Estreia)
13 – Teach Me Tiger – “Wasted” (6)
14 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (7)
15 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (8)
16 – RRocha – “Rua” (9)
17 – Mulungu – “A Boiar” (10)
18 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (11)
19 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (12)
20 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (13)
21 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (15)
22 – Carne Doce – “Hater” (16)
23 – Rohmanelli – “Toneaí” (18)
24 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
25 – PLUMA – “Leve” (23)
26 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
27 – BK – “Movimento” (25)
28 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
29 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
30 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
31 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
32 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
33 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
34 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
35 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
36 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
37 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
38 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
39 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Carabobina, a banda do Fefel e da Alejandra, top do nosso Top.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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