Em supervão:

TOP 50 DA CENA – A ordem é: CALMA! Então respira e veja o ranking que traz Nevilton no topo e Bertoni sentando e conversando. Jadsa, Hiran, Vitraux vão na vibe. E tem a Jup, óbvio

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* Respira… Esta nova edição do ranking da Popload da música brasileira, que vem acompanhado de um excelente playlist, vem propor a calma. Embora a gente esteja ainda trancado em casa (ou bastante tempo do dia trancado em casa), o mundo anda muito louco.
Então nos conquistou de cara, meio que um apelo para a alma, a nova música do grande Nevilton, que foi direto para o topo. Para ajudar nesse processo de desaceleração importante, botamos na sequência a nova do Gustavo Bertoni, a lindaça “Sit Down, Let’s Talk”, que propõe exatamente o que seu título diz.
Beleza, vem depois toda a energia incrível da Jup do Bairro com música do seu fundamental EP “Corpo Sem Juízo”. E bota tudo no ar. Mas o recado já vai estar dado.
Das dez primeiras colocações, sete são estreias da semana, para você ver como a cena está girando forte e bonita. Tem os baianos Jadsa e Hiran, tem emo do Fresno, tem Vitreaux, tem o R&B paulistano da 1LUM3. Só belezuras.
Ah, e tem a fundamental playlist botando tudo para rodar.

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1 – Nevilton – “Irradiar” (Estreia)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
2 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (Estreia)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (1)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (2)
Segura o flow da Karol. Único e lotado de variações. Que valor. Em “Tempos Insanos” ela mostra tudo o que sabe. E WC no beat também dá uma aula aqui. Aumenta o som que esta pede por isso.
5 – Jadsa – “Quietacalada” (Estreia)
A guitarrista e cantora baiana Jadsa vem talvez da CENA mais viva da música independente nacional há algum tempo. Uma guitarrista alternativa e baiana que se apresenta com o ótimo EP (“Taxidermia”) e logo mais chega com um álbum cheio (“Olho de Vidro”). Esta só tem no Bandcamp, mas vale o esforço de ir até lá – é um clique, né?
6 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (Estreia)
Aos poucos vamos gostando de mais músicas do álbum do Hiran. Saí “Galinheiro” que nos conquistou semana passada e entra o feliz encontro de Hiran com Tom Veloso, o filho de. Um refrão pegajoso – ou melhor dizendo, embaçado. Veja o vídeo esperto de tão simples e entenda. Se deixarem essa tocar no rádio, sei não, cara de hit.
7 – Vitreaux – “Meia Luz” (Estreia)
Uma banda que se inspira em Clube da Esquina, rock argentino da década de 1970 e jazz alcança um bom resultado em um disco com toques cinematográficos. Guia do disco, “Meia Luz” é uma ótima introdução ao álbum com seu papo sobre arte em tempos de repressão.
8 – JP – “Chorei Dendê” (9)
Aí o indie mineiro todo guitarra que cantava em inglês foi para a Bahia e encontrou o amor. Pelo lugar, pelo amor mesmo e por cantar em português. E deu no seu novo single, do seu novo EP, que saiu na sexta-feira passada.
9 – Fresno – “Broken Dreams” (Estreia)
Uma volta da Fresno ao som que mais se aproxima de sua pegada emo antiga, embora ainda com uns toques eletrônicos Uma porrada com a participação de Jason Aalon Butler, da banda rapcore americana Fever333.
10 – 1LUM3 – “Extremo” (Estreia)
Vale sempre prestar atenção na 1LUM3, projeto e persona da Luiza Soares. O single é uma canção sobre amor daquelas que nos deixam cheios de dúvidas, como só o próprio amor é capaz. De vez em quando.
11 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (3)
12 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (4)
13 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (6)
14 – Antiprisma – “Lunação” (8)
15 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (10)
16 – Tássia Reis – “Me Diga” (11)
17 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (12)
18 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (13)
19 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (14)
20 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (15)
21 – Duda Brack – “Contragolpe” (16)
22 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (17)
23 – ABC Love – “Flertes” (18)
24 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (19)
25 – Don L – “Kelefeeling” (20)
26 – Sessa – “Sereia Sentimental” (21)
27 – Thunderbird – “A Obra” (22)
28 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (23)
29 – Mulungu – “No Ar” (25)
30 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (26)
31 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (28)
32 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (30)
33 – TARDA – “Breath” (31)
34 – ÀIYÉ – “Pulmão” (32)
35 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (35)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a multiartista trans-formadora paulistana Jup do Bairro.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – The Baggios bota o Sergipe no topo. Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes aparecem grandes. E a Jup do Bairro não sai de cima

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* Aquele alcance plural, geográfico e multivertente que a gente tanto acha importante na nossa CENA está superpresente no ranking desta semana.
Banda de rock sergipana no topo, misturando pop perfeito com canção regional. Na sequência banda eletrojazz de São Carlos, interior de São Paulo, com participação de uma ótima cantora baiana, do nosso R&B mpbzado. Tudo seguido pela corporalidade extrema da Jup do Bairro, direto da quebrada.
Aí tem a gringa que é brasileira. E o brasiliense que é conhecido por fazer stoner rock a seu jeito, mas veio para SP roçar o folk melancólico. Ah, e tem índio também!!!!
Que CENA é esta?!? Aí junta tudo isso numa playlist de 50 músicas e que beleza que fica.

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1 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (Estreia)
Não sabemos explicar direito, mas a nova música do grupo sergipano é uma espécie de Oasis com cancioneiro brasileiro. Nos versos, devidamente produzidos em modo quarentena de gravação, uma promessa e tanto: “…Presidente rosna/ Mente para o país/ Somos fortes, saibam/ ELE VAI CAIR!”
2 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (5)
Sim, só sai na sexta-feira agora, embora esteja aqui no ranking desde a semana passada. Mais dois dias e a espera acaba. É porque está quente o segundo single do quinto álbum da banda paulista ATR, de som plural. Além da voz maravilhosa da baiana Luedji, o grupo fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, a gente bota na playlist.
3 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (1)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada segue aqui bem em cima do nosso Top 50 há um tempo, porque, sim, precisamos celebrar esse EP como um dos grandes lançamentos deste ano da nossa CENA. Repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
4 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (Estreia)
Encharcada de um toque Fiona Apple, o piano e o desabafo de Giovanna ressoam ainda melhor em (mais um) vídeo (na nossa lista, veja abaixo), que consiste em uma criação coletiva com as amigas, cada uma em sua casa, lógico. Ela acaba de lançar “Direto da Gringa”, seu segundo álbum. Merece muito sua conferida.
5 – Gustavo Bertoni – “Waves” (Estreia)
Não foi só papo dez que o Gustavo deu sobre a música na nossa live diária que influenciou no resultado. O som é muito bom, o vídeo em Berlim é bonito e “Waves” acaba o levando para outra viagem, muito além do Scalene, sua banda principal. Uma daquelas baladas ao violão que soa familiar na primeira vez.
6 – Antiprisma – “Lunação” (Estreia)
Uma viagem instrumental pesada da dupla paulista formada por Elisa Moreira e Victor José. O vídeo da música é outro que entra na categoria de belo trabalho artístico, uma performance sobre as várias mulheres que existem na mesma mulher.
7 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (2)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
8 – Tássia Reis – “Me Diga” (3)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
9 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (4)
Esta música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
10 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (6)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
11 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (12)
12 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (7)
13 – Duda Brack – “Contragolpe” (8)
14 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (10)
15 – ABC Love – “Flertes” (11)
16 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (13)
17 – Don L – “Kelefeeling” (14)
18 – Devise – “Espera” (9)
19 – Thunderbird – “A Obra” (15)
20 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (16)
21 – Sessa – “Sereia Sentimental” (17)
22 – Mulungu – “No Ar” (18)
23 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (19)
24 – Jair Naves – “Irrompe” (20)
25 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (21)
26 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (22)
27 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (23)
28 – TARDA – “Breath” (24)
29 – ÀIYÉ – “Pulmão” (25)
30 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (26)
31 – Vanguart – “Encontro Adiado” (27)
32 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (28)
33 – Wado – “Nina” (29)
34 – The Raulis – “Distante Desejo” (30)
35 – Lila – “Lunação” (31)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora paulistana Giovanna Moraes.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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TOP 50 DA CENA – Jup é up: o topo é dela. Tássia Reis dá um “oi”. Supervão superferve. E a Duda Brack está de volta

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* Essas voltas que a música dá são curiosas. Veja o caso da Jup do Bairro e seu EP “Corpo e Juízo”, que frequenta este ranking há algumas semanas, sobe e desce, vai e vem e agora agarrou o primeiro lugar porque… porque… merece, apenas. Com o lançamento do EP todo, mais recentemente, a música cresce como um manifesto, puxando as outras faixas. Dá vontade de deixar a Jup no topo umas semanas e ir revezando as outras músicas do disco. Sabemos lá do que esse ranking é capaz!
Galera indie-indígena seguem fortes nas 10 +, porque.. merece. Não bastassem Nelson D e Kunumí MC serem necessários e carregarem o espírito do nosso tempo, as músicas são muito boas, o que no fim é o que traz eles aqui.
E, se essa cena nossa não é plural, com tudo isso acima e com uns meninos gaúchos psicodélicos indo na contramão para meter sua criatividade na eletrônica de fervura, eu não sei mais o que é.
Esse caldo é o que nos move. Traduzir tudo em uma playlist que é uma viagem, de vários tipos, para todos os lugares.

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1 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (Estreia)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada está aqui no Top 50 há um tempo, mas agora chega ao primeiro lugar porque precisamos celebrar o EP da Jup. Dos melhores lançamentos do ano, repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
2 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (1)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
3 – Tássia Reis – “Me Diga” (Estreia)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
4 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (Estreia)
Essa música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
5 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (Estreia)
Esta só a gente ouviu por enquanto, mas está quente o segundo single do quinto álbum da banda ATR. Além da voz maravilhosa de Luedji, a banda fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, semana que vem, a gente bota na playlist.
6 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (Estreia)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
7 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (2)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
8 – Duda Brack – “Contragolpe” (Estreia)
Sempre bom ouvir a voz de Duda Brack. Uma faixa gravada ao longo de dois anos por Gabriel Ventura, Lucio Maia e Vovô bebê de letra atual, urgente. “Ainda vão nos boicotar/ e de rebote/ vamos boicotar esse boicote/ o contragolpe vai girar”.
9 – Devise – “Espera” (Estreia)
Das mais ativas e seguidas em Minas Gerais, a banda Devise chega com uma mensagem de força e esperança nestes tempos em que ter contato físico é algo que não vem sendo recomendado. O papo deles é a boa conversa entre Beatles e Clube Da Esquina.
10 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (3)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
11 – ABC Love – “Flertes” (4)
12 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (5)
13 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (6)
14 – Don L – “Kelefeeling” (8)
15 – Thunderbird – “A Obra” (9)
16 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (10)
17 – Sessa – “Sereia Sentimental” (11)
18 – Mulungu – “No Ar” (12)
19 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (13)
20 – Jair Naves – “Irrompe” (14)
21 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (15)
22 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (16)
23 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (17)
24 – TARDA – “Breath” (18)
25 – ÀIYÉ – “Pulmão” (19)
26 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (20)
27 – Vanguart – “Encontro Adiado” (21)
28 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (22)
29 – Wado – “Nina” (23)
30 – The Raulis – “Distante Desejo” (24)
31 – Lila – “Lunação” (25)
32 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (27)
33 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (28)
34 – Carne Doce – “A Caçada” (29)
35 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (31)
36 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (33)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (34)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (35)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (36)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (37)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (40)
43 – Jhony MC – F.A.B. (42)
44 – Cícero – “Às Luzes” (43)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora gaúcho-carioca Duda Brack.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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CENA – O teto ficou preto para a banda gaúcha Supervão. Ouça “Depois do Fim do Mundo”

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* O novo single da banda gaúcha Supervão, que chega hoje às plataformas, foi tocada ontem com exclusividade na conta da @poploadmusic no Stories.

A música, chamada “Depois do Fim do Mundo”, é o primeiro single de uma série de três a sair antes que o próximo álbum do trio formado por Mario, Leonardo e Ricardo seja lançado, até o final do ano.

Esse segundo disco cheio da banda de São Leopoldo, com um nome desses, representa quase uma negação ao disco anterior, o de estreia deles, do ano passado.

“Depois do Fim do Mundo”, o álbum, acaba com qualquer esperança na humanidade que tinha o ensolarado “Faz Party”.

Talvez por isso, “Depois do Fim do Mundo”, a música, bota o Supervão um pouco mais longe do indieletrônico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda, que conversou com a gente ontem na live.

Menos Tame Impala, mais Teto Preto. Estranho? Não para eles. Não para a turma deles. Que música “frita” legal.

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* A arte da capa do single foi feita por Filipi Filipo.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Mário Arruda, do Supervão

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* O “guri” Mário Arruda, representando o trio gaúcho electroindie Supervão, é o convidado de hoje da Popload Live, 17h, ali no canal da @poploadmusic no Stories do Instagram. Você sabe bem onde.

O Supervão é uma das bandas prediletas da Popload desde, sei lá, 2017, quando numa viagem para fazer o Mapa do Rock de Porto Alegre descobri que a cena gaúcha não só não estava morta como ela estava muito viva. Por favor, entenda obviedade escrita levando em consideração que houve uma cena gaúcha muito importante em Porto Alegre, que se via desbotada em seus momentos áureos, mas ela estava ali embaixo, no underground pampa, mais global e plural. Global para fora, global para dentro. E o Supervão, de São Leopoldo, era a mais cintilante representação.

Sobre essa cena, sobre eles nessa cena, sobre seu primeiro álbum (lançado no ano passado), sobre “Bacurau” o filme (!) e sobre a música nova que eles estão lançando HOJE, “Depois do Fim do Mundo”, a gente vai tratar nesta live de logo mais, 17h. Vem?

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.
Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido e com o Chico Bernardes.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. E com o jornalista-boleio Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e som com o Mário Supervão.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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* A foto do Mário dentro da arte deste post é de Ana Alice (@anaalic333).

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