Em supervão:

CENA – Supervão, finalmente, libera seu primeiro disco, eletrobatucada psicodélica gaúcha

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* Finalmente, dois anos depois de a Popload os destacarem com o Mapa do Rock Porto Alegre, os meninos gaúchos do Supervão chegam ao primeiro disco, “Faz Party”, já dito aqui para uma música (mas que serve para o álbum todo), uma electrobatucada lisérgica.

Supervao-Creditos-Kim-Costa-Nunes

O trio de São Leopoldo, formado por Mário Arruda (vocal e programações), Leonardo Serafini (guitarra e sintetizador) e Ricardo Giacomoni (contrabaixo e guitarra), faz parte de um complô psicodélico mundial, de Boogarins a Tame Impala, mas também é dono de uma personalíssima sonoridade própria, que você, quando escuta qualquer uma das dez faixas de “Faz Party” (ou mesmo qualquer canção dos dois EPs anteriores), é capaz de reconhecer de imediato: “É Supervão”.

Supervao-Faz-Party-capa-final

O disco, importante frisar, foi viabilizado pelo edital da Natura Musical junto à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, além do selo HoneyBomb Records, responsável pelo lançamento.

E é esse pacote de pérolas aqui embaixo. Vai e ouvindo. E ouvindo. E ouvindo.

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CENA – Trio gaúcho Supervão revela capa de seu primeiro álbum, “Faz Party”. Popload traz o single “Sol de Samba”, que sai amanhã

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* Tão nova quanto tarimbada na cena independente nacional por conta de dois EPs incríveis (“Lua Degradê”, 2016, e “TMJNT”, 2017) e shows por festivais pelo país, a banda gaúcha Supervão, trio electroindie de São Leopoldo, chega FINALMENTE ao primeiro disco.

“Faz Party”, inspiradíssimo título do álbum de estreia, será lançado no dia 26 de julho, apadrinhado por empresa (Natura Musical) e pelo governo (Pró-Cultura RS), mas que deve ser apadrinhado mesmo pela CENA ela-mesma, de tanto que o Supervão é promissor e cheio de identidade propria, dentro da psicodelia-gaúcha-“madchester”-moderna que pratica. Resumindo: ótima música urbana de pista cantada em português.

Captura de Tela 2019-06-13 às 11.10.52 AM

“Faz Party” libera seu primeiro single hoje, agora, aqui, com “Sol do Samba”, electrobatucada lisérgica que, segundo Mario Arruda, porta-voz do grupo, conta a história de uma pessoa desgostosa da vida até que um amigo a leva a um samba. “O resultado é uma espécie de cura pela festa. Trata-se de uma passagem do niilismo à celebração festiva que cura a partir do vapor gerado pelo ato de dançar”, explica Mario. Nada mais Supervão que todo esse conceito todo entrelaçado.

A Popload traz ainda a capa de “Faz Party”, outro exemplo da “modernidade raiz” do trio, que cuida muito bem de sua própria estética desde pôsteres de show até o acurado visual artístico de suas apresentações. Já vi um show roxo de sombras do Supervão em Porto Alegre, uma vez.

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Sobre a capa do álbum, um vaso de jasmin num ambiente psicodélico-pastoril, outra vez Mario dá a letra: “Tanto as imagens da capa do disco quanto as dos singles têm o teto do pós-digital: imprimir um gradiente criado por computador e depois fotografar essa impressão junto de um ambiente, digamos, natural”.

O Supervão, além de Mario Arruda no vocal Stone Roses e nas programações eletrônicas linha A Certain Radio, traz ainda Leonardo Serafini (guitarra e sintetizador) e Ricardo Giacomoni (contrabaixo e guitarra). Mas, como a banda gosta de esclarecer, todo mundo faz tudo, das composições e troca de instrumentos.

Agora a expectativa só aumenta na espera de julho chegar e trazer o primeiro álbum do Supervão. Faz party!

** A foto do Supervão que ilustra este post é de Kim Costa Nunes. A do disco “Faz Party” tem fotografia de Maurício Kessler.

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CENA – A revolução do indie, capítulo dois. Saiu o segundo disco da banda gaúcha Chimi Churris

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* “Tranquilos, sem muita pretensão”. Esse é o mantra dos Chimi Churris, banda de Porto Alegre que além de ter nome de tempero argentino e ser a “versão Supervão com baterista” foi um dos embriões de uma série de acontecimentos importantes que rolou na cena da cidade de uns anos para cá.

Eles nasceram de um coletivo de fotografia e festas de rua, lançaram um EP gravado na raça e na peculiaridade por eles mesmos, depois financiaram coletivamente um álbum e, através dele, mostraram para muita gente que fazer música poderia ser mais fácil do que parece. Agora, seis anos depois do seu primeiro show, o quarteto lança seu segundo álbum, “El Interior Hacia Fuera”, um manifesto antiestrelismo, regido pela vontade de fazer som e de reunir amigos.

Chimi_Churris

Os Chimi Churris são uma banda que surgiu em meio a um movimento recente da capital gaúcha. Alunos dos cursos de comunicação e artes das faculdades da região se juntaram para criar seus próprios espaços de atuação, muitas vezes usando a rua como local. Durante esse tempo, surgiu um coletivo fotográfico chamado Ovos e Lhamas, uma festa chamada DADA e outra intitulada Geramor, todas ligadas aos integrantes que hoje são a Chimi.

Em meio a todas essas movimentações d.i.y, os meninos decidiram gravar seu próprio disco usando um microfone de computador, captando com o media player da máquina e editando ele a partir de um software de vídeo. Eles não faziam ideia do que estavam fazendo, mas a partir diss, muitos meninos e meninas mais novas do que eles viram que fazer música não precisava ser totalmente hi-fi. Existia uma estética para aquilo que fugia dos padrões.

Com seus dois EPs experimentais gravados e um disco inteiro na discografia, a banda realizou mais alguns shows até o final de 2016, quando decidiu parar de vez e finalizar seu segundo disco. Dois anos após o hiato e quase quatro anos depois do último lançamento, a banda enfim aparece com seu “El Interior Hacia Fuera”, um pequeno disco de oito faixas que vai de Mac DeMarco até Gilberto Gil em poucos minutos, uma mistura do indie cool gringo com a ginga brasileira nos arranjos.

“El Interior Hacia Fuera” é um álbum experimental, mas muito mais pop do que os lançamentos anteriores da banda, misturando inúmeras referências de cada um dos integrantes e espremendo tudo isso em uma jarra só. Mesmo sem muita pretensão, o disco apresenta faixas incríveis e mostra um dos momentos mais interessantes do projeto até aqui. Eles trazem guitarras praieiras e cansadas, lembrando um pouco todas aquelas referência de DeMarco e companhia, coisas como Homeshake, Real Estate e até Beach Fossils.

Na sexta-feira passada, a Chimi Churris lançou seu disco ao vivo em Porto Alegre. No show, a banda conseguiu trazer um clima ainda mais interessante para as suas novas faixas tocadas ao vivo. Os arranjos ganharam mais força, a performance do guitarrista e vocalista Mário Arruda fez todo mundo dançar e ainda levou grande parte do público para batucar junto com a banda no palco durante “Jahnaína”, tudo isso em uma noite de paralisações e quase sem nenhum tipo de transporte funcionando na cidade. Incrível como o público deixou de lado as “adversidades brasileiras” e compareceu em grande número para acompanhar a volta de uma das bandas do fundamento do indie na cidade, deixando o lançamento ainda mais especial para figuras que não tocavam juntos há quase três anos.

Abaixo, o bendito disco novo da Chimi Churris.

** A foto da chamada de capa do Chimi Churris é de Ana Bassani. A deste post, acima, é Divulgação.

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POPLOAD RADIO – Programa CENA, hoje, traz session ao vivo e o que vem por aí em discos nacionais. Noite ainda tem o programa SOMA

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* Nesta noite de quarta, a Popload Radio leva ao ar, às 22h, o segundo programa CENA, raio-x radiofônico da incrível produção musical independente brasileira. Cheio de novidades.

O primeiro programa, na semana retrasada, teve como foco os melhores discos do ano passado e um trecho ao vivo de meia hora de show da banda gaúcha Supervão, tirado de performance do trio em Porto Alegre, em dezembro.

Hoje, e com reprises amanhã às 11h e sexta às 18h, o CENA traz, em “Parte 1”, da expectativa de alguns álbuns ou EPs novos do indie nacional que serão lançados em 2018. Em destaque, o novo Holger, o terceiro disco do Carne Doce, o álbum de estreia do Supervão, do Der Baum e do projeto de Rita Oliva, a Papisa.

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O CENA de hoje, apresentado por este que vos escreve, the one and only Lúcio Ribeiro (hum…), vem ainda com uma session exclusiva de duas músicas do músico mineiro JP Cardoso (abaixo), que prepara para este ano uma sequência de seu disco de estréia, o ótimo “Submarine Dreams”, lançado em 2016. JP ainda concede entrevista ao programa, falando de seus planos para 2018.

Para a session, bom avisar, um ukelele e um violão foram envolvidos.

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Nesta noite ainda, antes do CENA, será apresentado o programa SOMA, conduzido docemente por Isadora Almeida, cavocadora de novidades novas dentre as novas novidades da cena indie mundial, seja ela baseada em guitarras ou indo para o hip hop e tals.

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Isadora diz que no SOMA desta noite, que começa às 21h, e tem reprises às quintas 16h e sextas 11h, terá música nova do produtor inglês Tom Misch, da produtora/DJ koreana-norte americana Yaeji, tem som da Mabel, filha da Neneh Cherry que faz um neo R&B maneiro, tem as irmãs Haim (parece que a Isa gosta agora um pouco mais do novo álbum delas…). Bom, ouve o programa porque ninguém gosta de um, digamos, “spoiler completo”.

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** A Popload Radio pode ser ouvidas em aplicativos. Tem app para iPhone e para celulares do sistema Android. Pode ser ouvida por aqui mesmo, neste site, na barra principal acima ou na aba “radio”, no menu. Também é alcançada no Facebook da Popload/Popload Gig, no item “Popload Radio”, na barra à esquerda.
 E está disponível no TuneIn, a plataforma americana de streaming ao vivo, que tem milhares de rádios cadastradas.

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CENA – Lá do Sul, Supervão lança vídeo nervoso para a incrível “Guerra Civil”

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* Com disco novo marcado para o primeiro semestre de 2018, os donos do melhor disco (um EP) de 2017 segundo a Popload, a Supervão lançou clipe para uma das faixas exatamente do EP campeão, a barulhenta “Crise Civil”.

O vídeo foi produzido pelo artista carioca Andre Ottero e traz uma versão caótica e perigosamente colorida da crise existencial retratada pela banda durante a faixa. “Crise Civil”, além de ser uma das melhores músicas do “TMJNT”, ainda mostra uma Supervão mais próxima do que representa em seus shows ao vivo: uma mistura da distorção com a batida de pista.

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Nessa onda de batidão, som de guitarra e misturas abrasileiradas, os três garotos da capital gaúcha se preparam para gravar as primeiras composições do que promete ser seu primeiro disco completo. O processo de gravação vem acontecendo desde o final da turnê do seu elogiado último EP.

Segundo Mario, vocalista, o disco ainda sem nome deve trazer ainda mais misturas e experimentações, se distanciando do que foi feito em “TMJNT” e se aproximando de “Lua Degradê”, de 2016.

Enquanto o álbum de estreia não vem, vamos com essa sensacional “Guerra Civil”, agora em vídeo “perigoso” para a saúde.

* “Guerra Civil”, do Supervão, toca na Popload Radio.

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