Em supervão:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Mário Arruda, do Supervão

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* O “guri” Mário Arruda, representando o trio gaúcho electroindie Supervão, é o convidado de hoje da Popload Live, 17h, ali no canal da @poploadmusic no Stories do Instagram. Você sabe bem onde.

O Supervão é uma das bandas prediletas da Popload desde, sei lá, 2017, quando numa viagem para fazer o Mapa do Rock de Porto Alegre descobri que a cena gaúcha não só não estava morta como ela estava muito viva. Por favor, entenda obviedade escrita levando em consideração que houve uma cena gaúcha muito importante em Porto Alegre, que se via desbotada em seus momentos áureos, mas ela estava ali embaixo, no underground pampa, mais global e plural. Global para fora, global para dentro. E o Supervão, de São Leopoldo, era a mais cintilante representação.

Sobre essa cena, sobre eles nessa cena, sobre seu primeiro álbum (lançado no ano passado), sobre “Bacurau” o filme (!) e sobre a música nova que eles estão lançando HOJE, “Depois do Fim do Mundo”, a gente vai tratar nesta live de logo mais, 17h. Vem?

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.
Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido e com o Chico Bernardes.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. E com o jornalista-boleio Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e som com o Mário Supervão.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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* A foto do Mário dentro da arte deste post é de Ana Alice (@anaalic333).

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CENA – Supervão lança a trilha sonora do fim do mundo (ou da década). E o que isso tem a ver com “Bacurau”, o filme

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* A banda gaúcha Supervão está entre nossas bandas brasileiras favoritas há muito tempo. Não por acaso, lógico, o trio de São Leopoldo é dono de um dos nossos álbuns favoritos do ano, o excelente “Faz Party”, primeiro do grupo, lançado em julho.

Antes de encerrar o bom 2019 da banda, eles resolveram lançar mais uma música para fechar ano. A década, também> Talvez, o mundo. Estamos falando de “XXI”.

Longa, são mais de 9 minutos, a faixa tem levada dark tech-house com “elementos Supervão” e passeia por 5 minutos entre samples de “Bacurau”, o já clássico longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, meio que questionador do tempo em que vivemos. A eletroviagem do Supervão segue entre frases e gritos do filme até quase ir se desfazendo no ar. Para fritar os miolos mesmo, sugestiona a banda. Por aqui, concordamos com eles.

Ouça:

A arte do single, lá embaixo, é do artista gráfico Filipi Filippo.

Ah, ainda dá para ver o Supervão este ano. O último show da banda em 2019 é nesta sexta-feira, 20, em Porto Alegre. Mais informações no evento.

E pire no mantra: “Vc quer viver… Ou morrer?”

Captura de Tela 2019-12-18 às 10.36.42 AM

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CENA – Supervão, finalmente, libera seu primeiro disco, eletrobatucada psicodélica gaúcha

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* Finalmente, dois anos depois de a Popload os destacarem com o Mapa do Rock Porto Alegre, os meninos gaúchos do Supervão chegam ao primeiro disco, “Faz Party”, já dito aqui para uma música (mas que serve para o álbum todo), uma electrobatucada lisérgica.

Supervao-Creditos-Kim-Costa-Nunes

O trio de São Leopoldo, formado por Mário Arruda (vocal e programações), Leonardo Serafini (guitarra e sintetizador) e Ricardo Giacomoni (contrabaixo e guitarra), faz parte de um complô psicodélico mundial, de Boogarins a Tame Impala, mas também é dono de uma personalíssima sonoridade própria, que você, quando escuta qualquer uma das dez faixas de “Faz Party” (ou mesmo qualquer canção dos dois EPs anteriores), é capaz de reconhecer de imediato: “É Supervão”.

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O disco, importante frisar, foi viabilizado pelo edital da Natura Musical junto à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, além do selo HoneyBomb Records, responsável pelo lançamento.

E é esse pacote de pérolas aqui embaixo. Vai e ouvindo. E ouvindo. E ouvindo.

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CENA – Trio gaúcho Supervão revela capa de seu primeiro álbum, “Faz Party”. Popload traz o single “Sol de Samba”, que sai amanhã

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* Tão nova quanto tarimbada na cena independente nacional por conta de dois EPs incríveis (“Lua Degradê”, 2016, e “TMJNT”, 2017) e shows por festivais pelo país, a banda gaúcha Supervão, trio electroindie de São Leopoldo, chega FINALMENTE ao primeiro disco.

“Faz Party”, inspiradíssimo título do álbum de estreia, será lançado no dia 26 de julho, apadrinhado por empresa (Natura Musical) e pelo governo (Pró-Cultura RS), mas que deve ser apadrinhado mesmo pela CENA ela-mesma, de tanto que o Supervão é promissor e cheio de identidade propria, dentro da psicodelia-gaúcha-“madchester”-moderna que pratica. Resumindo: ótima música urbana de pista cantada em português.

Captura de Tela 2019-06-13 às 11.10.52 AM

“Faz Party” libera seu primeiro single hoje, agora, aqui, com “Sol do Samba”, electrobatucada lisérgica que, segundo Mario Arruda, porta-voz do grupo, conta a história de uma pessoa desgostosa da vida até que um amigo a leva a um samba. “O resultado é uma espécie de cura pela festa. Trata-se de uma passagem do niilismo à celebração festiva que cura a partir do vapor gerado pelo ato de dançar”, explica Mario. Nada mais Supervão que todo esse conceito todo entrelaçado.

A Popload traz ainda a capa de “Faz Party”, outro exemplo da “modernidade raiz” do trio, que cuida muito bem de sua própria estética desde pôsteres de show até o acurado visual artístico de suas apresentações. Já vi um show roxo de sombras do Supervão em Porto Alegre, uma vez.

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Sobre a capa do álbum, um vaso de jasmin num ambiente psicodélico-pastoril, outra vez Mario dá a letra: “Tanto as imagens da capa do disco quanto as dos singles têm o teto do pós-digital: imprimir um gradiente criado por computador e depois fotografar essa impressão junto de um ambiente, digamos, natural”.

O Supervão, além de Mario Arruda no vocal Stone Roses e nas programações eletrônicas linha A Certain Radio, traz ainda Leonardo Serafini (guitarra e sintetizador) e Ricardo Giacomoni (contrabaixo e guitarra). Mas, como a banda gosta de esclarecer, todo mundo faz tudo, das composições e troca de instrumentos.

Agora a expectativa só aumenta na espera de julho chegar e trazer o primeiro álbum do Supervão. Faz party!

** A foto do Supervão que ilustra este post é de Kim Costa Nunes. A do disco “Faz Party” tem fotografia de Maurício Kessler.

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CENA – A revolução do indie, capítulo dois. Saiu o segundo disco da banda gaúcha Chimi Churris

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* “Tranquilos, sem muita pretensão”. Esse é o mantra dos Chimi Churris, banda de Porto Alegre que além de ter nome de tempero argentino e ser a “versão Supervão com baterista” foi um dos embriões de uma série de acontecimentos importantes que rolou na cena da cidade de uns anos para cá.

Eles nasceram de um coletivo de fotografia e festas de rua, lançaram um EP gravado na raça e na peculiaridade por eles mesmos, depois financiaram coletivamente um álbum e, através dele, mostraram para muita gente que fazer música poderia ser mais fácil do que parece. Agora, seis anos depois do seu primeiro show, o quarteto lança seu segundo álbum, “El Interior Hacia Fuera”, um manifesto antiestrelismo, regido pela vontade de fazer som e de reunir amigos.

Chimi_Churris

Os Chimi Churris são uma banda que surgiu em meio a um movimento recente da capital gaúcha. Alunos dos cursos de comunicação e artes das faculdades da região se juntaram para criar seus próprios espaços de atuação, muitas vezes usando a rua como local. Durante esse tempo, surgiu um coletivo fotográfico chamado Ovos e Lhamas, uma festa chamada DADA e outra intitulada Geramor, todas ligadas aos integrantes que hoje são a Chimi.

Em meio a todas essas movimentações d.i.y, os meninos decidiram gravar seu próprio disco usando um microfone de computador, captando com o media player da máquina e editando ele a partir de um software de vídeo. Eles não faziam ideia do que estavam fazendo, mas a partir diss, muitos meninos e meninas mais novas do que eles viram que fazer música não precisava ser totalmente hi-fi. Existia uma estética para aquilo que fugia dos padrões.

Com seus dois EPs experimentais gravados e um disco inteiro na discografia, a banda realizou mais alguns shows até o final de 2016, quando decidiu parar de vez e finalizar seu segundo disco. Dois anos após o hiato e quase quatro anos depois do último lançamento, a banda enfim aparece com seu “El Interior Hacia Fuera”, um pequeno disco de oito faixas que vai de Mac DeMarco até Gilberto Gil em poucos minutos, uma mistura do indie cool gringo com a ginga brasileira nos arranjos.

“El Interior Hacia Fuera” é um álbum experimental, mas muito mais pop do que os lançamentos anteriores da banda, misturando inúmeras referências de cada um dos integrantes e espremendo tudo isso em uma jarra só. Mesmo sem muita pretensão, o disco apresenta faixas incríveis e mostra um dos momentos mais interessantes do projeto até aqui. Eles trazem guitarras praieiras e cansadas, lembrando um pouco todas aquelas referência de DeMarco e companhia, coisas como Homeshake, Real Estate e até Beach Fossils.

Na sexta-feira passada, a Chimi Churris lançou seu disco ao vivo em Porto Alegre. No show, a banda conseguiu trazer um clima ainda mais interessante para as suas novas faixas tocadas ao vivo. Os arranjos ganharam mais força, a performance do guitarrista e vocalista Mário Arruda fez todo mundo dançar e ainda levou grande parte do público para batucar junto com a banda no palco durante “Jahnaína”, tudo isso em uma noite de paralisações e quase sem nenhum tipo de transporte funcionando na cidade. Incrível como o público deixou de lado as “adversidades brasileiras” e compareceu em grande número para acompanhar a volta de uma das bandas do fundamento do indie na cidade, deixando o lançamento ainda mais especial para figuras que não tocavam juntos há quase três anos.

Abaixo, o bendito disco novo da Chimi Churris.

** A foto da chamada de capa do Chimi Churris é de Ana Bassani. A deste post, acima, é Divulgação.

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