Em sxsw:

Bob Moses toca hoje no Sxsw. Todo o Texas parece que está sabendo

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* Para variar, tem vários zunzuns no atual Sxsw, o South by Southwest, megafestival “pequeno” (de certo modo) de 2000 bandas que ocupa a semana da música indie na absurda cidade de Austin. A maior vitrine de novidades de bandas e artistas programa para hoje um reverberante show da dupla Bob Moses, canadenses de Vancouver (já moram em NYC), no Vulcan Gas Company, a renovada casa de shows da cidade que reabriu em 2014 para resgatar sua história como clube de rock psicodélico dos anos 60 (em outro endereço).

O estiloso duo, música eletrônica com guitarras, não para de tocar nas rádios importantes desde que lançaram em setembro do ano passado o álbum de estreia, “Days Gone By”. Combinemos que uma música deles, “Tearing Me Up’, é uma das melhores músicas de 2015, para quem a ouviu em 2015. Ou uma das principais deste ano, para quem a conheceu neste ano. Acho, apenas acho, que a primeira vez que a ouvi foi no programa do Elton John na Beats 1, haha.

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Bob Moses, alcunha jazzística adotada pelos brothers Tom Howie e Jimmy Vallance, estarão em todas neste ano. No Sxsw, Coachella, Sonar espanhol, Pukkelpop etc. Até no Brasil os caras deram uma passada em 2016, tocando em balada no D-Edge, em SP, e no Warung, em SC, em janeiro. Na foto acima, performance deles neste mês na Europa.

Recentemente a excelentíssima emissora indie KEXP, de Seattle, revelou uma session deles por lá, gravada durante a turnê americana. Foram quatro músicas em performance, incluindo, obviamente, a maravilhosa “Tearing Me Up”, a segunda do showzinho da rádio.

A lista completa é : “Like It or Not”, “Tearing Me Up”, “Before I Fall” e “Touch and Go”. Olha que delícia.

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Strokes faz um lindo show ruim em Austin, no pré-South by Southwest

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* A parte musical do gigantesco South by Southwest, em Austin, Texas, o festival mais vitrine de nova música do planeta, começa oficialmente amanhã, mas o entorno do Sxsw já bomba. Na sexta-feira, nossos amigos Strokes tocaram num evento bancado pela marca Samsung para divulgar sua nova linha de aparelho celular, um festival dentro do festival, que dura por toda esta semana.

O show dos Strokes, claro, contou com Albert Hammond Jr., o guitarrista que se apresentou ontem no Lollapalooza em São Paulo, o que o fez chegar no domingo cedo e às 16h já estar no palco de Interlagos.

Como parte da loucura que são os eventos musicais na fantástica Austin, o pequeno festival da Samsung aconteceu num desativado prédio dos correios da cidade texana. Ou seja: lugar minúsculo, para poucos. E ainda na noite teve show da banda The Arcs, o projeto paralelo “sério” de Dan Auerbach, o guitarrista dos Black Keys, que lançou o primeiro disco no final do ano passado.

Os Strokes, não é novidade, têm se arrastado como banda. Tem sido difícil sair uma apresentação realmente decente deles nos últimos anos. Pelo menos uma à altura da importância que a banda teve no rock nos anos 2000. E, em Austin, além de não ter acontecido nenhuma surpresa, nenhum anúncio de algo, nenhuma música nova, ainda por cima Julian Casablancas estava numa performance terrível, segundo li. “Lame”, como dizem lá, esquecendo as letras e tudo mais. No meio teve uma piadinha qualquer sobre os Chili Peppers.

Mas, enfim, foi um show de hits. E os hits dos Strokes ainda são os hits dos Strokes.

Abaixo dá para ver a banda tocando “Reptilia” no prédio dos correios de Austin. E, se você realmente quer uma pista do que foi os 40 minutos da turma de Julian neste pré-Sxsw, tem uma gravação de computador na linha Periscope do show todo, logo embaixo. Gravação esta feita por um brasileiro. Tem gritos de “C*ralho” e tudo, haha.

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Sxsw 2015 – Então: baterista do Viet Cong faz show com uma mão quebrada

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Daí que a adorada banda canadense Viet Cong, uma das boas revelações do indie nos últimos tempos, tem seis shows no South by Southwest, em Austin, nesta semana. E um deles já se tornou algo histórico para a banda. E para quem viu.

De acordo com o relato de Gabriela Tully Claymore, jornalista do site americano Stereogum, o baterista Mike Wallace fez show na quarta-feira com o punho da mão esquerda quebrado. Resumindo: tocou bateria o tempo todo com uma mão só.

200315_vietcong1Foto: Paul Carter

Diz ela que logo na passagem de som viu o vocalista e líder da banda Matt Flegel meio nervoso e desconfortável, e que ele foi logo avisando que o baterista estava com problemas. “Eu quero apenas te avisar, mas nem sei se deveria. Vamos ver como rola”.

O show, parece, rolou normal na medida do possível e dentro das limitações de Wallace. Abaixo um vídeo do Mike em ação e tipo nem ligando com a situação.

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Sxsw 2015 – Até a Miley Cyrus apareceu…

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Uma das principais características do lado musical do South by Southwest são os shows e aparições surpresas de artistas consagrados, seja para apresentações próprias e anunciadas de última ou no palco de amigos.

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Ontem, a Popload reproduziu uma transmissão ao vivo dos shows promovidos pela revista cool The Fader na agitada Austin. Além do Bleachers e Wolf Alice, quem acompanhou os shows em vídeo até o fim pode ver que na última atração da noite, do Mike Will Made-It, apareceu uma galera treta no palco e na turma estava a louquinha estrela pop Miley Cyrus.

Ela cantou duas músicas, “We Can’t Stop” e “Throw Sum Mo”.

** Foto da Billboard

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Sxsw 2015 – Entramos na intimidade de Cobain. Saiba como é “Montage of Heck”

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* Uma das mais badaladas atrações musicais do South by Southwest deste ano, no Texas, é um filme. O ducumentário “Kurt Cobain: Montage of Heck”, que passou apenas nos festivais de Sundance e Berlim, teve ontem sua primeira exibição no Sxsw, com a presença do diretor do filme, Brett Morgen. Já falamos sobre o filme por aqui em posts passados.

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Considerado um dos mais íntimos documentários de rock já feitos (“Rolling Stone”), “Cobain” ainda passará mais duas vezes em Austin, amanhã e sábado. Depois, entra em exibição no começo de maio no canal HBO, nos Estados Unidos. E, sim, em um circuito independente de salas de cinema.

A Popload, pelos olhos do amigo Rafael Urenha, esteve ontem na exibição de “Kurt Cobain: Montage of Heck” no Paramount Theatre, em Austin. E a impressão que Urenha teve sobre o documentário do último herói anti-herói do rock, morto por ele mesmo há 20 anos, é a seguinte:

190315_kurt03poster“2hs e 12 minutos ouvindo Nirvana bem alto numa sala de cinema histórica (o Paramount Theater, que completa 100 anos em 2015) no meio do Texas. Não dá pra reclamar. Filmaço, seja fã ou não. Como é bom assistir um documentário musical com autorização para usar as músicas originais do artista.

O filme impressiona pela edição esperta, pelo sound design cuidadoso, mas especialmente pelo cuidado visual. Com gravações em VHS, super 8, desenhos e anotações originais (dos famosos journals) animadas em 3D, talvez seja o retrato mais gráfico e pessoal da vida do Kurt.

O diretor teve acesso a todo o acervo da família. Muitas imagens e gravações em fita cassete foram descobertas pela primeira vez agora. Entrevistas com o pai, a mãe, a madrasta, a primeira namorada, o melhor amigo (Krist) e a última namorada. A entrevista com Dave Grohl ficou fora da edição porque só aconteceu quando o filme estava já editado.

A tese do diretor é que a origem da tragédia está na família Cobain. A parte preferida de Frances Bean, produtora do doc, é o “cut to black” que encerra o filme. Sem nota de suicídio, flores na calçada ou comentários póstumos.”

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Brett Morgen, diretor de “Montage of Heck”

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