Em sxsw2012:

The Drums surfando no Sxsw 2012

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* Popload no Texas. Sxsw 2012 em Austin.

* Estou até que bem este ano. Já vi 120 shows/eventos em três dias. Só perdi outros 750 MIL que eu queria ver. Às vezes é bom nem vir para um festival assim, de tanto que se perde… … … NOT!

* O adorável grupo indie americano The Drums anda tocando direto pelo South by Southwest, em festinhas, na programação oficial. Eu tenho um problema com o Drums, que eu nunca pego eles num lugar em que o som esteja bom. Anos atrás, no incrível Stubbs, terreno baldio com descaída irregular e árvore no meio que fica no fundo de uma churrascaria, onde o som é sempre bom, naquele dia, naquele show, estava ruim. Uma vez em Londres, aquela do Brasil, também. Pensei: desta vez vai. Não foi (ok, tava melhor que as outras)…

Mas beleza, como sempre, apesar dos pesares, o show foi legal. Gosto tanto do disco deles do ano passado, “Portamento”, uma das grandes pérolas de 2011, que vou ver se vejo eles de novo hoje, haha.

Nem com som ótimo, nem do disco do ano passado. Fiz um videozinho do primeiro hit deles, “Let’s Go Surfing”. Vê que fofura.

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Sxsw 2012 – E ontem teve o Blood Orange

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* Popload em Austin, Texas.

* Ontem foi assim: filme do LCD Soundsystem, Alabama Shakes, We Are Augustines, Fiona Apple, Punch Brothers, Ed Sheeran, Kimbra, Agridoce, Crocodiles e The Drums. No meio disso tudo, teve o Blood Orange, banda-projeto que é o Devonté Hynes, que era o Test Icicles, depois Lightspeed Champion, e que produziu coisa para artistas como Theophilus London, Basement Jaxx a Florence & the Machine.

Aí veio o Blood Orange e fez um som mais ou menos assim:

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Sxsw 2012 – Você sabe qual é esta banda?

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* Popload em Austin, Texas. Socorro!

* Ontem a maratona foi insana. E hoje promete ser pior.
Não dá para botar tudo aqui, então vamos soltando aos poucos. Porque ver bandas legais, ir a conferências incríveis, pegar um filme obrigatório, comer, tomar banho, dormir e outras coisinhas “básicas”, quando se está no Texas, precisaria de um dia com 38 horas.

* Lembrando que a Popload no Texas está saindo também na Ilustrada, da “Folha de S.Paulo, na Folha.com e na área de entretenimento do UOL.

* Mas, sobre o título deste blog, eu falo o seguinte. Tem 2000 bandas oficiais registradas no Sxsw. Aqui tem oficiais 108 palcos, para oficiais 94 “clubes”, bares, arenas, parques, salas, estacionamentos, garagens. Mas tem também as bandas não-oficiais tocando em lugares não-oficiais. Vou dar um exemplo, em foto.

Na foto acima, tirada de uma rua qualquer de Austin no meio da muvuca sonora do Sxsw, você está passando para ir de um show a outro e ouve uma sonzeira vindo de algum lugar. Consegue ver onde tem uma banda tocando? Olha bem. Está vendo predião preto? Vê uma lage logo abaixo dele, com uma estrutura metálica servindo de cobertura? Consegue enxergar a banda tocando?

Vou ajudar com essa aproximação aí embaixo.

A música era realmente boa. Parei, terminou a música, ouvi palmas aparentemente dadas por cinco pessoas e a banda agradeceu e parou de tocar. Tinha acabado o show. Nunca vou saber que banda era aquela.

Isto é muito Sxsw.

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Sxsw 2012 – Dia 1 – Daniel Johnston tadinho, Kasabian "roots" e a geração C

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* Popload em Austin, Texas. Sxsw 2012.

* Se a vocação maior do festival South by Southwest (2000 bandas, 104 palcos) é a descoberta de novidades, foi uma grande novidade descobrir que o cultuado cantor e compositor americano Daniel Johnston, não só está vivo como ainda é fisicamente capaz de cantar com a emoção que marcou sua carreira, a ponto de comandar o concorrido showcase que ajudou a abrir com gala independente a parte musical do Sxsw 2012, ontem.

Johnston, 51 anos, há muitos sofrendo de esquizofrenia e transtorno bipolar e que no passado era frequentador de hospícios, segue sendo cultuado pelas novas gerações. Ou, melhor, por cada uma das gerações posteriores a ele. Do Metallica e Matt Groening (Simpsons) a Kurt Cobain, de Flaming Lips a Beck, até os meninos da interessante banda Motopony, de Seattle, uma das caras novas do Sxsw 2012 e que duplamente fez seu show na noite e também serviu de banda-suporte para Johnston cantar do jeito que ainda consegue, e por trê/quatro músicas.

A veterana banda Built to Spill, também americana, que ainda em 2012 anda fazendo shows da turnê de seu último disco “There Is No Enemy”, de três anos atrás, fechou de modo brilhante a noite dedicada ao mito indie Johnston.

* Enquanto o novo hip hop e suas misturas arrastava um bom número de pessoas para a maior fila da noite, tudo para ver os muito (bem) falados Santigold e Theophilus London, em outro canto de Austin uma outra festa expunha aos americanos a banda britânica Kasabian, gigante no Reino Unido, mas “apenas mais uma” boa banda indie para o público dos EUA.
Sem a pompa de estádio que o cerca em shows na Inglaterra, o Kasabian mostrou de modo cru (em outras palavras, sem “frescura”) as boas músicas de seu quarto álbum, “Velociraptor”, um dos grandes discos do ano passado. Parecia um Kasabian de 2004.

O grupo sueco Miike Snow e o cantor e guitarrista americano M. Ward (o “Him” da queridinha dupla indie She & Him) integraram a escalação da festa em que tocou o Kasabian, tornando o quintal do famoso restaurante “Stubbs” um dos endereços obrigatórios de Austin na noite de abertura do South by Southwest.

* O Sxsw tem a parte musical forte, mas é importante também na porção “festival de cinema” (Sxsw Film) e “painel de discussão dos novos rumos tecnológicos” (Sxsw Interactive). Com o fim deste último na terça, uma das conclusões tiradas é a de que a Geração Y e a Geração X perderam a importância. Vivemos para agradar a Geração C. De “connected”. Somos os novos cyborgs, vivendo uma relação cada vez mais simbiótica com nossos devices tecnológicos para interagir com o mundo ao redor. Existe até uma palavra para isso: “Egosystem”. Um cenário em que não temos mais que ir atrás da informação. Só de estarmos conectados, ela nos encontra. Se for importante.

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