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Top 10 Gringo – Arca na pole position da semana. Billie Eilish na lama existencial cola em segundo. Tierra Whack completa o pódio com rap. Rap?

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* O ano já dá sinal que está no fim quando os lançamentos começam a rarear. Com a lista dos melhores de 2021 já sendo soltas por todos os lugares, galera da música passa a guardar as novidades para depois que o ano novo chegar. Nessas, não foi fácil nesta semana encontrar dez músicas novinhas que agradassem. A gente precisou da licença apelativa de buscar algumas coisas que deixamos passar e outras até um pouco fora do nosso radar mais tradicional, indo até um superpop radiofônico. Tá?

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1 – Arca e Ryuichi Sakamoto – “Sanctuary”
A gente ainda não conseguiu escutar os QUATRO álbuns que a Arca lançou ao mesmo tempo tempo (“Kick II”, “Kick III”, “Kick IIII” e “Kick IIIII”). Ainda assim, neste derramamento musical épico, se destaca de cara esta superexperimental intervenção com o grande músico japonês Ryuichi Sakamoto, que não por acaso abre a faixa com a fala “Experimental Diva FM”.

2 – Billie Eilish – “Male Fantasy”
Não bastasse ser uma grande música e letra de Billie Eilish, “Male Fantasy” agora também é um dos grandes vídeos de sua carreira. Com a própria Billie na direção, ela sozinha em casa cria um retrato fiel e delicado de como são alguns dias solitários que uma pessoa com depressão/dor de amor enfrenta. Vídeo pesado e leve ao mesmo tempo.

3 – Tierra Whack – “Stand Up”
Engraçado que o novo EP da rapper Tierra Whack questione: “Rap?”. Mas é muito rap, Tierra. Ela chega pesado em “Stand Up”, pronta para reivindicar o trono. Fiquem ligeiros, Ye e Jay. Tierra também aproveita para se apossar do refrão clássico do Eminem (“Will the real Slim Shady please stand up?”), que já não era lá muito dele e tal.

4 – Phoebe Bridgers – “Day after Tomorrow”
Para a caridade, Phoebe lança anualmente canções de Natal. Neste ano ela escolheu regravar uma do Tom Waits, que chega a dialogar com canções natalinas, mas na verdade é uma música de protesto contra a guerra do Iraque no distante 2004. Apesar dessa marca, ela ainda funciona deslocada de seu tempo por retratar a figura do soldado distante de casa em uma guerra na qual não acredita – uma metáfora e tanto para tantas e tantas guerras que não são nossas, mas somos forçados a encarar.

5 – SZA – “I Hate You”
Som que a SZA já tinha lançado havia três meses apenas em seu Soundcloud anônimo, ainda que ela tenha jogado link no Twitter e tudo, “I Hate You” vê a luz do dia agora oficialmente. Bem boa.

6 – Spill Tab e Gus Dapperton – “Velcro”
Tem um tempinho que várias publicações falam do trabalho da esperta artista multifacetada Claire Chicha. Na confusão de sua trajetória e dos muitos lançamentos, não rolou de passar por aqui. Mas agora corrigimos essa rota. De origens coreana e francesa, ela que vive em Los Angeles e se define californiana pode ser de alguma forma contemplada pelo gênero bedroom pop, ainda que mais alternativo. Ela não tem álbum, mas já pode ficar no radar para os próximos anos.

7 – Jelani Aryeh – “Stella Brown”
Ainda na série de artistas que demoramos a sacar, brilhante o trabalho de Jelani Aryeh, garoto de 20 anos de San Diego. Novinho de tudo ele parece revigorar os melhores momentos do indie de quando ele nem era nascido. Indicado para fãs de Vampire Weekend, que vão pirar com outro som dele, “Trunk Song”.

8 – Kim Petras – “Coconuts”
Uma matéria do Buzzfeed traz no título que a alemã Kim Petras quer ser a próxima grande estrela da música pop. Prestes a lançar seu primeiro disco por uma grande gravadora, as chances parecem boas para ela se levarmos em contar o single “Coconuts”, um chicletaço com direito a muitos e muitos duplos sentidos para falar de seios.

9 – Gracie Abrams – “The Bottom”
Ok, talvez seja um pouco pop demais para a gente, mas na caça por novidades com tão poucas rolando encontramos esse som da novinha Gracie Abrams, a “Olivia Rodrigo da vez”, que lembra muito a Lorde do primeiro disco. É bom.

10 – Green Day – “Waiting – BBC Live Session”
Ao trazer à tona suas BBC Sessions, os velhos punks californianos do Green Day nos relembram os tempos mais inspirados da banda. De shows sempre bons, discos nem tanto assim.

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* A imagem que ilustra este post é da artista venezuelana Arca.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 – Wet Leg ousa ocupar o topo do ranking. Desbancando o “novo” Idles e a linda Courtney Barnett. Mas cabe todo mundo

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* UAU! Que semana. Difícil escolher um primeiro lugar. As meninas do Wet Leg se destacam, mas como não pensar no IDLES em nova forma? Ou na Courtney Barnett cada vez mais reflexiva? Ou no Pond abrindo novos horizontes? Na dúvida, nosso conselho sempre é pegar todas as recomendações do top 10 na nossa playlist. É o melhor que você pode fazer.

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1 – Wet Leg – “Wet Dream”
E segue muito bem a dupla Wet Leg, formada por Rhian Teasdale e Hester Chambers. Com apenas dois singles, as meninas da mítica Ilha de Wight, Norte da Inglaterra, estão fazendo um superbarulho. Barulhinho bom, para sermos mais assertivos. “Wet Dream”, de acordo com Teasdale, é “uma música de separação”. Criada a partir de uma situação em que um dos ex dela passou por uma fase de enviar mensagens de texto depois que terminaram, contando que tinha tido um sonho com ela. Típico. Quem mandou ser mala? Agora virou música. Bem boa, aliás.

2 – Idles – “The Beachland Ballroom”
Um Idles como a gente nunca tinha visto. Oficialmente pelo menos. A barulheira da banda ainda está lá, mas a produção de Kenny Beats e a inspiração do próprio grupo abre o espectro sonoro para abraçar toques de soul e um órgão que dá todo um clima – sem dúvida um dos takes vocais mais inspirados de Joe Talbot. Um Idles bom para tocar em rádio brasileira, diríamos. Agora vai.

3 – Courtney Barnett – “Write a List of Things to Look Forward to”
Estamos gostando do que apareceu até agora do futuro novo álbum da nossa australiana predileta. Os três singles de “Things Take Time, Take Time” apontam uma Courtney mais calma e reflexiva – até agora nada muito explosivo e barulhento foi lançado. Essa canção especificamente é a primeira que ela escreveu para o novo disco, em um momento complicado de falta de inspiração que começou a acabar com ela indo morar sozinha e se reconectar consigo. E com uma esperança no futuro.

4 – Pond – “Song for Agnes”
Daqui a pouco nesta lista vai aparecer uma música do David Bowie. E é impossível não pensar em Bowie ao escutar esta nova do Pond. Sai os fortes toques psicodélicos e entra um jeitão de pensar em música pop até que bem radiofônica. Tem até um sax…

5 – Kali Uchis e SZA – “Fue Mejor”
SZA encaixou muito bem neste remix de um dos hits de Kali Uchis no álbum “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)”. A música é basicamente a mesma, mas sem o rapper PartyNextDoor. Detalhe: ele rimou em inglês enquanto a SZA foi mais na proposta da Kali, que fez este álbum quase todo em espanhol, e rimou em espanhol também com muita desenvoltura, pela primeira vez se aventurando na língua. Que dupla!

6 – Remi Wolf – “Anthony Kiedis”
Por falar em favoritas da casa, a gente está ansioso pelo primeiro álbum da Remi Wolf. Não tem muito tempo que a Dora Guerra dedicou uma Semiload a ela. Esse single divertido que consegue relacionar, de uma forma muito louca, ficar isolada na pandemia a amar a família como Anthony Kiedis ama, só aumenta nossas expectativas. Sim, ele mesmo: o Anthony Kiedis.

7 – Elton John e Stevie Wonder – “Finish Line”
Dois magos do pop reunidos. Não é o primeiro encontro deles: Wonder já tocou sua gaita em “I Guess That’s Why the Call It the Blues” e ambos cantaram com Dionne Warwick e Gladys Knight em “That’s What Friends Are for”. Além de ser um encontro bonito, é para ficar de cara com o quanto a voz de Stevie Wonder, que tem quase a mesma idade de Elton John, segue intacta.

8 – Illuminati Hotties – “Knead”
É muito bom o trabalho de Sarah Tudzin à frente de seu projeto Illuminati Hotties. De LA ela toca seu terceiro álbum, “Let Me Do One More”, que saiu sexta passada, ainda em imersão auditiva por aqui. Se a letra de “Knead” é um tanto quando indecifrável, as guitarras de Sarah seguem fáceis de amar de qualquer canto do mundo.

9 – The Specials – “Get Up, Stand Up”
Em um disco dedicado a canções de protesto que abrange músicas feitas entre 1924 e 2012, o lendário grupo inglês de ska Specials brilha agora em optar por uma versão acústica que dá um outro tom ao clássico de Bob Marley. É Marley de um jeito diferente e o próprio Specials de um jeito diferente. Emocionante.

10 – David Bowie – “You’ve Got a Habit of Leaving”
Em 2000, David Bowie juntou uma banda para regravar releituras de músicas suas antigas que estavam perdidas por aí. Uma delas era “You’ve Got a Habit of Leaving”, lançada por Davy Jones & The Lower Third, seu último registro antes de virar David Bowie. Mas o disco foi engavetado e nunca viu a luz do dia. Agora, com o lançamento da quinta caixa que desbrava sua longa discografia, o tal álbum perdido, chamado “Toy”, estará presente. E um Bowie é sempre um Bowie.

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* A imagem que ilustra este post é do duo inglês Wet Leg.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPNOTAS – Só as minas: Kali Uchis, SZA, Billie Eilish, Lia Paris, Giovanna Moraes, Natália Noronha, Cris Botarelli

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* A cantora e fashion babe mezzo americana, mezzo colombiana Kali Uchis chamou a amiga bombator SZA para fazer com ela uma nova versão para a música “Fue Mejor”, que está diferente em seu mais recente disco, o segundo e pandêmico “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)”, lançado no fim do ano passado. A prática tem sido comum em artistas que soltaram discos com o mundo paradão por causa da covid-19 e, agora que os shows estão voltando, querem dar uma reativada-relembrada nos lançamentos, sem ter que produzir algo novo para já. Essa nova roupagem (termo certo) para “Fue Mejor” traz a primeira vez que a cantora SZA manda um espanhol. “É um R&B latino, é SZA cantando em espanhol, este é “O” momento”, diz Kali Uchis. Não dá para não concordar. Acompanha um vídeo-drama à altura das divas.

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* CENA – A cantora chic paulistana Lia Paris, que uma hora pode estar gravando um disco na Itália e no dia seguinte sonorizando uma exposição na Islândia acaba de lançar um novo single, chamado “Five Star”, lindão. O negócio é que nada da Lia (da foto na chamada da home da Popload, em clic de Ali Karakas) vem assim, como um mero lançamento. “Five Star” vai ter uma série de NFTs, o certificado original tecnológico, à venda na primeira plataforma de NFT de música da França. Manja NFT, né? Já leu quantas vezes o exemplo da Mona Lisa? A estréia de Lia na plataforma francesa será através de um leilão de 48 de uma peça única (unique) e uma série de dez NFTs (legendary) de “First Star”, com valores acessíveis para dar mais possibilidades aos fãs compradores, que querem se sentir donos da obra original. “First Star” puxa uma fila de músicas de pegada intimista, supernovas ou não, que Lia Paris vai lançar nos próximos meses.

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* CENA – Adepta de lançamentos abundantes, a inquieta cantora multiinstrumentista Giovanna Moraes revelou nesta semana mais um single em parceria, trazendo como convidadas Natália Noronha (que era da banda potiguar Plutão Já Foi Planeta) e Cris Botarelli (do Far From Alaska, outro nome de destaque da cena de Natal, RN). A música se chama “O Escape É Seu Olhar” e carrega num “lado B” a indie “Driving Me Insane”, em que a guitarra esperta não fica obliterada pela voz de nuances de Giovanna. Voltando ao “lado A”, a do trio feminino, “O Escape É Seu Olhar” tem ainda um vídeo-conceito bem molhado e acorrentado, trazido pela maré numa tarde nublada. O escape é seu olhar. Então olhe:

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* A onipresente Billie Eilish vai ser ouvida nos cinemas a partir de hoje, de modo cavalar. Estreia no mundo todo o filme “Sem Tempo para Morrer”, o novo 007, para o qual Billie e seu brother Finneas compuseram a música tema, que vai embalar o famoso letreiro, que marca ainda a despedida de Daniel Craig no papel de James Bond. Enfim, Billie Eilish tem tocado em muitos festivais e eventos, nestes dias. Tudo no Youtube, pelo menos em parte. Para citar dois eventos parrudos, Billie se apresentou no Life Is Beautiful Festival, em Las Vegas, no último dia 19 e no nova-iorquino Governors Ball, no final de semana passada. Ambos os shows baseados no mais recente álbum de Billie Eilish, o ótimo “Happier than Ever”, lançado no final de julho. Trazemos o show todo do Life Is Beautiful e a performance de Billie para “Happier than Ever”, a faixa-título do disco, em Nova York. Não nessa ordem.

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Popnotas – Filme “Free Guy” resgata Mariah Carey e bota a new wave no TikTok. Hein? Courtney Barnett ao vivo na TV. Três novas da SZA de uma vez, mas ainda na fase “rascunho”

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– Na quinta-feira, a guitarrista australiana Courtney Barnett foi a atração musical do programa do Jimmy Fallon na TV americana, mandando de Melbourne uma performance do trio que ela lidera para a música “Rae Street”. A canção é o primeiro single lançado de seu novo álbum, “Things Take Time, Take Time”, seu primeiro em três anos e do qual já lançou outro single lindo, “Before You Gotta Go”. Ambas as músicas revelando sua pegada nova, chamada aqui de “menos Cobain, mais Velvet Underground”.

– Um dos filmes mais legais da retomada pós-pandêmica, “Free Guy”, produzido e estrelado pelo figuraça Ryan Reynolds (ao lado da espertíssima Jodie Comer, de “Killing Eve”) entrou em cartaz no Brasil na sexta passada. O longa está “salvando” as bilheterias neste complicado 2021 nos cinemas americanos. Aqui, neste primeiro final de semana em exibição, foi visto por um a cada quatro frequentador. Reynolds, superhero escrachado da espetacular série de filmes “Deadpool”, agora em “Free Guy” é um superhero “fofinho” que faz um bancário que descobre que na verdade é um personagem fictício de um videogame real. Mais ou menos isso. Reynolds é o cara. Fez a história versar sobre uma música da cantoraça Mariah Carey, de quem é fã. A música, que romanticamente o aproxima da heroína do filme (Jodie), é “Fantasy”, de Carey, de 1995, em que ela sampleia absurdamente o hit espetacular “Genius of Love”, do grupo Tom Tom Club, da new wave americana dos anos 80. Daí que a mais famosa música do Tom Tom Club, não a da extrafamosa Mariah Carey, está bombando no TikTok. Olha como gira o mundo musical, num spinning muito louco hoje em dia.

– Sdd, SZA. Já há quatro anos sem voltar definitivamente para o jogo, depois de seu explosivo álbum “Ctrl”, a multiestilos e multitalentosa cantora do Missouri tem testado seus fãs com o que ela chama de “idéias musicais”, nada muito oficial ou definitivo. No ano passado foram três canções em rascunhos. Não que ela tenha necessariamente sumido. Neste 2021 ela apareceu em uma participação no álbum da Doja Cat e na trilha sonora do novo “Space Jam”. Agora em julho, ” target=”_blank”>uma musiquinha lançada só no Youtube, tratada como “não finalizada”. E hoje três novas foram atiradas aos fãs de uma tacada só, avisadas em suas redes e postadas no Soundcloud, chamadas de “pensamentos randômicos”. São elas“Joni”, “I Hate You” e “Nightbird”. Estas daqui:

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Popnotas – O talvez disco do James Blake. O EP final do Gustavo Bertoni. A música nova da SZA, só no Youtube. E a Janelle Monáe com os Obama

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– “Mamãe, eu fiz um álbum.” Sim, foi desse jeitão que o inglês James Blake anunciou no Instagram que está com novidades musicais prontas para lançar. E só! Nenhum detalhe de título, datas ou arte. Nada. Vai que ele nem lança, né? Blake revelou seu álbum mais recente em 2019, “Assume Form”, além de dois EP, um de covers e um de inéditas chamado “Before”. Solta logo, Jay!

CENA – Por falar em EP, quem está com um novo é o Gustavo Bertoni. A gente cobriu por aqui seus singles mais recentes, “Ricochet” e “Old Ghosts, New Skin”, que estão em “A More Translucent Haze”, disquinho que saiu há alguns dias trazendo ainda duas inéditas, “Moon Bath” e “River Dry”. Na concepção de Gustavo, esse EP é o epilogo de sua carreira solo até aqui, fora do Scalene, seu plano A – com ideias ainda do seu álbum solo mais recente, mas também com rascunhos do que podem ser seus próximos passos. A produção musical do EP é de Lucas Mayer em três sons, exceto “Old Ghosts”. que é assinada pelo Apeles.

– Em uma live no YouTube, a cantora SZA (foto na home) lançou uma nova música, que segue inédita nas plataformas de streaming. “Shirt” já rondava a cabeça dos fãs desde que a mossa soul-R&B do Missouri deu uma prévia deste som online. A SZA não lança um novo álbum desde 2017, ainda que tenha adiantando alguns singles no ano passado. Agora em 2021 ela apareceu em uma participação no álbum da Doja Cat e na trilha sonora do novo “Space Jam”. E também tem a promessa de que em breve sai um música dela dela com Kevin Parker, do Tame Impala, e o superprodutor Mark Ronson. Pensa…

– E outra que andava meio quieta, com uma coisinha aqui e ali só, é a cantora, rapper, atriz e produtora Janelle Monáe, que não lança álbum desde 2018, mas entre singles seus e músicas para trilhas sonoras vai movimentando o rolê. Seu single mais recente é “Power”, feito para para o soundtrack do filme da série “We The People”, da Netflix, que no Brasil vai sair com o nome de “Lições de Cidadania” e estreia neste domingo e tem na produção o casal Barack e Michelle Obama. Em um episódio, Janelle vai aparecer cantando.