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Top 50 da CENA – Juçara Marçal não larga o topo. Criolo não larga o pódio. Francisco, el Hombre descola uma vaga com ajuda da Dona Onete

1 - cenatopo19

* Bom, incontestável nosso primeiro lugar desta semana. A gente já dedicou uma resenha a Juçara Marçal e agora ela alcança de novo o topo do nosso top 50. E temos outras boas novidades na CENA. Tem mais Francisco, El Hombre, tem a Jadsa com o Taxidermia, tem os Baggios preparando novo álbum e tem também o Felipe Cordeiro com um belo single. E tem ela, Rita Lee, que saiu da aposentadoria para uma faixa para lá de dançante.

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1 – Juçara Marçal – “Corpus Christi” (Estreia)
A gente fez um textinho todo só para exaltar o novo álbum da Juçara. Mas cabe mais algumas palavrinhas, especialmente para elogiar este som onde Juçara, Douglas Germano e Kiko Dinucci constroem das mais delicadas músicas sobre aproveitar um feriado. Mais especificamente um no litoral sul de São Paulo com macarrão, Uno e trânsito no caminho, lógico. A riqueza de detalhes de cada cena somada àquela tristezinha que bate na hora de voltar ao batente são de emocionar.

2 – Criolo – “Cleane” (1)
Esta era a música que não devia ter existido. Criolo escreveu “Cleane” por conta da situação gerada pela pandemia. Em outras palavras, pela situação gerada por um governo que optou em deixar que a pandemia tocasse a destruição do país, com negacionismo. Não é suposição, está tudo documentado. A faixa leva o nome da irmã que o rapper perdeu para a covid-19. As informações coletadas pela CPI da covid-19 revelam o quanto da pandemia simplesmente poderia ter sido evitada e controlada. Não era para essa faixa ter sido composta, mas aqui estamos. E, como o Criolo escreveu, que o amor e a arte possam ressignificar estes anos. A pandemia não acabou e não deve acabar na nossa memória. Tem feat. do Tropkillaz, ainda. Pegou primeiro lugar semana passada. Não rolou de tirar do pódio, pois gigante.

3 – Francisco, el Hombre – “Olha a Chuva” (Estreia)
Quem achou o primeiro single do novo álbum da Francisco, El Hombre muito reflexivo e ficou com saudade de uma quebradeira da banda pode se preparar para dançar com este segundo single. A banda agita em uma parceira suingada com Dona Onete. Isso mesmo que você leu.

4 – Taxidermia – “Lava” (Estreia)
Novo single do duo Taxidermia, formado por Jadsa e João Milet Meirelles, “Lava” é um som dedicado a Obaluaê, orixá da cura. Nesta canção, que tem participação do onipresente Kiko Dinucci na guitarra, a dupla ensaia seu segundo trabalho, após o EP Vol.1, lançado no ano passado. A gente viu por aí um papo sobre OUTROVOLUME. Será?

5 – The Baggios – “Barra Pesada” (Estreia)
Para o novo álbum, a banda sergipana Baggios promete um tanto de Nordeste e um tanto de África. Neste quarto single que adianta o trabalho, a banda recebe as participações superespeciais de Cátia de França e Chico César em uma faixa que reflete a desigualdade que Julio, vocalista da banda, viu em Barra Grande, entre os trabalhadores locais e turistas.

6 – Felipe Cordeiro – “Flecha” (Estreia)
O paraense Felipe Cordeiro chega bem neste single brincando com os amplos sentidos da palavra “Flecha”, que fere e informa. É um momento urgente no Brasil para a proteção da população nativa, da Amazônia e de nossa história. A “Flecha” de Felipe tenta nos reconectar com o que interessa.

7 – Rita Lee, Roberto de Carvalho e Gui Borato – “Change” (Estreia)
Caramba, não imaginava que ia rolar uma emoção tão forte ao dar play em uma inédita da Rita após quase dez anos de silêncio da cantora musa eterna que estava aposentada dos palcos. Rita soa forte nesta canção em inglês e francês que vem muito inspirada em um recente projeto que remixou suas músicas para a pista. Ela e Roberto tiveram auxílio do DJ e produtor Gui Borato para ajudar a dar mais molho nas ideias eletrônicas da dupla. Ficou meio Chic, meio Daft Punk tentando ser Chic, mas na real é a Rita Lee Jones, nossa hitmaker de maior habilidade.

8 – Pedro Sá – “Maior” (Estreia)
Bonita a primeira amostra solo de Pedro Sá. “Maior” estará em seu primeiro álbum despregado das estrelas. Ele, que já acompanhou tantas (Caetano, Bethânia, Gal, para ficar em três nomes apenas), conduz aqui sozinho na guitarra e na voz uma declaração de amor daquelas – repare que a música abre só com “Você é/ O grande amor da minha vida”). A canção lembra muito alguns momentos da trilogia “Cê” do Caetano, o que talvez ajude a entender o papel de Pedro na banda.

9 – Tagore – “Maya” (3)
É impossível não pensar na psicodelia australiana, mas, conhecendo também a psicodelia brasileira, ambas estão bem representadas neste terceiro álbum de Tagore Suassuna, que capricha em letras rasgadas. Aquelas que se entregam ao sentimento, sabe? Embora ele verse que dá trabalho disfarçar a saudade da amada, nas letras ele faz questão zero de camuflar qualquer vergonha.

10 – Bemti – “Quando o Sol Sumir” (5)
Bonito o encontro de Bemti com Fernanda Takai e a sutil participação de Hélio Flanders, do Vanguart, no trompete. Uma história de amor que resista ao fim do mundo é uma grande história de amor, não? A letra é uma parceria de Bemti com Roberta Campos.

11 – Giovanna Moraes/ Natália Noronha/ Cris Botarelli – “O Escape É Seu Olhar” (Estreia)
12 – Caetano Veloso – “Anjos Tronchos” (6)
13 – Marissol Mwaba – “Marte” (7)
14 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (8)
15 – Liniker – “Mel” (9)
16 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (10)
17 – Fresno e Jup do Bairro – “E Veja Só” (11)
18 – brvnks – “happy together” (12)
19 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (15)
20 – Cesar MC – “Antes Que a Bala Perdida Me Ache” (13)
21 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (16)
22 – Coruja BC1 – “Tarot” (20)
23 – Nelson D – “Toy Boy” (22)
24 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (23)
25 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (24)
26 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (25)
27 – Marina Sena – “Me Toca” (26)
28 – Majur – Ogunté (27)
29 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (28)
30 – Papangu – “Ave-Bala” (29)
31 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (30)
32 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (31)
33 – GIO – “Sangue Negro” (32)
34 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (33)
35 – Rodrigo Amarante – “Maré” (34)
36 – Amaro Freitas – “Sankofa” (35)
37 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (36)
38 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (37)
39 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (38)
40 – Jadsa – “Mergulho” (39)
41 – FEBEM – “Crime” (40)
42 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (41)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (42)
44 – Boogarins – “Supernova” (43)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (44)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Juçara Marçal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – O primeiro lugar do ranking é uma música que não deveria ter sido feita. Francisco, el Hombre bota a primavera no top. Tagore bota sua dose de psicodelia no pódio

1 - cenatopo19

* Uma nota rápida na abertura de hoje. O primeiro lugar desta semana não deveria existir. É isso que temos a dizer, a gente detalha isso no texto da primeira posição.

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1 – Criolo – “Cleane” (Estreia)
Esta era a música que não devia ter existido. Criolo escreveu “Cleane” por conta da situação gerada pela pandemia. Em outras palavras, pela situação gerada por um governo que optou em deixar que a pandemia tocasse a destruição do país, com negacionismo. Não é suposição, está tudo documentado. A faixa leva o nome da irmã que o rapper perdeu para a covid-19. As informações coletadas pela CPI da covid-19 revelam o quanto da pandemia simplesmente poderia ter sido evitada e controlada. Não era para essa faixa ter sido composta, mas aqui estamos. E, como o Criolo escreveu, que o amor e a arte possam ressignificar estes anos. A pandemia não acabou e não deve acabar na nossa memória. Tem feat. do Tropkillaz, ainda.

2 – Francisco, el Hombre – “Nada Conterá a Primavera” (Estreia)
Ainda sobre resistência, a nova música da banda Francisco, El Hombre conta de uma força invisível que não pode ser quebrada nem pelo tempos mais complicados da sociedade. Como é o verso que um certo político falou uma vez? Ainda que cortem umas flores aqui e ali, nada contém a primavera. Se a gente entendeu esta música, o recado é esse.

3 – Tagore – “Maya” (Estreia)
É impossível não pensar na psicodelia australiana, mas, conhecendo também a psicodelia brasileira, ambas estão bem representadas neste terceiro álbum de Tagore Suassuna, que capricha em letras rasgadas, aquelas que se entregam no sentimento, sabe? Embora ele verse que dá trabalho disfarçar a saudade da amada, nas letras ele faz questão zero de camuflar qualquer vergonha.

4 – Juçara Marçal – “Crash” (12)
A gente resolveu trazer a Juçara de novo ao alto do ranking porque é nesta semana que ela solta seu novo álbum, “Delta Estácio Blues”. E é neste disco que está este impressionante rap de Rodrigo Ogi em interpretação absurda de Juçara. Rap do ano.

5 – Bemti – “Quando o Sol Sumir” (Estreia)
Bonito o encontro de Bemti com Fernanda Takai e a sutil participação de Hélio Flanders, do Vanguart, no trompete. Uma história de amor que resista ao fim do mundo é uma grande história de amor, não? A letra é uma parceria de Bemti com Roberta Campos.

6 – Caetano Veloso – “Anjos Tronchos” (1)
Primeira mostra do primeiro álbum de inéditas em quase dez anos, “Anjos Tronchos” revela um Caetano atento a seu tempo. E mais ligado em tecnologia do que poderíamos imaginar que estivesse um homem que não tem celular. Uma de suas canções-tese, onde expõe seu pensamento crítico, este som bate na questão de quantos algoritmos estão moldando nossas cabeças. Caetano pondera aqui sobre o aspecto perverso da tecnologia, que colaborou na ascensão de um neofascismo, mas também aspectos positivos, como a Billie Eilish, que “faz tudo do seu quarto com o irmão”. Até a questão do sexo virtual não escapa de sua rica observação.

7 – Marissol Mwaba – “Marte” (2)
Em parceria com o trio Tuyo e com a superguitarrista Mônica Agena, Marissol lançou mais um excelente single. Marte de Marissol é mais que o planeta vermelho. É um lugar onde ela encontra afeto. Preste atenção nela. De single em single a cantora vai provando que não chamou atenção de nomes como Chico César e Fióti por acaso. Voz talentosíssima.

8 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (3)
É impressionante o álbum “Quintal dos Prettos”, trabalho ao vivo da dupla Prettos, formada por Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira, da zona leste de São Paulo. Com uma microfonação pouco usual, indireta, sem colar na voz ou nos instrumentos, eles conseguiram recriar a sensação de ir a uma roda de samba em disco, uma missão e tanta. Público e músicos viram uma coisa só nesse método da gravação e é como se você estivesse na plateia, com o som levemente abafado pela quantidade de pessoas em volta da roda.

9 – Liniker – “Mel” (4)
No excelente primeiro álbum solo, “Indigo Borboleta Anil”, Liniker arrebenta em uma série de músicas que passeiam de maneira habilidosa entre dores e alegrias, como é a vida, não? Do balanço a momentos de reflexão, são muitas as músicas que a gente ficou tentado a colocar por aqui, como “Baby 95” e “Lalange”. Mas ficamos com um dos momentos mais interessantes do álbum, onde ela aparece muito à vontade com voz e violão, sem clique, cantando uma música que aparentemente seria preterida, mas que na real não poderia ficar de fora do disco. Você que lê a gente sabe o quanto somos fissurados em uma metalinguagem. Liniker parou o andamento do disco para avisar, nele, que a seguir vem uma faixa bônus. É uma ideia muito boa de intimidade com seu fã. E acaba que sendo mesmo uma das músicas mais gostosas do álbum. Fora que faz esse fã se sentir parte daquilo. Que bom que ela fez esta no improviso, sem medo de desafinar, e não deixou de fora de “Indigo Borboleta Anil”.

10 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” e “Sombra” (5)
Forte o encontro dos rappers Joca e Sain com o pianista Jonathan Ferr e a produça de Beno e Theo Zagrae. Ao pensar em sombra e água fresca, uma combinação dez, a sacada é que quando elas operam em separado a sombra ganha novo sentido. As duas músicas, então, funcionam como uma só. Sacada esperta.

11 – Fresno e Jup do Bairro – “E Veja Só” (6)
12 – brvnks – “happy together” (7)
13 – Vanguart – “Lá Está” (8)
14 – Papisa e Haēma – “Fortuna” (9)
15 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (10)
16 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (11)
17 – Juçara Marçal – “Crash” (12)
18 – Cesar MC – “Antes Que a Bala Perdida Me Ache” (13)
19 – Alice Caymmi – “Serpente” (14)
20 – Coruja BC1 – “Tarot” (15)
21 – Curumin – “Púrpuras” (16)
22 – Nelson D – “Toy Boy” (17)
23 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (18)
24 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (19)
25 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (22)
26 – Marina Sena – “Me Toca” (23)
27 – Majur – Ogunté (24)
28 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (25)
29 – Papangu – “Ave-Bala” (26)
30 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (27)
31 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (29)
32 – GIO – “Sangue Negro” (30)
33 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (31)
34 – Rodrigo Amarante – “Maré” (32)
35 – Amaro Freitas – “Sankofa” (34)
36 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (35)
37 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (36)
38 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (37)
39 – Jadsa – “Mergulho” (38)
40 – FEBEM – “Crime” (39)
41 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (40)
42 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (41)
43 – Boogarins – “Supernova” (42)
44 – BaianaSystem – “Brasiliana” (43)
45 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (44)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (45)
47 – Mbé – “Aos Meus” (46)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (47)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (28)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper e cantor Criolo.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popnotas – Refazendo o final dos Beatles. O show-desenho da Billie Eilish. A CENA criando na pandemia. E a baterista de 10 anos do Foo Fighters

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– Semana que vem estreia na plataforma de assinatura Disney+ o filme-show da Billie Eilish. “Happier than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles” traz a cantora mais famosa no mundo hoje mostrando faixa a faixa, cabo a rabo, seu disco novo, o ótimo “Happier than Ever” no enorme Hollywood Bowl. Mas não é simplesmente um show. É um misto de filme, desenho, concerto, dirigido pelo cineasta Robert Rodriguez, amigo do Tarantino. Vai ser grandioso com orquestra, vai ter momentos intimistas. Um verdadeiro rolê cinematográfico do disco novo de Billie Eilish, misturando música e suas fantasias de teen e agora mulher adulta sobre Los Angeles, que devem combinar bem com suas letras, que narram suas histórias mesmo. E ontem saiu um trailerzão de “Happier than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles” que você pode ver abaixo:

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– Remasterizaram e expandiram o clássico álbum “Let It Be”, o décimo segundo e o último disco daquela banda lá chamada The Beatles, para lançá-lo agora com novos mixes, cheio de bônus, 51 anos depois, para tentar, talvez, tirar a sombra de disco problemático e soturno que veio ao mundo nem um mês depois de a banda anunciar seu fim. Um disco “maldito”, ok, mas que tinha “Let It Be”, “Get Back” e “Across the Universe”, por exemplo. Esta edição especial do álbum sai em 15 de outubro. E tem um trailer, abaixo:

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– A história é assim. A plataforma de lives interativas Taboom lançou ontem à noite, em seu app, o projeto “Nada Será Como Antes”, que promoverá encontros virtuais de artistas da cena nacional, para discutir temas relacionados à música de hoje e criarão em conjunto músicas para um futuro álbum. Entre os artistas confirmados no “Nada Será Como Antes”, que tem curadoria da agitadora cultural mineira Laura Damasceno, estão Dinho Boogarins Almeida, a multiartista paulistana Jup do Bairro, o produtor e cantor Helio Flanders (do Vanguart), a banda paranaense Tuyo, mais Jonathan Ferr, Romero Ferro, Teago Maglore, Zé Ibarra, Maria Luiza Jobim e Brisa Flow, num total de dez participantes. A ideia é que eles formem duplas criativas para comporem remotamente uma música do zero, tendo sempre como pano de fundo a pandemia e as angustias e reinvenções positivas e negativas causadas por ela na música. Essas cinco canções vão virar um EP, sob os cuidados produtores de Leonardo Marques, multiinstrumentista e dono de estúdio que grava muita gente da CENA brasileira. Os papos e os sons serão interativos, já que o app tem vários recursos diferentes como enquete, quiz, mudança de layout durante a live etc. A estreia de “Nada Será Como Antes” será nesta sexta à noite, às 20h, com o encontro de Dinho Almeida e Tuyo. E continua até 30 de setembro, quatro lives por dupla. No dia 18 de outubro, tem a live de audição das canções produzidas. O app do Taboom está disponível nos sistemas Android e IOS (iPhone).

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– Isso ia acontecer um dia. A espetacular menininha inglesa Nandi Bushell, fenômeno do Youtube por tocar clássicos do rock na bateria de forma absurda, enfrentando até desafios contra Dave Grohl e o Matt Helders, do Arctic Monkeys, teve sua experiencia REAL ontem à noite em Los Angeles. A garota, de 10 anos, foi convidada a ir aos Estados Unidos pelo Foo Fighters para mostrar seus dotes ao vivão no show da banda. Nandi foi chamada ao palco para junto com o FF espancar a bateria especial montada para ela no hit “Everlong”. Foi emocionante. O show foi no Forum, em LA, cujo público aplaudiu Nandi sem parar. “Everlong” encerrou a apresentação do Foo Fighters. Nandi participou da tradicional saudação final de Dave Grohl, banda e audiência, na beira do palco.

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Top 50 da CENA – GIO em primeiro, Tuyo em segundo, Linn em terceiro. Tudo igual numa parada diferente

1 - cenatopo19

* Resolvemos fazer uma semana diferente no nosso Top desta vez. Uma semana sensivelmente menos novidadeira que as outras. São três novidades e repetimos todas as três primeiras posições. “Consumir música não era sobre lançamentos”, escreveu a Dora Guerra na semana passada em uma outra seção da Popload, a “Semiload”, e tem uma conversa interessante aí. Alguns textos ganharam retoques e novas ideias, alguns permanecem. Acalmar a brincadeira é uma ação que pode partir de nós também – vamos escutar tudo de novo com mais calma?

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1 – GIO – “Sangue Negro” (1)
Que experiência foi trocar uma ideia com GIO, no Popload Entrevista. Está aí um menino cheio de sugestões boa na cabeça. O novo álbum do músico baiano, ex-Giovani Cidreira, além de uma ida a sua ancestralidade com a chave do afrofuturismo, é sua tentativa de colocar essas ideias na prática. Trabalhar pelos seus, por sua história e por seu valor. Por que abaixar a guarda para fazer parte de um mundo que não te respeita? Por que querer fazer parte daquela outra festa? Veja bem a nossa festa. Ela que é bonita e ela que diz um tanto de coisa para nós. Ainda que tantos teimem em jogar na nossa cabeça que não é bem assim. Eles estão errados.
A faixa “Sangue Negro”, escrita com o primo Filipe Castro, abre a obra – no YouTube um curta deles mostra as origens da família de GIO e suas histórias. Ao resumir um pouco da ideia do disco, ele escreveu: “É sobre não esquecer que somos pessoas iluminadas, detentoras de um poder ancestral, de um potencial que o sistema racista, que nos mata todos os dias e nos entrega sobras, descarta e nos faz esquecer, retirando o direito de existir na memória, na musicalidade e nas experiências culturais deste país.” Este álbum vai longe, em vários sentidos.

2 – Tuyo – “Turvo” (2)
Velha conhecida dos fãs, “Turvo” é uma canção que finalmente o trio curitibano resolveu colocar em disco. E a vez dela chegou em “Chegamos Sozinhos em Casa, Vol. 2”. Porém, “Turvo” aparece totalmente desconstruída da versão conhecida pelos fãs. Acelerada, mais eletrônica e mais suingada, é de longe das canções mais viciantes do álbum. Esta é para tocar um milhão de vezes por aí.

3 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (3)
Que álbum é esse, Linn Da Quebrada? Ela conseguiu repetir o difícil feito de bater de frente com uma grande estreia e seu segundo disco é uma nova superobra em uma simbiose linda com a parceria/DJ/produtora Badsista. Ao propor uma nova sonoridade, Linn lança o questionamento e provoca “algoritmos, gêneros e rótulos” e também a plateia ao apresentar um lado seu que ainda não observamos.

4 – Macaco Bong – “Hacker de Sol” (Estreia)
É sempre bom saber o que se passa pela cabeça do sempre excelente Bruno Kayapy e sua Macaco Bong, atualmente formada por ele e Eder Noleto na bateria e Igor Carvalho no baixo. “Hacker de Sol” inspirada em “Bacurau”, filmaço de Kleber Mendonça e Juliano Dorneles, quebra um longo silêncio da banda. Fiquem tão quietos assim não, meninos.

5 – Rincon Sapiência – “Todo Canto” (Estreia)
Rincon abraça a onda do drill e faz um single nessa pegada, uma produção de SubX, Ty Fig. Sobre o sentido do gênero, até Rincon fez uma graça com o significado de drill em seu YouTube, já que as minúcias do estilo, marcado por ser mais sombrio e ter graves poderosos, podem passar quase despercebidas aos fãs mais ocasionais.

6 – Kiko Dinucci – “VHS” (Estreia)
Em seu disco solo “Rastilho”, Dinucci foi atrás de um som de violão bem distante dos limites digitais. Queria repensar as formas de registro do instrumento. “VHS” é uma experiência de 20 minutos de uma única faixa que passa por outro desafio. Aqui a ideia é “estragar” o som pelos limites impostos por um fita VHS, que comia um tanto da qualidade do cinema e aqui “estraga” registros sonoros a partir de um performance de Kiko e Fernando Velasquez para o festival Música Estranha.

7 – Mary Olivetti – “Black Coco” (4)
Filha do mestre Lincoln Olivetti, a DJ e produtora Mary resolveu reler uma joia do pai, no caso este hit dos anos 70. Na versão atualizada, os vocais são da maravilhosa Mahmundi, que só chegam aos 2 minutos da música. Deu para entender um pouquinho da brisa que são esses seis minutos de som?

8 – Rodrigo Amarante – “Maré” (5)
Um outro disco solo que honrou o compromisso é esse do Amarante, o recém-lançado “Drama”, tão bom quanto a estreia do hermano sem o Los Hermanos. Belas canções e proposta acertada de cantar outros mundos e amores possíveis – sem medo do drama. Falar de amor é sempre revolucionário.

9 – Valciãn Calixto – “Desmistificando Pombagira” (6)
O piauiense registra aqui sua mistura única de funk, axé, swingueira, capoeira, salsa, candomblé e xote, temperada pela capacidade enorme dele em fazer letras simples e diretas. E bacanas. E parte para cima de uma tema urgente no Brasil: desmistificar elementos do candomblé e da umbanda. Não por acaso, seu novo EP que saí em breve vai levar o nome de “Macumbeiro 2.0”. Menino bom.

10 – Tagore – “Capricorniana” (7)
Rapaz, que hit imediato o pernambucano Tagore conseguiu criar aqui. Uma conversa direta com o melhor que a música psicodélica na tradição brasileira já produziu – e pop até umas horas, já que a turma curte papo de signo ou “astrologia de buteco”, segundo o próprio vocalista/compositor/guitarrista Tagore Suassuna – até os haters. Afinal haters gonna hate.

11 – Zopelar – “Jump” (8)
12 – Bruno Bruni – “A Onda” (9)
13 – Terno Rei – “Medo” (10)
14 – Bonifrate – “Cara de Pano” (11)
15 – Nelson D – “Nossa Flecha (L_cio Remix) (12)
16 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (13)
17 – Criolo – “Fellini” (14)
18 – Bruxas Exorcistas – “Vade Retro Satanás” (15)
19 – Fusage – “Fearless Soul” (16)
20 – ATR – “Intro’ (20)
21 – Amaro Freitas – “Sankofa” (21)
22 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (22)
23 – Nill – “Singular” (23)
24 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (24)
25 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (25)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
27 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (27)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
29 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (29)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (32)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
35 – Mulungu – “A Boiar” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
39 – Zé Manoel – “Como?” (39)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, GIO, ex-Giovani Cidreira.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

Top 50 da CENA – O sangue negro de GIO tem poder. Parte 2 da Tuyo mantém trio no topo. E a Linn da Quebrada segue no pódio

1 - cenatopo19

* Pensando aqui se esta semana tem algum marco temático. Parece que não. A gente já estava de olho no GIO, a gente já ama a Tuyo, o alcance sonoro do Valciãn, a Mary chegou na gente via Mahmundi, outro amor nosso. Bruno Bruni e Terno Rei também são outras obsessões da casa. Sem falar nos outros sons que seguem mais uma semana no nosso top 50. Acho que encontramos um tema: nossa playlist semanalmente atualizada é o nosso amor por essa CENA maravilhosa que é a brasileira. Você ainda não se apaixonou, não?

giotopquadrada

1 – GIO – “Sangue Negro” (Estreia)
O novo álbum do baiano GIO, anteriormente conhecido como Giovani Cidreira, é uma ida a sua ancestralidade com a chave do afrofuturismo. A faixa “Sangue Negro”, escrita com o primo Filipe Castro, abre a obra – no YouTube um curta deles mostra as origens da família de GIO e suas histórias. Ao resumir um pouco da ideia do disco, Gio escreveu: “É sobre não esquecer que somos pessoas iluminadas, detentoras de um poder ancestral, de um potencial que o sistema racista, que nos mata todos os dias e nos entrega sobras, descarta e nos faz esquecer, retirando o direito de existir na memória, na musicalidade e nas experiências culturais deste país.” Este álbum vai longe, em vários sentidos.

2 – Tuyo – “Turvo” (Estreia)
Velha conhecida dos fãs, “Turvo” é uma canção que finalmente o trio curitibano resolveu colocar em disco. E a vez dela chegou em “Chegamos Sozinhos em Casa, Vol. 2”. Porém, “Turvo” aparece totalmente descontruída da versão conhecida pelos fãs. Acelerada, mais eletrônica e mais suingada, é de longe das canções mais viciantes do álbum. Esta é para tocar um milhão de vezes por aí.

3 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (1)
Que álbum é esse, Linn Da Quebrada? Ela conseguiu repetir o difícil feito de bater de frente com uma grande estreia e seu segundo disco é uma nova superobra em uma simbiose linda com a parceria/DJ/produtora Badsista. Ao propor uma nova sonoridade, Linn lança o questionamento e provoca “algoritmos, gêneros e rótulos” e também a plateia ao apresentar um lado seu que ainda não observamos.

4 – Mary Olivetti – “Black Coco” (Estreia)
Filha do mestre Lincoln Olivetti, a DJ e produtora Mary resolveu reler uma joia do pai, no caso este hit dos anos 70. Na versão atualizada, os vocais são da maravilhosa Mahmundi, que só chegam aos 2 minutos da música. Deu para entender um pouquinho da brisa que são esses seis minutos de som?

5 – Rodrigo Amarante – “Maré” (2)
Um outro segundo disco solo que honrou o compromisso é esse do Amarante, o recém-lançado “Drama”, tão bom quanto a estreia solo. Belas canções e proposta acertada de cantar outros mundos e amores possíveis – sem medo do drama. Falar de amor é sempre revolucionário.

6 – Valciãn Calixto – “Desmitificando Pombagira” (Estreia)
O piauiense registra aqui sua mistura única de funk, axé, swingueira, capoeira, salsa, candomblé e xote, temperada pela sua capacidade enorme para fazer letras simples e bacanas, diretas. E parte para cima de uma tema urgente no Brasil: desmitificar elementos do candomblé e da umbanda. Não por acaso, seu novo EP que saí em breve vai levar o nome de “Macumbeiro 2.0”. Menino bom.

7 – Tagore – “Capricorniana” (3)
Rapaz, que hit imediato o pernambucano Tagore conseguiu criar aqui. Uma conversa direta com o melhor que a música psicodélica na tradição brasileira já produziu – e pop até umas horas, já que a turma curte papo de signo ou “astrologia de buteco”, segundo o próprio vocalista/compositor/guitarrista Tagore Suassuna – até os haters. Afinal haters gonna hate.

8 – Zopelar – “Jump” (4)
Bem interessante esse espertíssimo trabalho do conhecido DJ e produtor de eletrônica da agitada noite e madrugada paulistana, o Pedro Zopelar, de olhar para o passado da música brasileira a partir das pistas – um dos locais onde a música que o toca respira e vive. E conta história. “Um tributo aos DJs dos Bailes das antigas que foram responsáveis por disseminar a mensagem do Funk e Soul em SP”, ele diz. E, ouvindo, nos sentimos indo a esse passado bonito.

9 – Bruno Bruni – “A Onda” (Estreia)
Indie de alma jazz ou o contrário, Bruno Bruni começa a dar as pistas de seu novo álbum. Se “Broovin”, sua estreia, era o trabalho de um homem só, “Broovin II” traz muitos músicos em cada som. A festiva “A Onda” é só o primeiro indicio do que essa mudança de temperatura traz para a obra do músico.

10 – Terno Rei – “Medo” (Estreia)
Chapamos na estética anos 80/rádio retrô desse som. Ainda que esteja em “Violeta”, álbum do Terno Rei lançado em 2019, a banda lançou só agora um vídeo para ela e fez a gente relembrar o quanto ali está um puta disco. Dali a gente vai por “Yoko”, “São Paulo”, “Dia Lindo”. É esperar a pandemia acabar para ver um show dos caras.

11 – Bonifrate – “Cara de Pano” (5)
12 – Nelson D – “Nossa Flecha (L_cio Remix) (6)
13 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (7)
14 – Criolo – “Fellini” (8)
15 – Bruxas Exorcistas – “Vade Retro Satanás” (9)
16 – Fusage – “Fearless Soul” (10)
17 – Marisa Monte – “Medo do Perigo” (11)
18 – Yannick Hara e Dy Fuchs – “Stalkers e Haters” (12)
19 – Lucas Ranke – “Alucina” (13)
20 – ATR – “Intro’ (14)
21 – Amaro Freitas – “Sankofa” (16)
22 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (17)
23 – Nill – “Singular” (23)
24 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (24)
25 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (25)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
27 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (27)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
29 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (29)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (32)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
35 – Mulungu – “A Boiar” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
39 – Zé Manoel – “Como?” (39)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, GIO, ex-Giovani Cidreira.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.