Em Teenage Fanclub:

Existe fofura em 2016 – Uma session linda do lindo Teenage Fanclub

>>

211216_teenagefanclub2

Banda incrível da época em que indie fazia sentido, o Teenage Fanclub está por aí divulgando seu bom disco “Here”, primeiro álbum cheio deles em seis anos, lançado neste ano.

Melhor banda do mundo na opinião do Kurt Cobain, o TF é destes grupos que resistem ao tempo e que trouxe lá dos anos 90 uma base fiel de fãs, sem deixar de conquistar novos adeptos.

A sonoridade refinada do grupo anda em dia, como mostra uma recente session deles para a BBC da Escócia, terra deles. Durante pouco mais de 20 minutos, eles mostraram canções do último álbum, um dos mais democráticos do grupo, já que as 12 faixas que celebram “o amor e a vida” foram divididas igualmente entre os membros Norman Blake, Raymond McGinley e Gerard Love

>>

Celebrando o amor e a vida, Teenage Fanclub mostra single do novo disco

>>

220816_teenagefanclub2

Melhor banda do mundo na opinião de Kurt Cobain, o Teenage Fanclub lançará mês que vem seu primeiro álbum em seis anos. Desde “Shadows”, que saiu em 2010, o quinteto escocês estava um tanto sumido. Agora eles preparam 12 faixas novas em “Here”, que chega ao mercado dia 9 de setembro.

As 12 canções representam uma democracia redondinha da banda, já que Norman Blake, Raymond McGinley e Gerard Love escreveram quatro canções cada um. De acordo com o grupo, em comunicado, “são músicas sobre o que realmente importa: o amor e a vida”.

Para divulgar o lançamento, eles liberaram o single “Thin Air”, com aquela guitarra marcante que fez o grupo estourar no circuito alternativo nos anos 90.

“Here” – tracklist
I’m In Love
Thin Air
Hold On
The Darkest Part Of The Night
I Have Nothing More To Say
I Was Beautiful When I Was Alive
The First Sight
Live In The Moment
Steady State
It’s A Sign
With You
Connected To Life

220816_teenagefanclub_here

>>

Popload UK Tour e os dinossauros extintos totalmente enormes

>>

* Se é que é assim que traduz esse nome bizarro-cool de banda de um cara só mais falada no mundo nos últimos três dias, parece. E que para completar foi anunciado que toca no Brasil em maio.

* Popload em Glasgow.

* Até que enfim um dia não cinza por aqui, sol incrível e tal. Isso significa: lá fora está -3.

* Lançamentos de disco que agitam esta semana no Reino Unido (à medida que lançamentos de discos agitam alguma coisa hoje em dia) incluem o novo do Paul McCartney, a viagem até a Lua do Air, um do Pet Shop Boys e o do Mark Lanegan. Os veteranos estão trabalhando. De todos, só o do ex-Screaming Trees, que toca em abril em São Paulo, conseguiu manter críticas de altas cotações.

* Da moçada nova, tem ganhado destaque aqui um quinteto californiano chamado The Neighbourhood, cuja música bonitona “Female Robbery” eu tenho ouvido aqui e ali numa sequência boa para um grupo novo. “Female Robbery”, que sai como single em março, é um misto de Cold War Kids com trip hop, por mais absurdo que isso possa soar. O vídeo que usam para divulgar a música segue a linha cinemática da cantora “you-DEL-who” (adorei essa expressão) com imagens de filmes antigos.

* Fui ao cinema ontem ver “Young Adult”, filme com a boneca Charlize Theron bancando a louca que encana de voltar para a sua cidadezinha jeca para conquistar o jeca do ex-namorado dos tempos de colégio. “Young Adult” é obra da dupla Jason Reitman (diretor) e Diablo Cody (roteiro), que fizeram “Juno”. O filme estréia no Brasil em março, acho. Acontece que…
1. O filme passa parte dele em e menciona bastante Minneapolis, a terra do Howler. O que anda tendo na água de Minneapolis, hein? Como vivem, o que comem?
2. Aí a Charlize gata pega o carro e a estrada para voltar a sua cidadezinha para reconquistar o moço da escola. No caso, os tempos de colégio dela eram os anos 90. Minha geração vai amar as referências. O filme é contaminado por camiseta dos Pixies, música do Lemonheads e tal. E, óbvio, Charlize Theron era a gata “bitch” do colégio que todo mundo odiava. No caminho para a cidade, ela vai ouvindo uma fita cassete com uma mixtape que o ex-namo tinha gravado para ela. Em especial uma canção, que ela vai ouvindo sem parar, em looping: “The Concept”, do Teenage Fanclub, adorada banda que saiu daqui da cena de Glasgow para desbancar o Nirvana (ok, isso é uma outra história). Charlize cantando “She wears denim, whatever she goooooooes/ Says she’s gonna get some records by the Status Quo/ Oh yeah” é coisa bonita de se ver.
A trilha de “Young Adult” tem tudo isso que eu falei mais Veruca Salt (lembra?), 4 Non Blondes (haha), Dinosaur Jr., Suicidal Tendencies e umas versões instrumentais de Pearl Jam e Faith No More, entre outras coisas. A capa da trilha é esta:

* SÓSIA DO GEORGE CLOONEY – Haha. Coisas que só o jornalismo britânico faz por você. Li uma reportagem de uma página inteira sobre um grande concurso realizado na Irlanda para eleger o sósia do ator americano George Clooney. O tom do texto era de indignação. O ganhador, que bateu quase 800 concorrentes, não tem nada a ver com o ator. O título da matéria era: “Fella who looks nothing like George Clooney wins George Clooney lookalike competition”. Isso saiu no “The Sun”, mas TODA imprensa brit noticiou. No “Daily Mail”, o título era “Actor beats off 782 others to win George Clooney lookalike contest (only problem is he looks nothing like George Clooney!)”. Hahaha. O prêmio não é ruim: o “sósia” ganhou uma viagem para Los Angeles para assistir a cerimônia do Oscar. A cara do sósia do George Clooney? Pois não:

* Mais imprensa inglesa: o “Independent”, no seu último caderno The Information, com entrevistas com Justice, tudo sobre cinema, arte e teatro, deu a capa para um especial “As 50 Melhores Lingeries” do momento.

* TOTALLY ENORMOUS EXTINCT DINOSAURS – O negócio é assim. Domingo passado, de novo no famoso clube King Tut’s, fui ver o que tanto falam desse TOTALLY ENORMOUS EXTINCT DINOSAURS, atração em maio do Sónar São Paulo e um electrodisco às vezes dubstep (inglês), às vezes Chemical Brothers, às vezes Depeche Mode, num jeitão Boss in Drama. O som é loucura, molecada enlouquece, tudo muito louco quando se envolve o TEED. Ou TEEDinosaurs. O cara-banda, de Oxford, ganha muito na voz, bonitaça, sensível, tipo James Blake, que fica linda quando colocada por cima da parada sonora toda que ele promove, com uma mesa cheia de funções e apetrechos que vão de buzina a emulador de bateria, na hora que ele quer bancar o Prodigy, haha.

Veja bem: o nome dele é só Orlando. E ele se apresenta vestido de dinossauro.

O King Tut’s nem é grande, mas o show estava sold-out havia tempos e a porta completamente abarrotada de gente procurando ingresso, coisa bem diferente da tranquilidade que foi chegar para o bombado Howler no sábado, por exemplo. Dentro, meninos e meninas bonitos dançando muito e cantando TUDO. Eu só conhecia duas músicas, uma era aquela deliciosa “Garden”, do ano passado.

Abaixo um trecho de 3 minutos da apresentação do Totally Enormous Extinct Dinosaurs no King Tut’s e da interação com a platéia escocesa. “Só” não tem a voz dele propriamente dita, o que é legal. Mas dá para sentir o clima. A voz dele aparece bem mais abaixo, no player que traz o single novo que ele lança em abril, mas já está tocando direto na Radio One inglesa desde a semana passada. Chama “Tapes & Money”. O primeiro álbum dele, parece, sai em junho ainda. Antes, em maio, ele toca em São Paulo.

Tapes & Money [Soundcloud edit] NEW SINGLE 02/04/2012 by T-E-E-D

O TEED dá mais uma música nova, “Dream On”, para quem assinar a mailing list dele. Aqui.

* GRUFF RHYS NO BRASIL – Ventos gelados aqui do vizinho País de Gales já sopram desde ontem que o líder do querido grupo britânico Super Furry Animals toca em São Paulo, no Studio SP, dias 7 e 8 de março. Tem um show dele ainda em Curitiba, no dia 10. Havia uma possibilidade de o Super Furry Animals completo tocar em São Paulo neste primeiro semestre, andei sabendo. Mas não deve ter rolado.

>>

Os melhores álbuns de… 1991 (segundo a "Spin")

>>>

* Popload em São Paulo. Hehe.

O papo sobre listas agora fica sério. Depois da de-fi-ni-ti-va da “Vice Portugal” que “vale realmente ler”, a Popload destaca uma diferente da “Spin”, publicação musical baseada nos Estados Unidos. É a lista dos melhores álbuns de… 1991.

Olhando para 20 anos atrás, fica fácil entender por que 1991 foi um dos anos mais espetaculares da história da música e da cultura pop em geral.

Depois da chamada – por muitos – “década perdida”, o rock enfiou o pé na porta dos anos 90, seja com o grunge americano ou com a eletrônica punk vinda do Reino Unido.

Quando se fala em 1991, o top of mind vem com “Nevermind”, disco pontual da carreira do Nirvana, item de coleção de todo moleque não só daquela época. Mas a lista da “Spin”, moldada por editores e jornalistas da publicação, abre um leque gigante de álbuns incríveis daquele ano, a ponto de “Achtung Baby” do U2 e “Screamadelica” do Primal Scream ficarem fora da lista de 20 melhores, que NÃO TEM o “Nevermind” no topo da lista. Isso foi assunto em 1991, continua assunto em 2011.

Veja só.

1. Teenage Fanclub – Bandwagonesque

2. R.E.M. – Out Of Time
3. Nirvana – Nevermind
4. Pixies – Trompe le Monde
5. Pet Shop Boys – Discography
6. Robyn Hitchcock – Perspex Island
7. Public Enemy – Apocalypse ’91: The Enemy Strikes Black
8. Soundgarden – Badmotorfinger
9. Smashing Pumpkins – Gish
10. P.M. Dawn – Of The Heart, Of The Soul And Of The Cross: The Utopian Experience
11. Metallica – Metallica
12. Massive Attack – Blue Lines
13. Fugazi – Steady Diet Of Nothing
14. Urge Overkill – The Supersonic Storybook
15. Pearl Jam – Ten
16. Seal – Seal
17. De La Soul – De La Soul Is Dead
18. Mudhoney – Every Good Boy Deserves Fudge
19. Guns N’ Roses – Use Your Illusion I And II
20. Hole – Pretty On The Inside

>>