Em Temples:

Pare tudo o que você está fazendo para ouvir o possível melhor álbum do indie em 2017 (até agora): “Volcano”, do Temples

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Há mais ou menos três anos, um quarteto de Ketterin, Inglaterra, aparecia para ajudar ao Tame Impala na missão de tornar o rock psicodélico cool novamente. Com “Sun Structures”, o incrível Temples logo ganhou as rádios alternativas e surgiu para o mundo.

Liderado pelo excêntrico James Bagshaw, o grupo inglês lança hoje seu segundo e esperado disco “Volcano”, puxado pelos singles “Certainty” e “Strange Or Be Forgotten”.

“Volcano” tem 12 faixas inéditas e possui um direcionamento sonoro mais “moderno”, de acordo com James em suas últimas entrevistas. Vamos ver qual é…

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Temples e suas músicas lindas. Conheça “Strange or Be Forgotten”

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* A ensolarada banda indie-psicodélica inglesa está cada vez melhor. O grupo, um encontro entre The Horrors e MGMT, e que tem os melhores cabelos do rock britânico atual, vai lançar seu segundo álbum em março, chamado “Volcano”. No final do ano passado, mostraram o primeiro single, a fabulosa “Certainty”, uma das canções do ano, fácil. Agora, abrindo 2017, eles soltam essa belezura de nome “Strange Or Be Forgotten”, também do disco novo.

Ouvir Temples dá vontade de abraçar as pessoas. Sente essa sensação?

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Outra da KEXP – Temples toca cinco em session, inclusive a música do ano

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Uma das bandas mais incríveis desse psych-indie dos últimas anos, a inglesa Temples prepara para o início de 2017 seu novo disco. Dele, conhecemos apenas o delicioso single “Certainty”, talvez a melhor música que apareceu em 2016. Talvez.

O som, claro, psicodélico, tem um toque de twist dance e ficou ainda melhor ao vivo em performance para a rádio cool KEXP, de Seattle, espécie de meca da música alternativa americana, que abre espaço para bandas pequenas desde sempre, de todo lugar.

A session ainda contou com canções que já marcaram a curta carreira do Temples, tipo “Colours to Life” e “Keep In The Dark”. A performance completa pode ser acompanhada abaixo.

Setlist
Colours To Life
Certainty
Keep In The Dark
Roman Godlike Man
Shelter Song

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Depois de um temple (hummm), a banda britânica Temples volta com single delícia

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* Banda-irmã do Tame Impala e do nosso Boogarins nas idéias e no zeitgeist psicodélico, a inglesa Temples andou dando uma acalmada no último ano e meio. Depois de ter estourado circa 2013 e 2014 com o primeiro disco e presença em muitos festivais grandes e médios e pequenos do planeta, os rapazes com os cabelos mais legais da música britânica anunciam agora o novo álbum, marcado para chegar no começo de 2017.

O aviso, oba-oba, vem em forma de música nova. Ouça a deliciosa “Certainty”, o primeiro single a sair do sucessor do bastante falado à época “Sun Structures”, o disco de estreia.

Digamos que é psicodélico, mas traz um “twist dance”. Talvez.

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A estreia do Temples no Brasil: o show “weird”, a música nova e uma entrevista exclusiva

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Um dos principais nomes deste novo-novo-indie psicodélico, o grupo inglês Temples fez sua estreia em terras brasileiras neste fim de semana. No sábado, a banda adorada pelo Johnny Marr e pelo Noel Gallagher fez um show meio que aos trancos e barrancos no Estúdio, em Pinheiros. Ao menos é o consenso entre as pessoas que ouvimos e viram o show in loco ou pela TV.

Na estrada divulgando o ótimo álbum “Sun Structures”, do ano passado, o quarteto com cara de Rolling Stones 1966 misturado com T-Rex enfrentou na primeira parte do show problemas técnicos que acabaram meio que tirando a concentração do vocalista e guitarrista James Edward Bagshaw. A apresentação pegou no tranco do meio pra frente graças às boas canções que o grupo já tem em pouco tempo de vida e no fim das contas o show entrou nos eixos.

Sobrou tempo para os ingleses estrearem uma nova música, “Henry’s Cake”. O Temples trabalha em um novo álbum, conforme confirmou à Popload o baixista Thomas Walmsley, em papo reproduzido no fim deste post.

Primeiro, alguns vídeos do show em São Paulo. As fotos são de Rafael Andres/Discophenia.

* Antes do show, o baixista Thomas Walmsley bateu um papo com a poploader Isadora Almeida e falou sobre como foi sair de Kettering, cidade que fica a 130 km de Londres e não tem nem 50 mil habitantes, e também do aguardado sucessor de “Sun Structures”.

Popload: Como foi crescer em uma cidade pequena?
Thomas Walmsley: 
Não acho que seja diferente de qualquer outro lugar, na verdade, levando em consideração que a sua cidade pequena seja perto de uma cidade grande. Kettering é, mas não remete a uma cidade em particular. Fica lá, no meio da Inglaterra, na dela. É um lugar calmo e antigo e meio que tem uma identidade própria. Mas, no fundo, não é diferente de crescer em um outro lugar. Você só tinha que explorar um pouco mais para achar coisas que te interessavam.

P: Tem uma cena musical nessa cidade?
TW: Teve uma época que sim e era incrível crescer no meio dela. Mas ela meio que desapareceu quando todo mundo da nossa idade saiu de lá para explorar o mundo. Fizemos a mesma coisa, mas a gente sempre acabava voltando para Kettering. É um porto seguro. Ainda há umas bandas aparecendo, no entanto. Espero que um dia ela volte a ser tão musical como era antigamente.

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P: O que podemos esperar do próximo álbum?

TW:
Sun Structures foi todo planejado, passo a passo. A gente realmente queria um álbum definitivo para se tocar do começo ao fim, com um tema em comum, e acho que atingimos este objetivo. Mas, para o nosso próximo disco, queremos fazer um processo diferente para atingir outros objetivos. Depois de tocar muito ao vivo, aprendemos a desenvolver nossas ideias de outra maneira. Estamos gravando o tempo todo este ano e estamos bem empolgados para ver como vai ficar.

P: Tem algum músico ou alguma banda com quem vocês gostariam de tocar ou fazer uma colaboração?
TW:

Ainda estamos na fase de sermos autossuficientes. Nunca iremos ignorar a oportunidade de trabalhar com alguém, mas nosso modo de escrever música é tão único, que teria que ser uma situação perfeita para entregar esse controle nas mãos de alguém.

P: Vocês conhece alguma banda brasileira ou sabem algo sobre nossa música?
TW:
Os Mutantes foram uma banda essencial para se ouvir quando a gente era mais novo. Assim Assado também. O Brasil ainda tem muitas bandas que a gente precisa descobrir, é pop music sempre com uma sonoridade ousada, aventureira.

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