Em tennis court:

Lorde fofura remixada pelo Diplo malandragem. Ficou incrível, óbvio

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Começou a aparecer o resultado do bizarro encontro em águas da Nova Zelândia da mocinha Lorde com o tubarão do funk zoeira Diplo, do começo do ano. Todo mundo achou engraçado quando em janeiro Lorde anunciou em seu Instagram que ela ia levar o produtor americano para pescar, nadar e fazer “tubing” perto de Auckland, onde segundo disseram Diplo foi bater na porta de sua casa para convidá-la a colaborar em seu novo álbum. Pois então.

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Daí que agora Diplo bota seu suíngue malandro na delicada “Tennis Court”, de Lorde. Não precisa falar que ficou demais. O título desse remix é bem bom e mexe com uma lenda do tênis americano. Ficou “Tennis Court – Diplo’s Andre Agassi Reebok Pump Mix”.

Equivale dizer que Lorde ganhou o chamado “tratamento Diplo”. Ou que Diplo pescou a Lorde.

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Lorde já tem 17 anos, canta meia hora no Letterman e acha tudo muito loko

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* Ela começou na música aos 12 anos de idade. Aos 14 assinou seu primeiro contrato sério com gravadora. Aos 16 teve uma música em primeiro lugar nos EUA tanto na parada da “Billboard” quanto na do iTunes. Acabou de fazer 17 anos, semana passada, e foi parar em foto no Facebook do David Bowie em Londres e em session de meia hora no programa do David Letterman, que atinge milhões de espectadores na TV americana. Fora que, foi anunciado recentemente, vem a São Paulo em abril do ano que vem cantar no Lollapalooza Brasil.

Não está fácil a vida da cantora neozelandesa indie minimalista Lorde. Ou, por outro lado, é a vida mais “fácil” do mundo atualmente.

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A garota que segura seu sucesso estrondoso na voz e na dança bem esquisita (Li no Twitter uma fã dizer “Eu amo a Lorde, mas quando ela dança parece que está tendo convulsão”) ainda fez uma cover soturna bizarra para um clássico do clássico Tears for Fears, e seu hit “Everybody Wants to Rule the World”. Tal cover vai ser lançada na trilha do próximo filme da série “Hunger Games” (“Jogos Vorazes”). Essa no caso, a versão, achei “over”.

E ontem foi ser recebida pelo Letterman. No programa, em si, cantou a bonita “Team”, seu novo single em cima do single “Royals”. É a música em que ela mais parece Lana Del Rey.

Para a internet do Letterman, dentro do pacote do programa, Lorde fez uma apresentação de quase meia hora, que foi transmitida ao vivo ontem à noite. Na segunda música, cantou minha favorita dela: “Tennis Court”.

“Tennis Court” foi o primeiro single de Lorde a aparecer em rádios independentes americanas, no começo do ano, muito antes do furacão “Royals”. Lembro de ter achado a música linda e quando procurei saber mais sobre ela já tinha umas 100 versões para karaokê disponível no iTunes. Senti que tinha alguma coisa muuuuuito estranha com essa teenager neozelandesa esquisitinha. Mas não imaginava que…

Quando foi começar a cantar “Tennis Court”, imediatamente antes Lorde tomou um bom gole d’água e soltou um “It’s so crazy…”.

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Lorde espremida entre David Bowie e a atriz Tilda Swinton em foto que foi parar no Facebook do mitológico cantor inglês

Parece que nesta semana ela já saiu com a outra teen dourada, a Taylor Swift, e já revelou que deve colaborar com Rihanna em alguma coisa, além de querer que o Diplo faça algo para ela. Em “Royals”, Lorde canta, fechando a música: “Let me live that fantasy”.

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Lorde is the queen. Cadê seu Deus agora, Lana del Rey?

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* Então, Laninha del Rey. A gente precisa conversar, antes que você chegue ao Brasil. Espero que isso não cancele seu show aqui. Mas faz um tempo já eu tenho outra. Ela é da Nova Zelândia. E tem 16 anos. Eu sei…

A garotinha kiwi LORDE está chapando a música pop. Virou princesa indie da Sirious XMU e agora até da parada da Billboard. Conheci a moça achando que era mais uma música inédita vazada da Lana del Rey. Sua “Tennis Court”, maravilhosa, tocava sem parar nas rádios indies americanas e eu toda vez levava uns três segundo para dissociá-la da Lana. Dessa música fui para trás, porque em outubro/novembro, ainda com 15 anos, ela lançou o “The Love EP, incrível. “Tennis Court” originalmente não estava no EP neozelandês, mas foi colocada no americano. Outra que estava no EP, a acachapante “Royals”, sumiu da versão “off-Nova Zelândia” para virar o primeiro single do primeiro álbum dela. E aí o bicho pegou de vez.

“Royals” é uma das faixas que puxam o disco cheio “Pure Heroine”, lançado internacionalmente na semana passada, mas na internet pelo menos desde o começo de setembro. Foi lançado como single em março e aí começou uma carreira meteórica. Virou primeiro lugar na Nova Zelândia e Austrália. Até aí, beleza. Depois virou primeiro lugar do Hot 100 da Billboard americana, desbancando “Wrecking Ball”, hit da porn-disney Miley Cyrus. Lorde é a primeira artista solo da Nova Zelândia a pegar o trono da parada dos EUA.

“Royals” é uma pérola. A melodia é lindinha, a voz dela é um veludo para a alma e a letra fala da bronca que ela tem da música pop de “celebridades”. Ou de celebridades na música pop. Numa entrevista recente para a MTV americana, ela disse que todo mundo tem vergonha de fazer música pop, porque querem ser associados ao Pitchfork. E não precisa ser assim, segundo ela. Música pop não necessariamente tem que ser uma coisa estúpida e música indie não precisa sempre ser boring. Tem um meio termo para fazer coisa boa. Lorde tem 16 anos, galera.

“Royals”, que também é o atual número 1 no iTunes em “songs”, tem parte da letra que diz, em inglês “Let me be your ruler (ruler)/ You can call me queen bee/ And baby I’ll rule, I’ll rule, I’ll rule, I’ll rule/ Let me live that fantasy… We count our dollars on the train to the party/ And everyone who knows us knows/ That we’re fine with this, we didn’t come from money”. Fofa.
Lorde foi nesta semana no programa “Good Morning America” e no “Late Night with Jimmy Fallon”, do nosso amigo (Alguém viu vídeo disso?). Nessas ela contabilizou alguns milhões de audiência. Mas na semana que vem, dia 9, ela vai no programa da Ellen DeGeneris. Aí…

Lorde tocou nesta semana em Nova York, sua primeira passagem na cidade. Uma em Manhattan, outra no Brooklyn. Confira “Royals” e “Tennis Court” em duas gravações bizarras do show do Webster Hall, em noite esgotada.

Ah, o nome da Lorde, real, é Ella Yelich-O’Connor. E, viu, Lana, ela diz que é sua fã.

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