Em Terno Rei:

CENA – Quem falou que ele não vinha? Festival Bananada confirma primeira leva de atrações, com Criolo mais 19

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* Toma Criolo, Jaloo, Felipe Cordeiro e mais 17 atrações. Agora em agosto, o festival goiano Bananada sai do primeiro semestre mas não perde a majestade de ser um dos principais festivais da cena independente brasileira. O evento do Brasilzão Central, que em 2019 faz sua 21ª edição, confirmou hoje os 20 primeiros nomes que se apresentarão em Goiânia dos dias 12 a 18 de agosto.

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Fora os já citados, o Bananada escala de início, ainda, Tulipa Ruiz & João Donato, Romero Ferro, Terno Rei, os lollapaloozas Brvnks e E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante, Tuyo, O Quadro, Raça, Demonia, Drik Barbosa, Jéssica Caitano, Saskia, Jadsa e a banda indie-ançiã Magüerbes, que nasceu em Americana (SP) no calor grunge e vai fazer no Bananada seu show de 25 anos.

Essa foi a parte brasileira. O Bananada põe para circular por aqui, também, grupos gringos, ao botar para tocar os colombianos Frente Cumbieiro e os portugueses Paus.

Os ingressos para o Bananada 2019 já estão disponíveis aqui. O local da edição 21 do Bananada ainda está em negociação.

Espere mais leva de bandas para breve.

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* A foto do Criolo que ilustra o destaque da home para este post é de Gil Inoue.

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CENA – A hora e a vez do Terno Rei. Disco novo deve puxar o sarrafo indie para cima

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* Muito indie para ser MPB, muito MPB para ser indie, a banda paulistana de som “largo” Terno Rei, uma das prediletas da Popload nesta pulsante CENA brasileira, toca amanhã, dia 15, no Z, clube do Largo da Batata, em São Paulo, com os ingressos já esgotados faz uns dez dias.

O show deles, nu e cru, já era despretensiosamente muito bom, e agora a expectativa fica altíssima porque eles acabaram de lançar um delicioso novo disco, “Violeta”, o terceiro álbum, que traz um punhado de músicas acima da média, deles mesmos e da cena, um trabalho de estúdio que vem carimbado pelo importante selo indie Balaclava Records. Amanhã é o primeiro show pós-lançamento.

O disco novo, a ótima recepção dele em audição nas plataformas de streaming onde foi lançado e o reflexo de tudo isso tanto nas bilheterias quanto já na bela agenda de futuros shows prometem botar o Terno Rei (não confundir jamais com O Terno ou Del Rey) num patamar elevado nos line-ups de festival no Brasil, quando “Violeta” for mais bem assimilado e a transposição de suas belas e novas músicas no palco fizerem igual ao outros dois discos (Vigília, 2014, e “Essa Noite Bateu Com um Sonho”, 2016): deixar o quarteto paulistano ainda melhor ao vivo que em estúdio.

E ao vivo o Terno Rei estará, além de amanhã no Z, no SESC Belenzinho dia 30 de março e no Balaclava Fest, em 27 de abril, junto com os britânicos e inéditos Ride, já que a Balaclava, “dona” do Terno Rei, não iria jamais deixar de escalar sua própria “bola da vez”. Porto Alegre, Sorocaba, Chapecó (SC) e Maceió são alguns dos caminhos do Terno Rei até abril, para levar seu “Violeta”, um disco coeso nessa intersecção estranha de indie de guitarras com música brasileira, como se um jovem Belquior contido e paulistano fosse o band leader de uma banda de dream pop de Los Angeles, usando termos atuais nas letras, como “simetria muito tosca”, ou típicas do saudoso artista cearense: “vento nos cachos”.

Se a CENA de hoje no Brasil é naturalmente variada como nenhuma outra de nova música, porque pode ter hip hop, eletrônico, rock, punk, folk, MPB, hip hop, tudo em inglês, tudo em português, às vezes linguagem híbrida, o Terno Rei contribui para isso tocando com qualidade única em algumas dessas vertentes, ou não se colocando em nenhuma. Com isso, e com essa identidade brasileira de não ter identidade, puxa o sarrafo do indie nacional para isso.

Tirando que em “Violeta” vemos/ouvimos uma banda paulistana com uma MPB paulista falando sobre SP, inclusive tendo uma faixa (maneiramente boa) chamada exatamente isso aí: “São Paulo”.

Se a Popload tivesse uma rádio, eu botaria uma música como esta “São Paulo” na programação. WAIT!!!

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* A foto que ilustra a chamada da home da Popload para este post é de Hannah Carvalho.

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CENA – O festival Circadélica no sábado: Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Terno Rei, MQN e mais

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* Popload em Sorocaba.

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Triunfante picadeiro indie esprimido entre um rio e uma estrada em Sorocaba, o Circadélica Festival em sua porção maior, nas tendas, teve dois pesos pesados da música independente nacional fazendo shows absurdos no palco principal: Far From Alaska e Boogarins. No palco indie-indie, o segundo, dos que eu vi o MQN fez um show, digamos, tumultuado, a cara deles. Terno Rei e Ludovic, cada um na sua vibe e no seu horário, foi de uma beleza comovente também. Galera teen empolgou os e foram empolgados por Dead Fish, Scalene e Vespas Mandarinas. Eu tava sem óculos na hora, mas eu tive a impressão de ter visto a St. Vincent tocar guitarra no show do Vespas. Posso estar enganado.

Em fotos e vídeos, um pouco do sábado do Circadélica Festival.

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O Circadélica foi armado, realmente, num… circo

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Até o Jimi veio para Sorocaba, conferir o Circadélica. “A vibe está melhor que no Isle of Wight”, afirmou

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Carol Alleoni, da banda de dream pop Travelling Wave, de Piracicaba, em show elogiado no Circadélica

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Emmily Barreto, vocalista do Far From Alaska, talvez o show mais cheio do festival

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Calma. Ele só está abrindo uma latinha de tinta

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Dono do negócio, o Wry se apresenta em casa no Circadélica

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A banda Terno Rei, de SP, fazendo mais um de seus shows classe, em Sorocaba

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Sem palhaçada, o Circadélica é um dos festivais indies mais legais do Brasil

** As fotos deste post e a da home da Popload, tirando a do “Jimi Hendrix” e a da tenda, são de Fabrício Vianna.

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CENA – MQN abre o Circadélica. Boogarins fecha o dia. No meio tem Far From Alaska, Terno Rei, Dead Fish, Ludovic, Wry…

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* Popload em Sorocaba. Circadélica Festival, dia 1.

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Depois de duas noites boas trancado num clube, o “templo indie” Asteroid, o Circadélica festa chega ao… circo. Com dois palcos e som rolando das 13h às 23h, o festival sorocabano começa logo de cara com um expurgo rock’n’roll em alto (bem alto) e principalmente em bom som. Patrimônio do indie brasileiro há 20 anos, o grupo goiano MQN abre aqui no interior, logo às 13h, um giro de três apresentações paulistas, que segue amanhã no Centro Cultural SP (festival Centro do Rock) e culmina num show pequeno e especial no clube Breve, na segunda. Tudo na companhia dos conterrâneos internacionalmente famosos, os Boogarins, que fecham a programação deste sábado do Circadélica.

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Garage rock from hell, o MQN, sob o comando do capo goiano Fabrício Nobre, esteve no primeiro Circadélica, em 2001. A banda abrir o festival é cheio de simbologias indie nacionais variadas.

A Popload esteve com o MQN ontem à noite no Black Estúdio, num canto de Sorocaba, no ensaio da banda para a minimaratona paulista. Banda de 20 anos, meia horinha fechada numa sala preta minúsculo, som muito alto, seis músicas quase que sem interrupção e pá: estão prontos para o rolê.

** O Circadélica Festival, em seu primeiro dia, terá ainda Far From Alaska, Vespas Mandarinas, Vivendo do Ócio, Scalene, Ludovic, os proprietários Wry, Terno Rei, Justine Never Knew the Rules, Dead Fish, Pense, Bit Beat Bite Bright, Valveline, Travelling Wave, The Biggs e Ego Kill Talent. Programação agitada.

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CENA – Jorge Ben Jor, as mulheres, o frio, a Flor de Sal. Fotos e vídeos do incrível festival-arte MECAInhotim

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* Obras de arte, parque lindo, shows, discotecagens, frio, calor, pães de queijo, camping, barraca, yoga, campeonato de passinhos, palestras e a tal banda Flor de Sal. Teve de tudo na segunda edição que o MECAInhotim, festival da plataforma multieventos MECA, realizou no último final de semana (de sexta a domingo) no excepcional parque de arte contemporânea Inhotim, em Minas Gerais.

Alheio a polêmicas de redes sociais de dias anteriores, eu não tinha ideia quem era aquela banda de um casal tocando MPB com letras hippies esquisitas, quando cheguei para minha discotecagem no festival gaúcho-paulistano realizado em terras mineiras. Como a programação do sábado estava um pouco atrasada (já falo da sexta), consegui ver inteiro o show da banda criada pelo departamento de marketing da marca carioca Farm, um dos principais nomes da moda feminina do país que virou selo de música e já tem um primeiro produto, a Flor de Sal, os Sex Pistols da MPB de lifestyle carioca e “natureza feminina”. Show histórico para a CENA. E para mim, que não sabia o que estava acontecendo quando vi meninas com rabos de dinossauro dançando diante daquela banda até então a mim desconhecida.

No dia anterior, o de abertura do festival-arte, foi o selo indie paulistano Balaclava que tomou para si a programação do MECAInhotim, botando no palco principal a engajada e carioca Ventre, outra de forte voz para as mulheres, por causa da intercalação de música e discurso da baterista Larissa Conforto. O também paulistano Terno Rei e o mineiro M O O N S completaram a trinca Balaclava que fizeram pesar as guitarras no evento. Gratidão! :))

Temos vídeos pouco-ortodoxos da apresentação de Terno Rei e Ventre, ambos filmados do palco por Matheus Fleming.

O sábado, das atrações principais, enfileirou a rapper responsa Karol Conká, o bailão indie do grande Jorge Ben Jor e a discotecagem “variada” do badalado DJ espanhol Pional. Ben Jor mandando hit atrás de hit comandados por sua guitarrinha à la Nile Rodgers (Chic) e regendo a sua banda pelo microfone: “Mais groove aí”, “Agora mais funk”. Gênio. Desta noite, temos o vídeo da Karol Conká mandando seu mais recente single, “Lalá”, que versa sobre “O Sexo Oral Feminino e a Eventual Discrepância Masculina”. Boom!

Na real, por tudo que abarcou e propagou, o delicioso MECAInhotim foi um festival-arte, mas também um festival-mulher. As atrações de destaque do palco 2 do evento, logo na entrada do parque e dado o nome à marca de energético TNT, foram Luiza Lian e Sue Sue no sábado, e a bombada Tássia Reis no domingo. Ainda no domingo, mas no palco principal, o que fez se ouvir, entre outros shows (Lumen Craft mandou bem), foi a voz de Lia Paris.

De resto, algumas fotos gerais desta segunda edição do festival-style MECAInhotim, que segundo divulgação fez circular 9 mil pessoas pelo parque de Brumadinho, neste último final de semana.

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Jorge Ben Jor comandando o bailão indie no MECAInhotim

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A galera no primeiro dia do MECAInhotim

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Karol Conká tombando com os meninos do passinho do Lá da Favelinha

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A Olívia Nicoletti e a blusa que (também) norteeou o festival

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A galera

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Karina Zeviani, a cantora da falada banda Flor de Sal

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O DJ Pional, que tocou no sábado

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O festival-arte-fashion MECAInhotim e sua coleção inverno

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** As fotos de shows deste post são do I Hate Flash. As de galera, do Rafael Morse.

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