Em Terno Rei:

CENA – Terno Rei libera sua história em filme de uma hora, que traz uma session ao vivo da banda

1 - cenatopo19

* Antes de neste final de semana fazer dois shows esgotados no Fabrique, na Barra Funda, no sábado e no domingo, a banda paulistana Terno Rei lançou no Youtube, na sexta, seu caprichadíssimo documentário “Onde Vou Agora?”, que abarca os 10 anos de carreira da banda, em depoimento de seus integrantes e com várias imagens de arquivo.

O filme conta a história do Terno Rei desde o primeiro show em 2010, para 20 pessoas, num hospital desativado, até esse hype indie que foi o álbum “Violeta”, o terceiro do grupo, lançado pela Balaclava Records em 2019.

Todas as lembranças narradas pelos rapazes do quarteto, que um dia cogitou a terminar no meio de uma turnê pelo Nordeste, traz intercalando o papo uma session ao vivo na casa de dois dos integrantes, que numa era serviu de local de shows do Terno Rei apertados na sala, que comportava caóticas 200 pessoas.

A apresentação deles no doc mistura músicas de todas as fases do Terno Rei. O setlist é este aqui, com a respectiva minutagem:

01:25 – yoko
07:25 – manga rosa
12:24 – a prosa
17:46 – não dá mais
21:16 – estrago
26:26 – saudade
31:14 – ela
35:37 – sinais
40:20 – criança
45:54 – dia lindo
48:54 – solidão de volta
55:07 – estava ali
59:30 – vento na cara

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Strokes, Miley Cyrus e Foo Fighters comandam o bombado Lolla Brasil 2022, na retomada dos grandes festivais no país. Lista tem Idles, King Gizzard e Caribou!!!!

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* Parece que se passaram 100 anos desde o último grande evento no país, mas nos dias 25, 26 e 27 de março do ano que vem acontece em São Paulo, finalmente, o megafestival Lollapalooza Brasil, que anunciou nesta quinta-feira todas as atrações de sua nona edição. E já apresentando suas atrações dia a dia.

Numa trinca de headliners americana e toda ela rock, The Strokes (sexta), Miley Cyrus (sábado) e Foo Fighters (domingo) são as atrações principais do próximo Lolla BR.

Destes nomes de maior destaque, apenas Miley Cyrus, que transitou por várias vertentes musicais e parece ter se achado mesmo no rock’n’roll, é uma atração quase inédita no festival brasileiro. Ela veio uma única vez, há sete anos e numa outra pegada, mais dance.

Logo abaixo dos declarados principais, nomes fortes ligados ao rap pop, rap rock ou rap rap, mesmo: Doja Cat, ASAP Rocky e Kehlani engrossam a lista do Lolla. Dá até para botar o bombado Machine Gun Kelly nesse bolo.

Um time de “atrações com cara de Popload” são dignos de fazer a gente chegar cedo a Interlagos para ver. Bandas como Idles, King Gizzard & The Lizard Wizard, Black Pumas e Turnstile estão no Lolla Brasil 2022, junto com o maravilhoso Caribou, a musa Phoebe Bridgers e até o hoje veterano inglês The Wombats tocam no festival brasileiro. O DJ e produtor Kaytranada, ali no meio dos eletrônicos, também “é nosso”. A galesa Marina ex-and the Diamonds e a americana Remi Wolf se juntam a essa lista.

A armada brasileira que engrossa o Lollapalooza paulistano vem forte, neste ano de retomada: Pabllo Vittar, Emicida, Silva, Edgar, Terno Rei, Djonga, Jup do Bairro, Gloria Groove, Matuê, Jão, Clarice Falcão, MC Tha, Rashid, Fresno e os meninos do Menores Atos são alguns dos nomes brazucas do line-up do Lolla BR.

A galera emo está bem representada no Lolla: A Day to Remember e Alexonfire está no festival.

Veja o pôster oficial do Lollapalooza Brasil, abaixo:

[LOLLA] LINEUP DAY 2022_V18

* Acompanhe as redes do @lollapaloozabr para informações importantes de ingressos já comprados em 2020, novas vendas e protocolos de segurança.

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CENA – Conexão Balaclava reúne domingo Terno Rei e Samuel Rosa para papo e música

1 - cenatopo19

* Sabia que a turma da banda indie Terno Rei é fissurada no Skank? Quem escuta a banda talvez não perceba a influência, mas é isso que a gente descobre no papo que rolou durante a reunião inédita do grupo indie paulistano com o líder do famoso grupo mainstream mineiro.

Esse encontro entre Terno Rei e Samuel Rosa, um quase ex-Skank já que a turnê de despedida da banda ficou meio desencontrada por conta da pandemia, é uma novidade criada pela turma sempre ligeira da Balaclava Records e vai ser transmitido pelo Youtube no próximo domingo, dia 3, às 18h.

A ideia se chama Conexão Balaclava. Nesse rolê, dois artistas de diferentes lugares e gerações colocam sua obra frente a frente e batem um papo sobre a estrada e a carreira, enquanto repassam músicas de ambos em conjunto.

Essa primeira edição do Conexão Balaclava com Samuel Skank e Terno Rei foi gravado em São Paulo. Com um bônus: as músicas resultantes do programa vão para as plataformas digitais também, no dia seguinte, ampliando a proposta do encontro. Já tem pre-save e tudo.

Se ligue no trailer e já deixa a notificação habilitada:

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Top 50 da CENA – O sangue negro de GIO tem poder. Parte 2 da Tuyo mantém trio no topo. E a Linn da Quebrada segue no pódio

1 - cenatopo19

* Pensando aqui se esta semana tem algum marco temático. Parece que não. A gente já estava de olho no GIO, a gente já ama a Tuyo, o alcance sonoro do Valciãn, a Mary chegou na gente via Mahmundi, outro amor nosso. Bruno Bruni e Terno Rei também são outras obsessões da casa. Sem falar nos outros sons que seguem mais uma semana no nosso top 50. Acho que encontramos um tema: nossa playlist semanalmente atualizada é o nosso amor por essa CENA maravilhosa que é a brasileira. Você ainda não se apaixonou, não?

giotopquadrada

1 – GIO – “Sangue Negro” (Estreia)
O novo álbum do baiano GIO, anteriormente conhecido como Giovani Cidreira, é uma ida a sua ancestralidade com a chave do afrofuturismo. A faixa “Sangue Negro”, escrita com o primo Filipe Castro, abre a obra – no YouTube um curta deles mostra as origens da família de GIO e suas histórias. Ao resumir um pouco da ideia do disco, Gio escreveu: “É sobre não esquecer que somos pessoas iluminadas, detentoras de um poder ancestral, de um potencial que o sistema racista, que nos mata todos os dias e nos entrega sobras, descarta e nos faz esquecer, retirando o direito de existir na memória, na musicalidade e nas experiências culturais deste país.” Este álbum vai longe, em vários sentidos.

2 – Tuyo – “Turvo” (Estreia)
Velha conhecida dos fãs, “Turvo” é uma canção que finalmente o trio curitibano resolveu colocar em disco. E a vez dela chegou em “Chegamos Sozinhos em Casa, Vol. 2”. Porém, “Turvo” aparece totalmente descontruída da versão conhecida pelos fãs. Acelerada, mais eletrônica e mais suingada, é de longe das canções mais viciantes do álbum. Esta é para tocar um milhão de vezes por aí.

3 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (1)
Que álbum é esse, Linn Da Quebrada? Ela conseguiu repetir o difícil feito de bater de frente com uma grande estreia e seu segundo disco é uma nova superobra em uma simbiose linda com a parceria/DJ/produtora Badsista. Ao propor uma nova sonoridade, Linn lança o questionamento e provoca “algoritmos, gêneros e rótulos” e também a plateia ao apresentar um lado seu que ainda não observamos.

4 – Mary Olivetti – “Black Coco” (Estreia)
Filha do mestre Lincoln Olivetti, a DJ e produtora Mary resolveu reler uma joia do pai, no caso este hit dos anos 70. Na versão atualizada, os vocais são da maravilhosa Mahmundi, que só chegam aos 2 minutos da música. Deu para entender um pouquinho da brisa que são esses seis minutos de som?

5 – Rodrigo Amarante – “Maré” (2)
Um outro segundo disco solo que honrou o compromisso é esse do Amarante, o recém-lançado “Drama”, tão bom quanto a estreia solo. Belas canções e proposta acertada de cantar outros mundos e amores possíveis – sem medo do drama. Falar de amor é sempre revolucionário.

6 – Valciãn Calixto – “Desmitificando Pombagira” (Estreia)
O piauiense registra aqui sua mistura única de funk, axé, swingueira, capoeira, salsa, candomblé e xote, temperada pela sua capacidade enorme para fazer letras simples e bacanas, diretas. E parte para cima de uma tema urgente no Brasil: desmitificar elementos do candomblé e da umbanda. Não por acaso, seu novo EP que saí em breve vai levar o nome de “Macumbeiro 2.0”. Menino bom.

7 – Tagore – “Capricorniana” (3)
Rapaz, que hit imediato o pernambucano Tagore conseguiu criar aqui. Uma conversa direta com o melhor que a música psicodélica na tradição brasileira já produziu – e pop até umas horas, já que a turma curte papo de signo ou “astrologia de buteco”, segundo o próprio vocalista/compositor/guitarrista Tagore Suassuna – até os haters. Afinal haters gonna hate.

8 – Zopelar – “Jump” (4)
Bem interessante esse espertíssimo trabalho do conhecido DJ e produtor de eletrônica da agitada noite e madrugada paulistana, o Pedro Zopelar, de olhar para o passado da música brasileira a partir das pistas – um dos locais onde a música que o toca respira e vive. E conta história. “Um tributo aos DJs dos Bailes das antigas que foram responsáveis por disseminar a mensagem do Funk e Soul em SP”, ele diz. E, ouvindo, nos sentimos indo a esse passado bonito.

9 – Bruno Bruni – “A Onda” (Estreia)
Indie de alma jazz ou o contrário, Bruno Bruni começa a dar as pistas de seu novo álbum. Se “Broovin”, sua estreia, era o trabalho de um homem só, “Broovin II” traz muitos músicos em cada som. A festiva “A Onda” é só o primeiro indicio do que essa mudança de temperatura traz para a obra do músico.

10 – Terno Rei – “Medo” (Estreia)
Chapamos na estética anos 80/rádio retrô desse som. Ainda que esteja em “Violeta”, álbum do Terno Rei lançado em 2019, a banda lançou só agora um vídeo para ela e fez a gente relembrar o quanto ali está um puta disco. Dali a gente vai por “Yoko”, “São Paulo”, “Dia Lindo”. É esperar a pandemia acabar para ver um show dos caras.

11 – Bonifrate – “Cara de Pano” (5)
12 – Nelson D – “Nossa Flecha (L_cio Remix) (6)
13 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (7)
14 – Criolo – “Fellini” (8)
15 – Bruxas Exorcistas – “Vade Retro Satanás” (9)
16 – Fusage – “Fearless Soul” (10)
17 – Marisa Monte – “Medo do Perigo” (11)
18 – Yannick Hara e Dy Fuchs – “Stalkers e Haters” (12)
19 – Lucas Ranke – “Alucina” (13)
20 – ATR – “Intro’ (14)
21 – Amaro Freitas – “Sankofa” (16)
22 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (17)
23 – Nill – “Singular” (23)
24 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (24)
25 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (25)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
27 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (27)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
29 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (29)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (32)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
35 – Mulungu – “A Boiar” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
39 – Zé Manoel – “Como?” (39)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, GIO, ex-Giovani Cidreira.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

Popnotas – Idles distribui ingressos entre médicos e enfermeiros. Festival Amparo começa hoje para ajudar casas culturais de SP. Terno Rei libera o vídeo purgatórico para “Medo”. E o Young Thug grava o “Tiny Desk” no jardim

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– A banda inglesa Idles vai tornar para lá de especial seu show de Bristol, a terra deles, marcado para acontecer na área pública de eventos Clifton Downs no começo de setembro, dia 3. Dos 10 mil ingressos para essa apresentação, 2 mil entradas estão separadas para trabalhadores do serviço de saúde britânico (NHS), médicos/as e enfermeiros/as da cidade e região, que trabalham na linha de frente na pandemia da covid-19. É um “gesto de gratidão”, segundo a banda. “Não é muito, mas é nosso agradecimento por seu inacreditável trabalho e envolvimento nos últimos 18 meses”, diz mais ou menos assim o tweet postado hoje pelo grupo. A banda informou ainda que, se algum profissional da área médica tiver comprado o ingresso para o show de 3 de setembro em Bristol, eles vão ficar felizes em devolver o dinheiro. Esse concerto em Bristol vai ser tipo um
“festival do Idles”. A banda vai revelar o line-up amanhã.

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CENA – Começa hoje às 19h e vai até domingo, na internet, o Festival Amparo, evento online que visa ajudar mais de 100 espaços culturais de São Paulo a se manterem vivos, depois desses 18 meses de inatividade (e contando). A programação, bancada pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade, é vasta e terá música, dança, teatro, circo e outras performances. Rincon Sapiência, Francisco el Hombre, galera da festa Batekoo e Anelis Assumpção são algumas das atrações. O evento todo acontece em três canais/”palcos” no site do Festival Amparo, onde você confere também toda a programação. Esses canais são nomeados como CCSP, Galeria Olido e Vila Itororó. Um dos destaques desta noite de abertura é o show do Projeto Unknown e de Tito Martino Jazz Band representando a casa JazzNosFundos, uma das que sofreram a consequência desastrosa para a música nesta época pandêmica e tenta sobreviver. O streaming será das 23h15 à 0h15. Na sexta-feira, no mesmo horário, terá a transmissão do show da banda Francisco, El Hombre (foto na chamada da home da Popload), gravado no mês passado no Cine Joia.

Festival Amparo from Secretaria Municipal de Cultura on Vimeo.

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CENA – Saiu o vídeo da banda paulistana Terno Rei para “Medo”, bela faixa ainda do belo disco “Violeta”, lançado em 2019 sob o selo Balaclava Records. Como prometido, a produção estreou nesta meia-noite, no canal do Youtube da banda. O vídeo, esteticamente todo lindão, é uma tradução sensorial da letra da música. “Certamente nós já ouvimos ‘Medo’ mais de cem vezes e, a cada novo play, somos dragados para dentro desse lugar que não sabemos dizer exatamente o que é. Tanto céu quanto terra; tanto livre quanto detido; tanto exuberante quanto melancólico”, tentou explicar Giordano Maestrelli, um dos co-diretores, ao lado de Duran Sodré, da produtora Vira-Lata. O lado visual de “Medo” foi filmado, em grande parte, em locações como Ilha do Mel, Cânion Guartelá (situado no planalto dos Campos Gerais) e região metropoltana de Curitiba, no Paraná.

– Tudo sem parecer o mínimo com uma “tiny desk”, o rapper americano Young Thug gravou em um jardim de Los Angeles sua “Tiny Desk”, programa online dos nossos prediletos que “aprisiona” bandas e artistas em lugares pequeninos, em tempos pandêmicos, em um escritório com mesa e estante e cadeiras mesmo, quando o mundo permite. Essa session tinydeskiana do rapper da Georgia, de cinco músicas em 13 minutinhos, foi ao ar hoje. O rapper está para lançar a qualquer momento, atenção, “Punk”, seu segundo disco, que vem suceder a estreia, “So Much Fun”, que saiu em agosto de 2019. E esse “Tiny Desk” é um treininho para seu novo momento. As faixas tocadas foram “Die Slow”, “Droppin Jewels”, “Hate the Game”, “Tick Tock” e “Ski”.

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