Em terrence malick:

SXSW – Filme de Terrence Malick mostra tretas amorosas na cena musical de Austin

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* Começa hoje, segunda, em Austin, Texas, a etapa musical do impressionante South by Southwest, a maior vitrine de nova música do mundo, seja por bandas novas ou veteranos procurando novos espaços no mercado. A palavra “nova” e o nome do Sxsw andam juntos desde o final dos anos 80.

O Sxsw já movimenta uma das mais incríveis cidades americanas desde a semana passada, por causa do festival de interatividade e de cinema, ambos importantíssimos também para quem quer entender o mundo hoje e principalmente o mundo de amanhã nessas áreas.

Mas a música, suas mais de 2200 bandas tocando em mais de 90 espaços (o que significa ginásios gigantes e palcos na rua, no topo de restaurante, quintal de loja, estacionamento de churrascaria), do meio-dia fora da programação até à noitão em programação oficial, com grupos de 67 países se apresentando por dois dias de folia sonora, começa hoje, um pouco mais “modesto” que os outros dias, mas ainda assim com shows do maravilhoso !!! e solo da Cindy Wilson, que era do B-52s.

Uma galera brasileira representará nossa CENA em Austin. Boogarins, Autoramas, FingerFingerrr e o Maglore são alguns dos nomes que se apresentam no Sxsw.

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Na verdade, a música do Sxsw começou na mostra de cinema, quando no final de semana foi exibido o aguardadésimo filme novo do diretor americano Terrence Malick , “Song to Song”. A produção, que estreou no Sxsw e entra em cartaz nos EUA nesta semana e dizem chegar ao Brasil em abril, tem só gente badalada: Ryan Gosling (o cara da foto lá em cima), Natalie Portman, Rooney Mara (a mina da foto lá em cima) e Michael Fassbender no elenco. A trama? Dois triângulos amorosos em meio à cena musical de Austin. Se for para esticar o elenco, ainda que em ponta, temos no filme Iggy Pop, Patti Smith, os Chili Peppers, Johnny Lydon, a Florence, os Black Lips, Lykke Li, até a Cate Blanchett e o Val Kilmer.

Velho parceiro meu de South by Southwest, o publicitário e brother Rafael Urenha está em Austin desde a semana passada com a antena ligada para as novidades do Sxsw. Ele viu o “Song to Song”, do Malick, e conta para nós o que achou sobre o show. Ou melhor, o filme.

‘Song to Song’, o filme que teve sua premiere mundial na noite de abertura do SXSW 2017, é por vários aspectos um clássico filme de Terrence Malick. A narrativa flui livremente por entre imagens de cair o queixo do começo ao fim, seja um lago banhado pela luz do sol ou um moshpit de punks num festival de música.

O casting é a fina nata do cinema atual: Ryan Gosling e Rooney Mara, como músicos aspirantes em Austin, e Michael Fassbender, o perturbado executivo de gravadora. Mas ainda tem Natalie Portman, Cate Blanchett, Holly Hunter e Val Kilmer (quase reprisando uma cena de “The Doors”).

A impressão que dá é que nenhum ator recusa quando Malick chama. Ainda assim, palavras como ‘desafiadora’, ‘dolorida’, ‘diferente’ foram repetidas pelos atores na hora de resumir a experiência de filmar com o aclamado diretor, durante o papo ao vivo que antecedeu a estreia do filme.

O casting é completado pela participação especial de Likke Li, Patti Smith, Iggy Pop, Johnny Rotten, os Red Hot Chili Peppers, todos bem à vontade nos bastidores dos shows.

Mas não se engane. O filme é sobretudo uma investigação livre e não linear sobre relacionamentos, traições, obsessões, tudo isso com a cena musical de Austin como mero pano de fundo.

Lindo de morrer, confuso e emocionante, como todo bom filme de Malick.”

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St. Vincent à tardinha, o disco novo do Radiohead, Alt-J solo em SP, o próximo do Aldo. 2015 começa depois do Carnaval

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* Se eu não encontrar você pessoalmente até quarta-feira, fica aqui meus votos sinceros de Feliz Ano Novo. Porque, você sabe, o ano começa mesmo só depois da folia. Até agora parece que ainda estamos em 2014.

E, já que voltaremos à vida quando a última nota da última escola de samba do Rio for dada e o último bloquinho parar com a batucada, preparamos aqui uma lista na linha “8 Motivos para Amar 2015”. Claro, se a água não acabar. E se sobrar energia elétrica.

Ficou assim:

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1. St. Vincent às 17 horas no Lollapalooza
Imagino que até o final de março vai estar mais fresquinho. Então, que lindo será o fim de tarde em Interlagos com a estilosa St Vincent tocando no Lollapalooza Brasil por volta das 17 horas, com seu show lindo e explosivo, Diva master deste “rock feminino” que ajuda a vestir uma saia na música americana. Ao entrar no palco, St. Vincent parece que vai desfilar na semana de moda de Paris, de tão phyna. No primeiro acorde, ela vira o Kurt Cobain, deita no chão, sobe nas estruturas, bate a guitarra no chão, pula na plateia. Não perca nem se o Lollapalooza ficar maluco e botar o Jack White no lugar.

2. Filme novo do Terrence Malick, com superelenco, gravado no meio da cena musical de Austin
Era para ter sido lançado em 2012, depois 2013, ficou para 2014 e agora juram que vai chegar ao cinema neste ano. O filme não tem nome ainda. Está sendo chamando de… Untitled Terrence Malick Project. No elenco, apenas, Ryan Gosling, Rooney Mara, Natalie Portman, Christian Bale, Cate Blanchett, Val Kilmer e Michael Fassbender. A história é a seguinte: História “leve” de traição entre dois triângulos amorosos que circulam pela movimentada cena musical de Austin, Texas. Ok? O filme tem cenas de shows de Arcade Fire e Black Lips em Austin, para citar duas bandas. E uns atores inclusive sobem ao palco para tocar, fazendo dessas apresentações parte da trama. Ok 2?

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3. Alt-J fazendo Lolla Party em São Paulo
Parece que é isso, se nada mudou. Logo, logo anunciam um show “pequeno” e solo da fenomenal banda inglesa Alt-J, em alguma casa simpática de São Paulo. Sem mais, obrigado.

4. Disco novo do Radiohead

Parece que o sucesso do grande “The King of Limbs” está pronto ou em vias de. E parece ainda que o esquema de lançamento do álbum novo, para variar, vai ser “diferente” de tudo o que já vimos. Ai, ai. Um belo dia a gente vai acordar e… toma o novo disco do Radiohead…

5. Último show dos Rolling Stones no Brasil, na história

Bem, vamos encarar a realidade. Os caras estão velhinhos. E vêm ao Brasil lááá em novembro. E não devem fazer nova turnê nunca mais, um deles já se pronunciou dizendo. Nossa última chance em vida de ver os Rolling Stones ao vivo vai ser, ainda por cima, no campo do Palmeiras. Se a gente tiver que tomar uma atitude em 2015, só uma e nada mais, essa terá que ser ver os Stones em São Paulo.

6. Disco novo do Aldo

Eu já ouvi o disco novo quase inteiro, na correria, e ouso a dizer que “Giant Flea”, o batismo desse segundo álbum do Aldo The Band, está melhor que o lindo disco de estreia desse quarteto paulistano que tem os irmãos Faria no comando. Conhecemos duas músicas, as belas amostras do que vem por aí chamadas “Sunday Dust” e “Freaking Me Out”. Já é um grande começo.

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7. Sasquatch! Music Festival
Esquece o Coachella. O festival mais cool dos EUA é este que te dá a chance de antes ou depois gastar uns dias nas incríveis Seattle e/ou Portland. Tirando que a estrada “secundária” que nos leva até ele atravessa os Twin Peaks no lado Oeste americano. O Sasquatch é realizado num anfiteatro natural em que uma ribanceira de graminha serve de arquibancada para 20 mil pessoas diante do palco principal. E, atrás desse palco, um visual de montanhas e rio, que no fim de tarde fica espetacular. Parece um quadro de natureza. E à noite vira um breu que destaca ainda mais o main stage. E pode fumar maconha (é legalizado no Estado de Washington) e beber cerveja na frente do palco, não em “cercadinho”. Neste ano o line-up está absurdo: Courtney Barnett, Future Islands, Father John Misty, Glass Animals, Alvvays, Jungle, Perfume Jesus, Sharon Van Etten, Ought e outras 70.

8. Popload Festival

Formato inovador, pequenas grandes bandas na escalação, público vendo shows cool de tão perto e com qualidade sonora tão boa que parece estar numa pista vip dentro de outra pista vip. Sendo que não tem nenhuma área além da única área que tem. Está me entendendo? Foi no Popload Festival 2014? Não?

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