Em texas:

Sxsw 2015 – Courtney Barnett (e sua legião de fãs) em dose dupla

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Ela é a bola da vez. A australiana Courtney Barnett, que enfim lança seu álbum de estreia em formato físico na próxima semana, vem sendo uma das atrações mais badaladas do super badalado South by Southwest, em Austin. Em função na cidade desde o início da semana, Barnett tem agendados cinco shows oficiais, fora aqueles não anunciados que sempre rolam aqui e ali no Texas.

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Dois vídeos profissa foram registrados pela galera dos sites incríveis Pitchfork e NPR.org. O primeiro é ela tocando “An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY)” em uma tenda bem pequena, durante o dia. O outro é para a pesada “Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party”, gravada em show no Stubbs BBQ. Olha só como os shows da menina andam cheios.

As duas faixas estão no discaço “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit”

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Sxsw 2015 – Entramos na intimidade de Cobain. Saiba como é “Montage of Heck”

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* Uma das mais badaladas atrações musicais do South by Southwest deste ano, no Texas, é um filme. O ducumentário “Kurt Cobain: Montage of Heck”, que passou apenas nos festivais de Sundance e Berlim, teve ontem sua primeira exibição no Sxsw, com a presença do diretor do filme, Brett Morgen. Já falamos sobre o filme por aqui em posts passados.

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Considerado um dos mais íntimos documentários de rock já feitos (“Rolling Stone”), “Cobain” ainda passará mais duas vezes em Austin, amanhã e sábado. Depois, entra em exibição no começo de maio no canal HBO, nos Estados Unidos. E, sim, em um circuito independente de salas de cinema.

A Popload, pelos olhos do amigo Rafael Urenha, esteve ontem na exibição de “Kurt Cobain: Montage of Heck” no Paramount Theatre, em Austin. E a impressão que Urenha teve sobre o documentário do último herói anti-herói do rock, morto por ele mesmo há 20 anos, é a seguinte:

190315_kurt03poster“2hs e 12 minutos ouvindo Nirvana bem alto numa sala de cinema histórica (o Paramount Theater, que completa 100 anos em 2015) no meio do Texas. Não dá pra reclamar. Filmaço, seja fã ou não. Como é bom assistir um documentário musical com autorização para usar as músicas originais do artista.

O filme impressiona pela edição esperta, pelo sound design cuidadoso, mas especialmente pelo cuidado visual. Com gravações em VHS, super 8, desenhos e anotações originais (dos famosos journals) animadas em 3D, talvez seja o retrato mais gráfico e pessoal da vida do Kurt.

O diretor teve acesso a todo o acervo da família. Muitas imagens e gravações em fita cassete foram descobertas pela primeira vez agora. Entrevistas com o pai, a mãe, a madrasta, a primeira namorada, o melhor amigo (Krist) e a última namorada. A entrevista com Dave Grohl ficou fora da edição porque só aconteceu quando o filme estava já editado.

A tese do diretor é que a origem da tragédia está na família Cobain. A parte preferida de Frances Bean, produtora do doc, é o “cut to black” que encerra o filme. Sem nota de suicídio, flores na calçada ou comentários póstumos.”

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Brett Morgen, diretor de “Montage of Heck”

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Interatividade, novas tendências, Autoramas, Cobain, Snoop Doggy… Sxsw começa hoje no Texas

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De hoje até o próximo dia 22 de março, Austin, no Texas, se torna uma espécie de capital mundial da cultura pop graças ao cada vez mais absurdo South by Southwest, festival que começou só de música há quase três décadas e ao longo dos anos foi incorporando cinema, outros gêneros de arte, internet, tecnologia e novas tendências de mercado. Resumindo: vale ressaltar que o Sxsw são três festivais dentro de um. É o de música que tem suas centenas de shows, mas o cada vez mais importante festival de Cinema e o incrível festival de Interatividade.

Ao todo, cerca de 40 mil pessoas devem passar por Austin, seja para assistir ao show da Courtney Barnett ou acompanhar uma das três mil e quinhentas palestras, workshops e tudo mais previstos.

Os shows musicais começam só na terça, 17, mas os olhares da mídia já se voltam para Austin no dia de hoje, graças ao referencial que o evento se tornou. Sabia tipo que o Twitter foi lançado lá na edição 2007? Então…

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Entre os principais atrativos de cultura pop, além das centenas de shows em clubinhos, galpões e teatros espalhados pela cidade, estão a estreia do aguardadíssimo documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck”, primeira obra do tipo autorizada pela família do ex-líder do Nirvana, falecido há mais de duas décadas. A obra explora um lado diferente de Kurt do qual a gente conhecia, longe do caos, com colaboração de familiares do próprio e de sua viúva, Courtney Love. A direção é de Brett Morgen. O documentário estreia apenas em maio, no canal HBO, e terá sua premiere em Austin.

O sempre esperado “Keynote Speech” deste ano tem Snoop Doggy como palestrante. Bandas como Spoon, The xx, Of Montreal, Real State, Best Coast, The Zombies, Hole, Miike Snow, Solange Knowles e Stone Temple Pilots estão na programação, sem falar nos shows surpresa.

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*** O Brasil no Sxsw

É cada vez mais recorrente a participação brasileira no festival de Austin, em todos os campos possíveis do evento. No Cinema, por exemplo, a atriz Alice Braga, que fez recentemente um documentário sobre a vida de Neymar fora dos campos, participará de diversos painéis. Rodrigo Abdalla, gerente de marketing do YouTube no Brasil, também é um dos nomes de destaque. Gustavo Caetano, presidente da associação de startups brasileiras, vai comandar um debate sobre a maturidade do ecossistema de empreendimentos do Brasil. A participação brasileira será coordenada pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e boa parte dos eventos acontece na Casa Brasil, que fica na 102 Trinity Street, ponto bem movimentado da cidade.

O documentário “Dominguinhos” será exibido na mostra de filmes dias 17, 18 e 20. A diretora da obra, Mariana Aydar, faz show no dia 16 em homenagem ao instrumentista.

O Autoramas vai testar sua nova formação no Texas. Silva, Apanhador Só e Marcelo Fruet também estarão por lá representando nosso indie brazuca.

Como sempre, a Popload vai falar bastante do Sxsw nos próximos dias. Fique ligado.

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* Shows de bandas brasileiras no Sxsw:

Rashid – 17/03, às 12h, no Elysium (705 Red River St) + 19/03, às 21h, no The Trophy Club (310 E 6th St)

Call Me Lolla – 18/03, à 1h, no 18th Floor at Hilton Garden Inn (500 N IH 35)

Trampa – 18/03, às 20h, no BD Riley’s (204 E 6th St)

Autoramas – 19/03, às 20h, no BD Riley’s (204 E 6th St)

Os Alquimistas ATX – 20/03, às 18h, no Mexican American Cultural Center (600 River St)

Apanhador Só – 20/03, às 21h, no Red Eyed Fly (715 Red River St)

Silva – 20/03, às 22h, no BD Riley’s (204 E 6th St)

Marcelo Fruet & os Cozinheiros – 21/03, às 21h, no Esther’s Follies (525 E 6th St)

Scalene – 21/03, às 23h, no Esther’s Follies (525 E 6th St)

** Com informações do Meio & Mensagem, Apex-Brasil e Noize.

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Turismo Popload. Austin, Texas, em oito fotos

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* Ainda sobre Austin, Texas, a capital mundial da música ao vivo, que nem é muito grande e tem 250 casas de shows. Que tem os gigantes South by Southwest (quase 2 mil novas bandas tocando por cinco dias) e Austin City Limits (130 bandas repetindo escalação em dois finais de semana seguido). Que tem o Fun Fun Fun, outro grande evento musical que acontece agora no começo de novembro. E mais outros quatro festivais de destaque.

Cidade que segundo número do governo do Texas recebe por dia (POR DIA) 115 novas pessoas de outros lugares que chegam para morar. Que a Apple, IBM, FAcebook, Google, Microsoft estão instalando grandes fábricas e novas lojas. Que o ainda modesto skyline de prédios vai dobrar nos próximos 5 anos, estima-se. Que os grandes hoteis já estão se instalando “a sério” na cidade.

Que 40% de sua população vive de bike, as próprias, as alugadas com facilidade na rua, pegando os táxi-bikes. Cidade que 1.5 milhão de morcegos mora numa ponte grande parte do ano e 2 milhões de pássaros diversos visitam outra ponte por duas semanas na primavera, por algum motivo.

Que tem os velhos bares texanos loucos e os modernos bares com beer garden deliciosamente novos. Que já não é tão “weird” para se manter, mas ainda é weird. Que, me falaram, talvez por tudo isso acima é o lugar mais caro dos EUA para se morar, alugando ou comprando um espaço.

Então, se a gente privilegia toda vez aqui na Popload o lado musical de Austin, vamos botar aqui algumas fotos aleatórias da cidade texana, assim, porque sim.

E, não, não vai ter foto da Rua 6 e adjacências, a famosa rua dos bares e clubes de Austin, um dos endereços mais fotografados dos EUA todos, tipo Time Square (NYC) e Sunset Boulevard (LA).

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A linha de prédios de Austin lá no fundo, vista de um dos cantos da cidade, com um de seus muitos parques abaixo

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Fachada simpática de um de seus milhares de bares, esse no lado cool da South Congress avenue, que corta a cidade

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Também na South Congress ave, o Continental e sua parede lateral, tradicional point de música ao vivo e drinks, bar bem pequeno, onde Mick Jagger já apareceu para canja em um show de blues de artista local e onde todas as segundas-feiras às 18h30 tocam os Peterson Brothers, dois irmãos de 18 e 15 anos da região que tocam blues como se fossem veteranos do Mississippi

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Placa que indica o fim da Rainy Street, a “rua nova” dos bares cool e restaurantinhos incríveis de Austin, com uma área de food trucks de comida mexicana e árabe

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A Waterloo Records, uma das lojas de disco mais legais dos EUA, gigante em vinil novos e usados, que tem shows semanais dentro e fora de suas dependências. Já vi MGMT e Albert Hammond Jr, dos Strokes, tocando na loja. Nesta semana tem OK GO, parece

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O Easy Tiger, incrível “padaria” para se tomar café da manhã com deliciosos pães feitos lá, e beer garden à noite no seu “subterrâneo” ao ar livre

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A ponte dos morcegos, na South Congress, onde diariamente, no pôr-do-sol, é ocupada por gente em cima dela e em barcos, embaixo, para ver a revoada de morcegos despertando para uma noite de caçada (de frutas). Agora no fim de outubro os morcegos migram para o México em férias no calor e voltam tipo em março

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Outro recorte do Skyline de Austin, que vai dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, visto de um rio que na verdade é um lago (não me pergunte)

* A Popload esteve em Austin por uma semana, a passada, a convite do Texas Tourism.

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Austin City Limits: todos os problemas do mundo da Lorde. E o show incrível inteirinho

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* Popload em Austin, Texas.

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Ainda com 17 anos e até um ano atrás apenas um nome indie esquisito para os americanos, a cantora neozelandesa Lorde, tema na América de dois episódios recentes do popular desenho “South Park”, arrastou um mar de gente para vê-la, no fim de tarde de domingo, perto do encerramento do festival Austin City Limits, evento de 130 bandas espalhadas por três dias em dois finais de semana consecutivos. Que botou para circular 80 mil pessoas/dia no Zilker Park, parque enorme próximo da cidade, não tão longe do Centro. Coisa enorme, coisa séria, nível Coachella.

Fui uma vez a pé até o festival, mas o que mais incentivavam era a ida de bicicleta. Ou a própria, ou a alugada (tem 49 estações de retirada e entrega de bicicleta espalhadas pela área central da plana Austin), ou as bicicletas tipo gôndola de Veneza sob rodas, com um condutor, que levam pessoas a troco de gorjeta.

Lorde, agora com jeitão de artista consagrada, só não fechou o último dia do Austin City Limits porque daí a produção do festival não teria onde botar o Pearl Jam. Ela se apresentou apenas neste segundo final de semana do ACL 2014. Acho que foi a única artista, dos grandes, a pular o primeiro final de semana.

Era engraçado ver os momentos-discurso de Lorde durante o show. Umas angústias sinceras, vindo de uma garota que ainda não tem 18 anos e não deve ter entendido nada, não assimilou, o que aconteceu a ela desde os 16.

No palco, Lorde disse que a apresentação no Austin City Limits era a última do ano nos EUA. E que tudo tinha começado exatamente em Austin, seis meses atrás, quando ela morria de medo de se apresentar nos EUA, medo de crescer, medo do que estava acontecendo, toda a responsabilidade que estavam passando a ela.

E o Pearl Jam, na sequência, falando de Austin com lembranças de 20 anos atrás.

No ACL 2014, o tal “mar de gente” que a estrela teen arrastou era formado por milhares de menininhas gritantes e com celulares para o alto no modo câmera e ainda muitos marmanjos que até dançavam seu som quase não-dançante e cantavam com ela em uníssono cada palavra de suas músicas novas e “velhas” (seu único disco foi lançado há um ano), sobre angústias escolares, vida na periferia (da Nova Zelândia) e ansiedade de se tornar adulta.

As apresentações ao vivo de Lorde estão ficando com uma força tremenda, tomando como exemplo o que eu pude ver na Austrália no comecinho do ano e depois no Lollapalooza brasileiro.

Mesmo em fim de turnê, sua marcante voz às vezes frágil e às vezes em contralto combina cada vez mais com o tecladista e baterista finos que a suportam. Combina ainda com a dança quebrada e as jogadas para frente e para trás de seu famoso cabelo encaracolado. E com sua música de certo modo original, porque não é exatamente pop, não é inteiramente indie, não pode ser catalogada como eletrônica e não tem uma guitarra sequer para ser colocada como rock.

É apenas Lorde. E tem sido bem bom assim, enquanto seu sincero frescor juvenil durar. A tal da “energia”.

Abaixo, o belo show inteiro de Lorde no festival.

Mais abaixo ainda, foto de um cartaz com a “Lorde” do South Park, na verdade o pai do Stan, que sempre compôs e dublou todas as músicas da menina neozelandesa, que na verdade é uma fraude da indústria musical. Segundo o “South Park”, obviamente.

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** A Popload veio a Austin a convite do Texas Tourism. E está “andando” pela cidade de bike motorizada graças à Rocket Electrics.

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